A tecnologia e a Inteligência artificial (IA) atravessam territórios, impactam negócios e estão revolucionando também a prestação de serviços públicos, tornando-os mais eficientes, acessíveis e responsivos às necessidades da sociedade. Um exemplo prático e já bastante comum dessa transformação é o uso de chatbots, programas de IA que simulam conversas humanas e podem fornecer informações, responder a perguntas e até executar tarefas simples.
No entanto, a eficácia de um chatbot depende da qualidade das informações que ele fornece. É aqui que entra a curadoria de conteúdo, um processo que garante que o chatbot tenha acesso a informações precisas, relevantes e atualizadas.
A curadoria de conteúdo é um elemento crucial para o sucesso na implementação de chatbots em serviços públicos, já que ela possibilita que a ferramenta ofereça um serviço de alta qualidade e que atenda às expectativas dos cidadãos.
Para saber mais sobre a importância da curadoria de conteúdo como elemento estratégico na implementação de chatbots em serviços públicos e seus benefícios para a eficiência administrativa, siga com a leitura!
Um chatbot é um programa de computador que simula a conversa humana com o usuário final, permitindo que as pessoas interajam com dispositivos digitais como se estivessem se comunicando com uma pessoa real. Os chatbots já fazem parte do dia a dia de muitas empresas e organizações no atendimento aos seus clientes.
Segundo o artigo Papel da curadoria de conteúdo na implantação de chatbots em serviços público, publicado em 2024 na Revista Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação, por curadores de conteúdo da área de Gestão de Tecnologias em Educação da Fundação Vanzolini, há uma expectativa de que o uso de chatbots inteligentes para gerenciamento de dados cresça até 60% nos próximos dois anos e, anualmente, 23% até 2028.
No setor público, os chatbots têm se colocado como ferramenta estratégica para otimizar o atendimento e torna o contato com as pessoas mais acessível e ágil. Veja a seguir algumas das principais razões para o uso do chatbot pelos órgãos públicos:
Ao contrário do que possa parecer, o Reino Unido anunciou, em janeiro deste ano, o uso da Inteligência Artificial (IA) em seus serviços públicos para torná-los “mais humanos”. De acordo com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a “ironia da IA” está em sua capacidade de tornar os serviços públicos mais humanos, acelerando processos e economizando recursos.
No entanto, para que a IA dos chatbots possa realizar suas tarefas com mais eficiência e qualidade – e até humanidade -, há um processo essencial: a curadoria de conteúdo para chatbots.
A curadoria de conteúdos digitais está relacionada ao ato de encontrar, agrupar, organizar ou compartilhar um conteúdo relevante sobre uma questão específica.
Nesse sentido, a curadoria dos conteúdos digitais tem conexão com a gestão do conteúdo e o aprendizado da máquina (machine learning), já que o bom funcionamento de um robô (bot) está ligado com a filtragem adequada, o direcionamento correto e a organização facilitadora e mesmo didática, para atendimento a diferentes tipos de público.
Dessa forma, no contexto dos chatbots, a curadoria de conteúdo é essencial para fornecer respostas precisas e úteis aos usuários. A importância da curadoria de conteúdo nos chatbots está:
No entanto, é preciso destacar que na curadoria de conteúdo há uma ação humana fundamental – conhecimento e experiência de especialistas para selecionar e organizar o conteúdo – e que é no encontro da inovação com a capacidade de pensamento humano que a Inteligência Artificial acontece de forma precisa e eficiente.
Contexto, empatia e compreensão e flexibilidade também são habilidades humanas que se apresentam na curadoria de conteúdo, para a elaboração de um chatbot capaz de realizar seu papel de comunicador com o público final.
Como falamos, do encontro do conhecimento humano com a inovação, nasce a tecnologia que possibilita trocar informações e atender às necessidades das pessoas por meio de assistentes virtuais em serviços públicos. Assim, para a curadoria de conteúdo funcionar, é preciso:
No entanto, a transformação digital, como sabemos, traz também seus desafios para esferas públicas e privadas. Infelizmente, na era digital, o Brasil ocupa as últimas colocações do ranking mundial de competitividade digital, segundo estudo feito pelo IMD (International Institute for Management Development), que mostra que o país ocupa a 57ª posição entre 67 países analisados.
Os desafios para o avanço tecnológico são muitos. Há questões financeiras, de investimento e até mesmo de confiança. No caso da curadoria e implantação de chatbots no setor público, podemos destacar como obstáculos a falta de dados estruturados nas pastas dos governos e a falta de capacitação das equipes no manejo das inovações.
Além disso, há riscos relacionados à implementação inadequada, como a entrega de soluções ineficazes e impacto na reputação da organização, que acabam por atrasar ou impedir a evolução das assistentes virtuais nos serviços públicos.
Mas, apesar dos entraves, há algumas iniciativas sendo adotadas em relação ao uso da Inteligência Artificial, colocando em operação serviços como os chatbots, que ajudam a esclarecer dúvidas mais frequentes dos cidadãos, liberando agentes públicos para atender demandas mais complexas.
Uma dessas iniciativas vem do Poder Judiciário e seu investimento no desenvolvimento do Programa Justiça 4.0, com diversos projetos que aplicam a IA, a partir da coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela melhoria da gestão nos Tribunais.
Como exemplo temos o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e sua “Elis”, sistema capaz de analisar e triar os processos de executivos fiscais, que representam mais de 50% de todas as ações em trâmite naquele Tribunal, ganhando eficiência e reduzindo para 15 dias o trabalho que 11 servidores levariam mais de um ano para concluir.
O que esperar daqui em diante em relação ao uso da IA e dos chatbots nas esferas públicas? A tendência é de crescimento e a Inteligência Artificial Conversacional deve estar cada vez mais presente nos espaços públicos e na vida dos cidadãos e cidadãs.
Em junho de 2024, a Microsoft organizou o webinar virtual: “Acelerando a inovação no setor público na era da IA”, no qual especialistas da indústria e líderes do setor público latino-americano discutiram como esta e outras tecnologias avançadas estão redefinindo a maneira como os governos capacitam suas organizações, interagem com seus cidadãos e gerenciam seus serviços.
O encontro terminou com uma visão otimista do futuro da administração pública na América Latina. Especialistas concordaram que a adoção de tecnologias avançadas é essencial para melhorar a eficiência e a transparência na gestão governamental.
E, nesta tendência, o papel estratégico da curadoria de conteúdo para chatbot é fundamental para garantir o sucesso de novas aplicações e da eficiência da tecnologia.
Assim, diante dos pontos compartilhados neste artigo e apresentados no estudo, Papel da curadoria de conteúdo na implantação de chatbots em serviços públicos, fica evidente a importância e a relevância da curadoria de conteúdo como diferencial para o sucesso dos chatbots nos órgãos públicos.
Se você deseja saber mais sobre soluções inovadoras em iniciativas públicas e privadas e como a Fundação Vanzolini pode apoiar a implementação de chatbots em sua organização, entre em contato com a gente!
gte@vanzolini.org.br
(11) 3868-0100
(11) 3868-0119
Fontes:
Papel da curadoria de conteúdo na implantação de chatbots em serviços públicos
Reino Unido implementará IA em serviços públicos para torná-los ‘mais humanos’
Como a IA está transformando os serviços governamentais na América Latina
Brasil segue na lanterna do ranking mundial de competitividade digital