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Segurança da informação: por que as certificações são essenciais para blindar sua empresa contra ciberataques

Postado em Cursos | 3 de fevereiro de 2026 | 10min de leitura
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Grande parte das informações e processos hoje em dia é gerenciada por meios digitais, o que garante praticidade e agilidade, mas também exige atenção aos riscos associados à segurança e à governança dos dados.

A segurança da informação funciona como uma barreira de proteção para as pessoas e organizações diante dos chamados ciberataques, que podem gerar danos reputacionais, legais e financeiros.

A proteção de dados pessoais e profissionais tornou-se um tema central para organizações de todos os setores, exigindo atenção contínua às práticas de segurança da informação.

Como aliada desses mecanismos de defesa, temos a ISO/IEC 27001, uma norma internacional, criada especialmente para fortalecer a gestão da segurança da informação.

Essa certificação se destaca como uma ferramenta essencial para estabelecer padrões, fortalecer a governança e garantir o cuidado adequado com as informações.

Siga com a leitura e veja os benefícios da norma e também os prejuízos que a falta de uma gestão adequada pode causar.

Os riscos reputacionais e financeiros dos ciberataques

De acordo com o FortiGuard Labs (Global Threat Landscape Report, 2025), o Brasil foi o segundo país mais atacado do mundo em 2025, registrando 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos apenas no primeiro semestre.

O levantamento mostra ainda que, além disso, a América Latina contabilizou 374 bilhões de tentativas de ataques, sendo 84% direcionadas ao Brasil.

Highlights do relatório da Fortinet (2025):

  • O Brasil ocupa a 2ª posição mundial em volume de ataques;
  • Foram registradas 41,9 milhões de atividades de distribuição de malwares e 52 milhões de ações ligadas a botnets no período analisado;
  • O impacto financeiro médio de um ataque pode ultrapassar R$ 15 milhões, considerando paralisações, perdas de dados e danos reputacionais.

Quando se trata da imagem da empresa, um estudo da Zoho, empresa de aplicativos e softwares de negócios, mostra que 48% dos entrevistados deixariam de comprar determinada marca se descobrissem que ela já sofreu ataque cibernético.

No cenário internacional, um levantamento da Cyberason identificou que 31% das empresas norte-americanas vítimas de ransomware acabam fechando as portas.

A ausência de uma gestão da segurança da informação robusta deixa brecha para criminosos agirem no mundo virtual. Entre os prejuízos das invasões cibernéticas estão: os danos à marca; a perda de receita e cortes imprevistos de pessoas.

O que é a ISO/IEC 27001?

A ISO/IEC 27001 é a norma mais conhecida do mundo para Sistemas de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). Ela define os requisitos que um SGSI deve atender.

Dessa forma, a norma ISO/IEC 27001 fornece às empresas – de qualquer porte e de todos os setores – orientações para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um Sistema de Gestão de Segurança da Informação.

A conformidade com a ISO/IEC 27001 significa que uma organização ou empresa implementou um sistema para gerenciar riscos relacionados à segurança dos dados de sua propriedade ou gerenciados pela empresa, e que esse sistema respeita todas as melhores práticas e princípios descritos na norma internacional.

Por que a ISO/IEC 27001 é importante?

Com o aumento dos crimes cibernéticos (em 2024, ​​eles subiram 45%, totalizando cerca de cinco milhões de fraudes, de acordo com a ADDP – Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor) e o surgimento constante de novas ameaças, pode parecer difícil ou até mesmo impossível gerenciar os riscos cibernéticos.

Mas a ISO/IEC 27001 tem, justamente, o propósito de ajudar as organizações a se conscientizarem dos riscos e a identificar e abordar as vulnerabilidades de forma proativa. Para isso, a ISO/IEC 27001 promove uma abordagem holística à segurança da informação: avaliando pessoas, políticas e tecnologia.

Um Sistema de Gestão de Segurança da Informação implementado de acordo com essa norma é uma ferramenta para gestão de riscos, resiliência cibernética e excelência operacional.

Quais os desafios da era digital?

Hoje em dia, o ambiente digital está constantemente sob a ameaça de diversos tipos de ataques cibernéticos:

  • Phishing: ataques que têm como objetivo enganar indivíduos, para que revelem informações confidenciais, como credenciais de acesso, muitas vezes se disfarçando de comunicações legítimas.
  • Ransomware: softwares maliciosos que criptografam os dados de um sistema e exigem um resgate (geralmente em criptomoedas) para liberá-los.
  • Engenharia social: táticas psicológicas usadas para manipular pessoas a quebrar procedimentos de segurança e divulgar informações confidenciais. Isso pode incluir ligações telefônicas fraudulentas ou interações presenciais que buscam explorar a confiança e a falta de atenção dos funcionários.
  • Vazamento de dados: a exposição não autorizada de informações sensíveis, seja por falhas de segurança, ataques cibernéticos ou negligência interna.

Como falamos acima, os impactos desses ataques são vastos e multifacetados:

  • Impactos financeiros: custos significativos com a recuperação de sistemas, multas regulatórias, perda de receita devido à interrupção de serviços e investimentos em novas tecnologias de segurança;
  • Impactos reputacionais: a perda de confiança dos pacientes, parceiros e do público em geral, que podem levar a uma diminuição na procura por serviços e danos duradouros à imagem da instituição;
  • Impactos jurídicos: sanções e processos legais decorrentes do não cumprimento de regulamentações de proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil e o General Data Protection Regulation (GDPR) na Europa.

Qual a importância da cultura de segurança da informação?

Para evitar todos esses riscos e preservar a continuidade dos negócios, a segurança da informação não pode ser vista como uma responsabilidade exclusiva do departamento de TI. Ela deve ser uma cultura cultivada em toda a organização.

Cada pessoa dentro da empresa desempenha um papel crucial na proteção dos dados. A conscientização e o treinamento contínuo são fundamentais para garantir que todos compreendam os riscos e adotem as melhores práticas:

  • Senhas fortes e gerenciamento de acesso: utilização de senhas complexas, únicas para cada serviço, e a implementação de políticas de troca regular de senhas. Além disso, o controle de acesso baseado em funções garante que cada usuário tenha apenas as permissões necessárias para desempenhar suas funções.
  • Autenticação Multifatorial (MFA): adição de uma camada extra de segurança, exigindo duas ou mais formas de verificação antes de conceder acesso a um sistema ou dado. Isso pode incluir senhas, biometria (impressão digital, reconhecimento facial) ou códigos enviados para dispositivos móveis.
  • Backups regulares e testados: realização de cópias de segurança periódicas de todos os dados críticos e a verificação regular da integridade desses backups, garantindo que possam ser restaurados em caso de incidente.
  • Políticas internas de segurança: estabelecimento de diretrizes claras e abrangentes sobre o uso aceitável de recursos de TI, o manuseio de dados confidenciais e os procedimentos a serem seguidos em caso de um incidente de segurança.
  • Treinamento e conscientização: foco em educação contínua dos colaboradores e parceiros sobre as ameaças cibernéticas, as melhores práticas de segurança e a importância de relatar atividades suspeitas é essencial para engajamento nas ações de proteção.

Leia mais em A importância da formação de auditores na gestão da Segurança da Informação

Normas e certificações que fazem a diferença na proteção de dados

A adoção de normas e certificações internacionais é um passo estratégico para qualquer organização que busca fortalecer sua segurança da informação.

Com suas diretrizes, elas orientam, dão subsídios e chancelam as iniciativas, fortalecendo a gestão de riscos.

Ao implementar a ISO/IEC 27001, as organizações de saúde demonstram um compromisso com a proteção de seus ativos de informação.

Benefícios: melhora a resiliência contra ataques cibernéticos, aumenta a confiança de pacientes e parceiros, garante a conformidade regulatória e otimiza os custos de segurança.

Ela fornece um framework para o gerenciamento da privacidade, auxiliando as organizações a cumprir os requisitos de regulamentações como a LGPD e o GDPR.

Benefícios: fortalece a proteção dos dados pessoais, garante a conformidade com as leis de privacidade, reduz o risco de multas e processos e aumenta a confiança dos titulares dos dados.

  • Relação com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e Requisitos Regulatórios: a implementação das normas ISO/IEC 27001 e 27701 é um caminho eficaz para demonstrar conformidade com a LGPD no Brasil e outras regulamentações de proteção de dados.

Todas essas normas acima fornecem os controles e processos necessários para gerenciar a segurança e a privacidade das informações, atendendo aos requisitos legais.

A conformidade não é apenas uma obrigação legal, mas também uma vantagem competitiva e um fator de confiança para os pacientes.

Segurança da informação como estratégia de negócios

Por fim, devemos entender que a segurança da informação deixou de ser uma preocupação técnica para se tornar um pilar estratégico nas organizações.

Proteger os dados de clientes, parceiros e colaboradores é fundamental para a continuidade dos negócios, para a reputação das empresas e, acima de tudo, para o bem-estar das pessoas.

Se você deseja aprofundar seus conhecimentos e investir na segurança da informação, entre em contato com a Fundação Vanzolini. Oferecemos uma gama de cursos e serviços de certificação que podem auxiliar sua organização a alcançar os mais altos padrões de segurança e privacidade.

Saiba mais sobre as certificações da Fundação Vanzolini:

Certificação ISO 27001

Certificação ISO 27701

Certificação ISO 20000-1

Conheça as capacitações em Sistemas de Gestão de Segurança da Informação da Fundação Vanzolini:

Interpretação dos Requisitos ISO 27001:2022

ISO/IEC 27701 – Interpretação dos requisitos da nova versão independente

IQNet: ISO 27001 – Auditor Interno

IQNet: ISO 27001 – Auditor Líder

Tecnologias para os Controles da ISO 27001

Fontes:

ISO/IEC 27001:2022

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