Fundação Vanzolini

O curso “Planejamento Trimestral: conectando estratégia à execução em times ágeis” é sua trilha prática para unir estratégia e execução em um ciclo trimestral dinâmico. Desenvolvido para líderes, aborda a aplicação do planejamento trimestral em times de larga escala, alinhando efetivamente todas as equipes com objetivos estratégicos comuns. Prepare-se para otimizar a agilidade, reduzir silos organizacionais e colher resultados mensuráveis. Junte-se a nós e alcance resultados notáveis em seu próximo ciclo trimestral

Veja tudo o que você vai aprender no curso:

Obs.:
A realização deste curso está condicionada ao número mínimo de matrículas.
As vagas estão sujeitas à capacidade máxima da turma.

Conheça as principais metodologias, ferramentas de análise e conceitos do pensamento estratégico e prepare-se para encarar os desafios atuais e futuros das organizações. O pensamento estratégico é uma competência fundamental para o sucesso da gestão empresarial, principalmente em um mundo complexo e de rápidas mudanças, além de ter uma importância fundamental na trajetória de todo profissional.

Veja tudo o que você vai aprender:

Os desfiles das escolas de samba são o resultado de projetos grandiosos no Carnaval. Você já se perguntou como a Gestão de Projetos influencia o espetáculo na avenida?

Nos últimos anos, os desfiles têm sido um dos acontecimentos que mais movimentaram a economia e o turismo no Brasil. Confira nesta leitura como podemos tirar boas lições do planejamento da festa mais tradicional do nosso país.

 

Requisitos para uma boa Gestão de Projetos

Seja um pequeno projeto ou uma grande iniciativa com impactos corporativos abrangentes, é essencial entender os requisitos para uma boa Gestão de Projetos.

As características envolvidas no gerenciamento do Desfile das Escolas de Samba podem ser comparadas à Gestão de Projetos baseada em práticas como aquelas previstas no guia PMBOK®, Project Management Body of Knowledge, mantido pelo Project Management Institute (PMI®).

Transformado em uma poderosa indústria, o carnaval das escolas de samba é desenvolvido dentro de organogramas rígidos, que incluem estratégias efetivas na gestão e também na busca de parceiros financeiros.

De acordo com Olavo Costa, em artigo publicado no LinkedIn, o evento é um projeto no qual conseguimos encontrar processos, formalizados ou não, para cada uma das áreas de conhecimento do PMBOK.

É importante mencionar os nove quesitos analisados durante a apresentação das escolas de samba – são eles: Bateria, Enredo, Samba-Enredo, Harmonia, Alegorias e Adereços e Fantasias. Podem ser relacionados às seguintes áreas de conhecimento da Gestão de Projeto: Gestão de Escopo, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Riscos e Gestão de Comunicação.

 

Gestão de Projetos: o gerenciamento do escopo e do tempo

Na abordagem do gerenciamento de projeto, o escopo define o que está e o que não está contemplado dentro do conjunto de processos e atividades.

Para preparar um desfile, o planejamento é a peça-chave. Dessa forma, ele começa estrategicamente com antecedência e envolve todos os setores, que devem estar alinhados em todas as ações.

Em uma escola de samba, a definição do enredo é uma das tarefas mais complexas. Decidido o tema, o carnavalesco desenvolve um cronograma para elaborar o projeto do desfile, com o detalhamento da apresentação, o que inclui carros alegóricos, fantasias, comissão de frente, entre outros.

Concluída essa etapa, a presidência da escola de samba avalia a viabilidade técnica do desfile proposto -, o orçamento – e assim pode solicitar ajustes ao carnavalesco, em função da análise feita.

Conforme Costa (2016), nesse processo, encontramos semelhanças aos processos de “desenvolvimento do termo de abertura” e de “desenvolvimento da declaração do escopo preliminar do projeto” do PMBOK.

Já o regulamento da LIGA-SP ou LIESA, Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo, entra com outras partes do escopo, ao definir as premissas, restrições e um pequeno cronograma com os marcos relacionados à  parte final da preparação para os desfiles.

Com relação ao tempo, assim que termina um desfile, começa outro. Há um marco que é certo: a data de realização do carnaval, por isso algo que não pode avançar no cronograma do projeto é a data limite para sua conclusão.

O gerenciamento do tempo envolve e define prazos para a elaboração do projeto. Os prazos são importantes, porque possuem relação direta com a qualidade do espetáculo que será apresentado na avenida.

São necessários alguns processos para a execução dessa etapa, de acordo com o PMI:

 

Gestão de Projetos: o controle do planejamento

Na fase de controle, deve-se garantir que os objetivos estão sendo alcançados, monitorando-os e considerando seus desvios.

Já na finalização, é protocolado o encerramento do projeto. Como o dia dos desfiles não muda, é necessário um rigoroso controle dos prazos e atividades necessárias para o sucesso do desfile.

O planejamento da apresentação ocorre analisando e definindo o escopo, riscos, custos e aquisições do projeto. A execução coordena as pessoas envolvidas nos processos e o tempo de realização dos serviços. O controle monitora, por meio de comunicações, tudo o que deve ser feito e a qualidade com que devem ser executados os processos.

O cronograma deve ser atualizado constantemente, de acordo com os procedimentos organizacionais, devendo ser registrado cada avanço das atividades anteriormente planejadas.

Podem ser criados limites de controle que auxiliem o monitoramento e regras de medição de desempenho, como a porcentagem de completude do projeto. Assim, uma lista de marcos pode ser definida a fim de melhorar a visualização e acompanhamento do projeto.

Dessa forma, o controle do cronograma serve para monitorar o andamento das atividades e a atualização de como o projeto está se desenvolvendo. E para o melhor controle da gestão do projeto são necessárias reuniões constantes.

Para controlar a qualidade da gestão do projeto, podem ser utilizadas as sete ferramentas de qualidade básicas, bem como amostragem estatística e inspeções. O controle de custos deve assegurar que os desembolsos e gastos não excedam, em termos financeiros, o que foi autorizado para o período.

Já o controle do gerenciamento das comunicações é feito por meio de sistemas de softwares, opinião especializada e reuniões periódicas, com a finalidade de garantir que as informações estão sendo passadas da melhor maneira possível.

É necessário, portanto, um rigoroso controle dos prazos, atividades e riscos para a realização de um bom espetáculo, considerando a gestão dos recursos utilizados.

Para aprender mais sobre este assunto, conheça o curso de Capacitação em Gestão de Projetos, um programa de 160 horas oferecido pela Fundação Vanzolini, que capacita profissionais no uso do Guia PMBOK®, Project Management Body of Knowledge, abordando os principais temas inerentes ao planejamento, programação e controle de projetos.

Esse conteúdo foi útil para você? A Fundação Vanzolini oferece um amplo conjunto de cursos, com especialistas na área, para você ampliar o seu repertório sobre o assunto.

 

Conheça nossos cursos de Gestão de Projetos.

ENTRE EM CONTATO

 

Fontes:

https://pmkb.com.br/artigos/preparativos-antecedentes-ao-desfile-das-escolas-de-samba-carnaval-ou-gestao-de-projetos/

https://www.linkedin.com/pulse/gest%C3%A3o-de-projetos-cotidiano-os-bastidores-do-sob-vis%C3%A3o-costa-pmp/

Project Management Institute (PMI). Um guia do gerenciamento de projetos (Guia PMBoK) – Quinta edição, EUA : Project Management Institute, 2013.

Engrenagens do Carnaval: Como modelar e gerir um projeto de desfile de uma escola de samba. Disponível em: http://repositorio.poli.ufrj.br

O planejamento estratégico é fundamental para que as empresas definam seus objetivos, metas e propósitos no presente e se preparem para o futuro.

(mais…)

Você sabia que apenas 10% das empresas brasileiras fazem um planejamento estratégico de médio e longo prazo (para os próximos 3 a 5 anos)? É o que revela a pesquisa desenvolvida pela consultoria Falconi e publicada pela InfoMoney. O problema é que a ausência desse planejamento dificulta o desenvolvimento do negócio.

(mais…)

A preocupação com a sustentabilidade faz parte do manifesto da Fundação Vanzolini e sempre permeou a criação de todas as entregas que a Instituição tem oferecido à sociedade, empresas e instituições. Preocupação que é vista, por exemplo, na certificação AQUA-HQE™, disponibilizada desde 2008, com foco na construção sustentável, e que foi destaque em uma matéria da Veja SP – que pode ser lida aqui ou na versão impressa (22 de dezembro de 2021).

“Nos resíduos domiciliares, a redução é de cerca de 60%, mas tenho casos em que o incorporador consegue reciclar até 98%”, comentou Bruno Casagrande, gerente comercial de certificação da FCAV, sobre um dos benefícios que o AQUA-HQE™ proporciona.

Clique aqui para ler qual o bairro com maior número de prédios sustentáveis em São Paulo.

MBA Fundação Vanzolini: saiba quem são nossos professores e seus extensos currículos profissionais e acadêmicos

O MBA da Fundação Vanzolini é consolidado na área de educação executiva e conhecido por sua excelência acadêmica e compromisso com a formação de profissionais. Ao completar o curso, todos saem capazes de se destacar pelo seu conhecimento completo em teoria e prática.

Mas, sem dúvida, o nosso sucesso se deve à nossa estratégia, e, para alcançar toda essa qualidade e valorização, a diretoria Vanzolini contrata somente professores renomados, pois acredita-se que, principalmente por meio da relevância acadêmica e profissional dos docentes, obtém-se o sucesso do programa.

Por isso, todos os nossos profissionais são especialistas. Vamos conhecê-los?!

MBA Fundação Vanzolini: conheça alguns de nossos professores

A Vanzolini é uma instituição na qual a qualidade está presente em cada âmbito dos nossos programas educacionais, portanto, os cursos são estrategicamente estruturados para serem reconhecidos pela excelência.

O conteúdo, o material, a plataforma exclusiva, a didática, a metodologia e os demais componentes acadêmicos são cuidadosamente escolhidos e desenvolvidos para proporcionar aos alunos acesso à melhor educação possível.

Abaixo, apresentamos o coordenador e alguns dos professores do MBA da Fundação Vanzolini.

Tenha a certeza de que a sua formação será realizada em um dos melhores programas da área de Gestão Ágil, Inovação e Liderança.

Primeiro, conheça o coordenador executivo do MBA, Artur Vilas Boas. Apaixonado por articular talentos com negócios de sucesso, Artur se dedica à pesquisa sobre a criação de novos modelos de educação em empreendedorismo nas universidades, com imersões no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Stanford e na Tsinghua University.

Há mais de 10 anos, lidera o núcleo de Empreendedorismo da USP. Foi aluno especial do Departamento de Neurociência da USP. Na mesma universidade, se tornou Mestre em Ciência, Empreendedorismo e Inovação e concluiu seu pós-doutorado.

Aqui, ele fala um pouquinho sobre o MBS:

Prof. Marcelo Nakagawa

Doutor em Engenharia Industrial (POLI-USP), Mestre em Gestão e Planejamento (PUC-SP) e Bacharel em Administração de Empresas (FEA-USP), possui 30 anos de experiência profissional em setores como bancário, consultoria estratégica, capital de risco, inovação e educação.

Em sua carreira, foi, e continua sendo, consultor executivo e mentor de diversas grandes corporações, além de palestrante convidado em eventos corporativos e institucionais estratégicos. No seu currículo, ainda vale destacar a sua autoria de livros relacionados ao empreendedorismo, planejamento empresarial, inovação, e de seus artigos publicados em jornais e revistas renomados.

Prof.a. Ana Vidigal

Ana Vidigal tem mais de 20 anos de experiência em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento em Transformação Organizacional, o que a levou a ocupar cargos nessa área como conselheira de administração e consultora em corporações multinacionais, diretora, palestrante, docente, autora de livros e mentora.

Desde 2004, a professora é membro da associação internacional para profissionais de Gestão e Recursos Humanos, certificada em Conselho de Administração e Governança Corporativa pelo IBGC e especialista em Direitos Humanos, Recursos Humanos e Valores Humanos pela London Business School.

Prof.a Debora Zavistanavicius

Com uma carreira de mais de duas décadas, a docente conta com um currículo extenso em experiência e certificações, como: Minhas conquistas também se refletem em uma lista de certificações, incluindo ExO Foundations, CDAP, DASSM, AgileShit, Storytelling, SAP Activate, Scrum@Scale Practitioner, ASF, Mgt 3.0, DevOps Foundation, SAFe Agilist 4.6, Prince2Agile, KMP I & II, CSM, CSPO, Master Project Thinking, CTFL, CCSE e FCE.

Atualmente, além de docente no MBA da Fundação Vanzolini, é sócia e CEO da Agile Think e AT3 Holding, palestrante e co-autora na organização Jornada Colaborativa, e ainda participa da elaboração de livros sobre Agile. Como docente, além da Fundação Vanzolini, é professora da Business Behavior Institute of Chicago

Prof. Regis Blauth

Sócio proprietário e diretor técnico da EQP 6 Sigma, tem MBA como Executivo Internacional em Marketing e graduação em Engenharia Eletrônica pela PUCRS. Como profissional, consolidou sua carreira ao longo de 26 anos na Companhia Paranaense de Energia (COPEL), atuando como docente de graduação e coordenador de pós-graduação.

Murilo Zanini

Mestre em Engenharia da Informação pela Universidade Federal do ABC e técnico em Eletrônica pela FATEC, Zanini lecionou nessa mesma instituição, como professor de graduação e professor e coordenador de pós-graduação.

Mas, além da docência, atua como Diretor de Tecnologia da Gltly, empresa do ramo de Big Data, Ciência de Dados, IA e aplicações computacionais.

Alvaro Augusto Spinola

Alvaro é especialista em transformação digital e gestão de projetos com vasta experiência em consultoria e em empresas de grande porte, e por isso, conta com um histórico sólido em liderança de equipes e implementação de sistemas integrados em ambientes complexos.

Formando em Administração e especialista em Product Management, Lean IT, Preparação de Times e Gestão e Metodologias Ágeis, seu conhecimento abrange tanto metodologias tradicionais quanto ágeis, com ênfase em Lean IT e práticas ágeis.

Além disso, tem habilidade em gerenciamento de produtos, preparação de equipes ágeis e gestão de portfólio de projetos. Sua base de conhecimento inclui uma variedade de metodologias e abordagens, como Lean, Scrum, SAFe, Design Thinking, e PMI.

Clique aqui para conhecer os demais professores e a grade curricular do MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança

Invista em excelência educacional e faça parte da nossa instituição

O MBA da Fundação Vanzolini, como você pode conhecê-lo por meio de parte do corpo docente, não somente possui professores renomados, mas um conteúdo programático completo e disciplinas flex em uma plataforma intuitiva, a Vanzolini Play.

Mostre ao mercado o seu interesse em tornar-se um profissional qualificado, atualizado, e as suas competências de liderança e habilidades em Gestão Ágil.

Com nosso MBA, aprimore seus conhecimentos em métodos ágeis, gestão de produtos digitais, gestão da inovação e transformação digital, além de liderança e desenvolvimento de equipes.

Em relação à acessibilidade, mais um ponto para a Vanzolini: as aulas são em formato EAD híbrido (aulas ao vivo e gravadas), e tem carga horária de 360 a 420 horas. São, no máximo, 18 meses aprendendo sobre:

Para conhecer todas as disciplinas da Fundação Vanzolini MBA, clique em: MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança. Forme-se com profissionais experientes e tenha, em sua bagagem, o conhecimento teórico e prático por meio de profissionais consolidados na área Ágil.

ENTRE EM CONTATO

O TPM (Total Productive Maintenance) é um sistema que visa maximizar a produtividade em todas as áreas de uma organização.

Neste artigo, vamos explorar como a metodologia TPM pode transformar a eficiência da sua empresa, explicando os passos necessários para a implementação da metodologia e contando histórias de sucesso de organizações que já adotaram o TPM.

Vamos mergulhar em seus princípios fundamentais e entender como eles podem ser aplicados em diferentes setores, para reduzir o tempo de inatividade, aumentar a qualidade dos produtos e otimizar os processos de produção.

O sistema é capaz, ainda, de promover uma cultura de engajamento e melhoria contínua, envolvendo todos os colaboradores no processo.

Então, embarque conosco na leitura para descobrir como a TPM pode levar sua empresa ao próximo nível de eficiência!

O que é a metodologia Total Productive Maintenance ou Manutenção Produtiva Total (TPM)?

A metodologia TPM (Total Productive Maintenance ou Manutenção Produtiva Total) é uma ferramenta organizacional, que tem como objetivo promover a integração dos setores de manutenção e operação, como forma de garantir o funcionamento pleno de máquinas e recursos.

Dessa maneira, a TPM é uma técnica que permite padronizar operações e otimizar processos, envolvendo todos os colaboradores da empresa, com foco em uma produção de qualidade superior e com zero perdas, quebras, acidentes ou defeitos.

No entanto, a TPM vai além de uma ferramenta, sistema ou técnica, a metodologia deve ser compreendida a partir de uma visão holística – uma filosofia de gestão – que olha para o todo e está relacionada a uma atitude de cultura e comportamento empresarial.

Para que a TPM alcance seus objetivos ao ser implementada em uma empresa, é fundamental que haja uma interação saudável entre pessoas, máquinas e produtos.

Diante dessa necessidade, a metodologia TPM se baseia em três grandes princípios:

Pilares da metodologia TPM

A TPM foi criada na década de 1970 pelo japonês Seiichi Nakajima, com o objetivo de reduzir erros por meio da manutenção produtiva total.

Partindo do princípio de uma filosofia, de um modo de pensar diferente, a ideia da TPM é ir além da manutenção dos equipamentos e envolver todos os profissionais da empresa com o mesmo objetivo em comum: ter uma produção com produtos de qualidade superior e com uma linha produtiva com zero quebras, acidentes ou defeitos.

E, como falamos acima, a implementação da TPM demanda uma mudança comportamental na empresa, já que os profissionais devem estar envolvidos e abraçarem essa nova cultura produtiva.

Então, para estabelecer essa aproximação e engajamento, a metodologia de Manutenção Produtiva Total se baseia em 8 pilares, que são:

Foco nas melhorias

Como primeiro pilar da metodologia TPM, temos a busca pela melhoria contínua. Desse modo, com essa forma de pensar e agir, só é possível evitar a perda de produtos, recursos e equipamentos quando os problemas são logo identificados e quando há envolvimento e disposição das pessoas envolvidas para experimentar novos caminhos e aprimorar os processos.

Autonomia

Como forma de integrar as pessoas e envolvê-las, de fato, nos processos da metodologia TPM, cada pessoa da equipe atua como um “agente de manutenção”. Ou seja, todos os profissionais devem ter autonomia para zelar pela limpeza, inspeção e manutenção dos equipamentos e ativos. 

Por meio da autonomia, há uma confiança depositada nos colaboradores e, com isso, cria-se um senso de responsabilidade individual que favorece a todos.

Equipamentos sempre bem limpos e conservados e olhar atento para detectar falhas de forma precoce são também vantagens do pilar da autonomia.

Gestão de qualidade

A produção com zero defeitos é um dos principais focos da TPM e, para alcançar isso, a gestão de qualidade e a implementação de processos internos para detectar falhas são fundamentais.

Nesse aspecto, é importante que a organização aplique ferramentas de análise de causa raiz para encontrar a origem dos defeitos e cortá-los o mais breve possível, impedindo um escalonamento de problemas.

Manutenção planejada

A palavra manutenção está no nome da TPM e trata-se uma ação essencial para evitar downtime e paragens imprevistas de máquinas e equipamentos.

No entanto, a manutenção na TPM deve ser planejada (ou preventiva) e deve ser realizada em horários que não prejudiquem o ritmo e o dia a dia da produção na empresa. 

Gestão de equipamentos novos

Para que uma estratégia de TPM seja bem-sucedida é preciso contar também com uma eficiente gestão de equipamentos novos. 

Os anos de experiência e a bagagem adequada devem ser determinantes no momento de decidir pela compra de novos equipamentos ou no desenvolvimento de novos produtos para facilitar a manutenção. 

O próximo passo deve ser pensado e feito com base nas vivências e desafios já superados. A lição do passado deve servir para a escolha e solução do presente.  

Formação contínua

O desenvolvimento das pessoas é mais um pilar da metodologia TPM. Lembra que falamos sobre o envolvimento das pessoas? Pois, então!

Uma forma de engajar mais os colaboradores é apostando na formação contínua e no aprendizado, que gera mais confiança e sentimento de valorização.

Além disso, sem conhecimento, dificilmente os colaboradores serão capazes de realizar a manutenção rotineira ou de identificar potenciais falhas. 

Desse modo, os treinamentos vão aprimorar as pessoas, que então vão garantir a melhoria de processos.

Trata-se de um ciclo fundamental para manter a empresa atualizada diante das inovações disponíveis na gestão de um processo produtivo.

Higiene e segurança no trabalho 

Importante destacar que a metodologia TPM preza pela qualidade e zero defeitos, porém sem esquecer jamais da segurança no trabalho e da higiene. Não se trata de uma produção a qualquer custo.

Entre as premissas da metodologia TPM, está a prevenção de acidentes de trabalho (zero acidentes, zero poluição e zero burnout).

E, sem dúvidas, uma boa gestão de manutenção – com segurança e planejamento – colabora e evita os acidentes, contribuindo para o bem-estar dos profissionais durante a operação.

Então, dessa forma, a empresa deve se atentar para realizar:

Vale destacar, ainda, que este pilar da TPM está relacionado diretamente com a adequação da indústria às normas de segurança, como é o caso da NR-12, voltada à segurança do trabalho em máquinas e equipamentos.

Melhoria dos Processos Administrativos

Por fim, temos o pilar Office, que tem como objetivo otimizar os processos administrativos relacionados à manutenção e garantir a eficácia de suas atividades.

Sendo assim, este pilar envolve a implementação de práticas e políticas capazes de melhorar a gestão dos recursos ligados à manutenção: planejamento, programação, controle e gestão de peças de reposição e utilização de tecnologias da informação para melhorar a eficiência desses processos.

Aqui temos também a implementação de métricas que permitem avaliar o desempenho e a efetividade das atividades de manutenção.

A medição do sucesso e melhoria contínua da metodologia TPM pode ser feita por meio da análise dos KPIs (indicador chave de desempenho).

Como exemplos de KPIs, podemos destacar: a Eficácia Geral do Equipamento (OEE), a Taxa de Melhoria (ROI) e o Índice de Envolvimento dos Funcionários (EII).

Por meio desse monitoramento constante, é possível identificar pontos de melhoria e colocar em prática ações para otimizar os processos, aprimorando a eficiência das atividades de manutenção.

Benefícios da implementação do TPM em sua empresa

Bem, depois de entendermos melhor o que é a metodologia TPM e quais os pilares que a sustentam, vamos saber agora dos benefícios para a indústria que a aplicação de seus conceitos pode gerar.

Veja, a seguir, alguns dos principais benefícios da implementação da TPM para as empresas:

Mas como implantar a filosofia TPM na empresa e poder colher esses benefícios? Abaixo, compartilhamos um breve passo a passo. Acompanhe!

Guia passo a passo para a implementação do TPM

Para a implementação do método TPM (Manutenção Produtiva Total), em geral, são necessárias quatro fases: preparação, introdução, implementação e consolidação.

Para tornar o processo mais fácil, as quatro fases podem ser divididas em 12 passos ou etapas, chamadas de “As 12 Etapas Para a Implementação do TPM”.

Confira as 12 etapas na tabela abaixo:

Passos
1 – A alta gerência anuncia a decisão de introduzir o TPM na fábrica
2 – Educação introdutória do TPM
3 – Criar uma organização da promoção do TPM
4 – Estabelecer políticas e metas básicas do TPM
5 – Criação de um Plano Mestre para implantar o TPM
6 – Começo do TPM
7 – Estabelecimento de sistemas para aperfeiçoamento da eficiência da produção
7.1 – Melhoria específica ou focada
7.2 – Manutenção Autônoma
7.3 – Manutenção Planejada
7.4 – Treinamento
8 – Implementar a Gestão Antecipada ou controle inicial de novos produtos e equipamentos
9 – Implementar a Manutenção da Qualidade
10 – Implementar o TPM nos departamentos e apoio administrativos
11 – Implementar o Gerenciamento de Segurança e Ambiental
12 – Manter o TPM e elevar seus respectivos níveis

Casos de empresas que implementaram o TPM com sucesso

A presença da metodologia TPM nas organizações tem causado uma revolução, agregando valor à produção, valorizando os profissionais e elevando o nível de qualidade e de condições de trabalho.

Diante da sua capacidade transformadora, a TPM tem sido adotada por muitas empresas no Brasil, como Yamaha, GM, Alcoa, Ford, Azaléia, AmBev, Multibrás, Tilibra, Heineken, entre outras.

Em todas elas, os objetivos da implementação envolvem maior participação das pessoas, trabalhos mais assertivos, menos danos, mais eficiência, auto reparo, planejamento, treinamento e ciclo de vida.

Entre os resultados obtidos nessas empresas, de acordo com as análises, estão: melhoria dos percentuais de rendimento das linhas de produção; redução dos consumos de energia elétrica e térmica; redução das quebras; ambientes de trabalho revitalizados e capazes de proporcionar bem-estar aos colaboradores.  

Treinamento e recursos para a implementação do TPM

Para que as empresas possam contar com os benefícios da implementação da TPM e para que sua presença dentro da cultura organizacional seja, de fato, incorporada e praticada, é fundamental que os colaboradores tenham conhecimento e treinamento no tema.

Assim, o pilar de formação contínua da TPM é fundamental, já que o desenvolvimento constante dos recursos humanos permite que as pessoas atinjam seu pleno potencial, sentindo-se mais seguras, confiantes e prontas para executar as tarefas e responsabilidades. 

Dessa maneira, as empresas que investem em treinamento e educação de seus colaboradores tendem a crescer de forma mais sustentável e robusta, mantendo-se atualizadas diante das transformações tecnológicas e de mercado.

Como caminho para treinamento e capacitação em TPM, profissionais e organizações podem contar com o curso Manutenção Produtiva Total – Metodologia TPM, oferecido pela Fundação Vanzolini.

A formação em Manutenção Produtiva Total da Fundação Vanzolini permite que a empresa atinja ainda mais sucesso operacional, desenvolvendo profissionais para liderar os processos de melhoria contínua, com foco na eficiência industrial.

Por fim, vale ressaltar que o método TPM é uma ferramenta útil e inovadora no processo de fabricação ideal, e as organizações capazes de atingir esse nível de manutenção, certamente, irão alcançar níveis mais altos de eficiência e colher importantes vantagens competitivas. 

Então, se você deseja se preparar para o futuro da produtividade com qualidade e segurança, entre em contato com a Fundação Vanzolini e tenha a melhor formação em Manutenção Produtiva Total (TPM).

ENTRE EM CONTATO

Até o próximo!

Fontes:

repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/23261/3/PG_CEEP_2014_1_09.pdf

revistaespacios.com/a17v38n22/a17v38n21p06.pdf

Os cursos In Company propõem a exclusividade de um programa desenvolvido com base nas necessidades específicas da sua empresa

O potencial de uma empresa está diretamente relacionado ao potencial de seus profissionais. Uma empresa só é possível com a presença de pessoas qualificadas, que fazem com que a organização ganhe em qualidade, produtividade e competitividade.

Sem os profissionais atuando com excelência, dificilmente uma organização se mantém saudável e próspera no mercado.

Desse modo, para garantir a capacitação contínua de seus colaboradores e a expansão dos negócios, as empresas podem contar com os cursos In Company.

Nessa modalidade de aprendizado, o grande diferencial está no fato de ser desenhado com exclusividade para atender às demandas de cada momento e de cada tipo de organização.

Quer saber mais? Então siga a leitura!

Conhecimento exclusivo e mais eficiência na solução de problemas

Diante das novas configurações no mundo do trabalho, das novas demandas da era digital e dos novos desafios do mercado, contar com profissionais alinhados e atualizados é essencial para a prosperidade dos negócios.

Desse modo, por meio dos cursos e treinamentos In Company, é possível contar com conteúdos desenvolvidos sob medida e de forma exclusiva para as necessidades específicas de cada organização, considerando seu momento, seu porte e os problemas a serem solucionados internamente.

A partir disso, desse aprendizado mais direcionado e focado, os resultados esperados tendem a ser mais rápidos e as demandas atendidas de maneira mais ágil.

Portanto, os cursos In Company podem ser considerados como um método eficiente de aprendizagem, para desenvolver pessoas e empresas.

Cursos e treinamentos In Company para manter e atrair talentos

Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn mostrou que 79% dos profissionais de aprendizagem e desenvolvimento classificam a qualificação do quadro de funcionários como uma medida mais vantajosa em relação à contratação de novos colaboradores, sem que haja real necessidade para isso.

Ainda de acordo com os entrevistados pela plataforma, qualificar alguém da casa é uma via de mão dupla, que beneficia tanto a pessoa quanto a empresa. 

Nesse sentido, além de valorizar o pessoal que já faz parte da organização, a qualificação é um processo mais prático e menos oneroso do que novas contratações, poupando recursos para as empresas.

Mas, vale ressaltar que o investimento no ensino corporativo, voltado para o time, também é um ponto positivo quando se quer atrair talentos. Ao oferecer educação, conhecimento e possibilidade de crescimento na carreira, a empresa demonstra a valorização do seu pessoal, o que gera interesse por parte de novos profissionais.

Fazer parte de uma empresa que valoriza e oferece capacitação interna está, inclusive, entre os principais requisitos dos talentos atuais.

De acordo com levantamentos e pesquisas do ManpowerGroup Brasil, até 2025, a geração Z será 25% da força de trabalho global, o que representa o futuro das empresas. Desse modo, investir no desenvolvimento desses talentos é essencial, seja por meio de treinamentos corporativos, cursos de especialização ou benefícios para incentivar os estudos e o aprimoramento.

Para a empresa de recrutamento, o investimento em capacitação é uma iniciativa de retorno, pois os colaboradores têm a capacidade de melhorar o desempenho e aprender novas técnicas que serão aplicadas no cotidiano do trabalho, além de desenvolverem o chamado lifelong learning (educação e capacitação constantes).

As vantagens dos programas de treinamento personalizados

Como vimos acima, investir em cursos In Company é uma prática importante, capaz de gerar valor para os negócios e para as pessoas. Portanto, como vantagens dessa modalidade de aprendizado personalizado, podemos destacar:

Mas os cursos In Company são voltados para quais portes de empresa? É possível contar com essa modalidade e seus benefícios em organizações de pequeno e médio porte? Vamos te responder a seguir, continue com a gente!

Cursos In Company em grandes empresas

Vamos começar com as grandes empresas, nas quais a capacitação In Company já está se tornando algo mais presente e habitual.

No caso de organizações de grande porte, por conta do número de colaboradores, os cursos ou treinamentos in company, muito provavelmente, serão aplicados por área. Dificilmente um encontro será capaz de reunir todos os profissionais da empresa de uma única vez. 

Assim, as capacitações costumam ser realizadas de maneira setorizada, a partir das necessidades específicas de cada time ou setor. E, como falamos antes, esse foco contribui e muito para resultados mais positivos e ações mais assertivas.

Cursos In Company em Pequenas e Médias Empresas (PME)

Chegamos às pequenas e médias empresas, nas quais a cultura do ensino corporativo ainda não está tão disseminada, mas nas quais é possível realizá-los com a mesma eficiência e exclusividade.

Nesse sentido, o fato de ser menor, com pessoal mais reduzido, pode colaborar para maior engajamento tanto da própria empresa – para fazer o investimento – quanto dos profissionais que podem ter maior facilidade na absorção do conteúdo e na sua utilização prática, uma característica marcante nos cursos in company.

E, caso a questão financeira seja um problema para as pequenas e médias empresas, vale destacar que, com o auxílio da tecnologia, instituições que oferecem o conteúdo de cursos In Company EAD, pela internet, podem dispor de um orçamento mais próximo da realidade dos negócios.

Quais os impactos dos cursos In Company no desempenho e na produtividade dos colaboradores?

Seja uma grande ou uma pequena empresa, fato é que os impactos gerados pelos cursos in company são positivos, e a inclusão de uma cultura de aprendizado gera valor para pessoas e organizações.

Uma pesquisa da McKinsey & Company mostrou que empresas que investem no treinamento e desenvolvimento de seus colaboradores têm um desempenho até 45% superior em relação às que não têm essa prática educacional.

Um outro estudo do LinkedIn Learning revelou que 94% dos colaboradores têm maior propensão a permanecer em uma empresa que investe em seu desenvolvimento profissional.

Com profissionais mais satisfeitos e seguros em relação ao local onde estão, há maior produtividade, interesse e desejo de permanecer ali. A confiança é um valor importante e decisivo para um negócio prosperar.

Casos bem-sucedidos de empresas e os cursos In-Company

Para finalizar nosso artigo sobre cursos In Company e a exclusividade no ensino como mola propulsora de soluções, ideias e transformações, vamos citar três casos reais de empresas que fazem investimentos na capacitação contínua de seus colaboradores.

A primeira é a empresa Elektro, que conta com a “Educação Corporativa Elektro”, uma área exclusiva para aprimorar as habilidades dos colaboradores. Além dessa iniciativa, a empresa mantém outros programas que visam impulsionar novos líderes e a definir competências profissionais.

Outro exemplo é a Caterpillar que, em sua fábrica, possui um Centro de Treinamento e Desenvolvimento, no qual oferece – aos mais de 4 mil colaboradores – cursos e programas voltados para a segurança e redução de riscos no trabalho.

Temos ainda a Kimberly-Clark, que mantém um investimento constante na captação de talentos e nos programas de desenvolvimento profissional.

Esses são três exemplos que estão presentes no Great Place to Work, ranking das melhores empresas para se trabalhar, mostrando que a educação corporativa é uma estratégia importante para engajar pessoas.

Então, se você deseja oferecer cursos in company, com conteúdo exclusivo, para capacitação e desenvolvimento de seus colaboradores, conte com a Fundação Vanzolini e suas possibilidades de ensino corporativo.

Lembre-se que o treinamento visa aperfeiçoar os profissionais para as tarefas do dia a dia e prepará-los para novos desafios, melhorando o desempenho e aumentando a produtividade da empresa.

ENTRE EM CONTATO

Até o próximo!

Fontes:

LinkedIn

UOL Tech

UFMG

Mundo RH

Uma reflexão mais profunda sobre a sustentabilidade começou na década de 1990. Dentre outros eventos, foi nessa época que John Elkington introduziu o conceito conhecido como “Triple Bottom Line” (ou “Tripé da Sustentabilidade”), cuja ideia principal foi a ênfase na importância de considerar não apenas os resultados financeiros, mas também os impactos sociais e ambientais das organizações.

Uma vez iniciada a materialização do conceito de sustentabilidade e gestão sustentável, começa-se a busca de como estabelecer, medir e assegurar essa qualidade a uma organização ou seus produtos.

Sendo o setor de construção civil um dos maiores causadores de impactos ao meio ambiente, não é surpresa ter sido logo incluído na discussão sobre sustentabilidade, já durante esse período. 

Em 1996, foi criada na França a Associação HQETM (HQETM: Haute Qualité Environnementale), com o objetivo de reunir as partes interessadas para criar uma linguagem comum de conceitos e critérios e fornecer a referência que foi, mais tarde, chamada de “processo HQETM”.

O “processo HQETM” foi definido em 14 categorias, que deveriam ser consideradas para o desenvolvimento sustentável numa construção.  Nesse momento, essas quatorze categorias do processo HQETM foram divididas em quatro famílias:

Eco-construção

  1. Edifício e seu entorno
  2. Materiais
  3. Canteiro de obras

Eco-Gestão

  1. Energia
  2. Água
  3. Resíduos
  4. Manutenção

Conforto

  1. Conforto higrotérmico
  2. Conforto acústico
  3. Conforto visual
  4. Conforto olfativo

Saúde

  1. Qualidade dos ambientes
  2. Qualidade do ar
  3. Qualidade da água

Já na década de 2000, a ideia de “sustentabilidade” continua a crescer conjuntamente a conceitos como o do ESG (Environmental, Social and Governance), que enfatiza a integração de critérios ambientais, sociais e de governança nos processos de tomada de decisão empresarial.

Nesse contexto, a Certificação HQETM já se alinhava perfeitamente, promovendo padrões rigorosos nessas três dimensões.

No ano de 2002, com participação ativa das partes interessadas, o conceito do “processo HQETM foi utilizado para a criação de um processo de certificação, com requisitos para edifícios em cada uma das 14 categorias, levando a criação da primeira versão do referencial “Qualidade Ambiental do Edifício” (QAE). 

Esse foi o início da certificação HQETM (Haute Qualité Environnementale), um exemplo paradigmático da evolução da sustentabilidade, traçando uma trajetória que reflete, além dos avanços na construção sustentável, o amadurecimento da consciência ambiental global.

Globalização da Certificação HQETM e o caso Brasileiro

No Brasil, a busca por soluções sustentáveis na construção civil cresceu consideravelmente nas últimas décadas, em sintonia com a conscientização global sobre a urgência das práticas ecologicamente e socialmente responsáveis.

No início dos anos 2000, a Fundação Vanzolini identificou essa necessidade e realizou um estudo de todas as certificações existentes voltadas aos edifícios sustentáveis. De tal pesquisa, conclui-se que a Certificação HQETM é a certificação mais adequada para o Brasil, sendo apontados como alguns de seus principais pontos fortes:

Auditorias de terceira parte presenciais nas etapas-chave do empreendimento (fases pré-projeto, projeto e execução)

Na época chamávamos as três fases de programa, projeto e realização. Essas auditorias realizadas em momentos cruciais no desenvolvimento do empreendimento auxiliam até hoje na gestão dos projetos. As auditorias de 3ª parte também trazem maior confiabilidade nos resultados e incentivam a melhoria contínua da atividade de incorporadoras e ou construtoras.

Requisitos de sistema de gestão

Apesar do foco da certificação ser o desempenho das edificações, avaliar o sistema de gestão permite que os empreendedores tenham um maior controle de seus processos.

Requisitos de desempenho

Desde as primeiras versões, a certificação HQETM leva em conta a variedade de soluções técnicas e arquitetônicas, que contribuem para o desempenho das edificações. Aqui vale ressaltar que, na época, os franceses foram pioneiros no desenvolvimento do próprio conceito de desempenho aplicado a edifícios, o qual é, hoje, no Brasil, tão largamente aplicado nas avaliações dessa mesma natureza, conforme NBR15575.

Respeito e interesse nas preocupações locais

Um dos objetivos da primeira versão AQUA-HQETM, de 2007, era realizar aplicações piloto da certificação HQETM fora da França e analisar a sua aderência.

Considerando esses e outros fatores, em 2007, a Fundação Vanzolini estabeleceu um contrato de cooperação com o Certivéa, organismo responsável pela certificação do “processo HQETM” para edifícios não residenciais na França.

Após um trabalho de quase um ano para criar um referencial de certificação adequado ao Brasil, a Fundação Vanzolini, em parceria com a Escola Politécnica da USP, publicou a primeira versão do “Processo AQUA” (Alta Qualidade Ambiental).

A partir de então, foram publicados vários referenciais de certificação AQUA. Dentre esses eventos, destaca-se o ano de 2010, quando a Fundação Vanzolini, em parceria com o Qualitel-Cerqual, lançou a primeira versão do Referencial de Certificação AQUA para edifícios residenciais.

Em 2013 foi lançado o “HQETM International”, a 2ª geração da certificação HQETM. Neste trabalho, foi considerado os anos de experiência na França, no Brasil e em outros países.

Na época, já havia mais de 300 edifícios certificados AQUA no Brasil, assim, foi possível caracterizar quais critérios eram globais – requisitos comuns independentemente de qual país a certificação será aplicada e quais os critérios locais – requisitos que os aspectos locais, tais como cultura, clima e normalização têm um impacto relevante.

Nesse momento, as 14 categorias se mantiveram, porém, foram reorganizadas em quatro temas:

EDIFÍCIOS RESIDENCIAISEDIFÍCIOS NÃO RESIDENCIAIS
ENERGIA E ECONOMIAS4. EnergiaENERGIA4. Energia
5. ÁguaMEIO AMBIENTE1. Edifício e seu entorno
7. Manutenção2. Materiais
MEIO AMBIENTE1. Edifício e seu entorno3. Canteiro de obras
2. Materiais5. Água
3. Canteiro de obras6. Resíduos
6. Resíduos7. Manutenção
SAÚDE E SEGURANÇA12. Qualidade dos ambientesSAÚDE12. Qualidade dos ambientes
13. Qualidade do ar13. Qualidade do ar
14. Qualidade da água14. Qualidade da água
CONFORTO8. Conforto higrotérmicoCONFORTO8. Conforto higrotérmico
9. Conforto acústico9. Conforto acústico
10. Conforto visual10. Conforto visual
11. Conforto olfativo11. Conforto olfativo

Além das atualizações dos Referenciais de Certificação para edifícios, outros esquemas de certificação foram lançados.

Planejamento Urbano foi lançado em 2010 na França e em 2011 no Brasil, nele foram estabelecidos 17 temas, em vez das 14 categorias. Em 2015, foi publicado o Referencial de Certificação para Infraestrutura Portuária, que contém 15 categorias, e, em 2019, a Fundação Vanzolini publicou a certificação AQUA-HQETM para Infraestruturas.

A Evolução da Certificação HQETM e AQUA-HQETM em sintonia com os ODS da ONU

Em 2015, a ONU (Organização das Nações Unidas) propôs aos seus países membros uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, a Agenda 2030, composta pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em linhas gerais, os ODS estabelecem metas globais ambiciosas, para abordar questões como saúde e bem-estar, cidades e comunidades inteligentes, água potável e saneamento, energia limpa, trabalho decente, indústria, inovação, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança climática, vida na água e vida terrestre, paz e parcerias.

É possível correlacionar temas da agenda global de forma bastante estreita com os critérios da Certificação AQUA-HQETM, demonstrando o seu alinhamento com os interesses internacionais e sua atualidade. 

Ao incorporar critérios específicos em conformidade com esses objetivos globais, a Certificação AQUA-HQETM tornou-se um instrumento prático para que edificações e empreendimentos contribuam de forma positiva para a consecução dos ODS.

Em harmonia com os ODS, a nova revisão do AQUA-HQETM 2024 foi estruturada com base em uma abordagem que traz inovação e uma visão global multicritério, em torno de 4 compromissos inseparáveis:

Isso significa que, a partir de 2024, todos os Referenciais de Certificação AQUA-HQETM terão os mesmos quatro compromissos como estrutura que se desdobram em categorias.

Como conclusão, a Certificação HQETM é uma demonstração da progressiva conscientização global sobre a necessidade de práticas sustentáveis na construção. França e Brasil, cada um à sua maneira, desempenham papéis significativos nessa trajetória, contribuindo para um futuro mais sustentável e equilibrado.

A história da Certificação AQUA-HQETM é, portanto, um capítulo fascinante na narrativa da busca por um mundo mais verde e sustentável, integrando-se de maneira notável com datas-chave na evolução da sustentabilidade global.

Caso seja de interesse, também recomendamos a leitura do nossos E-books:

Por Felipe Queiroz Coelho, responsável técnico pela certificação AQUA-HQETM e auditor líder na certificação AQUA-HQETM.

Revisado por Bianca Bonachela de Oliveira.