Gerenciamento de Estratégia: Ferramentas eficientes na aplicação organizacional

 

O gerenciamento de estratégia de uma empresa é um dos principais, mais desafiadores e mais interessantes trabalhos de qualquer gestor. Afinal, é o momento em que ele precisa definir a estratégia, ou seja, o caminho que a empresa irá tomar no curto, médio e longo prazo.

Tomar a melhor decisão significa mais desenvolvimento para a carreira do gestor, mas também significa responsabilidade em relação a todos os colaboradores e ao próprio destino do negócio. Felizmente, para diminuir um pouco a pressão e facilitar o trabalho, existem diversas ferramentas eficientes que podem ser aplicadas na organização.

Então, é isso que este post vai mostrar. Algumas das principais ferramentas para gerenciamento de estratégia e como aplicá-las no seu negócio.

Controlando a informação

Ao tomar uma decisão, o maior recurso que o gestor tem a sua disposição é a informação. Quanto mais ele tem, mais embasada é a decisão. Logo, maior é a chance de escolher a correta.
Porém, não é fácil organizar tantas informações, de modo que elas possam ser digeridas de uma maneira simples, direta e eficaz. É para isso que existem as ferramentas a seguir.

A primeira ferramenta interessante é a análise SWOT. Ela é uma das formas de encontrar as informações básicas sobre a empresa.
“SWOT” significa Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats. Traduzindo para o português, são as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que afetam a sua empresa. No momento de criar esta matriz, o gestor avaliará o ponto de vista interno e externo do negócio, para entender como a empresa se posiciona no mercado.

Para aplicá-la, é interessante fazer uma reunião com a equipe e organizar estas informações. Em seguida, você pode fazer um cruzamento de informações. Por exemplo, como as forças permitem evitar as ameaças e aproveitar as oportunidades.
Outra ferramenta de controle de informações interessantes é o business model canvas. Este canvas de modelo de negócios, como é traduzido, é uma forma de reestruturar negócios já existentes ou de criar modelos novos. Ele traz uma visão um pouco mais holística e prática da empresa. Para isso, são abordados pontos como:

  • Canais usados;
  • Relacionamento com o cliente;
  • Segmentos de clientes;
  • Receitas e custos;
  • Parceiros;
  • Recursos chave;
  • Principais atividades;
  • Oferta de valor.

Fica claro perceber que o canvas aborda os principais pontos da empresa. Financeiro, clientes, recursos, tarefas e proposta de valor. É uma ferramenta que serve como primeiro passo para a implementação de um novo negócio.

Mais uma ferramenta interessante são os OKRs, Objectives and Key Results. É uma ferramenta que foi criada no Google, que ajuda a criar objetivos e encontrar os resultados cruciais.

Um problema que muitos gestores têm é uma certa dificuldade em garantir que a organização ou um departamento estão na mesma página. Cada um tem seus objetivos e metas e falta uma forma de observar o todo. É aí que entra o OKR.

A graça é fazer isso de forma simples, normalmente a cada trimestre, e que seja fácil de medir. Para isso, você sempre terá um objetivo, medido por alguns indicadores. Por exemplo, o objetivo é que os clientes recomendem a empresa para os amigos. Isso é medido por ter uma nota de pesquisas de satisfação acima de 70% e que pelo menos 40% das vendas sejam por meio de recomendações.

Assim, todo departamento vai rumar em direção ao objetivo. É claro que existe um efeito cascata na criação destes. Eles vêm do que é mais importante para a sua estratégia.

Se preparando para a execução das tarefas

As ferramentas acima são formas de controlar a estratégia da empresa e de recolher as informações. Porém, também existem metodologias para ajudar a execução e controle de tarefas.

Uma das mais interessantes é o 5W2H, que ajuda a definir o plano de ação. A ideia é simples: sempre que você for montar um plano de tarefas, precisa responder 7 perguntas?

  • What – O quê?
  • When – Quando?
  • Who – Quem?
  • Where – Onde?
  • Why- Por quê?
  • How – Como?
  • How Much – Quanto custa?

Ao responder cada uma destas perguntas, para cada tarefa, você garante que ela está bem clara e explicada para os colaboradores. Alguns, são bem óbvios. Você precisa saber quem é o encarregado e para quando é a tarefa. Outros, nem tanto.

O porquê tende a ser um ponto em que as empresas falham. Mas, isso da relevância e sentido no projeto, além de ajudar o encarregado a fazer a tarefa da melhor forma possível.

Por fim, também é interessante mencionar ferramentas como as pesquisas de satisfação. Pense bem: no foco da indústria 4.0 está o cliente. Portanto, faz perfeito sentido que as empresas busquem entender como o cliente se sente em relação a sua marca.

Existem diversas formas de quantificar e qualificar a opinião do cliente em relação a empresa. Por isso, os métodos de pesquisa ideais podem variar em relação ao setor, tipo de serviço, cliente e negócio. Porém, existem 3 modelos de pesquisa que se destacam em relação aos outros.

O primeiro é o NPS. Traduzido como Net Promoter Score, ele é uma forma de ajudar a encontrar os promotores da sua marca, assim como os detratores. Com esta informação, você pode fazer pesquisas qualitativas para cada um deste tipo de clientes. Ambos podem ajudar você a entender o que você faz certo ou errado.

O CSAT é o modelo de pesquisa de satisfação mais clássico. Traduzido como satisfação do cliente, você mede se o cliente está muito satisfeito, muito insatisfeito, ou algo no meio. A graça é que esta pesquisa pode ser adaptada para responder questões tão específicas quanto você queira.

Por fim, o CES é uma pesquisa nova que ajuda a determinar o esforço do cliente para fazer determinada ação.

Combinar as 3 pesquisas é uma forma de cobrir o máximo possível de bases em relação ao que o cliente realmente pensa de você.

Com estas ferramentas, você tem o básico para fazer o gerenciamento de estratégia ideal para seu negócio. Com elas, você sabe:

    • Como está sua empresa
    • Quais são os principais recursos e atividades
    • Como organizar as tarefas
    • Quais são os principais objetivos e como alcançá-los
    • O que o cliente pensa de você

Portanto, se quiser conhecer mais sobre estas e outras ferramentas para ter um gerenciamento de estratégia ainda melhor na sua empresa, fique ligado no blog da Fundação Vanzolini e não perca nenhuma novidade.

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