
As inovações tecnológicas já não representam apenas novidades no ambiente organizacional. O que mudou foi o papel que elas passaram a ocupar nas empresas: deixaram de ser apenas um diferencial competitivo e se tornaram uma infraestrutura estratégica essencial para organizações que buscam sustentabilidade, eficiência e crescimento.
Nesse contexto, o desafio atual já não está apenas na escolha de novas tecnologias, mas na capacidade de decidir onde, como e por que utilizá-las, garantindo que essas ferramentas se integrem de maneira inteligente aos processos, às pessoas e aos objetivos estratégicos da organização.
Vamos mostrar como Inteligência Artificial, dados, Business Intelligence (BI), automação e cibersegurança impactam decisões reais, gerando resultados tangíveis, quando aplicadas no contexto da gestão.
A Fundação Vanzolini se posiciona como a ponte entre tecnologia, gestão e aplicação prática, oferecendo a base técnica e a visão sistêmica necessárias para essa transformação. Acompanhe!
A Inteligência Artificial tem encabeçado o avanço das novas tecnologias nas organizações em todo o mundo.
De acordo com estimativas do Goldman Sachs, os gastos globais com IA devem ultrapassar US$ 500 bilhões nos próximos anos. Mas, seu real impacto vai além das cifras. A IA está cada vez mais integrada ao cotidiano empresarial, alterando modelos de trabalho e estratégias de crescimento.
Como resultado, ela tem redefinido a forma como as organizações competem nos diversos mercados. Prova disso é um estudo global, conduzido pela Salesforce, em que 81% dos usuários brasileiros afirmam que a IA generativa aumentou sua eficiência no dia a dia do trabalho.
Outro indicativo vem de um levantamento produzido pelo Google, com apoio do Cubo, mostrando que 27% das startups brasileiras respondentes consideram a IA generativa uma ferramenta para gerar resultados internos e retornos financeiros.
Importante destacar que a IA e outras as novas tecnologias não estão mais restritas à área de TI. As pesquisas mostram, cada vez mais, a presença e a diferença das ferramentas e inovações em departamentos como o pessoal, financeiro, logística, etc. Veremos mais sobre isso a seguir.
Do ponto de vista da gestão, e para além da TI pura, o conjunto de “novas tecnologias” que gera valor estratégico pode ser definido por:
É fundamental ressaltar que o valor real está na aplicação integrada dessas ferramentas aos processos de negócio. Ou seja, de nada adianta a mera aquisição da ferramenta isolada sem uma atitude holística que considere pessoas, estratégia e cultura organizacional.
A IA é o presente e já está integrada e operando em diversos setores. Segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec) divulgada em 2025, nos últimos dois anos, o número de empresas com atuação na área industrial que utilizam IA mais que dobrou, apresentando um salto de 163%.
A quantidade passou de 1.619 em 2022 para 4.261 em 2024.O levantamento foi feito com uma amostra de 1.731 empresas da área industrial, em um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados.
Hoje em dia, podemos ver o uso da IA em:
Apesar de seu poder, é fundamental reforçar os limites, riscos e a insubstituível responsabilidade do gestor humano na interpretação e validação das saídas da IA.
Movimentos como o “Shadow AI” (uso não autorizado de ferramentas de IA por colaboradores sem aprovação da TI) criam pontos cegos críticos para a governança de dados e a segurança cibernética, conforme explicam os artigos da Forbes “What is Shadow AI and what can it do about it?”, 2023, e “Managing Enterprise AI Sprawl“, publicado em 2025.
De acordo com o relatório AI at Work Is Here – Now Comes the Hard Part (Microsoft Work Trend Index 2024, com LinkedIn), cerca de 75% dos profissionais usam IA no trabalho, sendo que 78% adotam ferramentas não aprovadas pela empresa (BYOAI).
Segundo o especialista Vinicius Olivério, em artigo publicado no InfoMoney, “sem uma governança adequada, a IA fica presa entre dois extremos igualmente ineficazes: ou é ignorada por falta de confiança, ou é usada sem critério, criando riscos silenciosos. Em ambos os casos, o valor desaparece“.
Ele reforça ainda que, além disso, há um fator humano frequentemente subestimado. “Empresas investem em tecnologia, mas não preparam líderes e equipes para trabalhar com sistemas inteligentes. A IA corporativa não fracassa porque substitui pessoas, mas porque é introduzida sem preparar quem precisa conviver com ela.”
Outra tecnologia que vem redesenhando os negócios é o Business Intelligence (BI), motor que transforma dados brutos em conhecimento acionável. A jornada do dado até a decisão pode ser vista como uma evolução: dados → informação → insight → decisão.
Assim, o papel do BI é dar suporte à gestão, mas não substituí-la. Ele se materializa por meio de:
Ainda falando em dados, ser data driven (orientado por dados) é, acima de tudo, uma mudança cultural, não apenas uma implementação técnica. A tecnologia é o meio, mas a mentalidade é o fator de sucesso. Para consolidar uma cultura orientada a dados, é essencial:
Assim como no uso da IA, aqui, a governança e a responsabilidade também são a base ética para o uso correto e seguro dos dados.
A automação vem brilhando em muitos setores, mas um deles se destaca: o de e-commerce. De acordo com o relatório State of Supply Chain 2025: Balancing Inflation, Investment & Innovation, da Relex Solutions, 60% das empresas entrevistadas em sete países, entre eles o Brasil, já estão direcionando investimentos para IA e automação com o objetivo de atender melhor o consumidor.
Na prática, a automação para a eficiência operacional começa muito antes da escrita do código. Ela é uma disciplina de gestão focada em:
Nesse contexto, a lógica de programação atua como uma ferramenta poderosa de:
Com as novas tecnologias, entra em campo também a cibersegurança. Não tem como investir em inovação sem investir na proteção digital.
A cibersegurança precisa sair do campo técnico da TI e ser elevada ao campo estratégico da gestão. Um ataque cibernético é um risco de negócio que afeta toda a organização.
De acordo com relatório da DeepStrike, empresa especializada em cibersegurança, em 2025, o Brasil foi o sétimo país que mais sofreu ataques cibernéticos.
Para garantir a cibersegurança, os gestores devem considerar:
A segurança é, portanto, parte essencial da governança de processos e um investimento em resiliência.
Para que haja sucesso na adoção de novas tecnologias, é fundamental que elas sejam amparadas por dois outros pilares: processos e pessoas.
Assim, tecnologia sem processo não gera resultado, tecnologia sem pessoas gera resistência. Projetos bem-sucedidos combinam harmoniosamente:
A Fundação Vanzolini, com sua base em engenharia e gestão, oferece um diferencial institucional na capacitação de profissionais que buscam ir além da teoria e aplicar novas tecnologias em seu dia a dia organizacional.
Os cursos da Fundação Vanzolini se destacam por entregarem:
Por fim, transformar tecnologia em resultado exige método, visão e pessoas capacitadas. Conheça os cursos de Novas Tecnologias da Fundação Vanzolini e mire no sucesso!
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Novas tecnologias são inovações e ferramentas emergentes, que representam um avanço significativo em relação às tecnologias existentes. Atualmente, o termo abrange um conjunto vasto de soluções que estão remodelando indústrias, processos de tomada de decisão e a interação humana. Isso inclui, mas não se limita a:
– Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML): sistemas que podem aprender, raciocinar e tomar decisões, como processamento de linguagem natural, visão computacional e algoritmos preditivos;
– Automação e Robótica: soluções para automatizar tarefas repetitivas ou complexas, incluindo Automação Robótica de Processos (RPA), robôs colaborativos (cobots) e sistemas de controle autônomo;
– Big Data e Analytics: técnicas e ferramentas para coletar, armazenar, processar e analisar grandes volumes de dados para extrair insights valiosos;
– Internet das Coisas (IoT): interconexão de objetos físicos (dispositivos, veículos e ou edifícios) por meio de sensores, software e conectividade, permitindo a troca e análise de dados em tempo real;
– Computação em Nuvem (Cloud Computing): entrega de serviços de computação – incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, redes, software e análise – pela internet (a nuvem), para oferecer inovação mais rápida, recursos flexíveis e economias de escala;
– Blockchain: um registro digital descentralizado e distribuído, usado para registrar transações em vários computadores, garantindo segurança e transparência.
– Inteligência Artificial Generalizada (AGI): IA que possui a capacidade de entender, aprender e aplicar sua inteligência para resolver qualquer problema, de forma semelhante a um ser humano;
– Computação quântica: um novo paradigma de computação que promete resolver problemas complexos, atualmente intratáveis para os supercomputadores, impactando áreas como a descoberta de medicamentos, ciência de materiais e criptografia;
– Metaverso e Realidades Estendidas (XR – Realidade Virtual e Aumentada): criação de mundos virtuais imersivos para interação social, trabalho e comércio, e a sobreposição de informações digitais no mundo físico;
– Biotecnologia e engenharia genética: avanços na edição de genes (como CRISPR), medicina personalizada e biofabricação, que prometem revolucionar a saúde e a produção sustentável;
– Sistemas autônomos e veículos autônomos: desenvolvimento de robôs e veículos que podem operar sem intervenção humana, transformando a logística, o transporte e a segurança;
– Energias sustentáveis e tecnologias climáticas (Climate Tech): inovações focadas em descarbonização, eficiência energética, captura de carbono e produção de energia limpa (e.g., hidrogênio verde).
A adoção bem-sucedida de novas tecnologias é um processo complexo, que vai além da simples compra de hardware ou software. Envolve uma transformação organizacional abrangente, incluindo:
Transformação estratégica:
– Revisão de modelos de negócio: as tecnologias permitem a criação de novos produtos, serviços e formas de gerar valor, exigindo que as empresas repensem fundamentalmente como operam;
– Tomada de decisão baseada em dados: utilizar IA e Big Data para tomar decisões orientadas por insights e análises preditivas, e não por decisões intuitivas.
Transformação de processos:
– Otimização e eficiência: usar a automação para eliminar gargalos e tarefas manuais, aumentando a velocidade e a precisão das operações;
– Integração de sistemas: garantir que as novas soluções de tecnologia se comuniquem perfeitamente com os sistemas legados e entre si.
Desenvolvimento de pessoas e cultura:
– Requalificação (upskilling) e aperfeiçoamento (reskilling): investir na formação dos colaboradores para que possam operar, gerenciar e inovar com as novas ferramentas (e.g., data literacy, proficiência em IA);
– Cultura de inovação e experimentação: fomentar um ambiente onde a experimentação e a aprendizagem com falhas são encorajadas, essencial para a adaptação rápida às mudanças tecnológicas.
Gestão de riscos e ética:
– Cibersegurança: o aumento da conectividade (IoT, Nuvem) exige um reforço robusto nas defesas contra ataques cibernéticos;
– Aspectos éticos e regulatórios: lidar com questões de privacidade de dados (e.g., LGPD no Brasil), viés algorítmico e responsabilidade no uso de IA e automação.
Em resumo, o uso de novas tecnologias exige uma abordagem holística que alinhe estratégia, processos e pessoas para maximizar o potencial de inovação e garantir resultados sustentáveis.
Fontes:
As quatro tendências de IA que estão mudando a forma de liderar empresas
8 tendências tecnológicas de impacto para os negócios
Número de empresas industriais que usam IA cresce 163% em dois anos
Empresas adotam IA corporativa para conter riscos
Por que a maioria das iniciativas de IA corporativa fracassa
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