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Cibersegurança profissional: formação especializada

17 de julho de 2023 | 7min de leitura
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Na era da transformação digital, a segurança de pessoas, dados e negócios também precisa ser digital, além  de proteger de ataques cibernéticos.

Falando assim, parece até filme de ficção científica, mas nada mais real nos dias de hoje do que os casos de tentativas e ameaças de ataques no mundo virtual.

Para se ter uma ideia, somente no primeiro semestre de 2022, o Brasil registrou 31,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos a empresas, número 94% superior ao mesmo período do ano anterior.

Diante desse cenário, fica cada vez mais evidente a necessidade de profissionais formados em cibersegurança no mercado, para prevenção de danos e para reação e tratamento adequado após um caso de ataque cibernético aos negócios.

Então, para falar sobre a carreira em cibersegurança e a importância da formação especializada, preparamos este artigo. Siga com a leitura!

 

Ataques cibernéticos no Brasil e no mundo

Para começar, vamos compreender melhor como se encontra o cenário da cibersegurança no Brasil e no mundo.

Como falamos no início, no primeiro semestre de 2022, o Brasil registrou 31,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos a empresas, número 94% superior ao mesmo período do ano anterior. Esses dados pertencem a um levantamento da Fortinet, empresa de soluções em segurança cibernética.

Já no segundo semestre do mesmo ano, de acordo com o relatório intitulado “Global DDoS Threat Intelligence”, divulgado pelo jornal O Globo, o Brasil sofreu um aumento de 19% no número de tentativas de ataques cibernéticos no segundo semestre de 2022, em relação ao primeiro semestre do mesmo ano.

Com esse crescimento, o Brasil se destaca como maior alvo de ataques cibernéticos na América Latina e representa quase 40% do total das invasões entre os países. Confira a seguir o ranking:

  1. Brasil: 285.529
  2. Colômbia: 90.063
  3. Argentina: 25.800
  4. Equador: 24.540
  5. Chile: 24.184
  6. México: 15.328
  7. Peru: 14.197
  8. Venezuela: 2.537

Ainda de acordo com a pesquisa, no mundo, houve um aumento de 13% nas tentativas de invasão no segundo semestre de 2022, em relação ao primeiro semestre de 2022. O valor representa mais de 6 milhões de ataques no período.

Mas, veja bem, o Brasil superou a marca mundial em ciberataques.

 

Mas por que o Brasil sofre tantos ataques cibernéticos?

De acordo com especialistas na área, entre os motivos para o País ser alvo de ciberataques estão:

  • País tem maior destaque, hoje, em termos de presença global;
  • O Brasil é um grande produtor agropecuário, alimenta quase 15% da população mundial, o que eleva sua importância para os hackers;
  • Muitas empresas ainda têm maturidade de segurança baixa e são fáceis de serem atacadas.

Assim, podemos ver a baixa maturidade em segurança diante da informação que, no ano passado, quase 70% das empresas brasileiras ouvidas por uma pesquisa internacional sofreram crimes digitais.

Nesses ataques, os hackers “sequestram” dados e sistemas de companhias e órgãos públicos. A informação é do relatório anual The State of Ransomware da Sophos, empresa global especializada em cibersegurança.

 

Crimes cibernéticos e prejuízos financeiros

Os ciberataques afetam diretamente o caixa das empresas. De acordo com relatório do Internet Crime Complaints Center, o Brasil é o quinto país mais afetado economicamente pelo cibercrime em todo o mundo.

Com isso, estima-se que, por aqui, sejam perdidos US$ 22,5 bilhões todo ano com as fraudes digitais. Já o país que mais tem prejuízos em todo o mundo é a China, com custo estimado em US$ 118,4 bilhões anuais.

Veja, a seguir, o ranking com os 10 países mais afetados financeiramente pelos crimes cibernéticos:

  1. China – US$ 118,4 bilhões
  2. Alemanha – US$ 43,2 bilhões
  3. Reino Unido – US$ 32,9 bilhões
  4. Austrália – US$ 23 bilhões
  5. Brasil – US$ 22,5 bilhões
  6. Índia – US$ 15,7 bilhões
  7. Holanda – US$ 10,2 bilhões
  8. México – US$ 7,7 bilhões
  9. França – US$ 7,1 bilhões
  10. Estados Unidos – US$ 6,9 bilhões

 

O que é cibersegurança?

Bem, depois de compreendermos melhor o cenário atual, o perigo crescente dos ciberataques e suas consequências econômicas, vamos falar sobre aquilo que é capaz de prevenir ou de reverter situações de crimes digitais: a cibersegurança.

Desse modo, a cibersegurança está ligada às ações e às técnicas usadas para proteger sistemas, programas, redes e equipamentos de invasões de hackers, evitando, assim, prejuízos e danos às empresas.

Ou seja, a cibersegurança envolve um conjunto de iniciativas que servem para proteger os dados virtuais de uma empresa.

Portanto, a cibersegurança é um conhecimento altamente necessário nos dias de hoje.

No entanto, vale destacar que a implantação de ações de cibersegurança requer conhecimento, técnica e profissionais capacitados para atuar tanto na prevenção de ciberataques quanto na resolução e no tratamento após a ocorrência de ataques.

Por isso, contar com um profissional com formação especializada em cibersegurança é essencial para que a empresa tenha melhores práticas em segurança digital, ferramentas adequadas, melhor postura tecnológica e maior resiliência cibernética.

 

O que faz um profissional de cibersegurança?

Como falamos acima, contar com um profissional de cibersegurança é essencial nos dias de hoje para evitar ataques e saber conduzir com mais propriedade casos de invasão de hackers.

Dessa maneira, além da sua principal função de proteger as empresas das ameaças virtuais, um profissional de cibersegurança também pode ter como atribuições:

  • Realizar a detecção, análise e qualificação de eventuais incidentes;
  • Gerenciar as atividades de um Centro Operacional de Segurança (COS);
  • Orientar equipes sobre medidas de segurança e controle a serem adotados em casos de situações reais;
  • Identificar as fontes de potenciais ataques;
  • Supervisionar a aplicação e operacionalidade das políticas de cibersegurança;
  • Registrar informações de interesse que possam ampliar o conhecimento sobre os focos de ameaça e quais as medidas protetivas mais eficientes;
  • Monitorar as vulnerabilidades de hardwares e de softwares.

Diante dessas atribuições, podemos ver como o profissional de cibersegurança é importante para a proteção digital dos negócios e também como sua função se configura como uma das profissões do futuro – ou, mais ainda, do presente.

Vale destacar que, no mercado, um profissional com formação especializada em cibersegurança pode encontrar posições de analista de cibersegurança, engenheiro de cibersegurança e consultor de cibersegurança.

Por fim, a carreira do profissional de cibersegurança se revela como uma tendência em expansão no Brasil e no mundo, justamente como uma resposta ao crescimento dos ciberataques, como pudemos ver ao longo deste artigo.

Vimos também que os prejuízos em decorrência desses crimes podem ser enormes e há casos em que a invasão de hackers pode causar a falência de uma empresa.

É nesse cenário de constantes ameaças e tentativas de invasão digital e roubo de dados que o papel do profissional com formação especializada em cibersegurança se coloca como protagonista e herói dos negócios.

Munido de conhecimento técnico e de ferramentas e tecnologias adequadas, ele tem os poderes necessários para a proteção e cultura digital.

 

Então, se você quer fazer parte das profissões da era  digital e atuar na área de cibersegurança, conheça nosso curso de Cibersegurança com simulação Cyber Range e apoio de Inteligência Artificial e seja um profissional estratégico no mercado.

 

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Fontes:

CNN

O Globo

O Globo

IG

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