
As empresas mais bem-sucedidas do futuro serão aquelas que entenderem que cuidar de pessoas é o primeiro passo para alcançar resultados sustentáveis.
Dados da Sondagem do Mercado de Trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que a parcela de funcionários insatisfeitos com o trabalho por problemas de saúde mental atingiu, em setembro de 2025, 26,3%. Esse índice, de acordo com os especialistas, é mais um sinal de alerta relacionado à piora da saúde mental no trabalho.
Diante desse cenário, torna-se cada vez mais relevante que as lideranças mantenham o equilíbrio entre desempenho e empatia, lucro e propósito, resultado e bem-estar.
Essas são características da chamada Liderança Humanizada, um conceito de gestão que coloca as pessoas no centro.
Líderes humanizados focam no bem-estar, desenvolvimento e nas necessidades individuais dos colaboradores, indo além das metas e criando um ambiente de trabalho com mais empatia, confiança, respeito e colaboração.
A formação de líderes conscientes, éticos e preparados para as transformações organizacionais é uma das expertises da Fundação Vanzolini, pioneira na integração entre técnica, empatia e propósito.
De acordo com a Gupy, a liderança humanizada é uma forma de conduzir equipes baseada na empatia, no diálogo e na valorização das relações humanas.
Diferente de modelos mais autoritários ou focados exclusivamente em metas, essa abordagem prioriza a escuta ativa, o cuidado com a saúde mental e emocional das pessoas, além da construção de ambientes de confiança, tornando o fator humano um elemento estratégico para o crescimento dos negócios.
Pesquisa da Mckinsey mostra, por exemplo, que líderes com senso de humor, mesmo que moderado, são 27% mais motivadores e inspiradores do que outros. Essa leveza do ambiente resulta em funcionários 15% mais engajados e duas vezes mais criativos.
Os benefícios desse tipo de liderança se estendem a outras necessidades importantes nas empresas, como:
| Competência | Descrição | Impacto na equipe |
| Empatia ativa | Capacidade de ouvir e compreender genuinamente | Reduz conflitos e aumenta engajamento |
| Autoconhecimento | Entender emoções e limitações pessoais | Melhora a tomada de decisão e o equilíbrio emocional |
| Comunicação autêntica | Clareza, transparência e consistência no discurso | Gera confiança e alinhamento |
| Propósito e visão compartilhada | Capacidade de inspirar por significado | Eleva o senso de pertencimento |
| Responsabilidade social e ética | Decisões pautadas por valores e impacto coletivo | Sustenta resultados de longo prazo |
Os estudos e a prática mostram que liderar com humanidade é uma estratégia de alta performance.
Líderes humanizados:
Além disso, esse tipo de liderança que prioriza relações mais saudáveis é um impulso para a sustentabilidade corporativa e a adoção de práticas ESG na companhia. Isso porque elas também ajudam a consolidar a cultura das empresas em torno desses princípios.
Alguns setores e empresas estão à frente nesse conceito e têm atingido resultados consistentes ao promover ambientes de trabalho com mais bem-estar.
É o caso dos setores de tecnologia e inovação, citados por especialistas como exemplo de culturas organizacionais focadas nos funcionários e na promoção de ambientes de trabalho mais descontraídos e criativos.
O mesmo vale para empresas como Natura, Grupo Boticário e Starbucks, da área de bens de consumo e varejo, reconhecidos por valorizar as relações humanas, a sustentabilidade e o bem-estar, alinhando a gestão humanizada aos valores de suas marcas.
Apesar dos benefícios, os desafios ainda persistem na implementação de uma liderança mais humanizada em algumas companhias.
Entre as resistências mais comumente identificadas, estão:
Um dos caminhos para superar esses obstáculos é o autoconhecimento e a mudança de mentalidade dos líderes, que podem começar a adotar práticas como:
Acompanhe a Fundação Vanzolini, em parceria com o Estadão, todas às quartas-feiras, na editoria de educação (somente para assinantes).
Leia sobre o Mapa de empatia: como entender o cliente para otimizar processose veja como ele ajuda a compreender melhor o cliente, otimizar processos e criar estratégias mais eficazes para seu negócio.
Pioneira na integração entre técnica, empatia e propósito na formação de líderes, a Fundação Vanzolini oferece capacitação com abordagens relacionadas à liderança humanizada, focadas no desenvolvimento de competências comportamentais, estratégia e autoconhecimento.
Os cursos abordam também conceitos relacionados à inteligência emocional, auxiliando líderes a usar a razão para equilibrar emoção, e também liderança assertiva.
Fundada e mantida por professores da Escola Politécnica da USP, a Fundação Vanzolini oferece uma abordagem prática para empresas e líderes, seus professores possuem experiência acadêmica e de mercado, além da conexão entre valores humanos e organizacionais.
Para a Fundação Vanzolini, liderar é transformar. Desenvolva as competências humanas e estratégicas que inspiram pessoas e geram resultados duradouros.
Para mais informações sobre os cursos:
Liderança humanizada é um estilo de gestão que coloca as pessoas no centro, reconhecendo que os colaboradores são seres humanos completos, não apenas recursos produtivos.
Principais características:
Empatia e escuta ativa – entender genuinamente as necessidades, desafios e sentimentos da equipe;
Vulnerabilidade – o líder se mostra humano, admite erros e não precisa ter todas as respostas;
Respeito à individualidade – reconhece que cada pessoa tem sua história, ritmo e circunstâncias pessoais;
Comunicação transparente – compartilha informações de forma clara e honesta;
Equilíbrio vida-trabalho – valoriza o bem-estar e a saúde mental da equipe;
Desenvolvimento genuíno – investe no crescimento das pessoas, não apenas no resultado imediato.
Existem diferentes classificações, mas os 4 tipos clássicos mais reconhecidos são:
1. Liderança Autocrática (ou Autoritária)
O líder toma todas as decisões sozinho;
Pouca participação da equipe;
Funciona em situações de crise ou quando há necessidade de decisões rápidas.
2. Liderança Democrática (ou Participativa)
Decisões são tomadas em conjunto com a equipe;
Valoriza opiniões e estimula a colaboração;
Gera mais engajamento e criatividade.
3. Liderança Liberal (ou Laissez-faire)
Mínima interferência do líder;
Equipe tem total autonomia e liberdade;
Funciona bem com times maduros e especializados.
4. Liderança Situacional
O líder adapta seu estilo conforme a situação e maturidade da equipe;
Flexível e contextual;
Cada tipo tem seu momento ideal de aplicação, não existe um “melhor” absoluto, mas sim o mais adequado para cada contexto, equipe e objetivo.