A inovação da produtividade na Gestão de Operações

A inovação da produtividade na Gestão de Operações

O Brasil passa por um momento de recuperação econômica que, apesar de lenta, traz de volta algumas necessidades antigas e ainda sem resolução. Uma delas é o nosso padrão de produtividade. Apesar de termos empresas centenárias, o nível de produtividade per capita em nosso país é muito inferior ao de países vizinhos e muito menor que a dos americanos, europeus e asiáticos. Temos uma cultura de trabalho pouco produtiva, que se traduz em operações lentas e onerosas. Desde a montagem de um componente veicular ou o desenvolvimento de um software, nossas operações são muito pouco produtivas.

E não é apenas uma questão de formação pessoal. Nossos líderes não têm formação focada em ganhar produtividade e aumentar a lucratividade, reduzindo custos e ganhando em qualidade. É necessária uma inovação na produtividade já que em momentos de retomada, surgem inúmeras oportunidades de ganho efetivo e, ao mesmo tempo, reaparecem deficiências históricas, de ambos os lados do processo empresa + funcionário.

As empresas esperam que os profissionais produzam o máximo com menor custo, mantendo tudo sob controle e sem horas adicionais de trabalho. Os funcionários esperam que as empresas possam lhes oferecer a melhor tecnologia e as melhores condições de trabalho, com mínimo esforço. Nestes casos, profissionais com melhor preparo promovem mudanças no ambiente de trabalho, influenciam os colegas e propõem novas estratégias. As principais dificuldades por parte de gestores, neste cenário, é orientar e ordenar a mudança, mantendo o foco em maior qualidade com menor custo.

Orientar diz respeito a conhecer técnicas de gestão organizacional que permitam entender o que pode ser melhorado, mantendo a governança e a sustentabilidade da empresa. Para isso o gestor precisa entender a empresa como um organismo vivo, com vários setores integrados, reconhecendo a importância de relacionar impostos com logística e resultado financeiro, pessoas e processos de forma sistêmica que produzem custos e resultados unificados e com inovação. É isso que o mercado espera de um gestor eficiente.

Ordenar significa ter uma visão consistente de ferramentas e técnicas que possam permitir formar uma equipe coesa e apropriada para o trabalho esperado, capacitando a todos naquilo para o resultado esperado com competência de execução. Significa conhecer técnicas de planejamento de ações, medição e melhoria de indicadores de processos, criar estudos de viabilidade técnica econômica e financeira de produtos e processos, visando sempre apresentar às empresas sistemas e produtos com a melhor qualidade e o menor custo.

O gestor que não conseguir ordenar e orientar, certamente encontrará dificuldades para alcançar estes resultados. Se estiver preparado, este líder poderá propor mudanças e influenciar as pessoas e a própria empresa, para um melhor desempenho, com continuidade e estratégia de longo prazo consistente.

O Curso de Capacitação em Administração para Gestores de Operações  da Fundação Vanzolini busca colaborar com estas necessidades por parte dos gestores, trazendo uma formação abrangente, com debates dinâmicos e com temas contemporâneos, focado em dar uma visão integrada da gestão de operações de uma organização.

Por Martin Mikl Jr.  – Coordenador do Curso de Capacitação em Administração para Gestores de Operações da Fundação Vanzolini, engenheiro de formação, também atua como consultor nas áreas de projetos, produção e produtividade.

*Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão da Fundação Vanzolini.
As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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