Você já ouvir falar sobre Design Thinking e Design Sprint?

Por Alexander Terra

Acompanhando o mundo de inovação, alguns temas sempre voltam à tona e têm ajudado as pessoas e as empresas a serem mais ágeis  no seu dia a dia.

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Quando olhamos a maioria das ferramentas, percebemos que elas possuem alguns pontos de grande convergência, como: empatia com as pessoas, resultado ao invés de processos, tecnologia como ferramenta de performance e não perdem tempo com o que não dá resultado.

O Design Thinking não é algo novo, porém tem ajudado várias empresas a se conectarem às pessoas e reduzirem o tempo de execução de novas ideias ou projetos, simplesmente não criando produtos e serviços antes de entenderem o seu usuário.

A dinâmica é trabalhar a divergência e a convergência, para que as pessoas encontrem produtos e serviços viáveis, invertendo o jogo de alguns processos tradicionais. Nesse processo, primeiro nos preocupamos em entender a dor das pessoas antes de criar qualquer produto ou serviço.

Você já parou para pensar por que você é fiel a determinada marca, produto ou serviço? Por que ela faz tanto sentido para a sua vida? Por que muitas vezes, mesmo havendo opções mais baratas, você prefere comprar aquela com a qual você mais se identifica ou lhe dá prazer?

Esse fenômeno ocorre porque o seu coração foi tocado. Romântico, não? Mas tirando o romantismo e sendo pragmático, isso acontece porque de alguma forma você está sendo atendido de forma plena ou quase plena!

O segundo passo, ainda no âmbito do entendimento, é a empatia, mas não da forma como as pessoas usualmente entendem empatia, que é olhar para alguém em determinada situação e falar: “Ah eu entendo a sua dor, tenho empatia por você!”. Isso é besteira. Empatia vai muito além disso, empatia é viver a experiência do outro, é sentir sua dor, entendeu?

Como entender a dor e buscar a empatia no processo a partir de ferramentas?

Para entender a dor e buscar a empatia nesse processo de divergência e ampliação da visão existem várias ferramentas como sombra, pesquisas desk, entrevistas, 5 por quês, criação de personas, mapa de afinidade e sprint do problema, entre outras. Após esse entendimento, buscamos redefinir o desafio com o conhecimento aprofundado que temos sobre o assunto.

Isso é bem interessante e podemos levar para o dia a dia, afinal, quantas vezes não tomamos decisões sem olharmos realmente o problema? Após a redefinição do desafio, passamos para uma nova fase de divergência: gerar o maior número de ideias possíveis utilizando a técnica do writestorming com post-its.

Essa técnica vai além do “vamos fazer um Brainstorming”, sabe por quê? Você já parou para pensar que toda vez que fazemos um Brainstorming algumas pessoas não se envolvem, ou ainda gastamos um tempo precioso tentando defender um ponto de vista?

Depois de gerar o maior número de ideias, procuramos enquadrá-las em áreas temáticas e então definimos por votação as mais sustentáveis e defensáveis. Você sabe como é, não podemos levar para um presidente ou diretor ideias que não podemos defender. É dar um belo tiro no pé!

Agora é hora de partimos para a convergência novamente, que é justamente prototipar e testar as ideias viáveis. Nessa etapa, temos várias técnicas como teatro, prototipagem de baixa fidelidade, ou um produto ou serviço já com funcionalidades mínimas para testar com o cliente, entre outras.

Uma das metodologias que gosto é a do duplo diamante. 

A figura abaixo mostra como é interessante e altamente relacionada com o Design Thinking:

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O Design Sprint 2.0 são quatro dias de um passo a passo definido para se testar as funcionalidades de um produto ou serviço.

Testar a funcionalidade, ou seja, o produto ou serviço não vai sair pronto. Muita gente confunde e acha que em quatro dias possamos chegar a algum lugar. Mas essa confusão é justamente porque não entendem que a ideia é acertar ou errar o mais rápido possível e então partir para a próxima etapa.

Veja abaixo a figura do Design Sprint e perceberá o quanto é parecida com a figura do Design Thinking.

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O Design Sprint trabalha da mesma forma que o Design Thinking, com divergência e convergência, aliás, acho que na vida deveríamos sempre trabalhar convergindo e divergindo nossas ideias, seríamos mais eficazes se formos além daquela maneira que  ficamos presos às nossas velhas formas de fazer e de ser.

No Design Sprint, é recomendável que você tenha uma sala preparada, atraente e convidativa, pois o time passará quatro dias de maneira intensa, realizando algo muito importante.

Preparação para o Design Sprint: separe os materiais previamente, pois não haverá muito tempo para fazer isso depois. Post-it de várias cores, tamanho e formatos diferentes (redondo, retangulares, etc.) e em grande quantidade, flip-chart, canetas, folha de papel sulfite, pranchetas, cronômetro, fita crepe e lanchinhos rápidos.

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Sobre o autor

Alexander Terra Antunes – Gerente de educação na Fundação Vanzolini – Politécnica – USP, diretor do IBN – Instituto Brasileiro de Negócios, palestrante e professor de MBA da FVG e da Fundação Vanzolini. Mestre em administração, pós graduado em gestão de projetos, bacharel em administração de empresas com certificado Lego® Serious Play®. Autor dos livros: Canvas Pessoal Desenvolvendo sua carreira e sua vida e Gestão de Projetos na prática e de forma simples. Coautor dos livros: Marketing de varejo contemporâneo, Negociação empresarial – estudos de casos brasileiros e Implantação de estratégias – cases brasileiros, volumes 1 e 2.

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