Fundação Vanzolini

Carreira de dados: oportunidades e formação profissional

23 de junho de 2022 | 6min de leitura
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A carreira de Cientista de Dados apareceu no relatório de 2020 do Fórum Econômico Mundial como uma das profissões mais expressivas para o mercado atualmente. O documento prevê ainda que Análise e Ciência de Dados serão os empregos com maior aumento de demanda até 2025.

Esse cenário promissor é motivado por diferentes fatores que têm tornado o mercado de trabalho bastante aquecido para as profissões na área de dados.

“Há uma demanda gigantesca”, diz Paulo Seixas, especialista em Analytics da 500 Hundred e professor da Fundação Vanzolini. “Uma das coisas que mudou, muito significativamente, é que o mercado do profissional de dados não é mais local. Agora, o nosso mercado é global, pois eu trabalho em casa e consigo entregar para qualquer parte do mundo, porque a nossa linguagem é global”, esclarece o docente durante o webinar Oportunidades e Carreira na Área de Dados.

Por que empresas estão buscando por profissionais especializados na área de dados?

Logo no início da pandemia, causada pela Covid-19, a maior parte das empresas se deparou com a necessidade iminente de se tornar digital.

Foi preciso implantar canais digitais de forma muito rápida e isso gerou uma quantidade espantosa de dados. Desde então, a demanda por profissionais capacitados na área de dados aumentou exponencialmente.

Mas esse processo já vinha crescendo desde antes da pandemia. Um dos principais motivos, segundo Paulo Seixas, é que os custos com softwares despencaram: há 10 anos, o custo de um software para análise de projeção de vendas, por exemplo, era de aproximadamente 200 mil dólares.

Hoje, há ofertas de softwares na web que fazem o mesmo trabalho gratuitamente. E se o volume de dados for muito grande para esses sistemas gratuitos, as opções pagas custarão 100 dólares, no máximo. “No passado, também havia a necessidade de se pagar por um servidor, hoje isso não é mais preciso”, complementa o professor.

“O custo de armazenando de dados, a capacidade de processamento de dados e as tecnologias de integração possíveis, atrelados a todas as transformações digitais que aconteceram fortemente, principalmente nos dois últimos anos, geraram a necessidade das empresas se reposicionarem no mercado e de estarem muito mais presentes no entendimento de quais eram as jornadas dos seus clientes na forma digital, conta Jaime Muller, Country Manager da Tableau, participante do webinar Oportunidades e Carreira na Área de Dados.

Muller aproveitou o gancho do contexto histórico e revelou como a pandemia foi um divisor de águas no quesito dados. “Recebemos informação de diversas fontes. Deslocamento de pessoas, taxa de infecção, capacidade de UTIs livres, leitos livres e capacidade de equipamentos hospitalares são alguns dos exemplos. Foi com base em todas essas informações que pudemos definir em qual fase da pandemia estávamos, se era vermelha, amarela e assim por diante. E o analista de dados tem papel fundamental, pois analisa grandes quantidades de informação e tem os insights de acordo com a necessidade”, explicou.

Qual o perfil profissional para trabalhar na área de dados?

O perfil do profissional de dados hoje em dia é completamente diferente do que foi em um passado recente, pois as entregas mudaram.

Em paralelo ao crescimento da procura por profissionais de dados, a demanda foi se transformando e agora requer diferentes competências: “Todos querem ser digitais, participar da ‘transformação digital’. Isso quer dizer ter agilidade, além de desenvolver uma cultura analítica”, afirma Paulo Seixas.

O professor explica que essa cultura de dados tem que estar “na ponta”, pois não adianta desenvolver uma solução analítica com machine learning e inteligência artificial se não houver uma cultura de utilização dessas análises em todos os profissionais envolvidos nos projetos da empresa.

Isso quer dizer que, além de dispor de saberes técnicos específicos, o profissional que quer trabalhar com dados tem a função de transformar a cultura da empresa, tornando-a mais analítica.

Os profissionais de dados têm o papel de trazer essa grande transformação cultural, desenvolver essa capacidade analítica dentro da empresa, independentemente da sua especialidade.

As especialidades na área de dados, no entanto, são diferentes. Veja a seguir.

Especialidades dos profissionais na carreira de dados

O analista de dados é um dos perfis. Pode-se dizer que é um grande leitor e analisador de volumes muito grandes de dados para buscar insights para a evolução de qualquer negócio.

Engenheiro de dados atua diretamente na infraestrutura, na base: capta os dados, armazena os dados, organiza os dados. Tem um foco muito mais técnico, ele determina o dado em “estado bruto”, podemos dizer assim.

Já o cientista de dados trabalha, basicamente, com três pilares: business, estatística e programação. Ele trabalha com algoritmos e modelagens.

Evidentemente, cada empresa tem uma maturidade diferente para esses papeis na cultura Data Driven, dependendo do setor de mercado. Há ainda o especialista em machine learning e inteligência artificial, que desenvolve modelos e cria soluções de aprendizagem de máquinas; e o arquiteto de dados, que tenta traduzir as necessidades do negócio para as estratégias da organização.

Quais são as oportunidades nas áreas de dados?

Jaime Muller conta que, em relação às oportunidades de mercado, só há boas notícias: “É uma carreira acessível, com transição de curto espaço de tempo, é global e tem uma demanda de mercado imensa. Um exemplo disso é que o Banco Itaú, em 2017, tinha um cientista de dados. Hoje, 2022, tem cerca de 300 profissionais atuando nesse segmento. Em cinco anos, a oferta se multiplicou por 300.”

Saiba mais sobre a importância das carreiras de data driven: assista ao webinar Oportunidades e Carreira na Área de Dados, promovido pela Fundação Vanzolini.

O evento reuniu nomes conhecidos na área de dados, como Jaime Muller, Country Manager da Tableau, Paulo Seixas, CEO e sócio fundador da UNI1500, e o diretor de Operações da Fundação Vanzolini, Roberto Marx, em um bate-papo informativo.

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