O que é o Framework Scrum?

Scrum. Esse nome tem sua origem em uma jogada do Rúgbi, na qual o time se movimenta em bloco em direção ao objetivo. Trazendo para a nossa realidade, é uma estrutura para organizar e gerenciar as ações do seu projeto, altamente adaptada para cenários complexos e inicialmente utilizada em TI.

Por Alexander Terra

agile scrum

Hoje em dia o Scrum, já é uma ferramenta comumente utilizada para projetos em diversas áreas, como serviços e produtos, e também utilizada para processos e acompanhamento no dia a dia, isso mesmo, o Scrum transcendeu a área de projetos e hoje vemos rotinas sendo trabalhadas dentro desse framework, tamanha é a sua adaptabilidade!

design sprint

Ao analisar o desenho acima, você percebe que o Scrum é composto por um arcabouço de valores, práticas e princípios para que o seu projeto ou processo possa entregar o valor mais relevante, da forma mais fácil e mais conectada com a necessidade do cliente.

É importante sabermos que o framework do Scrum está alicerçado em três elementos fundamentais, que são: transparência, inspeção e adaptabilidade.

design sprint

Transparência

As entregas e ações, sejam no backlog, durante a Sprint ou na Daily, não são ocultas e tudo se dá em um cenário claro. Às vezes isso é difícil para algumas organizações, porque em sua cultura está enraizada a forma sigilosa de fornecimento de informação ou até mesmo como moeda de troca. Nesses casos é importante ter cautela ao implantar projetos ágeis, uma vez que o primeiro desafio será quebrar algumas amarras culturais.

Inspeção

As entregas são inspecionadas rotineiramente, seja nas cerimônias ou nos próprios mecanismos dos artefatos. A ideia principal é verificar as entregas e execuções em sua concepção e não apenas ao final do trabalho, na qual a ação seria muito mais corretiva do que preventiva.

Adaptação

Não são os negócios que precisam se adaptar aos projetos, e sim os projetos e as entregas que sempre necessitam ser alinhadas à necessidade do cliente e à organização. Após cada entrega e de acordo com as suas avaliações, é importante que ajustes no backlog e em futuras Sprints sejam refinadas para que os objetivos sejam alcançados.

Bem, agora que conhecemos os três pilares que norteiam o Framework Scrum, é importante olharmos para os principais itens do framework, que são divididos em papéis, artefatos e cerimônias:

Papéis: indica o que é cada membro que participa dentro do framework;

Cerimônias: são as atividades executadas durante o processo;

Artefatos: são os documentos gerados durante o processo.

PAPÉIS

Quando falamos em papéis, estamos nos referindo às pessoas que ativamente fazem parte do projeto e que se resumem em:

Product Owner (PO)

Ele é a voz do demandador ou cliente, ou seja, ele é o guardião e direcionador do que deve ser criado. Também é responsável por fazer a gestão do backlog do produto, da priorização e de entender as dores e necessidades de ambos os lados (cliente e executores), para assim alinhar as expectativas.

Scrum master

Ele é o famoso líder servidor, ele não está ali para executar ou colocar a mão na massa, ele está ali para deixar a estrada livre para que o time tenha apenas um foco: realizar aquilo que foi proposto.

Time

São equipes, que em sua concepção devem ser autogerenciáveis, porque é a própria equipe que faz a gestão das entregas. Geralmente são equipes com no mínimo três pessoas e no máximo de nove pessoas. Acima disso, é preciso pensar em novas estruturas.

 

Alexander Terra Antunes – Gerente de educação na Fundação Vanzolini – Politécnica – USP, diretor do IBN – Instituto Brasileiro de Negócios, palestrante e professor de MBA da FVG e da Fundação Vanzolini. Mestre em administração, pós graduado em gestão de projetos, bacharel em administração de empresas com certificado Lego® Serious Play®. Autor dos livros: Canvas Pessoal Desenvolvendo sua carreira e sua vida e Gestão de Projetos na prática e de forma simples. Coautor dos livros: Marketing de varejo contemporâneo, Negociação empresarial – estudos de casos brasileiros e Implantação de estratégias – cases brasileiros, volumes 1 e 2.

 

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