Escrever não é a tarefa mais simples do mundo

Por Maria Clara Jorgewich Cohen

Escrever não é a tarefa mais simples do mundo

Escrever é tecer. Texto sem unidade é colcha de retalhos: um pedaço não combina com o outro.

Quando o tecido é bem-feito, entendemos de primeira! A leitura flui; não é necessário ler várias vezes para compreender. Começo, meio e fim estão perfeitamente articulados.

Às vezes, escrevemos sem lógica; porém, dificilmente falamos sem ela. Se falarmos sem lógica, ninguém vai querer conversar conosco. É como conversa de bêbado: não tem sentido; é repetitiva.

Com a escrita é a mesma coisa: mensagem que não diz coisa com coisa acaba na lixeira antes de ser lida.

Se antes de escrever ‘falássemos’ para nós mesmos o que queremos comunicar, provavelmente seria uma fala lógica e rápida. As ideias estariam tecidas umas nas outras e qualquer um nos entenderia de primeira.

Na realidade, o texto nasce na cabeça de quem o escreve. Por isso, pensar com lógica é o primeiro passo.

Parece óbvio? Se fosse tão óbvio quanto parece perderíamos menos tempo com a velha pergunta: – o que você quis dizer com isso? Sem contar as vezes em que o próprio autor relê o que escreveu e não lembra o que pretendia dizer.

Agora é partir para a escrita!

Para bem costurar uma ideia na outra usamos as ferramentas que o português oferece: conectores, pontuação, tempos e modos verbais, pronomes, concordâncias, entre outras tantas que dão clareza e objetividade aos nossos escritos.

Assim é a língua portuguesa: a nossa língua!

No entanto, escrever não é a tarefa mais simples do mundo porque não é natural como a fala; é artificial! Por isso, vamos à escola para que nos ensinem a escrever.

E se nos falta habilidade para manejar as ferramentas que produzem textos fluidos e fáceis de entender, sobretudo no ambiente profissional, a solução é a mesma que damos quando queremos operar um equipamento, conhecer um novo software, dominar planilhas financeiras, melhorar o inglês, aprender espanhol: buscamos treinamento. É normal.

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Sobre a autora
Maria Clara Jorgewich Cohen – Professora no curso de atualização Comunicação escrita: a busca do texto objetivo, da Fundação Vanzolini. Também é professora de português e de espanhol. Graduada e licenciada em Letras pela Universidade de São Paulo. Graduada em Administração de Empresas pela FAAP. Articulista. Autora do livro Comunicação escrita, a busca do texto objetivo (Editora E-Papers, Rio de Janeiro, 2011).

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