Como utilizar a resiliência em tempos de crise?

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A crise quando se torna profunda em um ambiente social, pode gerar um grande estado de estresse. A convivência com o estresse exige que se desenvolva equilíbrio em diferentes áreas da vida, assim se torna possível ter atitudes que faça diminuir os impactos da crise e traga uma rotina mais saudável e tranquila.

Porém, sabe-se que descrever essa situação é muito fácil. O difícil é colocar o conceito em prática.

É aí que entra a resiliência. Essa habilidade pode ser aprendida em qualquer momento da vida, inclusive em meio à crise. A resiliência se desenvolve em um processo de aprendizagem e a sua essência está no autoconhecimento.

Quando passamos a nos conhecer profundamente, conseguimos reconhecer as nossas crenças limitantes e aquelas que nos ajuda a nos torna flexíveis. E em tempos de crise, o que mais precisamos é de crenças flexíveis.

A crise demanda que tenhamos estratégias e caminhos para criarmos atitudes que nos alavancam diante de tal cenário. É preciso então criar esse processo de aprendizagem para a resiliência. Um processo que favorece adquirir novas habilidades que nos capacita e fortalece no desenvolvimento de condutas resilientes.

Essas condutas resilientes nos ajudam no enfrentamento das experiências adversas impactantes causadas pela crise, que muitas vezes geram sofrimento externo/interno, angústia, paralisação, enfraquecendo e consumindo as energias, o que nos impede de realizar compromissos pessoais ou profissionais.

A resiliência trabalha com 08 áreas que são essenciais para esse conceito. Nesse post vamos falar sobre três deles: autocontrole, empatia e autoconfiança.

A primeira área é o autocontrole. Diante de um momento de crise, é necessário termos um olhar amplo para o nosso lado emocional. Isso nos ajuda a criar um maior autocontrole para lidar com os impactos que a crise nos causa.

Quando criamos consciência dos nossos sentimentos e emoções, temos condições de estabelecer um limite. Isso significa que passamos a dar importância na medida certa, sem excessos ou alta ansiedade.

Se não temos essa consciência, abrimos as portas para a crise nos atacar e sofremos os fortes impactos do estresse e o mesmo passa a nos dominar.

Já a autoconfiança vem para nos tornarmos protagonistas da situação, mesmo diante de uma crise. Aqui é importante desenvolvermos nossa confiança para lidarmos com os problemas externos.

Porém, vale ressaltar que desenvolver autoconfiança em excesso pode nos prejudicar, pois passamos a perder aquela visão ampla que citamos logo acima no autocontrole.

Também não significa que vamos nos tornar autossuficientes para caminharmos sozinhos. Termos pessoas ao nosso lado nos apoiando em um momento de crise é essencial para a resiliência. O que não podemos esquecer é do nosso protagonismo, colocar menos a culpa no outro e assumir o nosso controle.

Por último, temos a empatia. Em um momento de crise, precisamos nos unir para encontrarmos uma saída. Nesse momento a empatia tem um papel fundamental, pois nos auxilia a estabelecer uma conversa para explicitarmos os sentimentos em um modo de duas vias.

O importante aqui é estarmos atentos à forma como nos comunicamos, buscando manter o respeito às necessidades do próximo. Mantenha um canal aberto de via dupla durante a conversa, fale e escute atentamente.

Por George Barbosa

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Sobre o autor
George Barbosa
 – Autor da escala Quest_Resiliência,  Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE), Consultor na Fundação Vanzolini e Professor do curso ‘O Líder Resiliente – O uso da resiliência como recurso de enfrentamento e superação do stress no trabalho‘.

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