
A qualidade em saúde tem nome e sobrenome: Acreditação ONA (Organização Nacional de Acreditação).
Trata-se do principal referencial de qualidade e segurança na saúde no Brasil, representando o compromisso de uma instituição com a segurança do paciente e a eficiência dos processos assistenciais.
No entanto, é um erro pensar que a acreditação se conquista apenas com manuais bem escritos ou infraestrutura moderna. Para o sucesso real e sustentável no processo de acreditação, é fundamental contar com as pessoas. A conquista da ONA com eficiência e excelência depende diretamente do engajamento das equipes.
Para isso, a acreditação não deve ser vista apenas como um processo de auditoria ou um evento burocrático esporádico, mas sim como uma prática incorporada ao cotidiano.
Quando as equipes compreendem o porquê de cada protocolo, os padrões da ONA deixam de ser exigências externas e passam a orientar a prática diária, garantindo que a qualidade seja um valor vivo dentro da organização.
Siga com a leitura e saiba como engajar equipes para conquistar a acreditação ONA e fortalecer a cultura de qualidade e segurança nas organizações de saúde.
De acordo com a sétima edição do Ipsos Health Service Report 2025 (Relatório sobre os Serviços de Saúde 2025), em sete anos, o Brasil teve uma variação positiva de 15pontos percentuais na avaliação sobre a qualidade da saúde: em 2018, 18% dos entrevistados a consideraram boa ou muito boa, porcentagem que passou para 34% em 2025.
Entre os desafios nacionais mais apontados pelos usuários nos serviços de saúde estão os longos tempos de espera (43%) e a falta de investimentos (39%).
A saúde mental continua sendo o maior problema de saúde em 18 países, incluindo o Brasil (citado por 52% dos entrevistados). Na sequência, estão câncer, estresse, obesidade e abuso de drogas.
A ONA é a principal arquiteta dos padrões de excelência na saúde brasileira. Com mais de duas décadas de trajetória, a organização consolidou sua metodologia a ponto de estar presente em mais de 80% das instituições acreditadas no território nacional.
Esse prestígio ultrapassa fronteiras e alcança o mundo, pois a ONA é membro da ISQua, garantindo que os processos de cuidado ao paciente no Brasil sigam o mesmo rigor técnico aplicado em centros de referência mundiais, como os do Canadá e da Europa.
Assim, a ONA avalia instituições de saúde com base em padrões reconhecidos internacionalmente, focando em três pilares fundamentais:
Mas, para que esses pilares se sustentem, protocolos e processos precisam sair do papel e serem aplicados na prática do “beira-leito” e nos setores administrativos. Ou seja, a ONA precisa de profissionais engajados que garantam uma aderência real aos padrões, evitando a chamada “maquiagem para auditoria”.
Na qualidade em saúde, o resultado da participação ativa de cada pessoa, do corpo clínico à recepção, é primordial para a garantia da segurança e da eficiência no atendimento.
Nem sempre aplicar padrões e diretrizes no dia a dia de trabalho acontece de forma orgânica e fluida. Nem sempre transformar a cultura organizacional é simples.
Um estudo publicado na revista Journal of Patient Experience, com participação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), analisou a percepção de mais de 47 mil profissionais da saúde sobre os esforços institucionais para melhorar a experiência dos pacientes em hospitais privados do Brasil.
A pesquisa mostrou que o engajamento das equipes assistenciais ainda representa o maior desafio para os avanços concretos na qualidade do cuidado.
Diante desse desafio, a liderança precisa olhar e entender essa resistência, considerando fatores como:
Diante dos obstáculos, quais estratégias devem ser lançadas para fortalecer o engajamento das equipes com as práticas da ONA?
Veja a tabela a seguir:
| Estratégia | Descrição prática | Impacto na qualidade e segurança |
| Capacitação voltada à rotina real | Realizar treinamentos baseados em casos reais da unidade, demonstrando como os protocolos facilitam o fluxo de trabalho. | Aumenta a percepção de valor do protocolo e protege o profissional contra falhas operacionais. |
| Fortalecimento da cultura de segurança | Substituir a cultura da punição pela cultura do aprendizado, discutindo erros de forma aberta e construtiva. | Estimula a notificação de eventos adversos e gera melhoria contínua dos processos. |
| Integração dos requisitos ao dia a dia | Adotar os padrões ONA como a única forma de trabalhar, eliminando distinções entre rotina e “preparação para auditoria”. | Garante a sustentabilidade da acreditação e a segurança do paciente de forma ininterrupta. |
| Estimular o protagonismo | Incluir as equipes operacionais na identificação de gargalos e na criação conjunta de soluções para os problemas do setor. | Gera soluções mais assertivas e aumenta o compromisso da equipe com as mudanças implementadas. |
| Escuta ativa | Criar canais de diálogo genuíno para compreender medos, inseguranças e barreiras enfrentadas pelos profissionais. | Reduz a resistência às mudanças e fortalece o vínculo de confiança entre liderança e liderados. |
| Reconhecimento | Celebrar o alcance de metas e valorizar publicamente as boas práticas e iniciativas das equipes. | Reforça o senso de pertencimento, motivação e o orgulho de pertencer a uma instituição de excelência. |
Importante destacar que, diferente de outras certificações, a ONA avalia a maturidade da gestão. Então, sem essas iniciativas, a instituição corre o risco de manter apenas processos protocolares, que não resistem ao dia a dia da assistência em saúde.
A Acreditação ONA contribui para:
Mas, para que a Acreditação ONA cause de fato impactos positivos e gere retornos para a instituição, é imprescindível investir no fator humano. Entre os benefícios de contar com um time engajado com os processos estão:
A Fundação Vanzolini atua como um parceiro estratégico e também como um organismo certificador acreditado pela ONA. Com uma abordagem que une rigor técnico e imparcialidade, a Vanzolini apoia as instituições de saúde em sua jornada de evolução.
Além de avaliar as conformidades, a Fundação busca estimular a melhoria contínua e o fortalecimento da cultura de qualidade. Ao escolher a Vanzolini, a organização conta com uma avaliação orientada para resultados, que valoriza o engajamento das equipes e a consolidação de processos seguros e eficientes.
Por fim, vale ressaltar que a jornada rumo à acreditação ONA é uma maratona, não um sprint. Ou seja, leva tempo e exige esforço contínuo de todos os envolvidos.
O seu sucesso depende da capacidade da liderança em converter normas técnicas em valores compartilhados por todos.
Instituições que priorizam o engajamento humano não apenas conquistam o certificado, mas transformam a experiência do cuidado para pacientes e colaboradores.
Para consolidar essa cultura, contar com parceiros técnicos experientes é fundamental. A Fundação Vanzolini está pronta para auxiliar sua instituição a alcançar novos patamares de excelência e segurança.
Agende uma conversa técnica para entender como a Fundação Vanzolini pode apoiar sua instituição na Acreditação ONA!
Para certificações em saúde e gestão da qualidade, conte com a experiência da Fundação Vanzolini!
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