Fundação Vanzolini

Em um mundo empresarial cada vez mais competitivo, dominar a arte de desenvolver e posicionar produtos e serviços é uma habilidade essencial para garantir o sucesso de qualquer empresa. Convidamos você para participar deste curso e se tornar um profissional versátil, capaz de se adaptar às demandas do mercado e confiante ao agregar valor para o cliente. Junte-se a nós, aprimore suas habilidades e impulsione o sucesso de sua empresa.

Veja tudo o que você vai aprender no curso:

Curso indispensável para quem trabalha com Engenharia da Qualidade e quer ter mais um diferencial no seu currículo. Em apenas 3 módulos, você vai aprender sobre controle do produto, controle do processo e planejamento de experimentos, ampliando o seu repertório de conhecimento e se qualificando para abraçar novos desafios na sua vida profissional.

Veja tudo o que você vai aprender:

 

Obs.:
A realização deste curso está condicionada ao número mínimo de matrículas.
As vagas estão sujeitas à capacidade máxima da turma.

A preocupação com o meio ambiente não fica limitada à emissão de gases na atmosfera, descarte incorreto de lixo e desmatamento. É importante aprender como funciona o ciclo de vida de tudo que se consome e as Declarações Ambientais de Produto (DAPs ou EPD, do inglês, Environmental Product Declaration), pois são uma garantia de que o produto apresenta informações transparentes, verificadas e comparáveis sobre o impacto ambiental no seu ciclo de vida,

(mais…)

Na era digital, a Inteligência Artificial (IA) está tomando conta de várias áreas, incluindo a gestão de projetos. Com o avanço constante dessa tecnologia, a cada momento surgem novas oportunidades para aprimorar a eficiência das etapas de um projeto.

De modo geral, a IA pode automatizar tarefas, fornece insights e tomar decisões baseadas em dados, resultando em um gerenciamento mais preciso e eficaz.

Então, diante dessa inovação cada vez mais presente nas empresas, neste artigo, vamos explorar como a Inteligência Artificial vem revolucionando a forma como os projetos são gerenciados.

Além disso, vamos analisar as vantagens oferecidas pela tecnologia, como a redução de tempo e custos, o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade do trabalho.

Ao longo do artigo, vamos também destacar algumas das ferramentas de IA mais usadas na gestão de projetos e examinar casos reais de sucesso, pois, estar à frente da concorrência e atender às expectativas dos clientes são desafios constantes no mundo dos negócios.

Como veremos, a aplicação da Inteligência Artificial na Gestão de Projetos oferece uma solução inovadora para enfrentar esses desafios e impulsionar a eficiência. Vamos explorar como a IA está transformando o cenário da gestão de projetos e como você pode aproveitar ao máximo essa nova era de eficiência.

Vem com a gente!

Qual o papel da Inteligência Artificial no gerenciamento de projetos?

Mundo conectado, uma explosão de dados e informação em um clique. A era digital tem transformado a maneira como vivemos, nos relacionamos, nos comunicamos e, consequentemente, como trabalhamos.

Assim, como expoente entre as inovações desse período pós-moderno, temos a Inteligência Artificial (IA), que é a capacidade de uma máquina funcionar, inspirada no comportamento de humanos. O uso dessa tecnologia nos negócios tem revolucionado diversos setores, inclusive o gerenciamento de projetos.

O relatório “Índice de Competências de 2023”, do Business Talent Group, nos Estados Unidos, revelou dados importantes sobre inteligência artificial e seu uso no trabalho atual.

Segundo o levantamento, ciência de dados, inteligência artificial e aprendizado de máquina continuam sendo habilidades exigidas – com ciência de dados e aprendizado de máquina com demanda 100% maior em comparação com anos anteriores.

A tendência é de mais crescimento, à medida que as ferramentas de IA (Inteligência Artificial) continuam a ser implementadas.

Mas como a IA pode servir ao gerenciamento de projetos? Bem, a aplicação da IA na Gestão de Projetos pode colaborar para mais eficiência, maior precisão e melhor tomada de decisão, além de otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Para entender melhor como a IA pode fazer a diferença e garantir resultados mais positivos, listamos abaixo os principais benefícios do uso da IA no gerenciamento de projetos:

Automação de tarefas repetitivas

A automação de tarefas repetitivas e de baixo valor agregado é um dos principais benefícios da IA no gerenciamento de projetos. Entre as atividades que sistemas de IA podem exercer com mais agilidade, estão: coleta e análise de dados, criação de relatórios e atualização de cronogramas.

Com isso, os gerentes de projetos e suas equipes têm mais tempo para se concentrarem em atividades de cunho estratégico e de maior impacto, direcionando melhor a energia e aumentando a produtividade geral.

Previsão e análise de riscos

Como aliada dos negócios, a IA pode desempenhar um papel fundamental na previsão e análise de riscos nos projetos.

Por meio dos dados históricos, os algoritmos de IA são capazes de identificar padrões, tendências e potenciais riscos que ponham o projeto em xeque.

Dessa maneira, a tecnologia ajuda as pessoas da gerência de projetos a tomarem medidas proativas, com o objetivo de mitigar riscos, ajustar o planejamento e tomar decisões informadas.

Em geral, resulta-se em uma gestão mais eficiente, com redução de surpresas desagradáveis ao longo do processo.

Otimização do planejamento e da alocação de recursos

Outra vantagem na aplicação da IA na Gestão de Projetos está no fato da tecnologia ser capaz de planejar adequadamente e alocar os recursos de forma correta – ações que são decisivas para o sucesso de qualquer projeto.

Nesse sentido, a IA pode servir para analisar dados históricos e informações sobre recursos disponíveis, capacidades da equipe e restrições do projeto, com foco em otimizar o planejamento e a distribuição de recursos.

As combinações de algoritmos da IA podem recomendar as melhores estratégias e orientar sobre a organização ideal de recursos, melhorando a eficiência e minimizando desperdícios.

Suporte na tomada de decisões

Líderes de projetos e gestores podem ganhar um suporte e tanto no momento da tomada de decisão com a ajuda da IA.  Por meio do fornecimento de dados e informações em tempo real, os sistemas de IA têm a capacidade de apontar diferentes cenários, identificar padrões e oferecer recomendações precisas.

Diante disso, os gerentes de projetos têm mais recursos para tomar decisões, reduzindo a possibilidade de incertezas.

Entre as principais características da IA está sua capacidade de análise de dados com foco em antecipar problemas. A partir disso, é possível reduzir riscos e pensar em outras possibilidades no gerenciamento de um projeto.

Melhora na comunicação

Por último, temos a vantagem da IA também melhorar a colaboração e a comunicação entre os profissionais envolvidos no projeto. Ferramentas como chatbots e assistentes virtuais podem ser usados para responder a perguntas, fornecer orientações e facilitar a troca de dados.

Além disso, plataformas de gerenciamento de projetos alimentadas pela tecnologia da IA são capazes de centralizar as informações relevantes, permitindo que a equipe acesse documentos, atualize o andamento e colabore em tempo real.

O resultado é uma comunicação mais eficiente e uma melhor organização e engajamento de tarefas e pessoas.

Ferramentas e software de gerenciamento de projetos com IA

A Inteligência Artificial é aplicada na Gestão de Projetos por meio de ferramentas e softwares e, entre os principais, atualmente, podemos destacar:

Kanban

O Kanban é um sistema visual de gestão de trabalho, que conta com quadros, com foco em conduzir cada tarefa por um fluxo pré-definido de trabalho. Cada etapa está em um quadro que vai se atualizando de acordo com seu status e progresso. Desse modo, a ferramenta que faz uso da IA pode ser considerada também uma metodologia ágil, pois tem como objetivo evitar a procrastinação e render mais no dia a dia.

Chat GPT

Talvez a ferramenta de IA mais conhecida nos dias de hoje, o Chat GPT é um modelo de linguagem baseado em deep learning (aprendizagem profunda). Conhecida como IA Inteligência Artificial Generativa, esse sistema envolve algoritmos que podem gerar conteúdo novo e original – de texto a imagens, música e muito mais.

Scrum

Temos ainda, como exemplo ferramenta de IA, o Scrum, que tem a capacidade de tornar os processos mais simples e claros, pois mantém registros visíveis sobre o andamento de todas as etapas.

Além disso, a metodologia é aplicada a partir de ciclos rápidos, chamados sprints, possibilitando que os produtos sejam apresentados em menor tempo, sem deixar de lado a qualidade. Trata-se, portanto, de uma ferramenta que prioriza a criatividade e a fluidez nos processos.

Esses são apenas alguns exemplos de ferramentas da IA que podem ser usadas no dia a dia dos negócios para otimizar tarefas, reduzir riscos e tornar os processos mais eficientes.

No entanto, para se obter os resultados desejados e superar desafios e preocupações na gestão de projetos, é fundamental contar com profissionais com domínio das ferramentas e softwares de IA.

Ainda segundo o relatório “Índice de Competências de 2023”, um ano após o lançamento do Chat GPT, aproximadamente 71% dos empregadores continuam enfrentando desafios devido à falta de conhecimentos internos sobre como utilizar, de forma eficaz, a Inteligência Artificial, especificamente a IA generativa, como parte do seu fluxo de trabalho intelectual.

Casos bem-sucedidos no uso de IA no gerenciamento de projetos

O avanço da IA nos negócios é inegável, desse modo, sua presença se torna cada vez mais robusta, mesmo diante dos desafios inerentes às novidades e transformações.

Sendo assim, selecionamos aqui três casos de aplicação bem-sucedida de IA no gerenciamento de projetos nas organizações.  Veja só:

Veloe

A empresa Veloe, que oferece soluções em mobilidade e gestão de frota, fez uso da IA para otimizar o processo de resposta a casos de contestação de passagens em praças de pedágio – situação em que o usuário questiona uma cobrança ou alega discrepâncias nos valores cobrados.

Nesse caso, a tecnologia tem sido usada para fazer a análise da imagem, identificando elementos, como placas, cores dos veículos e marcas, gerando respostas rápidas e precisas, sem a necessidade de intervenção humana.

De acordo com a empresa, a implementação da ferramenta gerou uma redução no tempo necessário para analisar cada caso: mais de mil casos são avaliados em menos de 30 minutos.

Grupo EXAME

O Grupo Exame, do segmento editorial, tem investido na formação de seus colaboradores, oferecendo workshops para as equipes, com o objetivo de apresentar ferramentas da IA, e conta até com um MBA na área.

Já no dia a dia do Grupo, a Inteligência Artificial é usada para a produção de peças audiovisuais, marketing e educação.

Grupo SOMA

No maior grupo de varejo de moda do Brasil, a IA atua como uma consultora de moda digital. Desse modo, a tecnologia sugere adaptações nas peças de acordo com as tendências de vendas.

Dessa maneira, as recomendações da IA proporcionam um retorno valioso para a equipe de estilo, tornando as decisões mais precisas e ágeis, deixando todo o processo de produção mais eficiente e econômico.

O futuro da Inteligência Artificial e do gerenciamento de projetos

Por fim, para fechar nosso artigo sobre a nova era da eficiência por meio do uso da IA na gestão de projetos, vamos olhar para o futuro e entender o que ele nos reserva.

A longo prazo, o mercado de IA generativa pode alcançar a casa dos US$ 1,3 trilhão nos próximos 10 anos, de acordo com um relatório da Bloomberg Intelligence (BI).

Outra tendência é a procura por produtos de IA generativa, que deve somar cerca de US$ 280 bilhões em novas receitas de software, impulsionadas por assistentes especializados e novos produtos de infraestrutura.

Em relação ao mercado de trabalho, as perspectivas também são positivas e a busca por profissionais com domínio das ferramentas têm sido cada vez maior.

Segundo reportagem da Forbes, a IA é a habilidade mais buscada e, em 2023, foi considerada pelo dicionário Collins a palavra mais importante do ano. E deve continuar relevante em 2024.

De acordo com dados divulgados em agosto de 2023, pelo LinkedIn, o número de vagas de emprego divulgadas na plataforma que mencionam GPT ou Chat GPT aumentou 21 vezes, desde novembro de 2022, quando a OpenAI lançou seu chatbot.

Diante desse contexto e do horizonte que ainda deve se abrir, podemos compreender como a IA tem incorporado benefícios significativos para o gerenciamento de projetos e para o andamento dos negócios.

Na era digital, a aplicação da IA é um recurso cada vez mais disponível e com potencial de gerar projetos mais eficientes, produtivos e bem-sucedidos.

No entanto, vale ressaltar que o investimento em treinamento, formação e acesso às ferramentas é o melhor caminho para colher os frutos prometidos pelas novas tecnologias.

É preciso investir nas pessoas, para que possam fazer um bom uso da ferramenta, de forma estratégica.

Para isso, conte com a Fundação Vanzolini e seu curso Inteligência Artificial na Gestão de Projetos!

Estamos com vocês na nova era!

ENTRE EM CONTATO

Até o próximo!

Fontes:

forbes.com.br/carreira/2024/01/como-a-ia-generativa-mudara-todos-os-nossos-empregos-em-2024/

forbes.com.br/carreira/2023/11/71-das-empresas-podem-ficar-para-tras-na-corrida-da-ia/

forbes.com.br/carreira/2023/07/inteligencia-artificial-habilidade-tecnologia-mais-buscada-salario-40-mil/

epocanegocios.globo.com/inteligencia-artificial/noticia/2023/12/o-ano-da-ia-como-a-tecnologia-dominou-os-investimentos-em-2023-e-o-que-esperar-para-2024.ghtml

Mudanças mandatórias sobre ações climáticas

Mudanças mandatórias sobre ações climáticas

Compartilhe:

Em fevereiro de 2024, a ISO – International Organization for Standardization publicou emendas para suas normas de requisitos de sistemas de gestão, com o seguinte conteúdo:

AMENDMENT x: Climate action changes

  • 4.1
    Add the following sentence at the end of the subclause:
    The organization shall determine whether climate change is a relevant issue.
  • 4.2
    Add the following note at the end of the subclause:
    NOTE Relevant interested parties can have requirements related to climate change.

As emendas de cada norma de sistema de gestão podem ser adquiridas em https://www.iso.org/store.html.

A ABNT, por sua vez, iniciou seu processo de consulta nacional e publicação das emendas para as respectivas normas de sistema de gestão brasileiras. Esperam-se textos equivalentes à seguinte tradução livre:

EMENDA x:

  • 4.1
    Incluída a seguinte sentença ao final da subseção:
    A organização deve determinar se “mudança climática” é uma questão pertinente.
  • 4.2
    Incluída a seguinte nota ao final da subseção:
    NOTA As partes interessadas pertinentes podem possuir requisitos relacionados às mudanças climáticas.

Isso posto, informamos ainda aos clientes certificados nas normas constantes no ANEXO 2, que a partir de agosto de 2024, os auditores passarão a abordar as emendas nos requisitos 4.1 e 4.2 durante as auditorias, tomando-as como requisitos mandatórios sobre os sistemas de gestão auditados.

 

ANEXO 1. Informações Adicionais

Generalidades

As emendas acima citadas decorrem da Declaração ISO de Londres sobre Mudanças Climáticas.  A ISO aprovou uma resolução que instituiu a adição das duas novas declarações constantes nas emendas e que também serão incluídas em todas as novas normas em desenvolvimento/revisão, para abordar a necessidade de considerar o efeito das Mudanças Climáticas na capacidade de alcançar os resultados pretendidos do sistema de gestão.

A intenção da ISO é garantir que as questões de mudanças climáticas sejam consideradas pela organização no contexto da efetividade do sistema de gestão, além de todas as outras questões. Essas declarações adicionais estão garantindo que este importante tópico não seja negligenciado, mas considerado por todas as organizações no projeto e implementação do Sistema de Gestão.

Ressalta-se que as mudanças climáticas podem ter um efeito diferente em cada componente do sistema de gestão; por exemplo, o efeito sobre um Sistema de Gestão da Qualidade pode ser muito diferente daquele sobre um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança.

É importante ressaltar que o objetivo das alterações é abordar a forma como as mudanças climáticas podem ter um impacto na capacidade de alcançar os resultados pretendidos dos Sistemas de Gestão, e não abordar o que as empresas certificadas podem fazer (através dos seus Sistemas de Gestão) para mitigar as alterações climáticas (embora isso possa ser um efeito secundário ou um resultado indireto ao abordar riscos/oportunidades).

Expectativas sobre as organizações certificadas - Orientações gerais da IAF

As organizações certificadas devem garantir que consideraram os aspectos e riscos das Mudanças Climáticas no desenvolvimento, manutenção e eficácia de seu(s) próprio(s) sistema(s) de gestão. As Mudanças Climáticas, juntamente com outras questões, devem ser determinadas como relevantes ou não e, em caso afirmativo, consideradas dentro de uma avaliação de risco, no âmbito das normas dos sistemas de gestão.

Quando uma organização opera mais de um sistema de gestão (por exemplo, Gestão da Qualidade e Gestão da Saúde e Segurança), deve assegurar que as alterações climáticas, se forem consideradas relevantes, sejam consideradas no âmbito de cada norma do sistema de gestão.

O que isso significa para as organizações que implementaram um ou mais padrões de Sistema de Gestão?

Milhões de organizações implementaram ou são certificadas para um ou mais Sistema de Gestão da ISO em uma ampla gama de setores econômicos, em vários tipos e tamanhos de organizações que operam em diversas condições geográficas, culturais e sociais. Apoiar a governança de uma organização e fornecer confiança em suas atividades é o que os padrões do sistema de gestão fazem, e a mudança climática é uma questão que pode impactar muitas facetas diferentes de uma organização; desde cadeias de suprimentos, saúde e segurança dos funcionários, disponibilidade e uso de recursos ou energia, continuidade e resiliência de negócios, gestão de ativos e atendimento aos requisitos de clientes, consumidores e contratuais e outras expectativas de partes interessadas relevantes.

Um equívoco comum é que as considerações sobre mudanças climáticas são limitadas às organizações que optaram por implementar um sistema de gestão ambiental como o ISO 14001. Na verdade, a maioria das organizações provavelmente será afetada pelas mudanças climáticas de uma forma ou de outra e pode precisar se adaptar a elas para continuar a cumprir seus objetivos e cumprir seu propósito estratégico. As organizações também podem escolher (ou ser solicitadas por partes interessadas relevantes) a tomar medidas para mitigar as mudanças climáticas como parte de suas operações. Ambos os elementos (adaptação às alterações climáticas e mitigação das alterações climáticas) são agora abordados na Estrutura Harmonizada da redação das normas.

Para os usuários de padrões de Sistemas de Gestão, determinar as questões que são relevantes para seu escopo e finalidade não é um requisito novo. Muitas organizações já devem ter pensado em como as mudanças climáticas podem afetar seus negócios e determinado se é ou não uma questão relevante que precisa ser abordada dentro de seu contexto particular. Isso, por sua vez, terá alimentado suas políticas e objetivos e sido acionado/implantado como parte de seus processos de gerenciamento de riscos e oportunidades.

Para as organizações que só agora estão começando a entender como a adaptação e mitigação das mudanças climáticas podem afetar suas operações, essa mudança no texto da Estrutura Harmonizada servirá como um "alerta" ou lembrete.

Considerações gerais para organizações certificadas:

Problemas significativos de mudança climática, que afetam a capacidade de alcançar o resultado pretendido de qualquer Sistema de Gestão, podem incluir:

  • Danos a ativos e interrupções operacionais: eventos climáticos extremos, como inundações, furacões e secas, podem interromper as operações. As instalações de fabricação podem sofrer danos diretos e as cadeias de suprimentos podem ser interrompidas devido a problemas de transporte ou fornecedores sendo afetados. As organizações de serviços também podem ser afetadas, especialmente aquelas que dependem de locais físicos (como lojas de varejo, hotéis ou bancos).
    As mudanças climáticas podem afetar as condições operacionais, como o aumento da temperatura, as condições de trabalho ou a eficiência do equipamento. À medida que o clima muda, certas indústrias podem precisar adaptar seus ambientes de trabalho. Por exemplo, indústrias como a agricultura, a construção e a pesca podem enfrentar novos desafios de segurança devido à alteração dos padrões climáticos e das condições ambientais; Mudanças nas condições climáticas podem afetar a eficiência e a segurança do armazenamento e transporte de alimentos.
  • Escassez de recursos e alterações nos serviços ecossistêmicos: As alterações climáticas podem levar à escassez de matérias-primas e a alterações na prestação de serviços ecossistêmicos. Por exemplo, indústrias intensivas em água podem enfrentar desafios em áreas que passam por secas. Da mesma forma, indústrias dependentes de recursos naturais ou serviços ecossistêmicos específicos podem enfrentar dificuldades se esses recursos se tornarem escassos devido às mudanças climáticas. Tais mudanças podem levar à escassez de água e afetar a qualidade da água. Mudanças no clima podem afetar a disponibilidade e distribuição dos recursos naturais.
  • Ajustes e interrupções na cadeia de suprimentos: As mudanças climáticas podem mudar onde e como as matérias-primas são produzidas, processadas e transportadas, levando a mudanças na cadeia de suprimentos global. As organizações podem precisar encontrar novos fornecedores ou ajustar suas estratégias logísticas. Tais mudanças podem levar a eventos climáticos extremos, como inundações, secas e tempestades, que podem interromper as cadeias de suprimentos e criar escassez de recursos.
  • Dinâmica da força de trabalho: As mudanças climáticas podem afetar a saúde, a segurança e a produtividade dos funcionários, especialmente para organizações de serviços com operações ao ar livre ou com muitas viagens. Também pode levar a mudanças nos mercados de trabalho, com novas habilidades necessárias para se adaptar a um ambiente de negócios em mudança.
  • Conformidade regulatória e mudanças de políticas: Governos em todo o mundo estão implementando políticas para combater as mudanças climáticas, como incentivos ou impostos relacionados ou sistemas de comércio de emissões. As organizações de manufatura, por exemplo, devem se adaptar a essas regulamentações, o que pode envolver custos significativos em termos de atualização de equipamentos, processos e práticas para atender a novos padrões.
  • Outros: tais como mudanças nos custos de produção, mudanças na avaliação de risco aplicável aos investimentos, impacto nas oportunidades de negócios e mudanças nos requisitos dos clientes.

As organizações podem abordar essas questões complementando sua análise de contexto existente, durante exercícios de revisão de gestão, adicionando ameaças relacionadas às mudanças climáticas à sua análise de risco, lançando projetos relacionados e tomando ações específicas etc.

A metodologia e os critérios utilizados para determinar se as mudanças climáticas são um aspecto significativo devem ser definidos ou apresentados, assim como para quaisquer outras questões contextuais internas ou externas. Os métodos podem incluir também, avaliação de riscos, avaliação de vulnerabilidades ou análise de limiares (consulte a ISO 14090 e a ISO 14091 para referências).

Outras considerações para organizações certificadas:

As organizações certificadas, independentemente do setor e do tipo e escopo do sistema de gestão, podem precisar revisar e adaptar outros processos e considerar outras questões, de modo a abordar e acomodar melhor as mudanças no contexto, a evolução dos requisitos e necessidades das partes interessadas, bem como os novos riscos decorrentes das mudanças climáticas.

  • Treinamento e conscientização dos funcionários: O foco e as práticas de gestão eficazes, no contexto das mudanças climáticas, exigem pessoal informado e consciente. As organizações certificadas podem ter que incluir programas de treinamento que eduquem os funcionários sobre os desafios e mudanças relacionados ao clima. Garantir que os funcionários entendam a natureza evolutiva dos riscos relacionados e suas responsabilidades.
  • Engajamento e comunicação das partes interessadas: O engajamento com as partes interessadas em questões de conformidade relacionadas ao clima é crucial. As organizações certificadas devem facilitar a comunicação e o engajamento com as partes interessadas, incluindo investidores, clientes, órgãos reguladores e a comunidade, sobre como a organização lida com questões de conformidade relacionadas ao clima.
  • Monitoramento e Melhoria Contínua: À luz da natureza dinâmica das mudanças climáticas e seus impactos, as organizações certificadas devem ser capazes de monitorar e melhorar continuamente. Isso garante que a organização possa adaptar suas estratégias em resposta a novas informações, regulamentações e melhores práticas relacionadas às mudanças climáticas.
  • Soluções inovadoras para resiliência: As organizações podem precisar investir em soluções inovadoras para aumentar a resiliência contra desafios e riscos induzidos pelo clima, que devem ser integradas à estrutura de SG e contribuir para melhorar o foco, a conformidade, o desempenho e a eficácia.
  • Planejamento Estratégico de Longo Prazo: As organizações devem considerar tendências e questões contextuais de longo prazo, incluindo aquelas relacionadas às mudanças climáticas. Isso permite um planejamento estratégico alinhado com as metas globais de sustentabilidade e os esforços de mitigação das mudanças climáticas.
  • Reputação e Valor da Marca: As organizações que não abordam os riscos das mudanças climáticas ou não adotam práticas sustentáveis podem sofrer em termos de reputação e valor de marca, já que consumidores e investidores estão cada vez mais valorizando a sustentabilidade. Para algumas organizações, a percepção pública também pode ser crítica. Aqueles vistos como não tomando medidas adequadas para combater ou se adaptar às mudanças climáticas podem sofrer danos reputacionais, o que pode impactar diretamente a fidelidade do cliente e o valor da marca.
  • Seguros e Gestão de Riscos: O aumento da frequência e da gravidade dos eventos relacionados com o clima pode levar a prémios de seguro mais elevados. Para organizações com ativos físicos significativos ou para aquelas que operam em áreas de alto risco, isso pode ser um fardo financeiro substancial.
  • Identificação de oportunidades: As organizações também podem procurar oportunidades decorrentes da transição para uma economia mais verde, como o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, melhorias de eficiência e o potencial para novos mercados.

Referências:

  1. Deploying ISO’s London Declaration to Climate Action via Management System Standard. Disponível em: <https://committee.iso.org/sites/jtcg/home/projects/ongoing/ongoing-1/content-left-area/ongoing-advice-for-technical-com/updates-on-management-system-sta.html >. Acesso em 07 de maio de 2024.
  2. Assessing the risk of climate change. Disponível em: <https://www.iso.org/news/ref2625.html>. Acesso em 07 de maio de 2024.
  3. IQNET White Paper: On the inclusion of considerations on climate change to Management System Standards, v.2. 16 de março de 2024
  4. IAF/ISO Joint Communiqué on the addition of Climate Change considerations to Management Systems Standards. Disponível em: <https://www.iso.org/files/live/sites/isoorg/files/standards/popular_standards/management_systems/ISO-IAF%20Joint%20Communique%20Feb%202024.pdf>. Acesso em 07 de maio de 2024.
  5. IAF Technical Committee (TC) Searchable Decision Log. Disponível em: <https://iaf.nu/general_information/iaf-technical-committee-tc-searchable-decision-log/>. Acesso em 07 de maio de 2024.
ANEXO 2: Normas que passaram por alteração

Normas que passaram por alteração:

Código

Título

ISO 14298:2021

Graphic technology — Management of security printing processes

ISO 16000-40:2019

Indoor air — Part 40: Indoor air quality management system

ISO 22163:2023

Railway applications — Railway quality management system — ISO 9001:2015 and specific requirements for application in the railway sector

ISO 22301:2019

Security and resilience — Business continuity management systems — Requirements

ISO 28000:2022

Security and resilience — Security management systems — Requirements

ISO 29001:2020

Petroleum, petrochemical and natural gas industries — Sector-specific quality management systems — Requirements for product and service supply organizations

ISO 30301:2019

Information and documentation — Management systems for records — Requirements

ISO 34101-1:2019

Sustainable and traceable cocoa — Part 1: Requirements for cocoa sustainability management systems

ISO 35001:2019

Biorisk management for laboratories and other related organisations

ISO 37301:2021

Compliance management systems — Requirements with guidance for use

ISO 46001:2019

Water efficiency management systems — Requirements with guidance for use

ISO/IEC 27001:2022

Information security, cybersecurity and privacy protection — Information security management systems — Requirements

ISO 21401:2018

Tourism and related services — Sustainability management system for accommodation establishments — Requirements

ISO 30401:2018

Knowledge management systems — Requirements

ISO 50001:2018

Energy management systems — Requirements with guidance for use

ISO/IEC 20000-1:2018

Information technology — Service management — Part 1: Service management system requirements

ISO 19443:2018

Quality management systems — Specific requirements for the application of ISO 9001:2015 by organizations in the supply chain of the nuclear energy sector supplying products and services important to nuclear safety (ITNS)

ISO/IEC 19770-1:2017

Information technology — IT asset management — Part 1: IT asset management systems — Requirements

ISO 21001:2018

Educational organizations — Management systems for educational organizations — Requirements with guidance for use

ISO 37001:2016

Anti-bribery management systems — Requirements with guidance for use

ISO 41001:2018

Facility management — Management systems — Requirements with guidance for use

ISO 44001:2017

Collaborative business relationship management systems — Requirements and framework

ISO 14001:2015

Environmental management systems — Requirements with guidance for use

ISO 15378:2017

Primary packaging materials for medicinal products — Particular requirements for the application of ISO 9001:2015, with reference to good manufacturing practice (GMP)

ISO 18788:2015

Management system for private security operations — Requirements with guidance for use

ISO 21101:2014

Adventure tourism — Safety management systems — Requirements

ISO 22000:2018

Food safety management systems — Requirements for any organization in the food chain

ISO 37101:2016

Sustainable development in communities — Management system for sustainable development

— Requirements with guidance for use

ISO 39001:2012

Road traffic safety (RTS) management systems — Requirements with guidance for use

ISO 45001:2018

Occupational health and safety management systems — Requirements with guidance for use

ISO 9001:2015

Quality management systems — Requirements

Comunicado oficial da ISO

Baixe aqui o comunicado oficial da ISO.

MBA Fundação Vanzolini: saiba quem são nossos professores e seus extensos currículos profissionais e acadêmicos

O MBA da Fundação Vanzolini é consolidado na área de educação executiva e conhecido por sua excelência acadêmica e compromisso com a formação de profissionais. Ao completar o curso, todos saem capazes de se destacar pelo seu conhecimento completo em teoria e prática.

Mas, sem dúvida, esse sucesso se deve à nossa estratégia, e, para alcançar toda essa qualidade e valorização, a diretoria Vanzolini contrata somente professores renomados, pois acredita-se que, principalmente por meio da relevância acadêmica e profissional dos docentes, obtém-se o sucesso do programa.

Por isso, todos os nossos profissionais são especialistas. Vamos conhecê-los?!

MBA Fundação Vanzolini: conheça alguns de nossos professores

A Vanzolini é uma instituição na qual a qualidade está presente em cada âmbito dos nossos programas educacionais, portanto, os cursos são estrategicamente estruturados para serem reconhecidos pela excelência.

O conteúdo, o material, a plataforma exclusiva, a didática, a metodologia e os demais componentes acadêmicos são cuidadosamente escolhidos e desenvolvidos para proporcionar aos alunos o acesso à melhor educação possível.

Abaixo, apresentamos o coordenador e alguns dos professores do MBA da Fundação Vanzolini.

Tenha a certeza de que a sua formação será realizada em um dos melhores programas da área de Gestão Ágil, Inovação e Liderança.

Primeiro, conheça o coordenador executivo do MBA, Artur Vilas Boas. Apaixonado por articular talentos com negócios de sucesso, Artur se dedica à pesquisa sobre a criação de novos modelos de educação em empreendedorismo nas universidades, com imersões no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Stanford e na Tsinghua University.

Há mais de 10 anos, lidera o núcleo de Empreendedorismo da USP. Foi aluno especial do Departamento de Neurociência da USP. Na mesma universidade, se tornou Mestre em Ciência, Empreendedorismo e Inovação e concluiu seu pós-doutorado.

Aqui, ele fala um pouquinho sobre o MBS:

Prof. Marcelo Nakagawa

Doutor em Engenharia Industrial (POLI-USP), Mestre em Gestão e Planejamento (PUC-SP) e Bacharel em Administração de Empresas (FEA-USP), possui 30 anos de experiência profissional em setores como bancário, consultoria estratégica, capital de risco, inovação e educação.

Em sua carreira, foi, e continua sendo, consultor executivo e mentor de diversas grandes corporações, além de palestrante convidado em eventos corporativos e institucionais estratégicos.

No seu currículo, ainda vale destacar a autoria de livros relacionados ao empreendedorismo, planejamento empresarial, inovação, e de seus artigos publicados em jornais e revistas renomados.

Profa. Ana Vidigal

Ana Vidigal tem mais de 20 anos de experiência em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento em Transformação Organizacional, o que a levou a ocupar cargos nessa área como conselheira de administração e consultora em corporações multinacionais, diretora, palestrante, docente, autora de livros e mentora.

Desde 2004, a professora é membro da associação internacional para profissionais de Gestão e Recursos Humanos, certificada em Conselho de Administração e Governança Corporativa pelo IBGC e especialista em Direitos Humanos, Recursos Humanos e Valores Humanos pela London Business School.

Profa Debora Zavistanavicius

Com uma carreira de mais de duas décadas, a docente conta com um currículo extenso em experiência e certificações, como: ExO Foundations, CDAP, DASSM, AgileShit, Storytelling, SAP Activate, Scrum@Scale Practitioner, ASF, Mgt 3.0, DevOps Foundation, SAFe Agilist 4.6, Prince2Agile, KMP I & II, CSM, CSPO, Master Project Thinking, CTFL, CCSE e FCE.

Atualmente, além de docente no MBA da Fundação Vanzolini, é sócia e CEO da Agile Think e AT3 Holding, palestrante e co-autora na organização Jornada Colaborativa, e, ainda, participa da elaboração de livros sobre Agile. Como docente, além da Fundação Vanzolini, é professora da Business Behavior Institute of Chicago

Prof. Regis Blauth

Sócio-proprietário e diretor técnico da EQP 6 Sigma, tem MBA como Executivo Internacional em Marketing e graduação em Engenharia Eletrônica pela PUC-RS.

Como profissional, consolidou sua carreira ao longo de 26 anos na Companhia Paranaense de Energia (COPEL), atuando como docente de graduação e coordenador de pós-graduação.

Prof. Murilo Zanini

Mestre em Engenharia da Informação pela Universidade Federal do ABC e técnico em Eletrônica pela FATEC, Zanini lecionou nessa mesma instituição, como professor de graduação e professor e coordenador de pós-graduação.

Mas, além da docência, atua como Diretor de Tecnologia da Gltly, empresa do ramo de Big Data, Ciência de Dados, IA e aplicações computacionais.

Prof. Alvaro Augusto Spinola

Alvaro é especialista em transformação digital e gestão de projetos, com vasta experiência em consultoria e em empresas de grande porte, e por isso, conta com um histórico sólido em liderança de equipes e implementação de sistemas integrados em ambientes complexos.

Formando em Administração e especialista em Product Management, Lean IT, Preparação de Times e Gestão e Metodologias Ágeis, seu conhecimento abrange tanto metodologias tradicionais quanto ágeis, com ênfase em Lean IT e práticas ágeis.

Além disso, tem habilidade em gerenciamento de produtos, preparação de equipes ágeis e gestão de portfólio de projetos. Sua base de conhecimento inclui uma variedade de metodologias e abordagens, como Lean, Scrum, SAFe, Design Thinking, e PMI.

Conheça os demais professores e a grade curricular do MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança

Invista em excelência educacional e faça parte da nossa instituição

Como você pode constatar por meio de parte do corpo docente, o MBA da Fundação Vanzolini, além de professores renomados, também possui um conteúdo programático completo e disciplinas flex, em uma plataforma intuitiva, a Vanzolini Play.

Mostre ao mercado seu interesse em se tornar um profissional qualificado, atualizado, e as suas competências de liderança e habilidades em Gestão Ágil.

Com nosso MBA, aprimore seus conhecimentos em métodos ágeis, gestão de produtos digitais, gestão da inovação e transformação digital, além de liderança e desenvolvimento de equipes.

Em relação à acessibilidade, mais um ponto para a Vanzolini: as aulas são em formato EAD híbrido (aulas ao vivo e gravadas), e tem carga horária de 360 a 420 horas. São, no máximo, 18 meses aprendendo sobre:

Para conhecer todas as disciplinas da Fundação Vanzolini MBA, clique em: MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança. Forme-se com profissionais experientes e tenha, em sua bagagem, o conhecimento teórico e prático por meio de profissionais consolidados na área de Agile.

ENTRE EM CONTATO

O TPM (Total Productive Maintenance) é um sistema que visa maximizar a produtividade em todas as áreas de uma organização.

Neste artigo, vamos explorar como a metodologia TPM pode transformar a eficiência da sua empresa, explicando os passos necessários para a implementação da metodologia e contando histórias de sucesso de organizações que já adotaram o TPM.

Vamos mergulhar em seus princípios fundamentais e entender como eles podem ser aplicados em diferentes setores, para reduzir o tempo de inatividade, aumentar a qualidade dos produtos e otimizar os processos de produção.

O sistema é capaz, ainda, de promover uma cultura de engajamento e melhoria contínua, envolvendo todos os colaboradores no processo.

Então, embarque conosco na leitura para descobrir como a TPM pode levar sua empresa ao próximo nível de eficiência!

O que é a metodologia Total Productive Maintenance ou Manutenção Produtiva Total (TPM)?

A metodologia TPM (Total Productive Maintenance ou Manutenção Produtiva Total) é uma ferramenta organizacional, que tem como objetivo promover a integração dos setores de manutenção e operação, como forma de garantir o funcionamento pleno de máquinas e recursos.

Dessa maneira, a TPM é uma técnica que permite padronizar operações e otimizar processos, envolvendo todos os colaboradores da empresa, com foco em uma produção de qualidade superior e com zero perdas, quebras, acidentes ou defeitos.

No entanto, a TPM vai além de uma ferramenta, sistema ou técnica, a metodologia deve ser compreendida a partir de uma visão holística – uma filosofia de gestão – que olha para o todo e está relacionada a uma atitude de cultura e comportamento empresarial.

Para que a TPM alcance seus objetivos ao ser implementada em uma empresa, é fundamental que haja uma interação saudável entre pessoas, máquinas e produtos.

Diante dessa necessidade, a metodologia TPM se baseia em três grandes princípios:

Pilares da metodologia TPM

A TPM foi criada na década de 1970 pelo japonês Seiichi Nakajima, com o objetivo de reduzir erros por meio da manutenção produtiva total.

Partindo do princípio de uma filosofia, de um modo de pensar diferente, a ideia da TPM é ir além da manutenção dos equipamentos e envolver todos os profissionais da empresa com o mesmo objetivo em comum: ter uma produção com produtos de qualidade superior e com uma linha produtiva com zero quebras, acidentes ou defeitos.

E, como falamos acima, a implementação da TPM demanda uma mudança comportamental na empresa, já que os profissionais devem estar envolvidos e abraçarem essa nova cultura produtiva.

Então, para estabelecer essa aproximação e engajamento, a metodologia de Manutenção Produtiva Total se baseia em 8 pilares, que são:

Foco nas melhorias

Como primeiro pilar da metodologia TPM, temos a busca pela melhoria contínua. Desse modo, com essa forma de pensar e agir, só é possível evitar a perda de produtos, recursos e equipamentos quando os problemas são logo identificados e quando há envolvimento e disposição das pessoas envolvidas para experimentar novos caminhos e aprimorar os processos.

Autonomia

Como forma de integrar as pessoas e envolvê-las, de fato, nos processos da metodologia TPM, cada pessoa da equipe atua como um “agente de manutenção”. Ou seja, todos os profissionais devem ter autonomia para zelar pela limpeza, inspeção e manutenção dos equipamentos e ativos. 

Por meio da autonomia, há uma confiança depositada nos colaboradores e, com isso, cria-se um senso de responsabilidade individual que favorece a todos.

Equipamentos sempre bem limpos e conservados e olhar atento para detectar falhas de forma precoce são também vantagens do pilar da autonomia.

Gestão de qualidade

A produção com zero defeitos é um dos principais focos da TPM e, para alcançar isso, a gestão de qualidade e a implementação de processos internos para detectar falhas são fundamentais.

Nesse aspecto, é importante que a organização aplique ferramentas de análise de causa raiz para encontrar a origem dos defeitos e cortá-los o mais breve possível, impedindo um escalonamento de problemas.

Manutenção planejada

A palavra manutenção está no nome da TPM e trata-se uma ação essencial para evitar downtime e paragens imprevistas de máquinas e equipamentos.

No entanto, a manutenção na TPM deve ser planejada (ou preventiva) e deve ser realizada em horários que não prejudiquem o ritmo e o dia a dia da produção na empresa. 

Gestão de equipamentos novos

Para que uma estratégia de TPM seja bem-sucedida é preciso contar também com uma eficiente gestão de equipamentos novos. 

Os anos de experiência e a bagagem adequada devem ser determinantes no momento de decidir pela compra de novos equipamentos ou no desenvolvimento de novos produtos para facilitar a manutenção. 

O próximo passo deve ser pensado e feito com base nas vivências e desafios já superados. A lição do passado deve servir para a escolha e solução do presente.  

Formação contínua

O desenvolvimento das pessoas é mais um pilar da metodologia TPM. Lembra que falamos sobre o envolvimento das pessoas? Pois, então!

Uma forma de engajar mais os colaboradores é apostando na formação contínua e no aprendizado, que gera mais confiança e sentimento de valorização.

Além disso, sem conhecimento, dificilmente os colaboradores serão capazes de realizar a manutenção rotineira ou de identificar potenciais falhas. 

Desse modo, os treinamentos vão aprimorar as pessoas, que então vão garantir a melhoria de processos.

Trata-se de um ciclo fundamental para manter a empresa atualizada diante das inovações disponíveis na gestão de um processo produtivo.

Higiene e segurança no trabalho 

Importante destacar que a metodologia TPM preza pela qualidade e zero defeitos, porém sem esquecer jamais da segurança no trabalho e da higiene. Não se trata de uma produção a qualquer custo.

Entre as premissas da metodologia TPM, está a prevenção de acidentes de trabalho (zero acidentes, zero poluição e zero burnout).

E, sem dúvidas, uma boa gestão de manutenção – com segurança e planejamento – colabora e evita os acidentes, contribuindo para o bem-estar dos profissionais durante a operação.

Então, dessa forma, a empresa deve se atentar para realizar:

Vale destacar, ainda, que este pilar da TPM está relacionado diretamente com a adequação da indústria às normas de segurança, como é o caso da NR-12, voltada à segurança do trabalho em máquinas e equipamentos.

Melhoria dos Processos Administrativos

Por fim, temos o pilar Office, que tem como objetivo otimizar os processos administrativos relacionados à manutenção e garantir a eficácia de suas atividades.

Sendo assim, este pilar envolve a implementação de práticas e políticas capazes de melhorar a gestão dos recursos ligados à manutenção: planejamento, programação, controle e gestão de peças de reposição e utilização de tecnologias da informação para melhorar a eficiência desses processos.

Aqui temos também a implementação de métricas que permitem avaliar o desempenho e a efetividade das atividades de manutenção.

A medição do sucesso e melhoria contínua da metodologia TPM pode ser feita por meio da análise dos KPIs (indicador chave de desempenho).

Como exemplos de KPIs, podemos destacar: a Eficácia Geral do Equipamento (OEE), a Taxa de Melhoria (ROI) e o Índice de Envolvimento dos Funcionários (EII).

Por meio desse monitoramento constante, é possível identificar pontos de melhoria e colocar em prática ações para otimizar os processos, aprimorando a eficiência das atividades de manutenção.

Benefícios da implementação do TPM em sua empresa

Bem, depois de entendermos melhor o que é a metodologia TPM e quais os pilares que a sustentam, vamos saber agora dos benefícios para a indústria que a aplicação de seus conceitos pode gerar.

Veja, a seguir, alguns dos principais benefícios da implementação da TPM para as empresas:

Mas como implantar a filosofia TPM na empresa e poder colher esses benefícios? Abaixo, compartilhamos um breve passo a passo. Acompanhe!

Guia passo a passo para a implementação do TPM

Para a implementação do método TPM (Manutenção Produtiva Total), em geral, são necessárias quatro fases: preparação, introdução, implementação e consolidação.

Para tornar o processo mais fácil, as quatro fases podem ser divididas em 12 passos ou etapas, chamadas de “As 12 Etapas Para a Implementação do TPM”.

Confira as 12 etapas na tabela abaixo:

Passos
1 – A alta gerência anuncia a decisão de introduzir o TPM na fábrica
2 – Educação introdutória do TPM
3 – Criar uma organização da promoção do TPM
4 – Estabelecer políticas e metas básicas do TPM
5 – Criação de um Plano Mestre para implantar o TPM
6 – Começo do TPM
7 – Estabelecimento de sistemas para aperfeiçoamento da eficiência da produção
7.1 – Melhoria específica ou focada
7.2 – Manutenção Autônoma
7.3 – Manutenção Planejada
7.4 – Treinamento
8 – Implementar a Gestão Antecipada ou controle inicial de novos produtos e equipamentos
9 – Implementar a Manutenção da Qualidade
10 – Implementar o TPM nos departamentos e apoio administrativos
11 – Implementar o Gerenciamento de Segurança e Ambiental
12 – Manter o TPM e elevar seus respectivos níveis

Casos de empresas que implementaram o TPM com sucesso

A presença da metodologia TPM nas organizações tem causado uma revolução, agregando valor à produção, valorizando os profissionais e elevando o nível de qualidade e de condições de trabalho.

Diante da sua capacidade transformadora, a TPM tem sido adotada por muitas empresas no Brasil, como Yamaha, GM, Alcoa, Ford, Azaléia, AmBev, Multibrás, Tilibra, Heineken, entre outras.

Em todas elas, os objetivos da implementação envolvem maior participação das pessoas, trabalhos mais assertivos, menos danos, mais eficiência, auto reparo, planejamento, treinamento e ciclo de vida.

Entre os resultados obtidos nessas empresas, de acordo com as análises, estão: melhoria dos percentuais de rendimento das linhas de produção; redução dos consumos de energia elétrica e térmica; redução das quebras; ambientes de trabalho revitalizados e capazes de proporcionar bem-estar aos colaboradores.  

Treinamento e recursos para a implementação do TPM

Para que as empresas possam contar com os benefícios da implementação da TPM e para que sua presença dentro da cultura organizacional seja, de fato, incorporada e praticada, é fundamental que os colaboradores tenham conhecimento e treinamento no tema.

Assim, o pilar de formação contínua da TPM é fundamental, já que o desenvolvimento constante dos recursos humanos permite que as pessoas atinjam seu pleno potencial, sentindo-se mais seguras, confiantes e prontas para executar as tarefas e responsabilidades. 

Dessa maneira, as empresas que investem em treinamento e educação de seus colaboradores tendem a crescer de forma mais sustentável e robusta, mantendo-se atualizadas diante das transformações tecnológicas e de mercado.

Como caminho para treinamento e capacitação em TPM, profissionais e organizações podem contar com o curso Manutenção Produtiva Total – Metodologia TPM, oferecido pela Fundação Vanzolini.

A formação em Manutenção Produtiva Total da Fundação Vanzolini permite que a empresa atinja ainda mais sucesso operacional, desenvolvendo profissionais para liderar os processos de melhoria contínua, com foco na eficiência industrial.

Por fim, vale ressaltar que o método TPM é uma ferramenta útil e inovadora no processo de fabricação ideal, e as organizações capazes de atingir esse nível de manutenção, certamente, irão alcançar níveis mais altos de eficiência e colher importantes vantagens competitivas. 

Então, se você deseja se preparar para o futuro da produtividade com qualidade e segurança, entre em contato com a Fundação Vanzolini e tenha a melhor formação em Manutenção Produtiva Total (TPM).

ENTRE EM CONTATO

Até o próximo!

Fontes:

repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/23261/3/PG_CEEP_2014_1_09.pdf

revistaespacios.com/a17v38n22/a17v38n21p06.pdf

Uma reflexão mais profunda sobre a sustentabilidade começou na década de 1990. Dentre outros eventos, foi nessa época que John Elkington introduziu o conceito conhecido como “Triple Bottom Line” (ou “Tripé da Sustentabilidade”), cuja ideia principal foi a ênfase na importância de considerar não apenas os resultados financeiros, mas também os impactos sociais e ambientais das organizações.

Uma vez iniciada a materialização do conceito de sustentabilidade e gestão sustentável, começa-se a busca de como estabelecer, medir e assegurar essa qualidade a uma organização ou seus produtos.

Sendo o setor de construção civil um dos maiores causadores de impactos ao meio ambiente, não é surpresa ter sido logo incluído na discussão sobre sustentabilidade, já durante esse período. 

Em 1996, foi criada na França a Associação HQETM (HQETM: Haute Qualité Environnementale), com o objetivo de reunir as partes interessadas para criar uma linguagem comum de conceitos e critérios e fornecer a referência que foi, mais tarde, chamada de “processo HQETM”.

O “processo HQETM” foi definido em 14 categorias, que deveriam ser consideradas para o desenvolvimento sustentável numa construção.  Nesse momento, essas quatorze categorias do processo HQETM foram divididas em quatro famílias:

Eco-construção

  1. Edifício e seu entorno
  2. Materiais
  3. Canteiro de obras

Eco-Gestão

  1. Energia
  2. Água
  3. Resíduos
  4. Manutenção

Conforto

  1. Conforto higrotérmico
  2. Conforto acústico
  3. Conforto visual
  4. Conforto olfativo

Saúde

  1. Qualidade dos ambientes
  2. Qualidade do ar
  3. Qualidade da água

Já na década de 2000, a ideia de “sustentabilidade” continua a crescer conjuntamente a conceitos como o do ESG (Environmental, Social and Governance), que enfatiza a integração de critérios ambientais, sociais e de governança nos processos de tomada de decisão empresarial.

Nesse contexto, a Certificação HQETM já se alinhava perfeitamente, promovendo padrões rigorosos nessas três dimensões.

No ano de 2002, com participação ativa das partes interessadas, o conceito do “processo HQETM foi utilizado para a criação de um processo de certificação, com requisitos para edifícios em cada uma das 14 categorias, levando a criação da primeira versão do referencial “Qualidade Ambiental do Edifício” (QAE). 

Esse foi o início da certificação HQETM (Haute Qualité Environnementale), um exemplo paradigmático da evolução da sustentabilidade, traçando uma trajetória que reflete, além dos avanços na construção sustentável, o amadurecimento da consciência ambiental global.

Globalização da Certificação HQETM e o caso Brasileiro

No Brasil, a busca por soluções sustentáveis na construção civil cresceu consideravelmente nas últimas décadas, em sintonia com a conscientização global sobre a urgência das práticas ecologicamente e socialmente responsáveis.

No início dos anos 2000, a Fundação Vanzolini identificou essa necessidade e realizou um estudo de todas as certificações existentes voltadas aos edifícios sustentáveis. De tal pesquisa, conclui-se que a Certificação HQETM é a certificação mais adequada para o Brasil, sendo apontados como alguns de seus principais pontos fortes:

Auditorias de terceira parte presenciais nas etapas-chave do empreendimento (fases pré-projeto, projeto e execução)

Na época chamávamos as três fases de programa, projeto e realização. Essas auditorias realizadas em momentos cruciais no desenvolvimento do empreendimento auxiliam até hoje na gestão dos projetos. As auditorias de 3ª parte também trazem maior confiabilidade nos resultados e incentivam a melhoria contínua da atividade de incorporadoras e ou construtoras.

Requisitos de sistema de gestão

Apesar do foco da certificação ser o desempenho das edificações, avaliar o sistema de gestão permite que os empreendedores tenham um maior controle de seus processos.

Requisitos de desempenho

Desde as primeiras versões, a certificação HQETM leva em conta a variedade de soluções técnicas e arquitetônicas, que contribuem para o desempenho das edificações. Aqui vale ressaltar que, na época, os franceses foram pioneiros no desenvolvimento do próprio conceito de desempenho aplicado a edifícios, o qual é, hoje, no Brasil, tão largamente aplicado nas avaliações dessa mesma natureza, conforme NBR15575.

Respeito e interesse nas preocupações locais

Um dos objetivos da primeira versão AQUA-HQETM, de 2007, era realizar aplicações piloto da certificação HQETM fora da França e analisar a sua aderência.

Considerando esses e outros fatores, em 2007, a Fundação Vanzolini estabeleceu um contrato de cooperação com o Certivéa, organismo responsável pela certificação do “processo HQETM” para edifícios não residenciais na França.

Após um trabalho de quase um ano para criar um referencial de certificação adequado ao Brasil, a Fundação Vanzolini, em parceria com a Escola Politécnica da USP, publicou a primeira versão do “Processo AQUA” (Alta Qualidade Ambiental).

A partir de então, foram publicados vários referenciais de certificação AQUA. Dentre esses eventos, destaca-se o ano de 2010, quando a Fundação Vanzolini, em parceria com o Qualitel-Cerqual, lançou a primeira versão do Referencial de Certificação AQUA para edifícios residenciais.

Em 2013 foi lançado o “HQETM International”, a 2ª geração da certificação HQETM. Neste trabalho, foi considerado os anos de experiência na França, no Brasil e em outros países.

Na época, já havia mais de 300 edifícios certificados AQUA no Brasil, assim, foi possível caracterizar quais critérios eram globais – requisitos comuns independentemente de qual país a certificação será aplicada e quais os critérios locais – requisitos que os aspectos locais, tais como cultura, clima e normalização têm um impacto relevante.

Nesse momento, as 14 categorias se mantiveram, porém, foram reorganizadas em quatro temas:

EDIFÍCIOS RESIDENCIAISEDIFÍCIOS NÃO RESIDENCIAIS
ENERGIA E ECONOMIAS4. EnergiaENERGIA4. Energia
5. ÁguaMEIO AMBIENTE1. Edifício e seu entorno
7. Manutenção2. Materiais
MEIO AMBIENTE1. Edifício e seu entorno3. Canteiro de obras
2. Materiais5. Água
3. Canteiro de obras6. Resíduos
6. Resíduos7. Manutenção
SAÚDE E SEGURANÇA12. Qualidade dos ambientesSAÚDE12. Qualidade dos ambientes
13. Qualidade do ar13. Qualidade do ar
14. Qualidade da água14. Qualidade da água
CONFORTO8. Conforto higrotérmicoCONFORTO8. Conforto higrotérmico
9. Conforto acústico9. Conforto acústico
10. Conforto visual10. Conforto visual
11. Conforto olfativo11. Conforto olfativo

Além das atualizações dos Referenciais de Certificação para edifícios, outros esquemas de certificação foram lançados.

Planejamento Urbano foi lançado em 2010 na França e em 2011 no Brasil, nele foram estabelecidos 17 temas, em vez das 14 categorias. Em 2015, foi publicado o Referencial de Certificação para Infraestrutura Portuária, que contém 15 categorias, e, em 2019, a Fundação Vanzolini publicou a certificação AQUA-HQETM para Infraestruturas.

A Evolução da Certificação HQETM e AQUA-HQETM em sintonia com os ODS da ONU

Em 2015, a ONU (Organização das Nações Unidas) propôs aos seus países membros uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, a Agenda 2030, composta pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em linhas gerais, os ODS estabelecem metas globais ambiciosas, para abordar questões como saúde e bem-estar, cidades e comunidades inteligentes, água potável e saneamento, energia limpa, trabalho decente, indústria, inovação, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança climática, vida na água e vida terrestre, paz e parcerias.

É possível correlacionar temas da agenda global de forma bastante estreita com os critérios da Certificação AQUA-HQETM, demonstrando o seu alinhamento com os interesses internacionais e sua atualidade. 

Ao incorporar critérios específicos em conformidade com esses objetivos globais, a Certificação AQUA-HQETM tornou-se um instrumento prático para que edificações e empreendimentos contribuam de forma positiva para a consecução dos ODS.

Em harmonia com os ODS, a nova revisão do AQUA-HQETM 2024 foi estruturada com base em uma abordagem que traz inovação e uma visão global multicritério, em torno de 4 compromissos inseparáveis:

Isso significa que, a partir de 2024, todos os Referenciais de Certificação AQUA-HQETM terão os mesmos quatro compromissos como estrutura que se desdobram em categorias.

Como conclusão, a Certificação HQETM é uma demonstração da progressiva conscientização global sobre a necessidade de práticas sustentáveis na construção. França e Brasil, cada um à sua maneira, desempenham papéis significativos nessa trajetória, contribuindo para um futuro mais sustentável e equilibrado.

A história da Certificação AQUA-HQETM é, portanto, um capítulo fascinante na narrativa da busca por um mundo mais verde e sustentável, integrando-se de maneira notável com datas-chave na evolução da sustentabilidade global.

Caso seja de interesse, também recomendamos a leitura do nossos E-books:

Por Felipe Queiroz Coelho, responsável técnico pela certificação AQUA-HQETM e auditor líder na certificação AQUA-HQETM.

Revisado por Bianca Bonachela de Oliveira.

Um curso de MBA é algo amplamente reconhecido como uma excelente maneira de adquirir habilidades de liderança, conhecimentos de negócios e visão estratégica.

Por outro lado, temos os Nanodegrees, que oferecem a oportunidade de aprimorar habilidades específicas e emergentes, como inteligência artificial, desenvolvimento de aplicativos móveis e análise de dados.

Ao combinar essas duas qualificações, você estará equipado com uma sólida compreensão dos princípios de negócios, além de adquirir habilidades especializadas em tecnologia, altamente valorizadas no mercado de trabalho atual.

Neste artigo, exploraremos os benefícios de combinar um MBA com os Nanodegrees, e como essa combinação única pode impulsionar sua carreira para o próximo nível. Esteja preparado para se destacar e abrir portas para oportunidades emocionantes com essa estratégia inovadora.

MBA: o que é e para quem é?

Um MBA (Master in Business Administration) significa Mestrado em Administração de Empresas. Aqui no Brasil, trata-se de uma pós-graduação lato sensu, que aprofunda o conhecimento em práticas voltadas às experiências do mercado de trabalho.

Desse modo, podemos entender o MBA como uma formação que tem como finalidade desenvolver profissionais com capacidade de liderança e gestão, capazes de tomar decisões no ambiente de trabalho, com base no aprendizado obtido a partir do curso.

Nesse sentido, o MBA é um curso, em geral, voltado para profissionais que já têm alguma bagagem e atuam há algum tempo no mercado de trabalho. O MBA é indicado, sobretudo, para aquelas pessoas que estão crescendo profissionalmente ou que estão em busca dessa ascensão na carreira.

A depender da instituição e do MBA, é preciso comprovar a atuação profissional, variando de 3 a 5 anos de experiência. Sendo assim, o MBA é um curso de pós-graduação muito procurado por empresários, executivos e gestores.

O que é Nanodegree?

O Nanodegree é uma modalidade relativamente nova de formação, que possui um formato mais enxuto e com foco em habilidades específicas para o mercado de trabalho. Ainda que tenha uma duração menor, o Nanodegree conta com avaliações e certificações que comprovam que o aluno realmente domina o assunto.

Alinhado com as tendências inovadoras do mundo digital, os cursos Nanodegrees são realizados no formato de ensino a distância, com aulas totalmente online.

Vale destacar que esse formato está conectado com a proposta do Nanodegree, de focar na praticidade e na realidade do cotidiano das empresas e profissionais.

Diante das novas demandas organizacionais, cada vez mais direcionadas para soluções ágeis, atualmente já existem Nanodegrees em diversas áreas e mesmo grandes empresas têm adotado esse tipo de curso para treinar seus colaboradores.

MBA + Nanodegrees: um combo inovador para potencializar carreiras e empresas

Combinar a proposta do MBA com o objetivo de um Nanodegree pode ser uma estratégia e tanto para potencializar conhecimento e otimizar a capacitação dos profissionais.

Isso porque, enquanto o MBA foca no desenvolvimento de habilidades de liderança, conhecimentos de negócios e uma visão estratégica, os Nanodegrees complementam a formação, criando a oportunidade de aprimorar habilidades específicas e voltadas às novidades tecnológicas disponíveis, como inteligência artificial, desenvolvimento de aplicativos móveis e análise de dados.

Então, ao juntar essas duas qualificações em um curso só, o profissional pode conquistar uma sólida compreensão dos princípios de negócios, além de adquirir habilidades especializadas em tecnologia, que estão sendo cada vez mais valorizadas e buscadas no mercado de trabalho.

Portanto, o combo MBA e Nanodegree promete ser um diferencial nas oportunidades de capacitação corporativa, garantindo uma formação bastante completa.

Como um MBA com Nanodegrees pode melhorar suas perspectivas de carreira?

Um profissional que se atualiza e busca por conhecimento de forma constante é um profissional mais preparado para lidar com os desafios da atualidade.

Diante das rápidas mudanças organizacionais e tecnológicas, o mercado tem enfrentado dificuldades em encontrar talentos com as habilidades necessárias ao momento atual.

Nesse sentido, ao fazer um MBA ou um MBA com Nanodegree, as pessoas adquirem os conhecimentos e habilidades exigidas pelo mercado e têm mais chances de ascensão e sucesso na carreira.

De acordo com informações da 54ª edição da Pesquisa Salarial, realizada pela Catho Educação, profissionais em cargos de diretoria e com um MBA possuem salários até 47,2% maiores do que aqueles que não contam com essa formação no currículo.

Ainda segundo a pesquisa, uma pessoa pós-graduada, ocupando uma função de coordenação, pode ganhar até 53% mais do que alguém que possui apenas a graduação.

Podemos ver, pelos estudos, que há uma valorização maior dos profissionais com MBA ou outra pós-graduação.

Além disso, o aprendizado contínuo tem um papel fundamental na busca por oportunidade de emprego, tornando-se um elemento chave para o sucesso no mercado de trabalho atual.

Segundo especialistas em carreira, o modelo de certificações em módulos, como é o caso do Nanodegree, tem sido bem visto pelos recrutadores, e contar com os Nanodegrees no currículo pode agregar valor e gerar diferenciais importantes em um processo seletivo.

Sendo assim, à medida que as dinâmicas do emprego vão evoluindo, o aprendizado contínuo deixa de ser apenas um diferencial, e se torna, muitas vezes, uma necessidade. Entre as razões que destacam a importância do desenvolvimento contínuo na busca por emprego, podemos destacar:

Como os Nanodegrees podem proporcionar habilidades especializadas?

Como falamos acima, há uma escassez de talentos atualmente e, além disso, os trabalhadores não têm as habilidades que os empregadores desejam.

De acordo com o estudo “Um mundo em transformação: de diplomas a certificações alternativas baseadas em habilidades”, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, muitos empregos exigem níveis mais elevados de habilidades do que o exigido no passado, e os sistemas atuais de educação e treinamento formal não os estão fornecendo.

Assim, há uma incompatibilidade e escassez de habilidades, que revelam a necessidade de qualificação e requalificação dos trabalhadores mais rapidamente.

Um estudo de 2016 projetou que cerca de 65% das crianças, ingressantes no ensino fundamental, teriam empregos que ainda não existiam (Fórum Econômico Mundial, 2016). As habilidades também se desatualizam mais rápido do que nunca, portanto, as empresas estimam que 40% de seus trabalhadores precisarão de requalificação por seis meses ou menos (Fórum Econômico Mundial, 2020).

Diante desse contexto, os Nanodegrees chegam para oferecer, de forma mais ágil, as habilidades necessárias para o mercado de trabalho atual, cada vez mais focado em profissionais com domínio de tecnologias e ferramentas de gestão inovadoras.

MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança: o combo da Fundação Vanzolini

Por fim, se você é um profissional em busca de uma formação que integre conhecimento de negócios, gestão e habilidades específicas inovadoras, o curso de MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança, da Fundação Vanzolini, pode ser o próximo passo em sua jornada profissional.

Integrando os propósitos do MBA com as possibilidades do Nanodegress, a formação da Vanzolini vai aprimorar suas habilidades de liderança em empresas modernas e voltadas para a inovação digital, ensinando por meio de ferramentas práticas e conhecimentos em áreas essenciais, como métodos ágeis, gestão de produtos digitais, gestão da inovação e transformação digital, além de liderança e desenvolvimento de equipes.

Durante a formação, os alunos vão aprender habilidades essenciais para a gestão moderna, com instrução de professores de alto nível, abrangendo tópicos desde análise de dados até gestão de conflitos.

Para tornar o aprendizado mais dinâmico e prático, o MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança da Vanzolini tem disciplinas em EaD ao vivo e em EaD gravado. No caso das disciplinas em EaD gravado, os alunos podem baixar seus nanocertificados imediatamente após a conclusão, outra vantagem do curso.

Além disso, durante o MBA, o aluno tem acesso ilimitado à plataforma Vanzolini Play por 18 meses. Trata-se de uma excelente oportunidade de ampliar o repertório, a experiência e conhecimentos em diversas áreas, enquanto avança em sua formação acadêmica.

O MBA ideal está aqui. A Fundação Vanzolini ajuda você a realizar o sonho de transformar a sua carreira.

Conheça o MBA em Gestão Ágil, Inovação e Liderança.

ENTRE EM CONTATO

Até o próximo ;)

Fontes:

oglobo.globo.com/economia/em-um-cenario-de-mudancas-rapidas-no-mercado-de-trabalho-nanocertificacoes-viram-tendencia-no-ensino-25313367

Artigo: Um mundo em transformação: de diplomas a certificações alternativas baseadas em habilidades, do Banco Interamericano de Desenvolvimento

Navegar pelo caminho da sustentabilidade é fundamental para as empresas que desejam alcançar não apenas lucratividade, mas também um impacto positivo na sociedade do entorno e no mundo como um todo.

Os treinamentos voltados para a ESG (Environmental, Social, and Governance) têm se destacado como uma estratégia eficaz e importante para guiar as organizações rumo à sustentabilidade e à rentabilidade.

Nesse sentido, ao adotar as práticas de ESG, as empresas podem alinhar seus objetivos comerciais com os valores de proteção ambiental, responsabilidade social e governança adequados.

As formações em ESG capacitam e engajam os colaboradores a incorporarem as práticas em seu dia a dia, e as ações vão desde questões relacionadas à eficiência energética até iniciativas de inclusão e diversidade.

Então, além de contribuir com as empresas na redução de seus impactos negativos, o treinamento em ESG cria vantagens competitivas significativas. Organizações que demonstram um compromisso genuíno com a sustentabilidade têm sido cada vez mais valorizadas pelos consumidores, investidores e stakeholders.

Assim, neste artigo, exploraremos como o treinamento em ESG pode abrir caminho para uma empresa sustentável e lucrativa. Vamos analisar os benefícios, as etapas para implementação e como esse treinamento pode impulsionar o desempenho financeiro e a reputação da organização.

Acompanhe a leitura!

Práticas ESG: ambiental, social e de governança

A agenda ESG é composta por um conjunto de práticas voltadas para a preservação do meio ambiente, responsabilidade com a sociedade e transparência empresarial. Vale lembrar que o termo ESG surgiu, pela primeira vez, em um relatório de 2004, da Organização das Nações Unidas (ONU), chamado Who Cares Wins (Ganha quem se importa).

Sendo assim, a sigla ESG une três preocupações que as empresas devem ter:

Environmental ou Ambiental

No quesito Ambiental, estão os princípios e práticas adotadas pela empresa para a conservação do meio ambiente.

Desse modo, entre as iniciativas ambientais, podemos destacar:

Social

No quesito Social, temos as práticas da empresa em relação às pessoas e à comunidade do seu entorno.

Assim, como exemplos, podemos destacar:

Governance ou Governança

No quesito Governança, temos a maneira como a empresa realiza a gestão dos seus processos e de seus colaboradores, com foco na transparência. Veja a seguir alguns exemplos de práticas sustentáveis de governança:

Importante destacar que, em relação às boas práticas de governança, o treinamento em ESG é um forte aliado, aproximando os responsáveis das novas tecnologias e ferramentas para uma gestão de processos mais eficiente e transparente.

Vantagens e boas práticas de ESG

Atualmente, as práticas da agenda ESG têm sido decisivas para as organizações se destacarem no mercado. Desse modo, entre as vantagens de se realizar uma gestão sustentável, com base na ESG, estão:

Como incorporar a agenda ESG na cultura da organização?

Como vimos acima, os benefícios da ESG são muitos e levam os negócios a um diferencial competitivo importante.

Mas, para alcançar as vantagens, é fundamental que as práticas ESG sejam incorporadas à cultura organizacional, indo muito além de modelos de processos. Trata-se, assim, de uma forma diferente de pensar e agir na produção e na gestão.

De acordo com o estudo Sustentabilidade na Agenda dos Líderes Latino-Americanos, realizado com 400 executivos da Argentina, Brasil, Colômbia e México, em 2022, o número de empresas que diziam ter uma estratégia de sustentabilidade equivalia a 69%.

No ano anterior, 2021, o percentual era de 46%. Ou seja, temos um avanço, mas ainda há um caminho a ser percorrido.

Para que as ações relacionadas às questões ambientais, sociais e de governança deixem de ser um projeto e passem a ser, de fato, executadas, é preciso que ocorram mudanças ou transformações contundentes no ambiente corporativo. E isso só acontece por meio das pessoas e do interesse delas em fazer diferente.

Assim, é preciso contar com o envolvimento das lideranças e de todos os colaboradores. A agenda ESG diz respeito a uma mudança na cultura organizacional e, desse modo, o engajamento coletivo é primordial para que as práticas sejam implementadas de forma eficiente.

Dessa forma, é fundamental compreender aspectos centrais e teóricos da ESG, além das ferramentas e certificações, para a construção de estratégias e para a implementação de uma política organizacional sustentável.

Teoria e prática precisam estar em harmonia na implementação da ESG nos negócios. Para isso, o caminho é o investimento em treinamento. Os benefícios da formação em ESG tornam as iniciativas mais robustas e de maior impacto.

Importância de uma formação em ESG para os negócios

Para alcançar as metas de ESG e incorporar as ações à cultura organizacional, as empresas devem contar com profissionais especializados no tema, pois eles têm a expertise e domínio de ferramentas capazes de garantir que as empresas passem a promover, de maneira consistente, a responsabilidade social e a sustentabilidade corporativa.

No entanto, ainda há poucas pessoas com essa experiência. Segundo um levantamento de 2020 do grupo global de capacitação profissional CFA Institute, a demanda por profissionais com expertise em ESG é alta, mas a oferta ainda é baixa.

Durante o estudo, a instituição analisou 1 milhão de contas na plataforma LinkedIn e concluiu que menos de 1% dos perfis tinham qualificação na área. Ou seja, existe uma escassez de pessoas preparadas para lidar com a agenda ESG e o mercado tem, cada vez mais, buscado esse conhecimento.

Além de buscar por profissionais especializados em ESG, as empresas podem também investir no treinamento de seus próprios colaboradores, capacitando-os para que possam se desenvolver na carreira e aprimorar a implementação das práticas ESG na organização.

Vale destacar que um programa de treinamento voltado para ESG pode ser aplicado nos mais variados setores de uma empresa (administrativo, financeiro, marketing, produção, etc.), desenvolvendo lideranças e profissionais de times diferentes para atuarem em conjunto, em prol de melhorias para a organização como um todo. 

ESG é o futuro no agora

Sem dúvidas, a pauta ESG nunca esteve tão em alta como agora. As perspectivas são promissoras e o futuro das organizações e da própria sociedade depende de iniciativas no presente.

De acordo com a pesquisa ESG Radar 2023, os investimentos das empresas na pauta ESG devem chegar a US$ 53 trilhões (R$ 273 trilhões) até 2025. Os dados revelam o olhar muito atento para uma gestão sustentável e alinhada às novas formas de comportamento e demandas de consumo do mundo. 

Sendo assim, compreender a importância de aperfeiçoar pessoas para superar desafios sociais e ambientais é fundamental para as empresas que desejam seguir competitivas.

Cursos em ESG e Gestão da Sustentabilidade para melhores resultados e mais sucesso

Por fim, para acompanhar o agora e preparar os profissionais para os desafios da pós-modernidade, a Fundação Vanzolini conta com um curso novo, que treina e forma pessoas para atuarem em ESG.

Processos, certificações, elaboração de relatórios, ferramentas, teoria e prática, tudo no curso ESG e Gestão da Sustentabilidade, para capacitar os profissionais de forma estratégica e eficiente.

Seja para o profissional que deseja se especializar na carreira ESG, seja para a empresa que deseja treinar seus times para uma atuação mais robusta dentro de governança, o curso ESG e Gestão da Sustentabilidade da Vanzolini é feito para quem deseja expandir horizontes e adquirir as competências necessárias para aplicar as melhores práticas de ESG.

Independentemente do setor ou da área de atuação, o curso inclui conhecimento necessário para transformar o agora, pensando no futuro de pessoas e organizações. Desse modo, o conteúdo do treinamento em ESG conta com os seguintes módulos:

Importante destacar, ainda, que o treinamento da Vanzolini é um aliado no equilíbrio entre gestão sustentável, cumprimento da agenda ESG e manutenção e ampliação da lucratividade da empresa. A proposta é fazer da prática ESG um mecanismo de impacto positivo interno e externo, também garantindo a saúde financeira da organização.

Então, se você deseja se tornar um especialista em ESG ou deseja levar esse treinamento para sua empresa, acesse nosso site e saiba mais sobre o curso ESG e Gestão da Sustentabilidade!

Conheça os cursos de Inovação da Fundação Vanzolini!

ENTRE EM CONTATO

Até o próximo :)

Fonte:

Forbes

Infosys