Fundação Vanzolini

O mundo está on-line e o cuidado com o que circula na web é essencial para proteger pessoas, empresas e dados. O Dia Internacional da Internet Segura (Safer Internet Day), comemorado este ano, no dia 11 de fevereiro, é uma iniciativa global, promovida para conscientizar e educar a sociedade sobre o uso responsável, ético e seguro da internet.

A data é um marco no calendário, que deve servir para mobilizar organizações, governos, empresas e cidadãos para debater e adotar boas práticas no ambiente digital.

No caso das organizações – tanto públicas, quanto privadas -, uma solução para colaborar com segurança no ambiente digital é a Certificação ISO 27001.

Acompanhe a leitura para saber mais sobre a importância do Dia Internacional da Internet Segura e quais os benefícios da ISO 27001 para as empresas.

Dia Internacional da Internet Segura: promover o uso seguro e responsável das tecnologias on-line

Com o propósito de promover o uso ético e seguro da Internet e de outras tecnologias, foi criado, pelas Redes INSAFE-INHOPE e Comissão Europeia, em 2004, o Dia da Internet Segura, comemorado no dia 11 de fevereiro. 

A data é celebrada por cerca de 200 países em todo o mundo e, no Brasil, o evento é promovido por organizações como a SaferNet Brasil, por meio de encontros e debates sobre temas essenciais, para disseminar informações sobre segurança digital, boas práticas on-line e direitos na internet.

Dessa forma, o Dia Internacional da Internet Segura é uma oportunidade para que a sociedade como um todo reflita sobre como construir um ambiente digital mais seguro e inclusivo para todos.

Embora, recentemente, uma das bigs tecs tenha anunciado o encerramento do seu sistema de checagem de fatos, o que pode levar à disseminação de fake news na internet, o uso do ambiente digital de forma ética e segura deve ser um compromisso coletivo, que beneficia pessoas e organizações.

Em uma realidade cada vez mais conectada, a internet é, sem dúvida, uma ferramenta essencial para a vida pessoal, profissional e educacional. No entanto, também é essencial frisar que o ambiente digital apresenta desafios como fraudes, roubo de identidade, fake news e exploração infantil.

“Plataformas digitais geraram esperança às pessoas em tempos de crise e luta, amplificaram vozes que antes não eram ouvidas, e deram vida a movimentos globais. No entanto, essas mesmas plataformas também expuseram um lado mais sombrio do ecossistema digital. Elas permitiram a rápida disseminação de mentiras e do discurso de ódio, causando danos reais em escala global.”

– António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

Segundo o secretário-geral da ONU, 58,5% dos usuários regulares de internet  demonstram preocupação com a proliferação de informações falsas on-line. O dado faz parte de um estudo realizado em 142 países, e foi apresentado durante o Informe do secretário-geral da ONU sobre “Integridade da Informação nas Plataformas Digitais”.

Internet segura e a proteção de dados

No mundo corporativo, a segurança digital atinge níveis ainda mais significativos e profundos e, como dever legal e ético, as organizações precisam seguir diretrizes e normas de cibersegurança capazes de garantir a proteção de dados e evitar ataques cibernéticos.

Segundo relatório da Trend Micro, divulgado em 2023, pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), somente no primeiro semestre de 2023 foram bloqueadas em todo o mundo 85,6 bilhões de ameaças virtuais. As principais envolveram ataques por e-mail, links maliciosos e arquivosinfectados.

Sendo assim, seja para pessoas ou organizações, o Dia Internacional da Internet Segura reforça a necessidade de:

Algumas dicas de segurança básicas para proteção on-line

Certificações de Tecnologia da Informação para segurança da informação

Segundo relatório da empresa especializada Check Point Research, no Brasil, apenas no primeiro trimestre de 2024, os ciberataques cresceram 38%. Em média, cada empresa recebeu cerca de dois mil ataques por semana. (OBS: seria interessante ter link do relatório)

Como aliada da cibersegurança, as empresas podem contar com as certificações voltadas para a tecnologia, que são base para um acesso mais seguro, protegendo, assim, informações delicadas em ambientes profissionais.

Entre as certificações reconhecidas globalmente, temos a ISO 27001 e a 27701.

Por meio da implementação das normas nas organizações, é possível potencializar a proteção da rede, atendendo ao chamado urgente da sociedade e do Dia internacional da Internet Segura.

Além disso, a certificação gera benefícios à imagem da empresa perante o mercado e seus parceiros, refletindo em mais competitividade e lucratividade.

Benefícios de ter a certificação ISO/IEC 27001:

Além disso, a ISO/IEC 27001 dá à alta direção maior visibilidade e segurança no planejamento estratégico, permitindo decisões mais embasadas e alinhadas aos riscos e oportunidades do negócio.

Vale destacar que a norma pode ser aplicada a qualquer organização, independentemente do tamanho ou setor, concentrando-se em identificar, gerenciar e reduzir riscos associados à segurança da informação. 

Acompanhe a Fundação Vanzolini, em parceria com o Estadão, todas às quartas-feiras, na editoria de educação (somente para assinantes).  

Conheça Os benefícios e diferenciais das empresas que conquistam suas certificações ISO

Descubra por que as certificações ISO elevam a excelência operacional e aumentam a competitividade, reputação e eficiência das empresas. Leia o texto completo aqui

Para saber como implementar a ISO 27001 na sua empresa, conte com os serviços e cursos da Fundação Vanzolini:

Saiba mais sobre as certificações da Fundação Vanzolini

Certificação ISO 27001

Certificação ISO 27701

Certificação ISO 20000-1

Conheça as capacitações em Sistemas de Gestão de Segurança da Informação da Fundação Vanzolini

Atualização da ISO/IEC 27001:2022

Interpretação dos Requisitos ISO 27001:2022

IQNet: ISO 27001 – Auditor Líder

Segurança da Informação e Privacidade de Dados Pessoais, conforme a norma internacional ISO 27701:2019

Tecnologias para os Controles da ISO 27001

Fontes:

ONU

GovBr

Serasa

Forbes

Tecnologia, inovação e digitalização. Esses três conceitos sustentam toda a revolução que atravessa e transforma os meios de produção e comercialização em uma velocidade nunca antes experimentada. Neste contexto, surge a Digital Supply Chain. Já ouviu falar? Acompanhe a leitura e fique por dentro da transformação do futuro que ocorre no presente. Vem com a gente!

De antemão, a chamada indústria 4.0 – ou Quarta Revolução Industrial – integra um sistema amplo de tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial, a robótica e a Internet das Coisas que, sem dúvidas, estão ditando e ressignificando as formas de produção, relação e os modelos de negócios em todo o mundo.

Dentro desse imenso leque de novas possibilidades de automatização de processos, temos a Digital Supply Chain, a evolução do Supply Chain, capaz de aprimorar e otimizar, ainda mais, as atividades que envolvem as áreas de logísticas e cadeias de distribuição.

Trata-se de um conceito que, ao ser aplicado por meio da implementação de sistemas e tecnologias, é capaz de tornar as empresas mais ágeis, eficientes e precisas.

Mas o que é, de fato, a Digital Supply Chain e como alcançá-la? Quais os resultados e benefícios gerados aos negócios? Para responder a estas e outras questões, preparamos este artigo.

A Indústria 4.0 e a transformação digital

Para começar, vamos falar um pouco sobre o contexto atual no que diz respeito às formas de produção de bens de consumo e serviço. É preciso olhar para o mundo, para o que há de novo e possível e para o que nos cerca para poder agir no agora.

Assim, nossa era é a era digital. Computadores e máquinas no centro das realizações e as habilidades humanas cada vez mais relacionadas à capacidade de gerenciar, administrar e fazer bom uso dos sistemas tecnológicos.

Como grande protagonista desse nosso momento histórico, temos a Indústria 4.0, que representa, justamente, essa automação presente na indústria e a integração de diferentes tecnologias.

A também chamada Quarta Revolução Industrial está em curso e acontece diante da promoção da digitalização das atividades industriais, que visam aprimorar os processos e aumentar a produtividade.

Desse modo, podemos destacar como as principais tecnologias presentes da Indústria 4.0 e que são responsáveis pelas transformações digitais as seguintes inovações:

• Inteligência artificial;
• Computação em nuvem;
• Big data;
• Cyber segurança;
• Internet das coisas;
• Robótica avançada;
• Manufatura digital;
• Manufatura aditiva;
• Integração de sistemas;
• Sistemas de simulação;
• Digitalização.

Assim, o uso desses recursos é capaz de gerar um impacto significativo na produtividade, já que aumentam a eficiência dos processos de desenvolvimento de produtos em larga escala.

Mas as tecnologias e inovações da Indústria 4.0 vão além e propiciam transformações digitais importantes também na camada de gestão empresarial, nas áreas de logística e distribuição, como veremos a seguir.

O que é Digital Supply Chain?

Vamos agora compreender o que guarda o conceito de Digital Supply Chain. Trata-se de um passo adiante no movimento de transformação digital proposto pela Indústria 4.0.

A Digital Supply Chain é a ação que leva à simplificação e à automatização de diferentes etapas e processos ao longo de toda a cadeia de suprimentos. A gestão, sem dúvidas, se beneficia das novas ações.

De forma prática, podemos entender a Digital Supply Chain como a troca de todo tipo de papel por informações e sistemas digitalizados, nos quais produtos e dados possam fluir de forma autônoma e automática.

Para isso, as tecnologias que se destacam são a de sensores, colocados no decorrer de todo o processo da cadeia produtiva, de criação de redes que se conversam, de automação e, por fim, de análise geral para medir o desempenho e a satisfação do cliente.

Ao fazer uso das tecnologias citadas acima, dentro de um contexto de Digital Supply Chain, é possível, por exemplo, conhecer a localização e estado dos produtos, a capacidade produtiva das fábricas e a previsão de produção.

Um modelo digital de produção informa e realiza o controle de forma mais eficiente dos insumos, do estoque e da distribuição, evitando atrasos, danos à qualidade do produto ou serviço.

Segundo a McKinsey & Company, consultoria global de gestão que atende empresas líderes, governos, organizações não governamentais e organizações sem fins lucrativos, “as empresas que digitalizam agressivamente suas cadeias de suprimentos podem esperar aumentar o crescimento anual dos lucros antes de juros e impostos (Ebit) em 3,2% – o maior aumento da digitalização de qualquer área de negócios – e o crescimento da receita anual em 2,3%.”

Então, como podemos ver, um dos principais pontos da Digital Supply Chain é a transformação da cadeia produtiva em um ambiente que se comunica, interage e entrega um atendimento – e um produto – de forma mais eficaz, pontual e robusta, superando as expectativas dos clientes e do mercado.

Quais outros benefícios da Digital Supply Chain podemos destacar

Ao implementar e fazer uso dos recursos tecnológicos inovadores, a empresa ganha em:

• transparência, que permite uma visão 360 da cadeia produtiva em todas as suas etapas e detalhes;
• compartilhamento e capacidade de obter dados em tempo real, pois utiliza sensores, máquinas e equipamentos conectados. Essa integração permite, também, que a informação seja única e capaz de chegar às mais diversas áreas da empresa;
• capacidade de reação rápida diante das respostas dos clientes, pois com conexão e controle entre as áreas, tem-se a possibilidade de realizar mudanças e transformações imediatas, com o objetivo de minimizar o impacto na empresa e atender às demandas de fora.

Como passar da Supply Chain para a Digital Supply Chain?

Vamos tratar agora do primeiro passo para implementar a transformação digital na área de Supply Chain.

  1. Para começar essa revolução na cadeia de suprimentos, a primeira coisa a se fazer é estabilizar e organizar a operação, revisitando e revisando os sistemas, colocando em ordem as bases e redesenhando os processos. É preciso fazer um ajuste geral e estar ciente de todas as etapas envolvidas.
  2. Depois disso, é necessário automatizar o fluxo e organizar as atividades operacionais. No entanto, mais do que fazer mudanças, é preciso acompanhá-las de perto. Para isso, recomenda-se o uso de ferramentas como indicadores, dashboards e alarmes para a garantia da qualidade do serviço e para um eficiente controle de custos e de desempenho.
  3. É fundamental, também, que as empresas saibam lançar mão das mais variadas tecnologias e aplicá-las de forma personalizada. Cada empresa deve compreender sua demanda, otimizar os processos e introduzir os novos serviços de uma forma única, diferente do comum, com sua própria marca. Isso irá diferenciá-la no mercado, gerando identificação e reconhecimento.
  4. Por fim, é preciso ter informações compartilhadas e disponíveis no momento de digitalizar processos. É preciso ser ágil na rotina, pensar os dados de forma estratégica, ser responsivo e, a grande virada, apostar na interatividade.

Sabemos que na cadeia de fornecimento tradicional, caso uma etapa venha a falhar, prazos e clientes podem ser afetados e perdidos. No caso da Digital Supply Chain, muda-se o foco e o cliente passa a estar no centro, tendo como objetivo atendê-lo em três níveis de excelência: atendimento da demanda, velocidade e personalização.

Como dissemos, o segredo revelado da digitalização da cadeia de suprimentos está na integração de dados internos e externos, por meio do uso das tecnologias, como a Internet das Coisas, sensores, modelos preditivos de Machine Learning, entre outras.

Vale destacar que, passar da Supply Chain para a digital, trata-se de uma transição. E, como toda transição, requer tempo, empenho, compromisso e envolvimento de todos os participantes para fazer acontecer e a coisa se estabelecer de forma genuína e orgânica.

Toda uma estrutura deve ser repensada para que uma nova cultura seja implementada. Diante disso, é preciso que gestão e operação abracem a causa e se abram à transformação digital, pois resistir à inovação é algo não inteligente nos dias de hoje.

Como se tornar um agente da transformação digital?

Para encerrar este artigo e fomentar as ações de inovação e transformação digital nas empresas, a Fundação Vanzolini oferece cursos nas áreas de novas tecnologias para negócios e logística, voltados para a implementação e melhor atuação da Digital Supply Chain. Veja só:

 

Data Analytics

À medida que as empresas coletam mais dados do que nunca, é fundamental que todos os profissionais possam ler, analisar dados e tomar as melhores decisões com eficiência. O curso aborda desde os conceitos introdutórios até os mais avançados, passando por Visualização de Dados, Análise Exploratória e aplicação prática com projetos exclusivos.

Indústria 4.0: Conceito, Método e Aplicação Prática

A quarta revolução industrial traz para a indústria brasileira a oportunidade de alcançar novos padrões de competitividade. Todos os profissionais atuantes na área de tecnologia industrial têm a chance de participar desse movimento por meio de especificação, projeto, implementação ou manutenção de iniciativas alinhadas a seus conceitos.

Data Science

Um perfil novo e altamente demandado no mercado atual – o Cientista de Dados. Sua função é entender os desafios e desenhar uma estratégia analítica para resolvê-la, identificando os dados necessários, a análise a ser realizada e a forma de empregá-la. Este curso foca exatamente na formação desse profissional de forma sistêmica, desde o entendimento das oportunidades até a sua execução.

Engenharia de Dados

Um dos perfis chaves e mais demandados no mercado é o do Engenheiro de Dados – o profissional que tem a capacidade de identificar a necessidade de dados, definir uma estratégia de obtenção e implantá-la de ponta a ponta. Esse é o foco deste curso, formar profissionais com essa capacidade para serem os viabilizadores dessa transformação analítica.

Project Valuation em Supply Chain

O objetivo deste curso é mostrar ao aluno as diferentes técnicas utilizadas para se avaliar um projeto.
Conceitos de projeto interno (Lançamento de novo produto ou uma parceria comercial) e projeto externo (nova empresa ou startup), mostrando a matemática por trás.

Estratégia em Supply Chain

O objetivo deste curso é compreender os princípios de organização de uma cadeia de suprimento e das interações entre concorrentes, fornecedores e compradores, dentro do contexto competitivo atual.

O curso aborda aspectos gerais da Administração Estratégica, como análise setorial, posicionamento estratégico e implementação de estratégias competitivas.

Business Intelligence aplicado à Logística

Os profissionais de logística lidam diariamente com muitos dados e precisam tomar decisões rapidamente para que suas organizações tenham alta performance e ampliem sua competitividade frente à concorrência.

O curso aborda como as empresas podem dar o valor necessário à logística, com a aplicação da Inteligência de Negócios (B.I.) e principais ferramentas baseadas em dados para analisar e identificar problemas, e, ainda, melhorar o desempenho nas áreas de transportes, compras e produção.

Aplicação de Simulação para Ganho de Produtividade

Analistas de áreas técnicas (PCP, logística, manutenção, controle de qualidade, saúde, transporte e call centers) em empresas de qualquer porte que enfrentam problemas na operação de seus negócios relacionados ao ganho de produtividade, racionalização de custos, dimensionamento de equipe, validação de estratégias de mercado, políticas de estoque, seleção de fornecedores, redução de ociosidade, agregação de produtos para ganho de escala.

PCP – Planejamento e Controle de produção : como implementar usando Excel

Você irá aprender os quatro principais pilares da programação e do controle da produção: Previsão de demanda, Controle de Estoque, Planejamento mestre de produção e Programação das ordens; E como aplicar esses conceitos usando planilhas de Excel.

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O mundo digital ainda está fora da realidade de 17% dos brasileiros, segundo pesquisa TIC Domicílios, realizada em 2020 pelo Centro Regional de Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação. São 46 milhões de pessoas que têm dificuldade para trabalhar, estudar e até socializar por falta de acesso aos meios digitais. Uma situação que agrava a imensa desigualdade social que assola o país e que ficou mais evidente durante a pandemia.

Para discutir como reverter esse quadro, a Frente Nacional de Prefeitos e a Fundação Carlos Vanzolini promovem o Webinar Inclusão digital é inclusão social!, na segunda edição da série Cidades inteligentes e humanas: Desafios e caminhos da gestão municipal.

“Se os Governos não auxiliarem na inclusão digital, esta desigualdade tende a aumentar, ao invés de diminuir. Assim como o Estado precisa prover educação, saúde, segurança, moradia e os demais itens da cesta básica para todos os cidadãos, cada vez mais é preciso incluir nesta cesta básica a inclusão digital”, afirma Daniel Annenberg, vereador, ex-Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, pesquisador da área de inovação e tecnologias e apoiador deste encontro.

Entre os convidados do webinar estão o Procurador do Estado de Pernambuco,  Secretário Executivo de Transformação Digital de Recife e Vice-Presidente de Soluções Inovadoras do Fórum Inova Cidades  da FNP, Rafael Figueiredo; e o Prefeito de Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Vice-Presidente de Governo Digital da FNP, Victor Coelho, que também é graduado em Ciência da Computação pela UCP (RJ). Os gestores vão falar sobre programas de sucesso em inclusão digital implantados nas duas cidades e que podem servir de exemplo para outros municípios do Brasil.

Também irá participar do encontro a coordenadora da área de Tecnologias e Governos do Centro de Estudos de Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas, Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha, que já liderou vários projetos de tecnologia no país.

A inscrição é gratuita. Os participantes poderão fazer perguntas via chat e irão receber um certificado de participação.

Serviço
Webinar Cidades inteligentes e humanas – Desafios e caminhos da gestão municipal: Inclusão digital é inclusão social!
29 de outubro – 10:30 às 12hs.
Via Zoom.

Por Priscila Gonsales

Uma das características mais incríveis da internet é, sem dúvida, a possibilidade de acessar informação. Basta ter um dispositivo conectado para apreciar obras de arte de museus famosos do mundo todo, assistir a videoaulas sobre os mais diferentes temas ou encontrar imagens de fatos históricos e atuais, só para citar alguns exemplos.

Com toda essa infinidade de conteúdos ao alcance de um clique, nossas atividades cotidianas de estudo ficaram mais facilitadas. Por isso, é bastante comum o seguinte raciocínio: se eu preciso de uma foto, de um texto ou de um vídeo para enriquecer uma produção própria (um blog, uma apresentação), basta copiar de algum site e citar a fonte, certo? Infelizmente, não. Sem a expressa autorização do autor isso é ilegal. Talvez o próprio autor do material não se importasse, mas ele não sabe que poderia deixar essa opção visível para o usuário com uma licença flexível.

E isso acontece porque temos no Brasil a Lei de Direito Autoral, considerada uma das mais restritivas do mundo. Essa lei determina que o autor (ou o detentor dos direitos do autor) é o único proprietário dos direitos de uso de sua obra, cabendo a ele decidir quando e como permitir o uso por terceiros. Não existe exceção nem para finalidade educativa. Mesmo que a obra não traga o símbolo C de “copyright” ou a frase “todos os direitos reservados”, a lei garante que a obra é “copyright”. Independentemente disso, porém, já existe no mundo todo, inclusive no Brasil, um modelo de gestão de direitos autorais em que o autor pode optar por uma licença livre, concedendo de forma clara alguns direitos de uso de sua obra. Trata-se do Creative Commons (CC), uma organização não governamental, com sede nos EUA, que criou seis tipos de licenças livres para que o próprio autor escolha qual deseja utilizar, sem a necessidade de contratar advogados. Qualquer pessoa interessada em licenciar sua obra de forma aberta pode acessar o site, responder a algumas perguntas e, instantaneamente, receber a licença apropriada para deixar ou incorporar em sua obra. Simples assim.

Ao falarmos de licença livre, chegamos ao conceito de REA, ou Recursos Educacionais Abertos, e sua importância no contexto da cultura digital em que estamos. O termo “Recursos Educacionais Abertos” (Open Educational Resources, em inglês OER) foi adotado, pela primeira vez, durante um fórum da Unesco em 2002. Trata-se do esforço de uma comunidade global de educadores, políticos e usuários articulada para criar, reutilizar e propagar bens educacionais pertencentes à humanidade, bens esses cada vez mais acessíveis graças à internet.

A definição de REA é a seguinte: são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa, disponíveis em qualquer suporte ou mídia, preferencialmente em plataformas ou formatos livres (software livre), que estejam sob domínio público ou licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros.

Os REA criam a oportunidade para uma transformação fundamental na educação: a autoria. Permitem que educadores, estudantes e mesmo aqueles que não estejam formalmente vinculados a uma instituição de ensino se envolvam no processo criativo de desenvolver e adaptar recursos educacionais. Governos e instituições de ensino podem formar professores e alunos para a produção colaborativa de textos, imagens e vídeos de qualidade. Com a abertura dos materiais na internet, a possibilidade de formação continuada se expande a toda a sociedade.

REA e a política pública

Anualmente, uma quantidade imensa de dinheiro público (da ordem de bilhões) é gasta pelos governos na compra de materiais didáticos impressos e digitais que não são REA e, portanto, são de acesso restrito, inibindo as possibilidades de reprodução, criação e adaptação de conteúdos por educadores e estudantes. Em 2012, a Unesco realizou, em Paris, o Congresso Mundial de REA, que gerou uma declaração convidando governos do mundo todo a determinar que recursos educacionais financiados com recursos públicos devem adotar o modelo REA.

Em abril de 2012, a Comunidade REA Brasil, formada por pessoas de diversas áreas do saber, lançava na Casa da Cultura Digital , em São Paulo, o primeiro livro no país com artigos acadêmicos e relatos de experiências sobre REA na área de política pública e de práticas educativas. É, obviamente, um REA e está disponível para leitura online ou para baixar.

Atuando junto à Comunidade REA desde 2008, o projeto REA.br, conduzido atualmente pelo Instituto Educadigital com apoio financeiro da Open Society Foundations , vem trabalhando para transformar a política pública de acesso a recursos educacionais financiados com orçamento público. Alguns resultados já podem ser observados nos últimos três anos, tanto em nível federal quanto estadual e municipal. Um deles é o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, que contempla o incentivo a REA dentro de duas de suas metas. Ainda no âmbito federal, o Projeto de Lei nº 1.513/2011 visa garantir que as compras públicas ou contratação de serviços e materiais educacionais sejam regidas por meio de licenças livres, permitindo a difusão e a ampliação do acesso a esses bens por toda a sociedade.

Em nível municipal, já existe uma política pública de REA vigente no município de São Paulo, desde o Decreto nº 52.681 , de 26 de setembro de 2011, que dispõe sobre o licenciamento obrigatório das obras intelectuais produzidas ou subsidiadas com objetivos educacionais, pedagógicos e afins, no âmbito da rede pública municipal de ensino. Hoje, quem entra no site da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo já localiza a licença definida para uso dos materiais disponíveis.

Educação aberta como tendência

Conteúdo aberto também já aparece como uma das tendências para a educação em um dos principais relatórios mundiais sobre o uso da tecnologia na educação, o Horizon Report. Segundo o documento, a “educação aberta” e os “cursos abertos e gratuitos, como os Moocs ”, surgem como forma de diminuir as barreiras de acesso à informação até para quem está fora da escola.

Na perspectiva apontada pelo Horizon Report, alguns projetos educacionais mais recentes já estão sendo criados dentro da perspectiva de REA, ressaltando não apenas a importância do bem público e da livre adaptação, como também a autoria dos educadores envolvidos.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lançou no início de 2014 um remix do site Escola Digital, chamado Currículo+, em que os próprios gestores e professores da rede são convidados a analisar e sugerir objetos digitais para os colegas. É a primeira iniciativa REA de fato da SEE-SP.

O contexto atual, não só no Brasil, mas em todo o mundo, envolve o desafio de integrar – ou mais efetivamente, impregnar – as TIC ao currículo de forma qualitativa e trazer de fato a cultura digital para a escola e demais espaços de aprendizagem (sejam eles formais ou informais). Desafio esse que passa, em primeira instância, pela formação inicial e continuada de docentes e, simultaneamente, pela incorporação de tendências que já fazem parte do cotidiano da sociedade conectada, tais como: personalização de uso, práticas colaborativas em redes digitais, adoção crescente de celulares e computadores móveis, e preferência por softwares livres e conteúdo aberto.

A educação precisa de apoio, mas esse apoio não pode vir de fora para dentro, justamente porque não existe receita pronta e única. É preciso estimular que professores sejam autores de seu próprio processo de formação, procurando não só usar REA, mas também produzir e compartilhar suas produções, seus projetos pedagógicos, suas sequências didáticas, possibilitando que outros educadores possam aproveitar e remixar essas iniciativas de acordo com as características culturais de cada região.

Quando materiais didáticos e educacionais são considerados bens públicos e comuns, todos podem se beneficiar: professores, estudantes e autores interessados na utilização de sua produção e também no processo criativo de desenvolver e adaptar recursos educacionais. E se esses materiais são pagos com recursos públicos, seja pelos programas de incentivo ao livro e à leitura ou por investimento próprio de governos produzirem materiais, faz ainda mais sentido que sejam públicos, ou seja, de livre acesso e livre adaptação.

Tornar esse novo mundo de fato possível e acessível para todos, abrindo caminhos para mais e mais processos colaborativos, segue sendo o maior objetivo para todo o movimento REA, especialmente na perspectiva de quem atua com formação de educadores. O contexto da cultura digital que temos hoje favorece que as pessoas tenham voz, abre espaços de troca e de aprendizagem infinitos. Assim, uma ideia pode originar outra ideia, uma experiência pode estimular outra, um resultado pode inspirar vários.

Priscila Gonsales, Fellow Ashoka, Mestre em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca – Espanha, cursou Design Thinking no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM-SP, tem pós-graduação em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA-USP e graduação em Jornalismo. Cofundadora do Instituto Educadigital, atua na área de Educação e Tecnologia desde 2001. É coordenadora do projeto REA-Brasil, uma das autoras do livro “Recursos Educacionais Abertos – Práticas Colaborativas e Políticas Públicas”

O governo paulista corta o uso do papel e migra os fluxos administrativos para o ambiente informatizado. A Vanzolini ajuda a implantar o Governo Digital.

Em todo o mundo, a revolução digital moderniza o Estado. Os computadores simplificam milhares de processos e economizam rios de dinheiro público. Informações e documentos são publicados com transparência e segurança. O trabalho dos servidores ganha agilidade e a administração pública conquista eficiência. O cidadão lucra com o atendimento rápido.

Para quem responde pela gestão pública, a tecnologia digital traz vantagens indiscutíveis. Ela viabiliza estratégias de governança que impulsionam a Economia, a Educação, a Saúde, a Habitação e outros setores, com políticas públicas melhor coordenadas e mais efetivas. O Governo Digital põe em mãos do gestor público o controle em tempo real das ações administrativas que ocorrem em seu estado, inclusive nos municípios.

Com o programa SP Sem Papel, o Estado de São Paulo segue a tendência de países desenvolvidos, como a Dinamarca e a Bélgica, que lideram o ranking dos governos digitais bem-sucedidos, em benefício do cidadão. O programa já chegou às 24 secretarias e se estende à administração indireta. Após uma fase inicial de automação das ações e de testes, era hora de capacitar os servidores públicos para operar no modelo digital. Hora de contar com o apoio da Fundação Vanzolini.

Migrar para o digital altera os métodos e os fluxos administrativos. Os servidores precisavam de informação e capacitação, para enfrentar o desafio com sucesso.

A conversão das práticas administrativas para o ambiente digital exige ordem, método e estrutura. O entendimento dos fluxos e da ordem das etapas é essencial para a migração correta de cada ação que envolve os serviços administrativos. Contratada pela Prodesp, a empresa de tecnologia de São Paulo, a Vanzolini veio apoiar o planejamento e a implantação da plataforma digital do governo.

Desde 2019, o trabalho evoluiu em várias frentes. Organizou de forma simples e lógica a circulação de arquivos, com a assinatura digital necessária. Especificou ferramentas. Aplicou testes e acompanhou validações. Planejou, desenvolveu e executou um amplo programa para treinar e formar os servidores públicos.

A Vanzolini desenvolveu um Ambiente Virtual de Aprendizagem, com cursos e conteúdos para 120 mil usuários. Produziu um guia básico com atualização constante do aperfeiçoamento do sistema. Realizou cursos presenciais e à distância. Implantou a operação assistida e o tira-dúvidas. Produziu e publicou mais de cem tutoriais eletrônicos, com o passo a passo da navegação. Criou fóruns de discussão e fortaleceu a cultura digital junto aos servidores.

ADEUS AO PAPEL, BEM-VINDO O DIGITAL

O programa SP Sem Papel já mostra resultados muito positivos. Em 2019, o governo paulista deixou de imprimir 8,5 milhões de laudas de papel e poupou aos cofres públicos R$ 500 mil. Segundo a Prodesp, o custo com impressão caiu 99,5%.

Além de poupar recursos e preservar o meio ambiente, o programa vem capacitando o servidor público a atender o cidadão de forma mais ágil e transparente. A Vanzolini aprofunda as orientações aos profissionais da administração direta e indireta, e a grande meta do SP Sem Papel vai sendo cumprida: fazer do governo digital um governo mais eficiente.

Importantes transformações recentes trouxeram grandes desafios aos municípios brasileiros. A chegada do 5G, a implantação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) nos órgãos municipais e a necessidade de ampliar a inclusão social por meio da inclusão digital estiveram na agenda dos gestores municipais.

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A gestão da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management) vive um dos momentos mais complexos e transformadores de sua história. Globalização, avanços tecnológicos, novas demandas de consumidores e exigências ambientais impõem uma revisão profunda das práticas empresariais.

O contexto atual é marcado por volatilidade de custos, rupturas logísticas, incertezas econômicas e a necessidade de construir cadeias mais sustentáveis e resilientes. Empresas que não se adaptam correm o risco de perder competitividade e eficiência operacional.

Mas como superar esses desafios e transformar a cadeia de suprimentos em um diferencial estratégico?

Este artigo discute os principais obstáculos e apresenta caminhos possíveis, da digitalização à sustentabilidade, com base em princípios de excelência operacional e desenvolvimento contínuo, pilares defendidos pela Fundação Vanzolini.

Os desafios da gestão da cadeia de suprimentos e como superá-los

Historicamente, a gestão da cadeia de suprimentos esteve centrada na eficiência e na redução de custos.

Entretanto, as crises recentes, como pandemia, conflitos geopolíticos e oscilações econômicas, mostraram que apenas buscar eficiência não basta. É preciso ser resiliente, ágil e sustentável.

Entre os desafios mais relevantes da atualidade, destacam-se:

Superar esses desafios requer uma abordagem integrada, que combine estratégia, tecnologia e capacitação. A seguir, exploramos as principais frentes dessa transformação.

Confira o conteúdo da Fundação Vanzolini no Estadão: Como otimizar a cadeia de suprimentos com análise de dados

Volatilidade de custos e risco global: estratégias de resiliência e mitigação na Supply Chain

A volatilidade de custos é hoje um dos fatores que mais impactam a competitividade das empresas.

Mudanças no preço de combustíveis, transporte marítimo, matérias-primas e câmbio afetam diretamente o planejamento e a rentabilidade.

Além disso, crises internacionais, como guerras comerciais, desastres naturais e restrições de importação, evidenciaram a necessidade de cadeias mais diversificadas e adaptáveis.

Para mitigar esses riscos, as empresas têm adotado estratégias de resiliência, como:

  1. Diversificação geográfica de fornecedores: evitar a concentração de produção em uma única região reduz riscos de paralisação;
  2. Gestão preditiva baseada em dados: uso de ferramentas de demand sensing e analytics para ajustar compras e estoques de forma dinâmica;
  3. Estoques estratégicos: manter níveis mínimos de segurança em produtos críticos para garantir a continuidade operacional;
  4. Parcerias colaborativas:  fortalecer o relacionamento com fornecedores estratégicos, compartilhando informações e planejamentos;
  5. Mapeamento de riscos: monitorar constantemente os elos da cadeia para identificar vulnerabilidades.

Empresas que adotam essas medidas não apenas reduzem impactos financeiros, mas também ganham agilidade para responder a imprevistos, garantindo a continuidade e a confiabilidade da operação.

O imperativo da sustentabilidade: como tornar a cadeia de suprimentos ESG

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou um imperativo estratégico.

A pressão de consumidores conscientes, regulamentações ambientais e investidores comprometidos com práticas responsáveis impulsionam as empresas a repensarem sua cadeia de suprimentos sob a ótica ESG (Environmental, Social and Governance).

No contexto ambiental, é essencial reduzir a pegada de carbono da cadeia, adotando soluções de transporte mais limpas, otimizando rotas e priorizando fornecedores sustentáveis.

O uso de energia renovável e materiais recicláveis também tem se tornado prática comum entre líderes de mercado.

No aspecto social, as empresas buscam parcerias éticas e inclusivas, garantindo condições justas de trabalho, diversidade e respeito aos direitos humanos em todos os elos da cadeia.

Já na governança, a transparência e a rastreabilidade são fundamentais. O uso de tecnologias como blockchain permite registrar e auditar todas as etapas do processo, desde a origem da matéria-prima até a entrega ao consumidor.

Ao tornar a Supply Chain mais sustentável, as empresas não apenas atendem às exigências do mercado, mas também fortalecem sua reputação, reduzem riscos regulatórios e aumentam o engajamento dos stakeholders.

Transformação digital: o papel da tecnologia na otimização da cadeia de valor

A digitalização é o motor da nova era da gestão da cadeia de suprimentos.

A aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Big Data, Internet das Coisas (IoT) e automação está revolucionando a forma como as empresas planejam, produzem e distribuem seus produtos.

A IA permite analisar grandes volumes de dados em tempo real, gerando previsões precisas de demanda e otimizando rotas logísticas. Com o Big Data, é possível identificar gargalos, prever falhas e melhorar continuamente os processos.

Outras tecnologias relevantes incluem:

Essas soluções tecnológicas permitem que as organizações migrem de um modelo reativo para um modelo proativo e preditivo, no qual decisões são tomadas com base em informações em tempo real.

A transformação digital não é apenas uma questão tecnológica, mas também cultural: requer capacitação de equipes, integração entre áreas e adoção de uma mentalidade orientada a dados e inovação.

Capacitação e Estratégia: o domínio de Supply Chain Management com o conhecimento da Fundação Vanzolini

Nenhuma transformação é sustentável sem pessoas capacitadas. A excelência operacional depende de líderes preparados para interpretar dados, tomar decisões estratégicas e gerenciar a complexidade da cadeia de suprimentos moderna.

A Fundação Vanzolini, referência nacional em gestão, inovação e formação executiva, oferece cursos que combinam teoria e prática, capacitando profissionais para enfrentar os desafios do Supply Chain Management contemporâneo.

Entre os diferenciais da Vanzolini estão:

Dominar Supply Chain Management é ir além da eficiência operacional: é compreender o papel estratégico da cadeia de valor na competitividade e sustentabilidade das empresas.

Conheça o curso Logística e Supply Chain com Ênfase em Ferramentas Analíticas e Novas Tecnologias da Fundação Vanzolini

A gestão da cadeia de suprimentos deixou de ser uma função de bastidores e passou a ocupar o centro da estratégia empresarial. Em um ambiente de volatilidade, disrupções e exigências por responsabilidade social, a excelência operacional é o grande diferencial competitivo.

Superar os desafios da cadeia de suprimentos exige visão sistêmica, integração tecnológica e capacitação contínua. Empresas que combinam resiliência, sustentabilidade e inovação constroem cadeias mais fortes, transparentes e preparadas para o futuro.

Com o apoio de instituições como a Fundação Vanzolini, profissionais e organizações têm a oportunidade de transformar conhecimento em resultados e conduzir a cadeia de suprimentos a um novo patamar de excelência.

Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:

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Perguntas sobre cadeia de suprimentos (FAQ)

Quais são os tipos de cadeia de suprimentos?

Cadeia Eficiente – focada em custos baixos e produtos padronizados com demanda previsível
Cadeia Responsiva/Ágil – prioriza flexibilidade e rapidez para produtos inovadores ou demanda variável
Cadeia de Risco – gerencia produtos com fornecimento limitado ou incerto
Cadeia Customizada – adapta-se às necessidades específicas de diferentes segmentos de clientes

Quais são os ciclos da cadeia de suprimentos?

Ciclo de Pedido do Cliente – interação entre cliente e varejista
Ciclo de Reabastecimento – interface entre varejista e distribuidor/fabricante
Ciclo de Manufatura – processo de produção e transformação
Ciclo de Procurement/Compras – relacionamento com fornecedores de matéria-prima

Quais são os estágios da cadeia de suprimentos?

Fornecedores – provedores de matérias-primas e componentes
Fabricantes – transformam materiais em produtos acabados
Distribuidores/Atacadistas – armazenam e distribuem em grandes volumes
Varejistas – vendem diretamente ao consumidor final
Clientes/Consumidores – usuários finais dos produtos

Quais são as atividades da cadeia de suprimentos?

Planejamento: previsão de demanda, planejamento de capacidade e estratégia
Compras/Procurement: seleção de fornecedores, negociação e aquisição de materiais
Produção: manufatura, controle de qualidade e gestão de processos

Grande parte dos projetos não falha por falta de esforço, e sim por falta de informação.

De acordo com levantamento realizado pelo PMI em 2024, apenas 48% dos projetos foram considerados bem-sucedidos, enquanto 40% não fracassaram, mas também não atingiram plenamente seus objetivos, e 12% foram classificados como fracassos completos.

O sucesso de um projeto ainda representa um gargalo nas organizações, o que torna cada vez mais evidente a necessidade de profissionais qualificados, capazes de aplicar práticas robustas de gerenciamento para ampliar as chances de resultados consistentes.

Um dos caminhos mais eficazes para reduzir erros e aumentar o desempenho dos projetos está no uso estratégico de dados, tecnologia e inteligência artificial. Essas ferramentas permitem automatizar atividades, gerar insights relevantes e apoiar decisões baseadas em evidências, elevando o nível de precisão e eficácia na gestão.

É nesse contexto que a Fundação Vanzolini se destaca. Com formações desenvolvidas a partir da engenharia de produção da Poli-USP e alinhadas às demandas reais do mercado, a instituição oferece alguns dos melhores cursos de gestão de projetos, preparando profissionais para liderar iniciativas cada vez mais complexas, orientadas por dados, inovação e resultados sustentáveis.Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Por que ainda cometemos os mesmos erros em projetos

Mesmo com a evolução contínua dos métodos, frameworks e ferramentas de gestão de projetos, as principais causas de insucesso permanecem associadas a fatores humanos e organizacionais.

Os principais erros no desenvolvimento de um projeto estão relacionados a:

O uso de tecnologias e dados pode evitar que os erros ocorram e causem impactos nos projetos, seja em recursos financeiros ou em tempo de execução.

Os principais erros na gestão de projetos

ErroConsequênciaComo evitá-lo com dados e tecnologia
1. Falta de clareza nos objetivosProjetos sem propósito ou metas mensuráveisUse OKRs e dashboards de acompanhamento
2. Planejamento sem base em dados reaisCronogramas irreais e custos subestimadosUse analytics e históricos de projetos anteriores
3. Comunicação fragmentadaRetrabalho e desalinhamentoUtilize ferramentas colaborativas integradas (Teams, Slack, Jira)
4. Falta de monitoramento contínuoProblemas detectados tarde demaisImplante KPIs automatizados e alertas inteligentes
5. Ignorar lições aprendidasRepetição de erros em novos projetosCrie um banco de dados corporativo de aprendizados
6. Resistência à transformação digitalAtrasos e improdutividadeInvista em capacitação e cultura digital

Aprenda como dados e tecnologia ajudam a prevenir falhas com um curso de gestão de projetos

Tomar decisões com mais segurança, fundamentadas em dados e informações robustas, é uma das principais competências de um gestor de projetos, que precisa contar com a integração dos sistemas, a análise preditiva e os dados e informações gerados por IA para conseguir liderar seus times, antever erros e ajustar a rota quando necessário.

Algumas ferramentas podem ajudar muito nesse processo:

As ferramentas não substituem o trabalho do gestor de projetos e o seu conhecimento, mas os potencializa.

A Fundação Vanzolini oferece cursos de gestão de projetos que integram o desenvolvimento das habilidades para a gestão com a aplicação de dados e IA, formando um profissional completo e desejado pelas companhias.

Cursos de gestão de projetos e cultura de aprendizado: o verdadeiro antídoto contra erros

A adoção de uma cultura de aprendizado nas empresas é considerada, por especialistas, uma forma de evitar erros futuros. Daí a necessidade de se investir em cursos de gestão de projetos com especialistas reconhecidos.

Diante de um ambiente cada vez mais veloz e que cobra por resultados imediatos, é comum que gestores de projetos e suas equipes não reflitam sobre os pontos positivos e desafios encontrados no trabalho desenvolvido, algo que serviria de aprendizado para um projeto futuro.

Para implementação dessa cultura, é importante que os gestores:

Acompanhe a Fundação Vanzolini, em parceria com o Estadão, todas às quartas-feiras, na editoria de educação (somente para assinantes).  

Saiba Como a gestão de riscos contribui para projetos de sucesso e descubra como ela transforma projetos em iniciativas mais seguras, eficientes e assertivas, e também como se qualificar para aplicar essa prática.

Como a Fundação Vanzolini prepara gestores para a nova era com os melhores cursos de gestão de projetos

O gerenciamento de projetos é uma das competências mais procurada na atualidade. Em 2024, por exemplo, o Linkedin classificou essa competência como a quarta mais requisitada do ano.

Para apoiar os profissionais que querem seguir nessa área, a Fundação Vanzolini oferece cursos de gestão de projetos orientados por dados, tecnologia e inovação.

Mantida por professores da Escola Politécnica da USP, a Fundação tem a missão de disseminar conhecimento científico e tecnológico na área de Engenharia de Produção, contribuindo para a resolução de problemas complexos em empresas e governos. 

Na área da gestão de projetos, são oferecidos cursos que aliam metodologia prática, professores experientes e conteúdos atualizados com as novas competências digitais:

Na Fundação Vanzolini, você aprende a transformar dados em decisões e tecnologia em resultados. Torne-se o gestor de projetos que lidera o futuro com os cursos de gestão de projetos da Vanzolini.

Para mais informações sobre os cursos:

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Perguntas sobre cursos de gestão de projetos (FAQ)

O que faz o curso de gestão de projetos?

Um curso de gestão de projetos ensina a planejar, organizar, executar e controlar projetos de forma eficiente. Resumidamente, você aprende a:
• Definir objetivos, prazos e orçamentos;
• Gerenciar equipes e recursos;
• Lidar com riscos e imprevistos;
• Usar metodologias como Agile, Scrum ou PMBOK;
• Garantir que projetos sejam entregues no prazo e dentro do orçamento.
Além dessas competências essenciais, existem formações com conteúdo mais aprofundado e avançado, voltadas a profissionais que desejam ampliar sua capacidade analítica e estratégica.
Esses cursos incorporam disciplinas que exploram o uso de dados, tecnologias digitais e ferramentas de inteligência artificial aplicadas à gestão de projetos, permitindo maior previsibilidade, apoio à tomada de decisão e automação de processos.
Nesse nível, destacam-se o MBA em IA Aplicada à Gestão Estratégica de Projetos e a Capacitação em Gestão de Projetos, ambos oferecidos pela Fundação Vanzolini, que preparam líderes para conduzir projetos complexos em ambientes cada vez mais dinâmicos, orientados por dados e resultados.

Quanto ganha um gestor de projetos?

O salário de um gestor de projetos no Brasil varia bastante, dependendo da experiência, setor e localização:
Faixas salariais aproximadas:
Júnior/Iniciante: R$ 3.000 a R$ 6.000;
Pleno: R$ 6.000 a R$ 12.000;
Sênior: R$ 12.000 a R$ 20.000+;
Gerente/Diretor de PMO: R$ 15.000 a R$ 30.000+.
Fatores que influenciam:
Certificações (PMP, CAPM, Scrum Master) aumentam bastante o salário;
Setor: TI e engenharia costumam pagar melhor;
Tamanho da empresa e localização (capitais pagam mais);
Experiência internacional ou em projetos complexos.
Em São Paulo, especificamente, os salários tendem a ficar na faixa mais alta. Profissionais com certificação PMP e experiência sólida podem facilmente ultrapassar R$ 15.000.
É uma carreira com boa demanda no mercado e

Quais são as 10 áreas do gestor de projetos?

As 10 áreas de conhecimento em gestão de projetos, segundo o PMBOK (Project Management Body of Knowledge) do PMI, são:
Integração – Coordenar todos os processos e atividades do projeto.
Escopo – Definir e controlar o que está (e o que não está) incluído no projeto.
Cronograma – Planejar e gerenciar prazos e entregas.
Custos – Estimar, orçar e controlar os gastos do projeto.
Qualidade – Garantir que o projeto atenda aos padrões e requisitos estabelecidos.
Recursos – Gerenciar pessoas, equipamentos e materiais necessários.
Comunicação – Planejar e garantir troca eficaz de informações entre stakeholders.
Riscos – Identificar, analisar e responder a ameaças e oportunidades.
Aquisições – Gerenciar compras, contratos e fornecedores externos.
Partes Interessadas (Stakeholders) – Identificar e gerenciar expectativas de todos os envolvidos.

Quanto tempo dura o curso de gestão de projetos?

A duração varia bastante conforme o tipo de curso:
Cursos livres/profissionalizantes:
Cursos rápidos: 20 a 60 horas (um a três meses);
Cursos mais completos: 80 a 200 horas (três a seis meses).
Pós-graduação/MBA:
Especialização: 360 a 400 horas (12 a 18 meses);
MBA em Gestão de Projetos: 360 a 480 horas (18 a 24 meses).
Certificações preparatórias:
CAPM (entry-level): 40 a 80 horas de preparação;
PMP (profissional): 80 a 120 horas de preparação;
Scrum/Agile: 16 a 40 horas.
Graduação (menos comum):
Tecnólogo ou bacharelado com foco em projetos: dois a quatro anos.
O mais comum são cursos de três  a seis meses para quem quer entrar na área, ou uma pós-graduação de 12 a 18 meses, para quem busca

O cenário energético tem chamado cada vez mais a atenção de quem toma decisões estratégicas. A oferta de energia está sob pressão no mundo todo e, no Brasil, os custos já refletem essa realidade.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) elevou para 6,3% a projeção de reajuste nas tarifas de energia elétrica em 2025, superando inclusive a estimativa de inflação para o ano, que é de 5,05%, segundo o Boletim Focus do Banco Central.

Só para se ter uma ideia, em março, a previsão era de 3,5%. Esse aumento não é apenas um dado econômico, ele representa um alerta para empresas e gestores sobre a importância da eficiência energética como estratégia de redução de custos e sustentabilidade.

Em paralelo com o aumento do custo da energia elétrica, temos a elevação na temperatura global, desencadeada pelo aumento do efeito estufa, e a escassez de recursos naturais. Todos esses fatores estão ligados, em alguma medida, aos impactos da construção civil no meio ambiente.

A construção civil e as edificações são, juntas, responsáveis por 37% das emissões de CO2 e 36% do consumo de eletricidade globalmente. No Brasil, a construção representa 6% das emissões de gases de efeito estufa e as edificações representam 51% do consumo de energia.

Diante desse contexto alarmante, a construção civil, apesar de seu papel essencial na economia e na sociedade, é responsável por uma cadeia de significativos impactos ambientais, dessa maneira, pode e deve colocar novos tijolos para construção de um mundo mais sustentável e de um futuro possível.

Assim, pensando nas alternativas existentes para eficiência energética e outras soluções para uma construção civil mais verde, preparamos este artigo.

Aproveite a leitura e conheça a certificação AQUA-HQE™, que significa Alta Qualidade Ambiental e insere a sustentabilidade no centro da construção civil.

Além dela, conheça normas como a ISO 14064 e o GHG Protocol, que estabelecem metodologias e diretrizes para contabilizar as emissões de gases de efeito estufa, permitindo definir estratégias de mitigação e compensação, e também a ISO 50001, que orienta a implementação de um sistema de gestão de energia, voltado à melhoria do desempenho energético das edificações.

Qual o papel construção civil no consumo de energia e na emissão de gases do efeito estufa?

De acordo com o relatório publicado em 2024, pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) e pela Aliança Global para Edifícios e Construção (GlobalABC), a demanda de energia e as emissões do setor de construção representam mais de um quinto das emissões globais.

Em 2022, as emissões globais do setor aumentaram 1%, o que equivale a mais de 10 milhões de carros circulando pela Linha do Equador. Ao mesmo tempo, a intensidade energética do setor caiu 3,5%

Ainda segundo a ONU, o Relatório de Status Global para Edificações e Construção (Global Status Report for Buildings and Construction) acompanha o progresso e descreve recomendações para governos, indústria e sociedade civil em direção a um setor de edificações com emissão zero, eficiente e resiliente até 2050.

Como mencionado antes, esse levantamento mostra que a construção civil e as edificações foram responsáveis por 37% da energia operacional global e das emissões de CO2 relacionadas a processos, aumentando para pouco menos de 10 Gt de CO2 equivalente. Já o consumo de energia chegou a 132 exajoules, mais de um terço da demanda global.

Diante desses dados, fica claro o vasto impacto que a construção civil e a operação das edificações têm no meio ambiente, e um dos fatores que levam a essas consequências é a ineficiência energética nos edifícios.

O alto consumo de energia das edificações, dentre muitos outros fatores, pode ser impactado por escolhas negativas que nascem já no projeto da edificação, como a escolha de materiais com baixo desempenho térmico, projetos arquitetônicos que negligenciam a iluminação e a ventilação naturais e sistemas de climatização e iluminação obsoletos ou mal dimensionados. Essa ineficiência se traduz em um desperdício colossal de energia e recursos.

No entanto, a construção civil é um setor fundamental para a economia e a boa notícia é que é possível pensá-la e executá-la de formas mais sustentáveis e responsáveis, como veremos mais adiante.

Você tem interesse em saber mais sobre esse assunto? Assista à palestra Eficiência energética, redução de emissões e a arquitetura como protagonista em um mundo em colapso, que ocorreu na CASACOR 2025, com a participação de especialistas da Fundação Vanzolini.

Quais as consequências econômicas e ambientais da ineficiência energética?

Antes de falarmos sobre as possibilidades de uma construção civil verde, vamos destacar quais as consequências econômicas e ambientais da ineficiência energética.

O aumento do consumo de energia é, muitas vezes, não só inevitável, mas até mesmo necessário em uma sociedade que tende cada vez mais à digitalização e avanço das tecnologias.

No entanto, sem o devido planejamento, do ponto de vista econômico, a alta demanda energética pode elevar os custos operacionais dos edifícios, pesando mais no bolso de moradores e empresas, o que afeta a competitividade econômica das indústrias e o poder de compra da população.

Já a partir da perspectiva ambiental, o aumento desenfreado do consumo de energia, a dependência de fontes de energia não renováveis e o consequente aumento das emissões de gases de efeito estufa contribuem para a escassez de recursos naturais e aceleram as mudanças climáticas, manifestando-se em eventos extremos e degradação ambiental.

Felizmente, hoje contamos com diversas estratégias, técnicas e tecnológicas, que ajudam a tornar os edifícios mais eficientes no uso da energia, reduzindo o consumo, e, ao mesmo tempo, aumentando o uso de fontes renováveis, contribuindo para a redução das emissões de carbono.

Eficiência energética como solução estratégica na construção civil

A eficiência energética se apresenta como uma solução estratégica e imperativa para reduzir o consumo de energia e mitigar seus impactos negativos. Trata-se de um conceito abrangente, com o objetivo de otimizar o uso da energia, obtendo os mesmos resultados com menor consumo.

Assim, em projetos e construções, a eficiência energética pode ser alcançada por meio da implementação de diversas técnicas, tecnologias e soluções inovadoras, como:

Soluções para reduzir emissões de gases do efeito estufa

Além de assegurar a redução do consumo de energia da edificação, hoje é possível também adotar soluções para aumentar a participação de energias renováveis no consumo do edifício, e, dessa maneira, reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa associadas ao consumo de energia, como, por exemplo:

Quando se trata da emissão de CO2, de acordo com o conteúdo “Eficiência energética, redução de emissões e a arquitetura como protagonista em um mundo em colapso”, produzido pela Fundação Vanzolini, em parceria com a CASACOR e AQUA-HQE™, entre as estratégias para reduzir emissões estão:

  1. Emissões incorporadas: escolha de materiais de baixo carbono, reciclados, locais, madeiras certificadas, uso de ACVs e EPDs, sistemas construtivos leves, gestão de resíduos e inventário de emissões.
  2. Emissões operacionais: estratégias passivas para desempenho térmico, isolamento eficiente, uso de ventilação e iluminação naturais, automação predial, reuso de água, fontes renováveis e uso de simulações termoenergéticas.
  3. Emissões dos usuários: educação e conscientização, manuais de uso, flexibilidade e adaptabilidade da edificação, infraestruturas para hábitos sustentáveis, resiliência às mudanças climáticas e maximização da vida útil.

Certificações e referenciais de sustentabilidade na construção civil

Para impulsionar a adoção de práticas sustentáveis e a eficiência energética, diversas certificações e referenciais de sustentabilidade foram desenvolvidos. A certificação AQUA-HQE™, por exemplo, avalia o desempenho ambiental de edifícios em diferentes fases do ciclo de vida, promovendo a construção e operação sustentável.

Já a ISO 14064 – GHG Protocol oferece diretrizes para a quantificação e comunicação de emissões de gases de efeito estufa, auxiliando as empresas a gerenciar e reduzir sua pegada de carbono.

O mesmo pacote de normas da ISO 14064 também traz as diretrizes para estabelecer e monitorar projetos de remoções de carbono e redução de emissões, que são a base hoje para os vários referenciais do mercado de crédito de carbono.

A ISO 50001, por sua vez, traz as recomendações e exigências estratégicas para a implementação de um sistema de gestão de energia das várias edificações de uma organização, permitindo alcançar um maior desempenho energético nas operações.

Certificação AQUA-HQE™: Alta Qualidade Ambiental

A certificação AQUA-HQE™ foi desenvolvida a partir da HQE™ francesa, em parceria com Cerqual e Certivéa, com referenciais técnicos adaptados pela Fundação Vanzolini e USP. Possui status internacional desde 2014.

No Brasil, até outubro deste ano, foram 995 edifícios certificados

➔ 665 edifícios residenciais em construção;

➔ 248 edifícios não residenciais em construção;

➔ 82 edifícios não residenciais em operação.

Também foram certificados:

➔ 12 bairros e loteamentos em construção.

➔ Um bairro e loteamento em operação.

➔ Duas infraestruturas portuárias.

Aproximadamente 20,2 milhões de m2 certificados ou em processo.

Benefícios da certificação AQUA-HQE™:

Comprova a Alta Qualidade Ambiental, diferencia o portfólio, aumenta a velocidade de vendas, mantém o valor do patrimônio, melhora a imagem da empresa, otimiza a gestão de projetos e obras, e também gera economia de recursos.

Economia de água e energia, melhores condições de conservação e manutenção, menores custos de condomínio, maior conforto e saúde, melhor funcionamento dos sistemas e maior valor patrimonial e qualidade de vida.

Menor demanda sobre a infraestrutura urbana, menor demanda de recursos hídricos e energéticos, redução de gases de efeito estufa e poluentes, menor impacto à vizinhança, redução e valorização de resíduos, e gestão de riscos naturais e tecnológicos.

Por fim, é crucial reforçar a importância de aplicar práticas sustentáveis e investir em qualificação profissional para enfrentar os desafios energéticos e ambientais.

A Fundação Vanzolini oferece um leque amplo de cursos, palestras e videocasts relacionados ao tema, proporcionando conhecimento e ferramentas para profissionais e organizações que buscam aprimorar suas estratégias de eficiência energética e sustentabilidade. Confira a seguir algumas sugestões e faça parte da construção de um futuro possível e de um presente mais responsável:

Conheça as certificações de Sustentabilidade e os cursos de normas e certificações da Fundação Vanzolini

Todos os cursos da Fundação são oferecidos também em formato In Company, personalizados de acordo com as necessidades da sua empresa.

Assista aos videocasts com os especialistas da Fundação Vanzolini:

Fontes:

Aneel eleva para 6,3% projeção de aumento da conta de luz

Emissões globais do setor de construção ainda são altas e continuam crescendo

Atlas da Eficiência Energética Brasil 2024 (EPE)

CONFEA, 2024 | Programa da ONU para o Meio Ambiente, 2022 | ONU News – Perspectiva Global Reportagens Humanas, 2022

Desde a iluminação de nossas casas até as operações industriais, a energia é um recurso fundamental, intrínseca ao desenvolvimento econômico e ao bem-estar das pessoas.

Conhecer esse universo, especialmente os mercados de energia no Brasil, não é apenas um diferencial, mas uma necessidade dos profissionais interessados na área, em um mundo de constantes transformações.

O setor energético brasileiro, em particular, tem sido um caldeirão de oportunidades, impulsionado por inovações tecnológicas, demandas crescentes e uma transição global rumo à sustentabilidade.

Universitários interessados em energia, economia, sustentabilidade e inovação, profissionais em início de carreira, que buscam entender o setor energético, e todas as pessoas que consideram atuar ou se especializar em mercados de energia podem conhecer mais sobre o tema a partir de cursos de formação como o da Fundação Vanzolini, “Mercados de Energia para Futuros Líderes”.

Siga com a leitura e entenda melhor o atual cenário dos mercados de energia no Brasil e como ficar pronto para atuar neles!

Mercados de energia: um panorama

Mercados de energia são, de forma geral, os ambientes nos quais a energia é produzida, comercializada e consumida.

No Brasil, de acordo com o Decreto nº 5.163 de 30 de julho de 2004, a comercialização de energia elétrica pode acontecer em duas esferas: no Ambiente de Contratação Livre (ACL) ou no Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

No âmbito do Sistema interligado Nacional (SIN), as duas formas são operacionalizadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que deve seguir os regulamentos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica:

Para funcionar, os mercados envolvem uma intrincada rede de agentes, cada um desempenhando um papel crucial:

Mercado de energia no Brasil: história, características e complexidade

Em 1879, foi inaugurada a primeira instalação de iluminação elétrica permanente no País, compreendendo seis lâmpadas de arco voltaico, que substituíram bicos de iluminação a gás na Estação Central da Estrada de Ferro D. Pedro II, na cidade do Rio de Janeiro, de acordo com a Cartilha Bicentenário 6.1, Minas e energia ao longo da história brasileira.

De lá pra cá, a energia no Brasil tem sido escrita por meio de uma história rica e complexa, marcada por ciclos de expansão, crises e reformas. Hoje em dia, sua estrutura é regida por um arcabouço regulatório robusto e por diversas instituições-chave, como:

Ainda segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, atualmente, as três maiores fontes renováveis que compõem a matriz de energia elétrica brasileira são hídrica (55%), Eólica (14,8%) e Biomassa (8,4%) e das fontes não renováveis, as maiores são Gás Natural (9%), Petróleo (4%) e Carvão Mineral (1,75%).

Vale destacar ainda que, desde janeiro de 2024, pequenas e médias empresas no Brasil ganharam acesso ao mercado livre de energia. Com isso, essas empresas passam a poder negociar diretamente os preços com os fornecedores, eliminando grande parte da burocracia tradicional.

De acordo com o Instituto de Energia da USP (IEEUSP), o ambiente de Mercado Livre oferece uma oportunidade significativa para reduzir os custos com fontes elétricas, em economias que podem chegar a até 35%.

Desafios e oportunidades nos mercados de energia no Brasil

Diante de uma matriz elétrica majoritariamente formada por usinas hidrelétricas, uma das principais preocupações do setor elétrico brasileiro, hoje em dia, de acordo com reportagem da Exame, é garantir a geração de energia independentemente da vulnerabilidade climática e da influência dos eventos no ciclo de chuvas e secas.

Dessa forma, torna-se cada vez mais urgente a transição energética e a busca por maior eficiência. Assim, os desafios podem ser traduzidos em oportunidades:

Por que entender o mercado de energia nos dias de hoje é essencial?

Compreender o mercado de energia no Brasil vai muito além do conhecimento técnico. Trata-se de uma habilidade estratégica essencial no cenário atual, que contribui para pensamentos e práticas mais sustentáveis e viáveis, especialmente nos negócios.

Neste último quesito, o Brasil vem se destacando. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia Renovável e da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil aparece como o segundo país que mais gerou empregos em 2022 no setor.

Foram 1,4 milhão de vagas, atrás apenas da China e à frente dos Estados Unidos e da Índia.

Fundação Vanzolini o curso Mercados de Energia para Futuros Líderes

Como vimos ao longo do artigo, a complexidade e dinamismo do setor de energia exige conhecimento e a capacitação profissional torna-se um pilar fundamental. Assim, em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Fundação Vanzolini oferece o curso Mercados de Energia para Futuros Líderes.

A partir de uma visão integrada, crítica e estratégica sobre o setor elétrico brasileiro, a formação prepara profissionais para atuarem com excelência em ambientes complexos e em transformação.

Com foco em inovação tecnológica, sustentabilidade e transição energética, os participantes vão explorar desde os desafios regulatórios e formação de preços até o planejamento da geração, operação e transmissão de energia.

Essa parceria proporciona uma visão prática e atualizada dos desafios e oportunidades do setor, preparando futuros líderes para transformar o mercado.

Entre os diferenciais do curso estão:

No curso, os alunos vão aprender:

Se você deseja se preparar para o futuro da energia e se destacar como um líder nesse setor, conheça mais sobre o curso Mercados de Energia para Futuros Líderes da Fundação Vanzolini.

Para mais informações:

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Fontes:

Setor de energia: entenda sobre o crescimento de oportunidades no setor e como se destacar no mercado

Brasil é o 2º país do mundo que mais gera empregos no setor de energia renovável

Mercado

Saiba mais sobre comercialização de energia.

Setor Elétrico: Como funciona o Mercado Livre de Energia?

Minas e energia ao longo da história brasileira

Os desafios do setor elétrico para 2025

Matriz elétrica brasileira alcança 200 GW