Independentemente do porte, toda empresa é formada por diferentes áreas, cada uma com múltiplos processos acontecendo ao mesmo tempo.
Nesse cenário, é comum que algumas engrenagens não funcionem com a eficiência esperada. Uma pesquisa da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), realizada em 2024 com empresas brasileiras, aponta que 67% das organizações ainda operam com baixa maturidade em gestão de processos, cenário que gera retrabalho recorrente, desperdício de recursos e perda de competitividade.
É justamente nesse ponto que a metodologia Lean se destaca: identificando gargalos, eliminando desperdícios e promovendo processos mais ágeis, consistentes e eficientes.
Se você busca esses resultados e quer começar a aplicar o Lean de forma prática no dia a dia, este conteúdo vai ajudá-lo a enxergar desperdícios rapidamente, entender seus impactos e começar a aplicar as ferramentas que geram melhorias reais.
Diferente do que muitos imaginam, o Lean não é exclusivo da indústria. Seu modo de pensar pode ser aplicado em escritórios, hospitais, escolas, operações logísticas, serviços financeiros, atendimento ao cliente e até no setor público. Onde existe processo, existe oportunidade de aplicar Lean no dia a dia.
O foco do Lean está em três pilares fundamentais: fluxo, velocidade e valor para o cliente. Isso significa reduzir tudo o que atrasa, gera erros ou consome esforço sem necessidade, permitindo que o trabalho flua com menos interrupções e mais previsibilidade.
Quando se fala em desperdício, muitas pessoas pensam apenas em erros visíveis. No Lean, o conceito é mais amplo. Desperdício é tudo aquilo que consome tempo, recursos ou esforço sem gerar valor real para o cliente ou para o processo.
Dados do IBGE e da FGV indicam que a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu apenas 0,2% ao ano na última década, um dos índices mais baixos entre economias emergentes. Parte desse desempenho está ligada a processos ineficientes, falta de padronização e desperdícios estruturais que o Lean ajuda a corrigir.
No dia a dia, isso aparece de forma simples e recorrente, como:
| Situação no dia a dia | Tipo de desperdício | O que isso gera |
| E-mails desnecessários ou que poderiam ser uma mensagem rápida | Superprocessamento | Tempo perdido, caixa congestionada, decisões travadas |
| Filas de processos aguardando análise ou aprovação | Espera | Atraso em entregas, cliente insatisfeito, equipe ociosa |
| Entregas com erros ou fora do padrão de qualidade | Defeitos | Retrabalho, desgaste da equipe, insatisfação do cliente |
| Aprovações em camadas para decisões simples | Superprocessamento | Lentidão, desmotivação, perda de agilidade |
| Tarefas manuais que poderiam ser automatizadas | Movimentação desnecessária | Fadiga, erro humano, desperdício de tempo |
Esses desperdícios estão diretamente ligados a prejuízo financeiro, queda de produtividade e aumento da insatisfação de clientes e equipes.
Segundo o Lean Institute Brasil, empresas que aplicam Lean de forma estruturada conseguem reduzir desperdícios operacionais em até 30%, além de aumentar a produtividade em 20% no primeiro ano de implementação. Por isso, mais do que ajustes pontuais, o Lean propõe identificar a causa do problema e eliminá-lo de forma estruturada.
O Lean classifica os desperdícios em oito tipos principais, conhecidos como MUDAS. Reconhecê-los é o primeiro passo para eliminá-los.
Movimentação excessiva de documentos, materiais, informações ou pessoas.
Exemplo: pastas físicas circulando entre setores ou arquivos digitais enviados várias vezes por e-mail.
Acúmulo de materiais, documentos, solicitações ou tarefas paradas.
Exemplo: filas de processos aguardando análise ou estoque de materiais sem uso.
Esforço físico ou mental além do necessário.
Exemplo: procurar arquivos, alternar entre vários sistemas ou refazer buscas de informação.
Tempo em que pessoas, processos ou clientes ficam parados.
Exemplo: atendimento aguardando aprovação, retorno de e-mail ou liberação de sistema.
Produzir mais do que o necessário ou antes do momento certo.
Exemplo: relatórios extensos que ninguém utiliza.
Processos mais complexos do que o necessário.
Exemplo: múltiplas aprovações para decisões simples.
Falhas que geram retrabalho.
Exemplo: formulários incompletos, erros de digitação ou informações inconsistentes.
Pessoas subutilizadas ou sem autonomia para melhorar processos.
Exemplo: equipes executando tarefas repetitivas e sem espaço para propor melhorias.
Você não precisa de um projeto complexo para começar. Use este checklist para tarefas que já fazem parte do seu dia a dia:
Responder a essas perguntas é o primeiro passo para identificar desperdícios Lean e começar a atuar de forma prática.
Mesmo com conhecimentos iniciais, como o nível Yellow Belt, já é possível utilizar algumas ferramentas Lean sem apoio técnico avançado. Veja quais e seus benefícios:
Exemplo prático: Limpar pastas compartilhadas, nomear arquivos de forma padronizada, descartar documentos obsoletos.
Exemplo prático: mapear o processo de aprovação de compras e descobrir que três pessoas aprovam a mesma coisa.
Exemplo prático: analisar o fluxo de atendimento e perceber que o pedido fica mais tempo parado aguardando aprovação do que em execução.
Exemplo prático: por que o relatório sai com erro? Porque a planilha está desatualizada. Por que? Porque não há responsável definido para atualizá-la.
Exemplo prático: criar um checklist obrigatório para envio de propostas, evitando informações incompletas ou divergentes.
Exemplo prático: visualizar demandas por status (a fazer, em andamento, concluído) e evitar que muitas tarefas sejam iniciadas ao mesmo tempo.
Aplicar Lean no dia a dia gera resultados rápidos e mensuráveis em diferentes áreas e setores.
Quando a equipe entende o processo, identifica desperdícios e participa das soluções, o Lean deixa de ser uma ferramenta e passa a fazer parte da cultura organizacional.
Esse é o caminho natural para quem deseja evoluir profissionalmente: a vivência prática do dia a dia prepara o profissional para assumir projetos maiores e, naturalmente, avançar do Yellow Belt para o Green Belt.
Lean deixa de ser uma iniciativa pontual e passa a ser um jeito de trabalhar: problemas ficam visíveis, as decisões acontecem mais rápido, o fluxo se mantém contínuo e a melhoria vira rotina.
A jornada do profissional que se especializa em Lean tem uma evolução que acontece de forma progressiva. Normalmente seguindo o fluxo abaixo:
Nesse percurso, a Fundação Vanzolini atua como parceira na formação de profissionais Lean Seis Sigma, oferecendo cursos estruturados do nível introdutório ao avançado.
Com base sólida em Engenharia de Produção, a Fundação prepara profissionais para aplicar o Lean de forma prática, conectando conceitos, ferramentas e resultados reais no ambiente de trabalho.
Para mais informações sobre os cursos:
São oito: transporte, estoque, movimentação, espera, superprodução, superprocessamento, defeitos e talentos não aproveitados.
Observe filas, retrabalho, esperas, aprovações excessivas e atividades que não geram valor
5S, Fluxograma, 5 Porquês, Checklist de padronização e Kanban básico.
Não. Pode ser aplicado em serviços, escritórios, saúde, educação, logística e setor público.
Começar aprendendo a enxergar desperdícios e aplicar melhorias simples no dia a dia.
A promoção de uma transformação ágil estruturada exige uma liderança ágil capacitada, capaz de conciliar inovação, governança e conformidade.
Em ambientes corporativos complexos e altamente regulados, como os setores financeiro, saúde, energia, governo e farmacêutico, a adoção de práticas ágeis ainda é vista com cautela.
A exigência por conformidade, rastreabilidade e governança robusta parece colidir com os valores centrais da agilidade, como adaptação rápida, entregas incrementais e ciclos curtos de feedback. Mas será mesmo que esses mundos são inconciliáveis?
A resposta é não. Implementar Agile em ambientes corporativos regulados é não apenas possível, como essencial para organizações que desejam manter competitividade e inovação, sem abrir mão da conformidade.
A chave está em promover uma transformação ágil estruturada, alinhada a práticas de governança ágil, que respeite os marcos regulatórios, sem comprometer a entrega de valor contínuo.
Ao adaptar frameworks ágeis ao contexto regulatório com documentação enxuta, ciclos de inspeção regulares e times multidisciplinares integrando áreas como jurídico, qualidade e compliance, as empresas conseguem atingir um novo patamar de eficiência, mitigando riscos e acelerando a inovação.
Essa jornada exige liderança ágil, cultura organizacional alinhada e conhecimento técnico robusto sobre como unir agilidade e controle.
A Fundação Vanzolini, com sua sólida atuação em transformação organizacional e excelência em Engenharia de Produção, qualidade e inovação, é referência em capacitar líderes e organizações para esse desafio: implantar o Agile com segurança, inteligência e impacto real nos resultados.
Ambientes regulados, como os setores de saúde, financeiro e aeroespacial, tendem a encarar a agilidade com cautela em função da própria natureza de seus negócios, marcada por exigências rigorosas de conformidade, previsibilidade e documentação, impostas por normas técnicas e órgãos reguladores.
Essas organizações operam com processos altamente estruturados, documentação obrigatória, necessidade constante de rastreabilidade e geração de evidências, além de múltiplos níveis de aprovação e governança hierárquica.
Nesse cenário, a adoção do Agile pode gerar inseguranças relacionadas à perda de controle, ao compliance e à previsibilidade. É justamente nesse ponto que a liderança ágil assume papel central: o desafio não está em substituir os modelos de governança existentes, mas em evoluí-los por meio das metodologias ágeis, tornando-os mais adaptativos, transparentes e orientados ao valor, sem comprometer os requisitos regulatórios.
Alguns princípios podem ajudar a conciliar a agilidade e regulação, são eles:
Modelos e frameworks também ajudam a equilibrar a estrutura e flexibilidade como o SAFe (Scaled Agile Framework), ideal para corporações com múltiplos níveis de gestão e compliance, e o Disciplined Agile (DA), que adapta práticas conforme o contexto regulatório e cultural.
Além disso, é possível utilizar o Scrum Híbrido, com integração de PMBOK, ISO 9001, CMMI e outros sistemas de gestão da qualidade, além de adotar o Lean Governance, que reduz burocracias sem comprometer a rastreabilidade e o controle.
A liderança exerce um papel fundamental para a implementação da agilidade organizacional, em qualquer tipo ou setor de atuação de uma empresa.
De acordo com estudo da Hubspot, o engajamento no trabalho pode aumentar em até 30 vezes quando os gestores se mostram interessados de fato no bem-estar e no sucesso dos seus colaboradores.
A liderança ágil se caracteriza pela forma de conduzir equipes baseadas na metodologia ágil e nos princípios agile. Na prática, é a liderança que está sempre disposta a investir na melhoria contínua do seu time, na flexibilidade e na adaptação a ambientes incertos e de mudança.
Pesquisas acadêmicas e a prática corporativa mostram que a transformação ágil começa pela liderança. Sem o apoio da alta gestão, a mudança não é sustentável.
Profissionais como agile coach e scrum master desempenham um papel fundamental para liderar a transformação ágil de uma companhia, principalmente, naquelas com atuação em setores regulados.
Esses profissionais poderão liderar a chamada “governança colaborativa”, onde pessoas de diferentes setores trabalham juntos, compartilhando recursos e responsabilidade para alcançar objetivos comuns e resolver problemas complexos.
Mas, na prática, como é possível usar a metodologia ágil em setores estratégicos e regulados?
Alguns caminhos que mostram que o segredo está em adaptar o agile ao contexto de cada organização:
Esses cases de transformação ágil reforçam que o caminho não é flexibilizar normas, mas integrar a agilidade aos requisitos regulatórios de forma estratégica.
Acompanhe a Fundação Vanzolini, em parceria com o Estadão, todas às quartas-feiras, na editoria de educação (somente para assinantes).
Conheça O papel da liderança ágil na transformação dos negóciose descubra como a liderança ágil transforma negócios e como a Fundação Vanzolini prepara líderes para inovar em um mercado em constante mudança.
A Fundação Vanzolini é um importante parceiro para ajudar empresas a liderar e a implementar a cultura ágil em diversos tipos de ambiente.
Criada por professores da Poli-USP, a Fundação atua como uma ponte entre teoria e a prática e tem grande experiência em projetos para organizações públicas e privadas complexas.
Alguns cursos e programas da Fundação Vanzolini podem ajudar bastante nesse processo de implementação de cultura ágil, como o MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança e os cursos Agile Coach e Scrum Master.
Com a Fundação Vanzolini, sua organização aprende a unir agilidade e conformidade, transformando governança em vantagem competitiva.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
É um estilo de liderança focado em adaptabilidade, colaboração e empoderamento de equipes. O líder ágil facilita o trabalho, remove obstáculos e promove autonomia, em vez de apenas comandar e controlar.
Autocrático – centraliza decisões.
Democrático – envolve a equipe nas decisões.
Liberal (Laissez-faire) – dá total autonomia.
Situacional – adapta o estilo conforme o contexto.
Empoderar equipes auto-organizadas;
Foco em pessoas e interações;
Adaptabilidade a mudanças;
Entrega contínua de valor;
Feedback constante;
Transparência e comunicação aberta;
Melhoria contínua;
Servant leadership (liderança servidora).
Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas.
Software funcionando mais que documentação abrangente.
Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos.
Responder a mudanças mais que seguir um plano.Adicionar questão
A Inteligência Artificial aplicada à área de Recursos Humanos (RH) tem se tornado uma ferramenta cada vez mais essencial, capaz de remodelar e aprimorar a Gestão de Pessoas.
Visto por muito tempo como um centro de custos e processos manuais, o RH está se reinventando como um motor estratégico dentro das organizações, tornando-se muito mais atraente e eficiente, e a IA é o combustível dessa mudança.
Com o advento da tecnologia disruptiva, o RH consegue agir com mais estratégia, menos tarefas operacionais e decisões baseadas em dados reais, levando excelência à gestão de pessoas e contribuindo para a competitividade da empresa.
Para saber mais sobre a Inteligência Artificial aplicada aos subsistemas do RH, siga com a leitura!
De acordo com o Censo do RH da WallJobs, de 2025, 75% dos profissionais de RH usam inteligência artificial com frequência. O levantamento mostra, ainda, que quase metade (46,3%) trabalha em grandes empresas (mais de 301 funcionários), 31,6% ocupam cargos de liderança e 30% têm entre 11 e 20 anos de experiência.
Nesse contexto, a IA está trazendo resultados imediatos em:
A IA também está se aproximando do trabalho centrado no ser humano. “Um terço dos respondentes aponta o uso da ferramenta para identificar sinais de sobrecarga e risco de burnout entre os funcionários“, afirma Henrique Calandra, fundador da WallJobs. Essa é uma mudança inteligente: eficiência aliada ao cuidado com os funcionários.
Há também um impulso em relação à inclusão e ao crescimento: 17,1% citam o papel da IA no monitoramento de indicadores de diversidade e inclusão. E 68% acreditam que a IA impulsionará o desenvolvimento, ao personalizar o aprendizado e acelerar a aquisição de habilidades estratégicas.
Segundo dados do Índice de Confiança do Trabalhador, em uma pesquisa trimestral com usuários da plataforma LinkedIn, o uso diário de IA no trabalho dobrou nos últimos 18 meses, passando de 17% para 35%, enquanto o uso semanal subiu de 15% para 25% no mesmo período.
Ou seja, a IA veio para ficar e transformar. O domínio da IA se mostra cada vez mais necessário para que sua função esteja integrada aos objetivos do negócio, fazendo do seu uso uma estratégia organizacional, mais do que algo meramente operacional.
Para entender o papel da IA na área de Gestão de Pessoas, é importante reconhecer a complexidade do RH. Trata-se de um ecossistema robusto, composto por diversos subsistemas interconectados, cada um responsável por etapas, ciclos de vida ou funções específicas, que garantem atração, desenvolvimento e a retenção do capital humano. Esses subsistemas formam a espinha dorsal de qualquer estratégia de pessoas.
Assim, os principais subsistemas do RH incluem:
Em cada um dos subsistemas do RH, a IA pode não apenas otimizar, mas também redefinir as possibilidades. Dessa forma, a tecnologia disruptiva pode atuar em quatro frentes principais:
Da triagem à segurança do trabalho, veja, na tabela abaixo, a aplicação detalhada da IA em cada subsistema de Recursos Humanos (RH):
| Subsistema de RH | Aplicações e funcionalidades da Inteligência Artificial |
| Recrutamento e Seleção | Triagem automatizada de currículos (ranking e sourcing): escaneia, classifica e ranqueia currículos em segundos. Algoritmos de predição de aderência: compara o perfil do candidato com a vaga e a performance histórica para indicar a probabilidade de sucesso. Análise de compatibilidade comportamental: analisa padrões linguísticos e respostas para inferir traços de personalidade e fit cultural. |
| Treinamento e Desenvolvimento (T&D) | Plataformas de ensino adaptativo: monitora o progresso, identifica dificuldades e ajusta o conteúdo, o ritmo e o formato da trilha de aprendizado em tempo real. Análise preditiva de gaps de competências: projeta skills críticas e indica proativamente lacunas a serem preenchidas. Recomendações automatizadas (Netflix-like): oferece sugestões personalizadas de cursos e conteúdos. |
| Administração de Pessoal (DP) | Chatbotse agentes virtuais para Suporte 24/7: resolve dúvidas frequentes sobre folha de pagamento, férias e benefícios. Automação de processos repetitivos (RPA): automatiza tarefas burocráticas (admissão, desligamento e férias) com zero erro. |
| Gestão de Desempenho | Análise de dados de performance ao longo do tempo: coleta dados de múltiplos pontos (produtividade, feedbacks) para gerar uma visão holística e imparcial da performance. Relatórios automatizados com sugestões de melhoria e coaching: gera insights acionáveis para gestores e sugestões de metas (OKR’s). |
| Clima e Cultura Organizacional | Análise de sentimento (NPS e pulse surveys): interpreta o sentimento (positivo, negativo ou neutro) do texto em feedbacks e pesquisas. Monitoramento ativo de feedback (canais digitais): detecta anonimamente sinais de desengajamento ou conflitos emergentes para intervenção preventiva. |
| Comunicação Interna | Análise preditiva de engajamento: determina qual tipo de conteúdo, formato e horário terá maior impacto em públicos específicos. IA generativa para criação de mensagens: auxilia na criação de mensagens mais assertivas e com o tom de voz da empresa. |
| Remuneração e Benefícios | Análise de competitividade salarial (Big Data): cruza dados de mercado para garantir que a política de remuneração seja competitiva e justa internamente (equidade). Recomendação de pacotes de benefícios personalizados: sugere um mix ideal de benefícios, baseado no perfil e uso de cada colaborador. |
| Segurança e Saúde do Trabalho (SST) | Monitoramento preditivo em ambientes de risco: usa sensores IoT para detectar desvios de segurança em tempo real, alertando antes que acidentes ocorram. Predição de riscos de afastamento (Bem-estar): analisa dados históricos para prever quais indivíduos estão em maior risco de burnout ou problemas de saúde. |
A percepção humana e o conhecimento intelectual ganham subsídios com os dados. Sem dúvidas, o maior legado da Inteligência Artificial no RH é a sua capacidade de transformar dados brutos em inteligência acionável.
A IA auxilia na criação de dashboards estruturados, cruzamento complexo de informações de diferentes sistemas (ERP, Folha, LMS e ou Recrutamento) e na identificação imediata de padrões e outliers, que indicam problemas ou oportunidades. Tudo isso agiliza os processos sem deixar de oferecer robustez às decisões.
Com a IA, o RH move-se de um papel reativo para um orientado por dados (data driven), com:
Hoje em dia, a Inteligência Artificial permite que o RH supere antigas barreiras e realize tarefas que antes eram consideradas sonhadoras ou inviáveis, devido à escala e complexidade dos dados.
Com a IA, a gestão encontra na tecnologia uma forma de estar mais perto das pessoas.
Embora haja um aumento no uso da tecnologia, especialistas da EloGroup destacam que apenas uma pequena parcela de líderes de RH possui uma estratégia bem definida para implementar a IA de forma eficaz. Essa lacuna representa um risco, já que muitas empresas podem adotar soluções de maneira pontual, sem um plano estruturado, o que pode resultar em desperdício de recursos e baixo impacto nos resultados.
Assim, a transformação impulsionada pela IA exige novas competências dos profissionais de RH. Não basta ter as ferramentas, é preciso saber utilizá-las estrategicamente.
A Fundação Vanzolini reconhece essa demanda e oferece o curso Inteligência Artificial aplicada ao RH, uma formação de vanguarda, voltada a quem deseja liderar a próxima geração da gestão de pessoas, utilizando tecnologia, inovação e decisões baseadas em dados.
Profissionais que desejam transformar a gestão de pessoas por meio da tecnologia encontram no curso caminhos práticos e claros para aprimorar seu trabalho com rapidez, precisão e impacto, posicionando o RH como o verdadeiro motor estratégico da organização.
Conheça os diferenciais do curso:
Não perca a oportunidade de estar à frente da Gestão de Pessoas. Inscreva-se e comece a transformar o futuro do seu RH hoje!
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
A inteligência artificial está transformando o RH de uma função operacional para uma função cada vez mais estratégica. As principais mudanças acontecem em algumas frentes:
Recrutamento e seleção ficam muito mais ágeis. Ferramentas de IA fazem a triagem de currículos em segundos, analisam padrões de candidatos com alto desempenho e até conduzem entrevistas iniciais por chatbot, reduzindo o tempo de contratação e o viés humano em etapas iniciais.
Gestão de pessoas ganha previsibilidade. Algoritmos conseguem identificar sinais de turnover antes de acontecer, sugerir planos de desenvolvimento personalizados e mapear lacunas de competência na organização.
Tarefas administrativas são automatizadas, folha de pagamento, controle de ponto, respostas a perguntas frequentes de colaboradores (via chatbots de RH), geração de contratos e relatórios. Isso libera o RH para atuar mais estrategicamente.
People Analytics deixa de ser diferencial e vira padrão. Decisões sobre promoção, remuneração e sucessão passam a ser orientadas por dados, não apenas por percepção de gestores.
O grande desafio é equilibrar eficiência com humanização, a IA processa dados, mas empatia, cultura e relações humanas ainda dependem de pessoas.
De forma geral, o RH moderno se sustenta em cinco grandes pilares:
1. Atração e Recrutamento — encontrar os talentos certos para a organização, construir employer branding e garantir uma boa experiência do candidato.
2. Desenvolvimento e Treinamento — capacitar continuamente os colaboradores, mapear competências e criar trilhas de aprendizado alinhadas aos objetivos do negócio.
3. Gestão de Desempenho — definir metas, acompanhar resultados, dar feedback e criar uma cultura de alta performance e reconhecimento.
4. Remuneração e Benefícios — estruturar pacotes competitivos, garantir equidade interna e externa e manter a motivação pelo aspecto financeiro.
5. Cultura, Clima e Engajamento — cuidar do ambiente de trabalho, da identidade organizacional e do bem-estar dos colaboradores para reduzir turnover e aumentar produtividade.
Com a IA, todos esses pilares ganham camadas de dados e automação — mas o elemento humano continua sendo o coração do RH.
Fontes:
Crescimento do uso de IA no Brasil impulsiona transformação estratégica nas empresas e no RH
75% of Brazil’s HR teams use AI-from resume screening to burnout alerts, with results to prove it
O novo (e atraente) departamento pessoal
Mercados mais complexos e exigentes têm transformado a Gestão da Qualidade em um pilar fundamental para a competitividade das organizações.
Nesse cenário, o MBA Engenharia da Qualidade surge como uma formação essencial para líderes que buscam integrar, de forma sistêmica, processos, gestão de indicadores e a cultura de melhoria contínua em suas atividades.
Dessa forma, a área de conformidade expandiu e passou a ser decisiva para empresas que querem se manter na vanguarda das operações.
Para profissionais experientes da qualidade, trata-se de uma decisão estratégica investir em uma formação de alto nível, conectando a teoria acadêmica aplicada com os desafios reais das organizações.
Siga a leitura deste artigo e veja como o MBA Engenharia de Qualidade está alinhado às necessidades do mercado, contribuindo de forma significativa para o aprimoramento de pessoas e negócios.
O MBA Engenharia da Qualidade é mais do que a soma de diversas especializações técnicas isoladas. É uma formação que oferece definição clara e objetiva da qualidade como um sistema de gestão integrado.
Importante destacar que, enquanto outras formações focam em ferramentas específicas, o MBA proporciona uma visão sistêmica que transcende a aplicação pontual, capacitando o profissional para enxergar a organização como um fluxo interconectado de valor.
Ou seja, não se trata de um conhecimento isolado, mas sim de um entendimento em rede, em contato e integrado ao todo dos negócios. Seu papel é promover a integração entre qualidade, processos e estratégia.
Assim, ao entrar para o MBA, o profissional é preparado para atuar na intersecção entre a excelência técnica da engenharia e a visão de negócio da gestão, garantindo que as iniciativas de qualidade estejam diretamente alinhadas aos objetivos organizacionais.
Hoje em dia, podemos entender a Engenharia da Qualidade como um direcionador de desempenho organizacional. Em um ambiente de operações complexas, a qualidade não é um custo, mas sim o catalisador para a eficiência e a mitigação de riscos.
A essência da excelência operacional reside na relação entre padronização, estabilidade e melhoria contínua. Sem processos padronizados e estáveis, qualquer esforço de melhoria se torna insustentável.
O profissional com essa formação é o arquiteto que estabelece essa base robusta. E isso se manifesta na conexão com indicadores, gestão da rotina e governança de processos.
De acordo com especialistas ouvidos pela InFoMoney sobre profissionais em alta em 2026, especificamente em engenharia, existe um vento a favor com a chegada de várias indústrias, especialmente as chinesas, ao setor automotivo, infraestrutura, máquinas e equipamentos, além de energia.
O artigo destaca a qualidade entre outras funções que conectam chão de fábrica e estratégia: melhoria contínua, gestão de projetos e processos, qualidade e aplicação/vendas (a engenharia “que vende solução”).
O MBA em Engenharia da Qualidade fornece o repertório técnico para definir métricas que realmente impulsionam o negócio e para estruturar a gestão da rotina, assegurando que o desempenho desejado seja mantido e melhorado de forma contínua.
Na era pós-moderna, a qualidade passou de coadjuvante a protagonista, gerando valor e indo muito além da simples aderência às normas e aos regulamentos dentro das empresas.
Prova disso é que a qualidade está entre as seis tendências que estão moldando as decisões empresariais em 2026, segundo levantamento da Minitab, empresa de análise de dados.
De acordo com os especialistas, “a qualidade deixou de ser tratada apenas como um requisito de conformidade ou uma etapa final de controle“.
Com isso, ainda segundo a Minitab, as organizações líderes estão incorporando a qualidade à forma como as decisões são tomadas em operações, engenharia e liderança, por meio da tomada de decisão baseada em dados.
“O que mudou foi o quanto a qualidade passou a ser central para as decisões estratégicas. Líderes de engenharia e operações veem cada vez mais a qualidade não como um departamento, mas como um modelo operacional apoiado por análises operacionais“.
Os impactos dessa nova versão da qualidade são diretos e mensuráveis em:
Para fazer da teoria da qualidade moderna uma prática de impacto nas organizações, os profissionais precisam contar com uma formação desenhada para desenvolver um conjunto de competências essenciais para a liderança técnica e estratégica:
Os conhecimentos adquiridos no MBA Engenharia da Qualidade são universalmente aplicáveis, tornando o profissional um capital humano valioso em diversos setores:
No MBA da Fundação Vanzolini, a sala de aula é extensão da mesa de reunião. Entre os diferenciais do MBA Engenharia da Qualidade da Fundação Vanzolini está sua abordagem aplicada e conectada à realidade das organizações.
Assim, a formação promove a integração entre engenharia, gestão e processos, garantindo que o aprendizado não seja apenas teórico, mas imediatamente utilizável no contexto corporativo.
O MBA é voltado à tomada de decisão estratégica, capacitando líderes a influenciar os rumos do negócio a partir da excelência em operações e processos. Conheça mais sobre a transformação de carreiras com nossos MBAs.
A busca por excelência é um ciclo contínuo, assim, o aprofundamento em MBA Engenharia da Qualidade é um passo decisivo para profissionais que entendem a Engenharia da Qualidade como pilar da gestão moderna. É o investimento que consolida a formação de lideranças técnicas, aptas a transformar processos e impulsionar resultados.
Ao escolher a Fundação Vanzolini, você estuda em uma instituição ligada à excelência da Poli-USP, reconhecida por formar líderes e especialistas altamente qualificados.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
Fontes:
Saiba quais profissões estarão em alta em 2026
6 tendências que estão moldando as decisões empresariais em 2026
Cursos de MBA em 2026: como escolher o melhor para sua carreira
Volátil, incerto, complexo e ambíguo. O vocabulário que define o mercado de trabalho atual pressiona por inovação contínua, adaptabilidade e uma liderança ágil.
Organizações de todos os portes são constantemente desafiadas a reestruturar seus modelos operacionais e de gestão, não apenas para sobreviver, mas prosperar em ambientes de alta complexidade.
Nesse sentido, os profissionais buscam formações capazes de prepará-los estrategicamente para sustentar o crescimento na carreira e agregar valor ao currículo.
Para entender como estar apto para liderar com agilidade e atuar com desenvoltura em um cenário entremeado por mudanças constantes, siga a leitura deste artigo e conheça o MBA em Gestão Ágil, da Fundação Vanzolini, que combina inovação e prática de mercado.
A Gestão Ágil representa uma mudança de paradigma fundamental na maneira como as organizações planejam, executam e entregam valor.
Enquanto as metodologias tradicionais se baseiam em um planejamento detalhado e sequencial, seguindo, em sua maioria, a chamada abordagem waterfall (cascata), com alta aversão a mudanças no escopo e foco na previsibilidade, a Gestão Ágil adota ciclos curtos de trabalho (iterações), entrega incremental de valor, feedback contínuo e a capacidade de se adaptar rapidamente às novas informações e prioridades.
Dessa forma, com a Gestão Ágil, o foco se desloca da execução estrita de um plano para a maximização da entrega de valor ao cliente.
Assim, temos a agilidade como capacidade organizacional contínua. Ou seja, a agilidade não se resume à adoção de frameworks como Scrum ou Kanban em times de desenvolvimento, mas se manifesta como uma capacidade organizacional na totalidade da empresa, permeando a estratégia, a cultura, a estrutura e os processos de tomada de decisão.
Isso permite que a empresa toda esteja em sintonia e responda às mudanças do mercado de forma rápida e eficiente, transformando incerteza em vantagem competitiva.
Segundo dados do Business Agility Report 2024, as organizações mais avançadas em agilidade apresentaram crescimento de 31% na receita por funcionário ano após ano, contra apenas 8% nas organizações distantes de uma maturidade ágil.
O relatório The Return on Investment of Kanban, de 2022, da Kanban University, mostrou que áreas que implementaram Kanban observaram uma redução de até 50% nos custos operacionais em menos de seis meses.
Segundo especialistas, essa economia é fruto da maior eficiência nos fluxos de trabalho, melhor alinhamento das demandas com a capacidade e redução significativa de desperdícios, contribuindo diretamente para um ROI mais robusto em curto prazo.
A transição para um modelo ágil nas organizações não acontece de forma automática. Essa mudança no modo de operar exige, sobretudo, uma profunda transformação no estilo de liderança. O líder ágil é um catalisador de mudança e um facilitador, não um controlador.
De acordo com o 17th State of Agile Report, no leme da transformação para o Agile estão líderes e executivos de negócios (32%), seguidos por equipes técnicas individuais (31%) e CIOs/CTOs (20%).
Ou seja, as lideranças exercem um papel fundamental nesse processo e, entre suas principais características, podemos destacar:
Do controle à criação de ambientes de aprendizado
O líder ágil abandona o microgerenciamento e a mentalidade de comando-e-controle em favor da delegação e da autonomia das equipes. Sua responsabilidade central passa a ser a criação de um ambiente seguro e de alta confiança, no qual o erro é visto como uma oportunidade de aprendizado rápido e a experimentação é encorajada.
Tomada de decisão adaptativa e descentralizada
Em contextos de incerteza, a rigidez na tomada de decisão é um risco. A liderança ágil promove a descentralização, permitindo que as decisões sejam tomadas no nível mais próximo da informação e do problema. Isso acelera a resposta da organização, tornando as decisões menos dependentes de hierarquias formais e mais orientadas por dados e insights do campo de atuação.
Veja na tabela, a seguir, as principais características dos modelos de gestão:
| Característica principal | Abordagem tradicional de gestão | Gestão Ágil |
| Planejamento e execução | Baseada em planejamento detalhado e sequencial. | Adota ciclos curtos de trabalho (iterações). |
| Metodologia comum | Abordagem waterfall (cascata). | Frameworks como Scrum ou Kanban (não se resume a eles, mas os utiliza). |
| Adaptação a mudanças | Alta aversão a mudanças no escopo. | Capacidade de se adaptar rapidamente às novas informações e prioridades. |
| Entrega de valor | Foco na previsibilidade e na execução estrita de um plano. | Foco na entrega incremental de valor e maximização de valor ao cliente. |
| Feedback | Não explicitado como contínuo. | Feedback contínuo (Build-Measure-Learn). |
| Visão organizacional | Tende a ser fragmentada e focada em projetos. | Manifesta-se como capacidade organizacional contínua, permeando estratégia, cultura e tomada de decisão. |
| Liderança | Mentalidade de comando-e-controle; foco no microgerenciamento. | Liderança facilitadora, que abandona o microgerenciamento em favor da delegação e autonomia. |
| Atitude em relação ao erro | Não abordado, mas geralmente com foco em evitar o erro. | O erro é visto como oportunidade de aprendizado rápido; encoraja a experimentação (fail fast, learn faster). |
| Tomada de decisão | Mais dependente de hierarquias formais (rigidez). | Adaptativa e descentralizada, no nível mais próximo da informação e do problema. |
| Inovação | Tende a ser vista como lançamento de novos produtos e ou serviços. | Inovação como modo intrínseco de operar, com experimentação contínua e tolerância ao risco. |
Outro fator essencial na Gestão Ágil é a inovação. Sob essa ótica, a tecnologia e as ferramentas inovadoras transcendem o lançamento de novos produtos ou serviços, tornando-se um modo de operar intrínseco à organização.
Para a nova era da liderança e das operações, é preciso estar preparado. A complexidade da Gestão Ágil exige uma formação robusta e aprofundada, que vá além do treinamento técnico em ferramentas, incluindo um olhar estratégico e um pensamento criativo.
A Fundação Vanzolini, com sua experiência de quase seis décadas no apoio à evolução de organizações públicas e privadas, oferece programas de formação executiva que integram excelência técnica, inovação e a formação de líderes estratégicos.
O MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança é desenhado para desenvolver profissionais capazes de conduzir transformações organizacionais complexas. A abordagem da Fundação Vanzolini foca na formação de lideranças com profundo desenvolvimento estratégico e visão sistêmica, capacitando o executivo a aplicar os princípios ágeis, não apenas em projetos, mas na própria gestão do negócio.
Outras formações complementares, como o MBA em IA Aplicada à Gestão Estratégica de Projetos e a especialização em Agile Coach, reforçam o leque de competências necessárias para o mercado atual.
Conte com a expertise da Fundação Vanzolini para fazer da sua liderança, uma liderança inovadora e de sucesso!
Ao escolher a Fundação Vanzolini, você estuda em uma instituição ligada à excelência da Poli-USP, reconhecida por formar líderes e especialistas altamente qualificados. Comece sua jornada com quem forma especialistas há décadas.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
Os princípios do Ágil estão definidos no Manifesto Ágil (Agile Manifesto), criado em 2001. São 12 princípios que orientam o desenvolvimento ágil de software:
Satisfação do cliente – A maior prioridade é satisfazer o cliente através da entrega contínua e adiantada de software com valor.
Mudanças são bem-vindas – Aceitar mudanças de requisitos, mesmo tardiamente no desenvolvimento, para vantagem competitiva do cliente.
Entregas frequentes – Entregar software funcionando com frequência, em escalas de semanas a meses, com preferência aos períodos mais curtos.
Colaboração diária – Pessoas de negócio e desenvolvedores devem trabalhar juntos diariamente durante todo o projeto.
Pessoas motivadas – Construir projetos em torno de indivíduos motivados, dando a eles o ambiente e suporte necessário e confiando que farão o trabalho.
Conversa face a face – O método mais eficiente de transmitir informações é através de conversa cara a cara.
Software funcionando – Software funcionando é a medida primária de progresso.
Desenvolvimento sustentável – Processos ágeis promovem desenvolvimento sustentável, mantendo um ritmo constante indefinidamente.
Excelência técnica – Atenção contínua à excelência técnica e bom design aumenta a agilidade.
Simplicidade – A arte de maximizar a quantidade de trabalho não realizado (fazer apenas o essencial).
Times auto-organizáveis – As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de equipes auto-organizáveis.
Reflexão e ajustes – Em intervalos regulares, a equipe reflete sobre como se tornar mais eficaz e ajusta seu comportamento.
Esses princípios complementam os quatro valores do Manifesto Ágil: indivíduos e interações sobre processos e ferramentas; software funcionando sobre documentação abrangente; colaboração com o cliente sobre negociação de contratos; e responder a mudanças sobre seguir um plano.
As principais ferramentas e frameworks ágeis incluem:
Frameworks e Metodologias
Scrum – O framework ágil mais popular, com sprints, papéis definidos (Scrum Master, Product Owner, Time), cerimônias (Daily, Planning, Review, Retrospectiva) e artefatos (Product Backlog, Sprint Backlog).
Kanban – Sistema visual de gestão de fluxo de trabalho com quadros, limitação de trabalho em progresso (WIP) e foco em melhoria contínua.
XP (Extreme Programming) – Focado em práticas de engenharia como programação em pares, TDD (Test Driven Development), integração contínua e refatoração.
Lean – Eliminar desperdícios, amplificar aprendizado, decidir o mais tarde possível, entregar rápido, empoderar o time.
SAFe (Scaled Agile Framework) – Para escalar práticas ágeis em grandes organizações.
LeSS (Large-Scale Scrum) – Outra abordagem para escalar Scrum.
Ferramentas de Software
Jira – Plataforma completa para gestão de projetos ágeis, rastreamento de issues e quadros Kanban/Scrum.
Trello – Ferramenta visual simples baseada em quadros Kanban.
Azure DevOps – Suite da Microsoft para desenvolvimento ágil, CI/CD e gestão de projetos.
Monday.com – Plataforma de gestão de trabalho adaptável a metodologias ágeis.
Asana – Gestão de projetos com recursos para times ágeis.
ClickUp – Plataforma all-in-one para produtividade e gestão ágil.
Miro/Mural – Quadros colaborativos para retrospectivas, planejamento e brainstorming.
Confluence – Documentação e colaboração (frequentemente usado com Jira).
GitHub/GitLab – Controle de versão e colaboração em código, com recursos para projetos ágeis.
A escolha das ferramentas depende do tamanho do time, complexidade do projeto e necessidades específicas da organização.
Fontes:
O que é o BANI e como ele pode mudar sua carreira
THE RETURN ON Investment OF KANBAN
O universo da Gestão de Projetos passou por uma transformação radical, impulsionada, especialmente, pela economia orientada por dados e pelos avanços da Inteligência Artificial.
Para acompanhar essa nova dinâmica de mercado, os MBAs em Gestão de Projetos precisam evoluir, preparando profissionais para uma atuação estratégica, analítica e de alto impacto, sustentada, sobretudo, pelo uso das tecnologias disruptivas.
Nesse cenário, a abordagem tradicional se mostra insuficiente diante da complexidade, volatilidade e do volume de dados que compõem o ambiente de negócios da atualidade.
Assim, torna-se essencial uma formação capaz de inserir os profissionais em novos modelos de atuação, além de oferecer ferramentas inovadoras para uma gestão moderna e eficiente..
Continue a leitura deste artigo, compreenda o cenário e seus desafios e descubra como o MBA Gestão de Projetos com foco em IA, da Fundação Vanzolini, pode ser decisivo para atender às expectativas do mercado e impulsionar sua carreira.
Um estudo da AWS, em parceria com a Strand Partners, revelou que 40% das empresas já aplicam a Inteligência Artificial em algum processo de negócio.
Dados da McKinsey revelam que 78% das organizações utilizam IA em pelo menos uma função, com destaque para as áreas de marketing, vendas e TI.
Diante desse avanço, a Gestão de Projetos também precisa evoluir, incorporando a potência da IA aos mais diversos setores organizacionais.
Historicamente, a Gestão de Projetos foi pautada em processos mais lineares e planos fixos, que, hoje, esbarram em limites claros de eficácia.
A complexidade do mercado atual exige que os projetos sejam compreendidos não apenas como entregas, mas como verdadeiros instrumentos estratégicos de negócio. Nesse sentido, a IA chega para somar e revolucionar.
Veja, a seguir, alguns aspectos importantes do atual contexto:
Um MBA em Gestão de Projetos com foco em IA se distancia do ensino de fundamentos básicos e aprofunda-se na integração essencial entre três pilares: estratégia, dados e tecnologia.
Uma formação com abordagem inovadora está muito mais próxima da realidade e das necessidades do mercado em operação nos dias de hoje.
A Inteligência Artificial se apresenta como uma ferramenta capaz de enfrentar os desafios da tomada de decisão em cenários de big data e alta incerteza, capacitando o líder a agir de forma preditiva e contínua.
O recurso da tecnologia disruptiva clareia, coloca foco e ilumina possibilidades, acende alertas e faz com que as iniciativas tenham mais respaldo, robustez e resultados.
De acordo com dados de 2024 do Project Management Institute, a busca por profissionais de gerenciamento de projetos deve aumentar em 33% até 2027 no mundo todo. De forma global, o levantamento mostra que as empresas vão precisar de 87,7 milhões de especialistas em projetos durante esse período.
No entanto, é preciso estar ciente de que o mercado de trabalho demanda por líderes com habilidades inovadoras, que saibam gerenciar as incertezas e conduzir a transformação, e não apenas replicar processos.
O perfil formado em um MBA de Gestão de Projetos com foco em IA é o que integra a visão de negócio com a capacidade técnica e analítica:
A Fundação Vanzolini oferece uma abordagem que integra a teoria à prática, baseada em dados reais e na experiência de mercado.
A Vanzolini se posiciona para formar o novo líder de projetos, alinhando a abordagem acadêmica com as demandas do mercado e da alta gestão, focando na integração entre teoria, prática e inovação.
O MBA em IA Aplicada à Gestão Estratégica de Projetos desenvolve competências em Inteligência Artificial, análise de dados e automação inteligente, para potencializar a atuação em Gestão de Projetos, conduzindo iniciativas com mais precisão, agilidade e impacto nos resultados.
Voltado para profissionais de Gestão de Projetos que desejam atualizar competências frente às transformações tecnológicas, integrando IA às práticas de planejamento, execução, controle e entrega de projetos, o MBA é o caminho para uma formação alinhada às novas dinâmicas do mercado.
Conte com a Vanzolini no aprendizado contínuo e na evolução do papel do gestor de projetos em um cenário orientado por IA e estratégia!
Ao escolher a Fundação Vanzolini, você estuda em uma instituição ligada à excelência da Poli-USP, reconhecida por formar líderes e especialistas altamente qualificados. Comece sua jornada com quem forma especialistas há décadas.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
Fontes:
Inteligência artificial impulsiona metas de fim de ano e eleva conversões nas empresas
Gestor de projeto é profissional em alta, diz estudo; o que faz e quanto ganha?
Para crescer é preciso conhecer. MBAs e conhecimento especializado têm sido uma busca constante para os profissionais que desejam aprimoramento e crescimento profissional. Nesse cenário, os cursos da Fundação Vanzolini se consolidam como uma referência em educação executiva de alto nível.
Com uma trajetória marcada pela excelência acadêmica e forte conexão com a Escola Politécnica da USP, os cursos Vanzolini unem o rigor teórico à aplicação prática imediata.
Este artigo foi elaborado para guiar você pela nossa diversificada oferta de MBAs e ajudá-lo a escolher o caminho ideal para impulsionar sua jornada profissional com qualidade, inovação e excelência.
Um levantamento recente, divulgado pela Carta Capital, mostrou que o volume de buscas por cursos de pós-graduação aumentou 22% nos últimos 12 meses no Brasil. Os dados analisados tratavam do comportamento digital de usuários da internet. Ao todo, foram mais de 33 milhões de pesquisas relacionadas ao tema em mecanismos como o Google.
Segundo especialistas, o retorno do investimento em cursos de especialização pode ser medido em novos cargos, aumento de responsabilidades, melhores salários, aumento de oportunidades e de uma rede que abre portas.
Optar por um MBA da Vanzolini é investir em qualidade, tradição e em uma formação chancelada pela conexão com a renomada Escola Politécnica da USP. Nossos diferenciais incluem:
Os cursos Vanzolini de MBA se destacam por estarem totalmente alinhados às exigências atuais e futuras do mercado. Nossas formações são focadas em habilidades essenciais como agilidade, gestão estratégica e eficiência, proporcionando:
Para apoiar sua jornada de aprimoramento e orientar na escolha da especialização mais alinhada aos seus objetivos profissionais, destacamos três de nossos principais MBAs:
O investimento em um curso de pós-graduação requer planejamento e deve ser feito com tranquilidade e segurança.
A escolha do MBA deve ser um passo estratégico, em que seus objetivos profissionais devem estar alinhados aos objetivos do curso. Então, para tomar a melhor decisão, reflita sobre:
É fundamental que suas expectativas, objetivos e área de atuação estejam em sintonia com o curso. Para auxiliar nessa escolha, sugerimos que você entre em contato com a equipe da Vanzolini para uma orientação personalizada.
Com seus objetivos e propósitos definidos, é hora de dar o próximo passo e evoluir na carreira. Explore o leque de cursos da Vanzolini para conhecer mais opções e conte com nossa orientação em todas as etapas, desde a documentação até a matrícula.
Por fim, vale reforçar que os cursos Vanzolini de MBA oferecem uma formação de alto nível, amplamente reconhecida no mercado. Nossa metodologia valoriza a combinação de excelência acadêmica com o foco prático que o mercado de trabalho exige.
Ao escolher a Fundação Vanzolini, você estuda em uma instituição ligada à excelência da Poli-USP, reconhecida por formar líderes e especialistas altamente qualificados. Comece sua jornada com quem forma especialistas há décadas.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
Em 2022, a Fundação Vanzolini contratou o instituto de pesquisa Sociollog para avaliar, entre outros pontos, o nível de satisfação de seus clientes.
A metodologia utilizada foi a Net Promoter Score (NPS), que analisa a satisfação por meio de questionários. Ao todo, foram ouvidos quase 300 clientes, entre alunos, ex-alunos e empresas certificadas pela Fundação Vanzolini.
A área de Educação (Cursos) ficou com uma nota de 84 pontos, um patamar considerado como faixa de excelência. O que significa que a Vanzolini tem conseguido gerar uma experiência positiva para seus alunos, desde o momento da compra até a sua conclusão.
Entre os itens mais bem avaliados, estão os professores, a coordenação, a qualidade dos cursos e também a qualidade e rapidez no atendimento ao aluno. A plataforma EAD, conteúdo e serviços de secretaria também alcançaram notas acima da média e em nível de excelência.
De maneira geral, enquanto o MBA forma gestores e executivos, a pós-graduação tem o papel de qualificar profissionais em determinadas áreas. Assim, do MBA saem líderes e, da pós, especialistas.
Em relação aos setores e cargos que mais valorizam um MBA, estão os cargos executivos, de gerência, empreendedores e consultores, envolvendo profissionais de áreas como administração, finanças, marketing, recursos humanos e tecnologia da informação.
De acordo com informações da 54ª edição da Pesquisa Salarial, realizada pela Catho Educação, profissionais em cargos de diretoria e com MBA possuem salários até 47,2% maiores do que aqueles que não contam com essa formação no currículo.
Fontes:
Busca por pós-graduação cresce 22% no Brasil: veja os cursos mais procurados em 2025MBA pode aumentar empregabilidade e melhorar posicionamento
As áreas de operações e processos exigem dos profissionais uma visão cada vez mais apurada para identificar gargalos, reduzir falhas e melhorar resultados de forma contínua.
Nesse contexto, aprofundar os conhecimentos em Lean Seis Sigma torna-se um diferencial competitivo relevante, já que essa é uma das metodologias de melhoria contínua mais reconhecidas e aplicadas no mercado internacional.
Se você atua com processos, qualidade, logística, operações ou serviços, este conteúdo vai ajudar você a entender o que é Lean Seis Sigma de forma prática, visualizar benefícios reais no dia a dia e dar os primeiros passos para aplicar a metodologia imediatamente.
Para compreender o significado de Lean Seis Sigma, é importante entender seus dois pilares fundamentais.
Representa a metodologia Lean Manufacturing, que surgiu em 1940 com a montadora de veículos Toyota, no Japão. Seu foco principal é tornar os processos mais enxutos ao reduzir desperdícios, simplificar fluxos e melhorar a eficiência operacional.
Uma metodologia de gestão de qualidade desenvolvida originalmente pela Motorola, na década de 1980. Seu objetivo central é reduzir falhas e variações nos processos, tornando os resultados mais previsíveis e consistentes.
Em resumo, Lean elimina o que não agrega valor. Seis Sigma elimina o que gera erro. Combinando a redução de desperdícios do Lean Manufacturing + a precisão e redução de variação do Seis Sigma = surge a Lean Seis Sigma, uma metodologia prática, orientada a dados e focada em resultados concretos.
Essa aplicação vai desde contextos mais complexos até situações simples do dia a dia, como filas que geram espera excessiva, retrabalho por falta de padrão, atrasos causados por gargalos e erros repetitivos por ausência de controle. O Lean Seis Sigma atua justamente para identificar essas causas, eliminar desperdícios, reduzir falhas e tornar os processos mais eficientes e previsíveis.
Para que você entenda especificamente como a metodologia pode ajudar, preparamos um comparativo de casos corriqueiros nas organizações e seus respectivos impactos, quando a metodologia é aplicada.
| Problemas | Resultados com Lean Seis Sigma |
| Processos lentos | Aumento da agilidade operacional |
| Falta de padronização | Redução de falhas e variações |
| Retrabalho constante | Padronização e maior eficiência dos processos |
| Erros repetitivos | Melhoria contínua da qualidade |
| Desperdício de tempo e recursos | Redução de desperdícios |
| Clientes insatisfeitos | Maior produtividade e satisfação do cliente |
O diferencial da metodologia está em tratar esses problemas de forma estruturada, com análise, método e acompanhamento dos resultados.
Um dos fundamentos do Lean é a identificação dos chamados desperdícios, conhecidos como MUDAS. Eles representam tudo o que consome recursos sem gerar valor para o cliente.
Os oito desperdícios do Lean são:
Em áreas administrativas, isso pode aparecer como reprovações em excesso ou retrabalho de documentos. No atendimento, como longas filas ou repetição de informações. Na logística, como estoques elevados ou transporte desnecessário. Identificar esses desperdícios é o primeiro passo para tornar os processos mais eficientes.
Enquanto o Lean foca nos desperdícios, o Seis Sigma concentra seus esforços na redução da variação dos processos, um dos maiores inimigos da qualidade.
Processos com alta variação geram resultados imprevisíveis. Um dia funcionam bem, no outro apresentam falhas. O Seis Sigma busca medir essas variações, entender suas causas e estabilizar os processos.
Alguns exemplos simples de variação são:
Ao reduzir a variação, o processo se torna mais confiável, previsível e eficiente, impactando diretamente na qualidade percebida pelo cliente.
O DMAIC é o método estruturado utilizado nos projetos Lean Seis Sigma. Ele orienta a melhoria contínua de forma lógica e aplicada. Está dividido nas seguintes etapas:
Mesmo em projetos simples, o DMAIC ajuda a evitar decisões baseadas apenas em percepção, direcionando as ações para aquilo que realmente gera resultado.
É possível iniciar a aplicação do Lean Seis Sigma mesmo sem projetos complexos. Algumas ações práticas ajudam a dar os primeiros passos:
Essas ações já desenvolvem o raciocínio de melhoria contínua e preparam o profissional para projetos mais estruturados.
Os resultados do Lean Seis Sigma são mensuráveis e perceptíveis no curto e médio prazo. Alguns exemplos comuns incluem:
Além dos indicadores, há também ganhos culturais, como maior foco em dados, colaboração entre áreas e tomada de decisão mais estruturada.
Acompanhe a Fundação Vanzolini, em parceria com o Estadão, todas às quartas-feiras, na editoria de educação (somente para assinantes).
Saiba O que é gestão por processos e qual sua importância? e descubra o que é gestão por processos, seus benefícios e como o ciclo PDCA e o mapeamento de processos garantem eficiência e melhoria contínua..
A Fundação Vanzolini, referência em Engenharia de Produção, oferece formações que transformam profissionais em especialistas Lean Seis Sigma, do nível introdutório ao avançado.
Os cursos se destacam pela tradição, credibilidade, professores com experiência prática e metodologia aplicada, conectada às demandas reais do mercado.
Ao escolher a Fundação Vanzolini, você estuda em uma instituição ligada à excelência da Poli-USP, reconhecida por formar líderes e especialistas altamente qualificados. Comece sua jornada Lean Seis Sigma com quem forma especialistas há décadas.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
É uma metodologia de melhoria contínua que combina a eliminação de desperdícios do Lean com a redução de variação do Seis Sigma.
Serve para melhorar processos, reduzir falhas, aumentar a produtividade e gerar resultados mensuráveis.
Funciona como um ciclo estruturado de definição, medição, análise, melhoria e controle dos processos.
Profissionais iniciantes em melhoria contínua, qualidade, processos e operações.
Porque a metodologia oferece uma base sólida, prática e reconhecida para quem deseja evoluir profissionalmente em melhoria contínua.
O investimento em educação continuada é o fator que tem diferenciado os profissionais e impulsionado suas carreiras.
A busca por conhecimento traz sempre resultados positivos, seja na vida pessoal ou profissional. Quando se trata de mercado de trabalho, o conhecimento especializado e contínuo torna-se uma vantagem financeira significativa.
Uma pesquisa recente mostrou que profissionais com pós-graduação tendem a aumentar seu salário, chegando a ganhar quase o dobro em comparação àqueles que possuem apenas a graduação. Entender a relevância desse tema no contexto atual é determinante para quem deseja crescimento.
Siga com a leitura e veja como uma pós-graduação impacta a carreira e a remuneração, além de conhecer as opções para investir no seu crescimento profissional!
Segundo dados do Instituto Semesp, baseados no PNAD/IBGE e no sistema e-MEC, profissionais com pós-graduação ou MBA têm, em média, uma renda 118% maior do que aqueles que possuem apenas o diploma de graduação.
Com isso, a média salarial de quem tem graduação é de R$ 2.036, enquanto a remuneração de quem investe em uma especialização pode chegar a R$ 4.490, em média.
Um outro levantamento, dessa vez realizado pelo Insper, mostra que o rendimento médio de quem vai além da graduação no Brasil soma R$ 11.539, sendo quase o dobro de quem concluiu o ensino superior (R$ 6.160).
Veja abaixo a tabela comparativa baseada em levantamentos recentes do Insper e Catho:
| Nível de Escolaridade | Salário Médio Estimado (R$) | Diferença Percentual |
| Apenas Graduação | R$ 6.160 | – |
| Pós-graduação / MBA | R$ 11.539 | + 87% a 118% |
| Mestrado / Doutorado | R$ 13.000+ (estimado) | Até 255% a mais |
Com esses dados, podemos ver que o aprofundamento do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades específicas têm sido cada vez mais valorizados pelas empresas, e se reflete diretamente na folha de pagamento.
O mercado percebe no especialista um profissional com maior capacidade de tomada de decisão, aptidão para a resolução de problemas complexos e um conhecimento técnico mais apurado. E o profissional que segue em constante aprendizado se posiciona perante o mercado como uma pessoa atualizada e atenta às tendências.
Com o aumento no número de graduados, ter apenas o ensino superior não é mais um diferencial competitivo robusto. A especialização torna-se, portanto, uma exigência e um adicional muito bem-vindo ao currículo, especialmente em:
Com a velocidade da transformação digital e com as operações em escalas cada vez mais ágeis, o conceito de “aprendizado ao longo da vida” (lifelong learning) define a cultura de educação continuada que o mercado exige nos dias de hoje.
“Quem não se atualiza, se trumbica”, já dizia um ditado adaptado. O mundo e suas novas dinâmicas exigem profissionais conectados e em constante aprendizado.
Nesse sentido, a pós-graduação é um dos principais meios para conciliar estudo e trabalho, garantindo que o profissional se mantenha relevante e atento ao seu tempo presente.
O estudo do “Futuro do Trabalho“, publicado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), com tendências importantes sobre o mercado de trabalho para o período 2025-2030, mostrou que 65% dos profissionais consideram a requalificação, bem como a busca por novas competências, como essencial para manter sua relevância no mercado e empregabilidade.
O conhecimento é a chave do negócio. Mas como investir em uma pós-graduação de forma estratégica e maximizar o retorno do seu investimento?
Primeiro, é importante saber qual seu objetivo com a pós-graduação, pois existem algumas diferenças importantes entre os tipos de especialização.
Veja só:
No Brasil, a pós-graduação é dividida em duas grandes categorias que atendem a objetivos distintos na formação profissional e acadêmica: a pós-graduação Lato Sensu e a Stricto Sensu.
As duas são regulamentadas pelo Ministério da Educação (MEC) e exigem que o estudante já possua um diploma de graduação para ingressar. A escolha entre uma e outra deve ser pautada nos objetivos de carreira de cada pessoa.
A expressão Lato Sensu significa “sentido amplo”. Essa modalidade é focada na especialização profissional e no aperfeiçoamento técnico em uma área específica do conhecimento.
Finalidade:
O principal objetivo é aprimorar a atuação profissional, oferecendo conhecimentos e ferramentas que podem ser aplicados diretamente no mercado de trabalho. É ideal para quem busca uma rápida atualização ou um aprofundamento em sua área de atuação sem o foco em pesquisa científica.
Duração:
Geralmente, os cursos têm duração mínima de 360 horas, podendo durar de seis meses a dois anos, dependendo da instituição e da carga horária.
Titulação:
Ao final do curso, o estudante recebe o título de Especialista ou, no caso do MBA (Master in Business Administration), que é um tipo de Lato Sensu focado em gestão e negócios, recebe essa denominação.
Estrutura:
O currículo é mais voltado para a prática e estudos de caso, com menor ênfase na metodologia científica e na produção de pesquisa. A conclusão do curso geralmente exige a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que pode ser uma monografia, um artigo científico ou um projeto prático, dependendo da exigência da instituição.
A expressão Stricto Sensu significa “sentido estrito”. Essa modalidade tem como foco a formação acadêmica, a pesquisa científica e a docência no ensino superior.
Finalidade:
O objetivo principal é formar pesquisadores e professores universitários, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e tecnológico. É voltada para quem deseja seguir a carreira acadêmica, dedicar-se à pesquisa ou atuar como docente em universidades e faculdades.
Níveis:
O Stricto Sensu é subdividido em dois níveis:
1. Mestrado: tem como foco a consolidação da formação científica, preparando o estudante para a pesquisa. O título concedido é o de Mestre.
– Mestrado Acadêmico: maior ênfase na teoria e pesquisa fundamental;
– Mestrado Profissional: focado na aplicação do conhecimento e na solução de problemas específicos do mercado, mas mantendo o rigor científico.
2. Doutorado (ou Ph.D.): é o nível mais alto da formação acadêmica, exigindo originalidade na pesquisa e uma contribuição significativa para a área de estudo. O título concedido é o de Doutor.
Duração:
O mestrado costuma ter a duração de um a dois anos, enquanto o doutorado se estende, em média, de três a cinco anos, podendo variar conforme o programa e o desempenho do aluno.
Estrutura:
A estrutura curricular é composta por disciplinas teóricas, seminários e, crucialmente, pela dedicação intensiva à pesquisa. A conclusão exige a defesa pública de uma dissertação (no mestrado) ou de uma tese (no doutorado), que são trabalhos científicos originais e inéditos.
| Característica | Pós-graduação Lato Sensu | Pós-graduação Stricto Sensu |
| Foco | Aperfeiçoamento profissional e técnico | Formação acadêmica, pesquisa e docência |
| Titulação | Especialista (ou MBA) | Mestre ou Doutor |
| Duração | Mínimo de 360 horas (6 meses a 2 anos) | Mestrado (1 a 2 anos); Doutorado (3 a 5 anos) |
| Produto Final | TCC/Monografia/Projeto Prático | Dissertação (mestrado) ou Tese (doutorado) |
| Carreira Almejada | Mercado de trabalho, aprofundamento prático | Carreira acadêmica, pesquisa, docência superior |
Depois de entender qual o caminho você deseja seguir, considere os seguintes fatores na escolha da pós-graduação:
Para finalizar, vale reforçar que investir em educação continuada é uma estratégia poderosa de crescimento pessoal e profissional. Como vimos, é fato que a pós-graduação aumenta salário, amplia a empregabilidade e abre novas portas na carreira.
Ao escolher a Fundação Vanzolini, você estuda em uma instituição ligada à excelência da Poli-USP, reconhecida por formar líderes e especialistas altamente qualificados.
Conheça os MBAs da Vanzolini e dê um passo decisivo rumo ao sucesso.
Para mais informações sobre os cursos da Fundação Vanzolini:
A pós-graduação lato sensu (ou especialização) é projetada para aprofundar o conhecimento técnico e teórico em uma área específica de atuação. É ideal para profissionais que buscam se tornar especialistas em um nicho do seu campo, mas não necessariamente almejam funções de gestão.
MBA (Master in Business Administration), embora também seja uma pós-graduação lato sensu no Brasil, possui um enfoque em Gestão, Administração e Liderança. Ele é voltado para profissionais com experiência de mercado que visam assumir ou aprimorar seu desempenho em cargos executivos, gerenciais e de alta liderança, desenvolvendo habilidades estratégicas, visão de negócios e competências de tomada de decisão. O MBA é focando em como gerenciar e liderar pessoas, projetos e recursos.
Instituição de ensino: universidades de primeira linha e escolas de negócios renomadas tendem a ter mensalidades mais elevadas;
Formato: MBAs presenciais geralmente têm custos mais altos que os semipresenciais ou EAD (ensino a distância);
Duração e carga horária: programas mais longos e intensivos, como o Full-time MBA, custam mais do que os Part-time ou executivos de curta duração;
Reconhecimento internacional e nacional: programas com acreditação ou parcerias internacionais podem ter um custo superior devido ao valor agregado do currículo e do corpo docente.
Em resumo, o investimento deve ser analisado como o custo-benefício que o diploma trará em termos de networking, aumento salarial potencial e desenvolvimento de carreira.
Os programas de MBA podem ser classificados de acordo com sua modalidade, público-alvo e foco temático:
– Quanto à modalidade e duração:
Full-time MBA: dedicação exclusiva, geralmente com duração de 12 a 24 meses. Mais comum para quem está em transição de carreira ou início da vida profissional.
Part-time MBA: aulas em horários flexíveis (noites e ou fins de semana), permitindo ao aluno manter sua atividade profissional.
Executive MBA (EMBA): projetado especificamente para profissionais com vasta experiência gerencial (acima de 5-10 anos) que buscam aprimorar suas competências de liderança sem interromper a carreira.
MBA EAD (Educação a Distância): oferece flexibilidade total de horários e é ideal para quem mora longe dos grandes centros ou busca uma opção mais acessível.
MBA em Saúde: voltado para a gestão de hospitais, clínicas e operadoras, cobrindo aspectos regulatórios e financeiros do setor.
Fontes:
Investir em especialização é chave para aumentar os salários
Salário de quem tem pós é quase dobro do ganho de quem só tem graduação, diz pesquisa
65% dos trabalhadores buscam requalificação com foco em tech, diz WEF
Em mercados marcados pela escassez de recursos e pela necessidade constante de inovação, as empresas enfrentam um paradoxo: sobram ideias e iniciativas, mas faltam capacidade de execução e orçamento para realizar tudo.
É aí que a gestão de portfólio de projetos (Project Portfolio Management – PPM) deixa de ser uma ferramenta para tornar-se um imperativo de sobrevivência e competitividade.
Diferentemente da gestão de projetos tradicional, que foca em fazer o projeto “da maneira certa” (prazo, custo e qualidade), a gestão de portfólio foca em fazer “o projeto certo”. Trata-se de garantir que a organização invista sua energia apenas nas iniciativas que trazem retorno real e sustentável.
Sem esse filtro estratégico, as empresas caem na armadilha da sobrecarga: equipes exaustas, recursos pulverizados em iniciativas de baixo valor e um desalinhamento perigoso entre o que a diretoria planeja e o que a operação entrega.
O maior erro das organizações não é a falta de estratégia, mas a incapacidade de conectá-la à operação. É comum ver empresas com planejamentos estratégicos brilhantes, mas cujos projetos em andamento não refletem esses objetivos. Esse abismo é conhecido como Implementation Gap.
A gestão de portfólio atua exatamente nessa ponte. Para que ela funcione, o primeiro passo é traduzir os grandes objetivos de negócio (como “aumentar market share em 10%” ou “reduzir custos operacionais”) em critérios de seleção objetivos.
Se a estratégia do ano é “inovação digital”, um projeto de manutenção de legado, por mais que seja necessário, não deve ter a mesma prioridade de investimento que o lançamento de um novo app.
Nesse contexto, o papel do PMO Estratégico (Project Management Office) é fundamental. Ele deixa de ser apenas um auditor de cronogramas para atuar como um conselheiro da alta gestão, garantindo que nenhum projeto seja aprovado apenas “porque um diretor pediu”, mas sim porque existe um business case que comprova sua aderência à visão de futuro da empresa.
Essa mentalidade exige uma cultura de gestão de projetos madura, na qual as decisões são pautadas em dados e não em intuição ou hierarquia.
Implementar uma Gestão de Portfólio de Projetos (GPP) eficaz não acontece do dia para a noite, mas pode ser estruturada em um fluxo lógico de quatro etapas visando a maximizar o ROI (Retorno sobre Investimento).
O primeiro passo é dar visibilidade a tudo o que está acontecendo ou sendo planejado. Muitas empresas sofrem com a “TI invisível” ou projetos departamentais que consomem recursos sem o conhecimento central. É preciso criar um funil de entrada único para todas as demandas, sejam elas ideias, atualizações regulatórias ou grandes investimentos.
Nem todo projeto é igual. Para facilitar a análise, as iniciativas devem ser categorizadas. Um modelo comum é dividir o portfólio em:
Aqui entra a priorização de iniciativas na prática. Cada proposta deve passar por um crivo técnico e estratégico. Critérios comuns incluem:
Com os dados em mãos, utiliza-se uma matriz de priorização (como a Matriz GUT ou Matriz de Valor x Esforço) para ranquear os projetos. O resultado é uma lista ordenada em que fica claro quais projetos são “imprescindíveis”, quais são “desejáveis” e quais devem ser descartados ou adiados.
Esse processo deve ser dinâmico. O mercado muda, e a gestão de portfólio deve permitir que a empresa repriorize suas rotas rapidamente, uma competência que exige aprendizado contínuo das lideranças.
Ter uma lista de projetos prioritários é apenas metade da batalha. A outra metade é garantir que a empresa tenha capacidade para entregá-los. É aqui que muitas estratégias falham: no balanceamento de recursos.
Não adianta aprovar 50 projetos estratégicos se a equipe de engenharia ou TI só tem capacidade para entregar 20. Ignorar essa restrição gera gargalos, atrasos em cadeia e queda na qualidade das entregas.
O gerenciamento de recursos dentro do portfólio exige uma visão sistêmica da capacidade instalada (pessoas, orçamento, equipamentos) versus a demanda. A governança do portfólio deve responder a perguntas como:
Uma boa governança estabelece rituais periódicos, como os Comitês de Portfólio, para revisar essas alocações. Nesses fóruns, conflitos de recursos são resolvidos com base no benefício global para a empresa, mitigando disputas políticas entre departamentos.
Para aprofundar-se nas técnicas de balanceamento e governança, vale acompanhar as discussões sobre gerenciamento de projetos e tendências, que mostram como a tecnologia tem auxiliado na visualização de capacidade em tempo real.
A gestão de portfólio não termina na aprovação dos projetos. Ela é um ciclo vivo de monitoramento e controle. O sucesso do portfólio não é medido apenas pelo fato de os projetos serem entregues no prazo ( o que caracteriza gestão de projeto), mas sim se eles entregaram o valor prometido (o que caracteriza gestão de portfólio).
Para medir esse sucesso, é necessário acompanhar indicadores de desempenho em dois níveis:
O monitoramento contínuo permite também uma prática dolorosa, mas necessária: o killing de projetos. Se um projeto deixa de fazer sentido estratégico ou se seus custos explodem a ponto de inviabilizar o ROI, a governança deve ter a coragem de cancelá-lo para realocar os recursos em iniciativas mais promissoras.
Essa maturidade na tomada de decisão é o que separa empresas ágeis de organizações burocráticas. Para gestores que buscam desenvolver essa visão holística e aprofundar seus conhecimentos em gestão de projetos, a capacitação formal é o caminho mais seguro para dominar as ferramentas e frameworks de mercado.
Em última análise, a gestão de portfólio é a bússola que garante que a empresa não está apenas “correndo rápido”, mas correndo na direção certa.
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