Autoconfiança ou arrogância? Como você se comunica?

Autoconfiança ou arrogância? Como você se comunica?

Muito se fala da importância da conectividade entre as pessoas e o trabalho em equipe, porque vivemos na era das trocas de conhecimento, na era da tecnologia onde informações são jorradas em nosso cérebro, e principalmente se diz que a relação sadia deve ser pautada pela interdependência. Uauu!! Vivemos no mundo da conexão.

Interdependência é diferente de independência. Antes se valorizava a independência, o foco individual, cada um para si, porém, hoje o mundo só caminha para frente, de forma produtiva, se houver conectividade entre as pessoas.

Hoje o que cada um faz e diz impacta direto no todo. Vimos recentemente a tecnologia sendo utilizada para alimentar a mentira na mídia social, o “Fake News”. As notícias mentirosas nascem na internet, tornam-se virais nas redes sociais e são tidas como verdade por muita gente. Acredita-se que fatos deste tipo contribuíram para o ‘Brexit’ e a vitória de Trump.

Dai a valorização da interdependência, ou seja, cada pessoa deve se posicionar com autonomia, pensar com sua cabeça, porém com a responsabilidade de estar atento ao contexto em que está inserido e avaliar os impactos que suas decisões terão no ambiente e nas outras pessoas.

O processo de influenciar positivamente e de forma verdadeira é presente e necessário em todas as relações produtivas. Um atributo chave para isso acontecer é AUTOCONFIANÇA.

Autoconfiança é bom ou ruim?

É bom e ruim, depende da situação, com quem e a forma como você usa esse atributo.

Ao perceber alguém se expressando com tamanha autoconfiança você pode até pensar “Que firmeza admirável!”.

Nesse caso, o uso da autoconfiança é bom porque gera confiança e aceitação do outro e, por consequência, a credibilidade. A sensação para quem escuta é que o outro que se expressa com autoconfiança tem certeza do que diz, tem conhecimento e acredita realmente no que está comunicando.

Como vê, a autoconfiança é um ingrediente primordial na comunicação e no processo de convencimento e persuasão. Isso se chama conexão.

A autoconfiança pode desarmar a desconfiança e insegurança nas interações e dar lugar a uma relação confortável e relaxante para o cérebro de quem escuta.

Mas você já se pegou pensando também: “Nossa, é tão confiante no que fala que chega perto da arrogância”.

Se esse pensamento veio à sua mente, você ficou desconfiado, perturbado e incomodado com o exagero da autoconfiança de alguém, é sinal de algo errado. Aconteceu a desconexão na comunicação.

Sabe o que provavelmente aconteceu?

Pode ser que esse alguém foi dominado pelo efeito “fixação funcional”.

A autoconfiança se uniu com um processo cognitivo do cérebro o que resultou na teimosia do cérebro.

Vera Martins

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Sobre a autora

Vera Martins – Professora dos cursos de Liderança Assertiva e Inteligência Emocional na Fundação Vanzolini. Educadora, mestre em Comunicação e Mercado e especialista em medicina comportamental. É autora dos livros: ‘Seja Assertivo!’ e ‘Emocional Inteligente’. Foi executiva em Gestão de Pessoas por 20 anos e, no momento atua como coach, professora, palestrante e consultora organizacional. É facilitadora em seminários e workshops sobre: Liderança Assertiva, Negociação Eficaz, Gestão de Conflitos, Líder Coach, Gestão Emocional do Time, Formação de Times e Ética nas Relações de Trabalho. Palestrante em congressos de recursos humanos, com vários artigos publicados em revistas, jornais e sites especializados.

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