10 tendências para o uso das tecnologias nas escolas, segundo o Horizon Report K12

O relatório publicado anualmente, Horizon Report K12, é feito a partir da contribuição de dezenas de especialistas e sintetiza as principais tendências para o uso das tecnologias nas escolas de educação básica. Tem como objetivo principal auxiliar os professores, gestores e administradores públicos no planejamento estratégico de suas ações.  

Por Eduardo de Oliveira e André Dalphorno

Do conjunto de informações presentes no último relatório, apresentamos a seguir 10 tendências relevantes que podem orientar os trabalhos de planejamento nesse início de ano letivo:  

 

  1. O avanço em abordagens progressivas de aprendizado requer transformação cultural

Escolas devem ser estruturadas para promover o intercâmbio de novas ideias e identificar modelos de sucesso com uma lente voltada para a sustentabilidade.

 

  1. Os alunos são criadores

Os alunos já estão projetando suas próprias soluções para desafios do mundo real. A implantação dos makerspaces são configurações de sala de aula que permitem aprendizagem ativa. A inclusão de codificação e robótica estão proporcionando aos alunos amplas oportunidades para criar e experimentar situações que estimulam o pensamento complexo.  

 

  1. Aprendizagens inter e multidisciplinares quebrando barreiras

Os currículos escolares estão cada vez mais fazendo conexões claras entre assuntos como ciência, geografia, história, sociologia, filosofia, engenharia e arte. Essa forma de conduzir as aulas faz com que os alunos percebam que uma visão global e um conjunto de habilidades são vitais para o sucesso no mundo real.

 

  1. O uso generalizado da tecnologia não se traduz em igualdade de oportunidades e aprendizagem

A tecnologia é um facilitador, mas por si só não resolve questões relacionadas ao envolvimento dos alunos e diferenças de desempenho em virtude de status socioeconômico, raça, etnia, gênero.

 

  1. O diagnóstico contínuo da aprendizagem é essencial para melhor compreensão das necessidades dos alunos

As tecnologias de análise estão fornecendo aos professores, escolas e poder público visões individuais e holísticas do aprendizado de cada aluno. Com esses dados, é possível construir estratégias de ação, auxiliando principalmente os alunos com maiores dificuldades acadêmicas ou com superdotação.

 

  1. A fluência no mundo digital é mais do que apenas entender como usar a tecnologia

A aprendizagem deve ir além de obter habilidades tecnológicas isoladas para gerar uma compreensão profunda dos ambientes digitais, permitindo a adaptação intuitiva a novos contextos e a co-criação de conteúdo.

 

  1. A aprendizagem autêntica não é uma tendência, é uma necessidade

Experiências práticas que permitem aos alunos aprender fazendo ajudam a cultivar a autoconsciência e a autoconfiança, enquanto despertam a curiosidade. A realidade virtual e os makerspaces são apenas dois veículos para estimular essas oportunidades imersivas.

 

  1. Não há substituto para um bom ensino: o papel do professor está apenas se transformando e evoluindo

Não importa quão útil e difundida seja a tecnologia, os alunos sempre precisarão de guias, mentores e instrutores  para ajudá-los a navegar em projetos, gerar significado e desenvolver hábitos de aprendizagem ao longo da vida. As culturas escolares devem incentivar, recompensar e dimensionar práticas de ensino eficazes.

 

  1. As escolas estão priorizando o pensamento computacional no currículo

Desenvolver habilidades que permitam aos alunos usar computadores para coletar dados, dividi-los em partes menores e analisar padrões será uma necessidade crescente para se ter sucesso em nosso mundo digital.  Embora a codificação seja um aspecto dessa ideia, mesmo aqueles que não estão em busca de trabalhos em ciência da computação precisarão dessas habilidades para trabalhar com seus futuros colegas.

 

  1. Os espaços de aprendizagem devem refletir novas abordagens na educação

A difusão de metodologias de aprendizagens ativas está exigindo uma mudança na forma como os ambientes de aprendizagem estão sendo projetados. Tecnologias de realidade híbrida (virtual/aumentada) e a Internet das Coisas estão exigindo espaços mais flexíveis e conectados.

 

Estas 10 tendências são informações relevantes para quem planeja o futuro da educação e o posicionamento de sua escola em um mercado, mas é fundamental lembrar que elas são exatamente isso que dizem ser: tendências. E, como tal, podem ou não se concretizarem em função de uma série de situações que devem ser consideradas em função das especificidades e da cultura institucional e do contexto em que a escola se situa. 

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Eduardo de Oliveira é graduado em geografia pela Universidade de São Paulo – USP, com especialização na área de Gestão Educacional pela Trevisan Escola de Negócios. Educador Certificado pela Google (Google Certified Educator) e formador de professores para uso de novas tecnologias e metodologias ativas em sala de aula.

André Dalphorno é especialista com certificação internacional em Infraestrutura e Segurança da informação, foi responsável pelo desenvolvimento de projetos internacionais atuando como Arquiteto de soluções em uma das maiores empresas de segurança da informação do mundo. Implantou ferramentas Google for Education e G Suite em diversas instituições de ensino (básico e superior), além de promover a capacitação de professores de nível básico e superior para o uso da tecnologia em sala de aula. No âmbito da segurança da informação, desenvolve e implementa projetos de DATA CENTER que garantem a segurança dos alunos na rede e a integridade dos dados institucionais.

 

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