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ONA 1, 2 e 3: entenda as diferenças entre os níveis de acreditação em saúde

Postado em Certificação | 8 de junho de 2026 | 10min de leitura
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Em saúde, a qualidade está fundamentada na segurança dos processos e na mitigação de falhas assistenciais. Para a conquista da excelência em qualidade, hospitais, clínicas e laboratórios devem trilhar um caminho de melhoria contínua, e o papel da acreditação é, justamente, mostrar quais passos devem ser seguidos, funcionando como um mapa detalhado e independente da gestão hospitalar.

No Brasil, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) destaca-se como a principal referência nacional em certificações de saúde. Um dos grandes diferenciais da metodologia ONA é o fato de ser a única acreditação no país estruturada em níveis progressivos. Essa característica permite que as instituições passem por uma evolução gradativa.

Siga com a leitura e veja como os níveis ONA representam fielmente a maturidade da gestão institucional e entenda o que muda em cada uma das etapas dessa jornada.

O que é a acreditação ONA?

A acreditação em saúde é um método de avaliação externa, voluntário e periódico, que busca certificar a qualidade dos serviços prestados por uma organização de saúde.

No Brasil, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) possui papel central no ecossistema de certificações em saúde, por desenvolver padrões técnicos específicos para o setor produtivo da saúde e coordenar todo o processo e a metodologia de avaliação.

O principal objetivo da acreditação ONA para serviços de saúde é promover a segurança do paciente, mapeando riscos e incentivando uma cultura de melhoria contínua.

Diferente de uma fiscalização sanitária tradicional, a acreditação avalia de forma profunda a eficiência das práticas assistenciais e gerenciais, impulsionando a instituição a atingir padrões de excelência reconhecidos internacionalmente.

O que os níveis da ONA representam?

Os níveis da certificação ONA traduzem visual e operacionalmente a evolução da maturidade organizacional de uma instituição de saúde.

Ou seja, retrata o crescimento estruturado da gestão, no qual a empresa não precisa saltar diretamente para o padrão máximo de qualidade, mas sim consolidar suas bases passo a passo.

A lógica por trás dessa metodologia tem como base uma progressão clara, começando por garantir a segurança básica, seguida pela integração dos processos e, por fim, alcançando a excelência em resultados.

Portanto, quanto maior o nível de certificação atingido pela instituição, maior é a maturidade e a robustez de sua gestão institucional.

Quem pode participar do processo de acreditação ONA?

Ao contrário do que se imagina, a certificação não é restrita a grandes hospitais. Instituições prestadoras de serviços de saúde de todos os portes e complexidades, incluindo clínicas, laboratórios, serviços de pronto atendimento e home care, podem se candidatar ao processo e serem qualificadas. Pois, independentemente do tamanho, todos esses espaços cuidam de pessoas em situações de maior fragilidade e riscos.

Sendo assim, para que uma instituição de saúde possa dar início ao processo de auditoria, ela precisa apenas cumprir os seguintes requisitos básicos de elegibilidade:

  • Estar legalmente constituída há pelo menos um ano;
  • Possuir alvará de funcionamento válido;
  • Dispor de licença sanitária atualizada;
  • Ter um responsável técnico devidamente registrado em seu conselho de classe;
  • Possuir todas as licenças pertinentes à natureza de sua atividade específica.

ONA Nível 1 – Acreditado

O nível inicial da certificação tem como foco absoluto a segurança do paciente e a estruturação de processos seguros. O primeiro nível é o alicerce de toda a jornada da qualidade.

Nessa etapa, a instituição de saúde precisa comprovar que possui uma estrutura confiável e que executa os requisitos básicos de qualidade com foco na segurança assistencial. Isso inclui a existência de protocolos clínicos e administrativos bem definidos e a presença de uma gestão de riscos em saúde implementada e ativa para mitigar eventos adversos.

  • Critérios para conquista: cumprimento de 80% ou mais dos padrões de qualidade e segurança definidos pela ONA, além do atendimento mínimo de 90% aos requisitos CORE (critérios essenciais e obrigatórios);
  • Validade do certificado: dois anos.

ONA Nível 2 – Acreditado Pleno

Para alcançar o patamar de Acreditado Pleno, a instituição deve demonstrar que, além de garantir a segurança do paciente (requisitos do Nível 1), ela avançou para o foco na gestão integrada e processos conectados.

Nessa fase, a organização atinge um nível superior de padronização e controle dos processos. As áreas da instituição (como recepção, faturamento, farmácia e corpo assistencial) deixam de operar de forma isolada e passam a atuar de maneira interligada e fluida.

Há uma comunicação estruturada, uso frequente de indicadores de desempenho, monitoramento mais consistente das atividades e, consequentemente, uma maior eficiência organizacional.

  • Critérios para conquista: cumprimento de 85% ou mais dos padrões de qualidade e segurança (Nível 1), em conjunto com os padrões específicos de gestão integrada (Nível 2), e 90% de atendimento dos requisitos CORE;
  • Validade do certificado: dois anos.

ONA Nível 3 – Acreditado com excelência

O topo da evolução na metodologia ONA é o nível Acreditado com Excelência. O foco central dessa etapa é a consolidação de uma cultura organizacional voltada para a melhoria contínua e inovação.

As instituições que conquistam o terceiro patamar da acreditação demonstram um alto nível de maturidade organizacional. A gestão estratégica é plenamente estruturada e os processos são voltados para a entrega de resultados e alta performance.

Há uma forte integração de ponta a ponta, avaliações constantes de desempenho de todas as equipes e uma busca contínua por eficiência e excelência sustentável. A instituição passa a se destacar não apenas por seguir regras, mas por otimizar constantemente sua entrega de valor.

  • Critérios para conquista: além dos 85% mencionados anteriormente, cumprimento de 80% ou mais dos padrões ONA de Excelência em Gestão e 90% de atendimento dos requisitos CORE;
  • Validade do certificado: 3 anos.

O que há em comum entre os três níveis?

Embora representem estágios diferentes de maturidade, existem princípios fundamentais indissociáveis da marca ONA presentes em qualquer etapa. Seja no Nível 1 ou no Nível 3, todas as instituições compartilham:

  • Foco permanente na qualidade do atendimento;
  • Adoção de práticas voltadas à segurança do paciente e à redução de riscos, de acordo com a premissa da certificação ONA para a segurança do paciente;
  • Cultura de padronização de processos;
  • Busca por uma gestão estruturada;
  • Compromisso formal com a evolução e a melhoria contínua.

Principais diferenças entre ONA 1, 2 e 3

Veja a seguir na tabela a evolução gerencial exigida pela ONA e as principais características de cada nível:

CaracterísticaONA Nível 1 (Acreditado)ONA Nível 2 (Acreditado Pleno)ONA Nível 3 (Acreditado com Excelência)
Foco principalSegurança e conformidade básicaIntegração e gestão estruturadaExcelência, estratégia e melhoria contínua
Orientação gerencialProcessos assistenciais seguros e protocolos definidosProcessos interligados entre áreas e análise de indicadoresGestão estratégica, alta performance, inovação e sustentabilidade
Padrão ONA Exigido180% em Qualidade e Segurança85% em Qualidade e Segurança e Gestão Integrada85% em Qualidade e Segurança e 80% em Excelência
Validade do título2 anos2 anos3 anos

Nota:1. Na metodologia ONA, a avaliação é sistêmica. Todos os processos devem atingir a nota mínima em relação aos requisitos totais e aos requisitos CORE.

Benefícios da acreditação ONA para as instituições

Investir no processo de preparação para obter um selo ONA gera impactos profundos e positivos em toda a cadeia da saúde. Dentre os benefícios e níveis de acreditação ONA, podemos destacar:

  • Maior segurança assistencial: redução drástica de falhas por meio de barreiras bem desenhadas, auxiliando diretamente em pontos críticos como a atuação da ONA na redução de infecções hospitalares;
  • Padronização dos processos: diminuição da variabilidade das condutas, garantindo previsibilidade e qualidade nos atendimentos;
  • Redução de riscos: mitigação de custos desnecessários com glosas, desperdício de insumos e processos judiciais;
  • Fortalecimento da reputação: ganho de credibilidade e destaque competitivo frente ao mercado e às operadoras de saúde;
  • Melhor eficiência operacional: processos mais enxutos, ágeis e assertivos elevam a sustentabilidade financeira da operação;
  • Cultura de qualidade fortalecida: maior engajamento por parte dos colaboradores, que entendem o impacto das certificações nos serviços de saúde e passam a trabalhar alinhados às melhores práticas.

Cinco passos para iniciar a jornada de acreditação

A conquista da certificação ONA exige planejamento, dedicação e um mergulho profundo na realidade organizacional da instituição. O percurso ideal envolve cinco passos essenciais:

  1. Engajamento de lideranças: garantir apoio total da alta direção e dos líderes de diferentes áreas para oferecer suporte a estrutura da organização e às mudanças necessárias
  2. Diagnóstico institucional: avaliação inicial detalhada para entender em qual nível de maturidade a instituição se encontra em relação ao manual da ONA.
  3. Desenvolver Plano de Ação e Cronograma: trabalhar os gargalos identificados e oportunidades de melhoria.
  4. Definição de protocolos e capacitação das equipes: criação e validação de rotinas institucionais claras e baseadas em evidências científicas e treinamento extensivo dos colaboradores. É essencial saber como engajar as equipes na busca pela qualidade em saúde, transformando a cultura da empresa de dentro para fora.
  5. Avaliação contínua: auditorias internas frequentes para verificar a aderência aos processos, antes do dia da avaliação oficial.

Para que essa jornada seja realizada de forma transparente, técnica e segura, a escolha do organismo avaliador faz toda a diferença. A Fundação Vanzolini é uma instituição acreditadora credenciada pela ONA, reconhecida pela excelência de seus auditores e por sua vasta experiência no mercado de certificações.

Ao escolher pela Acreditação ONA com a Fundação Vanzolini, a instituição de saúde garante um processo de auditoria que agrega valor real ao negócio e impulsiona a verdadeira transformação da gestão.

Para encerrar, é importante destacar que a acreditação ONA é a maior e mais respeitada referência em qualidade em saúde no Brasil. Compreender a diferença e a complementaridade dos seus níveis 1, 2 e 3 permite que os gestores tracem metas realistas para a sua organização, impulsionando a eficiência e gerando mais segurança para o bem mais valioso de qualquer instituição de saúde: a vida das pessoas.

Pronto para dar o primeiro passo rumo à excelência na gestão na saúde? Conheça as soluções de certificação da Fundação Vanzolini e prepare sua instituição para o futuro.

Para mais informações sobre certificações da Fundação Vanzolini:

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Fontes:

O que é acreditação

Níveis de acreditação

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