Quando a resiliência está do nosso lado

Comportamento Resiliente

Resiliência no âmbito pessoal e que se repercute no âmbito profissional é o foco que damos em nosso curso regular aqui na Fundação Vanzolini.

Ao longo do curso vamos apresentando a resiliência como a capacidade de, em face de uma situação adversa ou de um grande desafio, articular as próprias convicções de uma maneira tal que o foco seja a superação.

A resiliência ganha relevância quando uma pessoa está envolvida em mudanças. É nesse cenário que se torna essencial tê-la ao nosso lado. Perceber de que ela está do outro lado, que não o nosso, pode ser fatal.

Tenho escrito que a ideia que mais expressa resiliência é a ideia de SOBREVIVÊNCIA.

Me refiro à sobrevivência profissional, familiar, social, espiritual, enfim.

Não a ter seguramente ao lado pode significar não ter como garantir a sobrevivência profissional, por exemplo.

Enfrentamentos

A urgência da resiliência fica evidente em situações de desafios nos quais cada um de nós somos exigidos além da nossa zona de conforto. Como as metas no ambiente de trabalho que estão muito, muito além do que acreditamos que podemos atingir. Em demandas nos quais somos pressionados a apresentarmos soluções que não são as nossas habituais, por exemplo, com uma nova diretoria que não acredita nas estratégias e processos que estão atualmente rodando e já estamos familiarizados. Em situações em que estamos em conflitos de opiniões, de sentimentos ou de interesse como nas brigas de marido e mulher, nos desentendimentos com parentes ou com o vizinho do andar de cima.

Seja qual for o contexto é fundamental que haja segurança quanto manter o foco nos resultados para a nossa vida ou para a organização que trabalhamos.

Flexibilidade e Qualidade de VidaEsses resultados no campo da resiliência se traduzem por comportamentos de flexibilidade e qualidade de vida entre aqueles que cultivam a resiliência.

Mas, como isso acontece? O que ocorre que esse processo de produção de maior resiliência é acionado?

Tanto para uma empresa como para uma pessoa a resposta é que as fortalezas precisam ser envolvidas na dinâmica dos processos. Por exemplo:

Resultados de flexibilidade e qualidade de vida são exponencialmente ativados em situações de conflitos de opiniões ou de sentimentos quando o foco está nas fortalezas da pessoa. Não na paixão que envolve, no sentimento que permeia, na emoção que floresce. Do mesmo modo no departamento da empresa – os resultados serão virtuosos quando o foco estiver nas fortalezas dos envolvidos e não em suas fragilidades, incapacidades ou competências ausentes. Veja esse exemplo: O rapaz havia sido contratado para trabalhar no SAC da empresa. O fato de ser deficiente visual sua contratação não foi prejudicada devido sua enorme habilidade de planificar processos mentalmente e efetivamente contribuía com a formulação de importantes estratégias dentro da área do SAC.  Veio a crise de 2015. A maior parte dos serviços oferecidos pelo SAC foram terceirizados e outra extinta. A equipe para atuar na área se resumia a seis pessoas. O nosso contratado não tinha mais lugar nessa nova configuração.  Por estudar as fortalezas e não as limitações ou fraquezas o RH junto com as diretorias identificou que havia fortalezas importantíssimas para serem alocadas junto a logística. Não por ser simpático, amigo ou antigo de casa é que o talento do rapaz se tornou precioso para a nova área. Foi por possuir fortalezas identificadas.

As fortalezas em resiliência não devem ser entendidas como competência para a execução de uma dada função.

As fortalezas são resultantes da capacidade de lidar com as convicções pessoais em áreas específicas da resiliência.

A maior prova disso foi a Universidade que tinha em um de seus departamentos um gerente com um currículo acadêmico excelente, conhecimento dos processos e demitiu-o por vê-lo em constante vulnerabilidade no ambiente de trabalho.

A resiliência tem suas próprias áreas de fortalezas. Elas são interdependentes e atuam de modo a formarem um todo, que é a própria resiliência.

Em 2009 estruturei oito áreas que podemos desenvolver e nutrir nossa resiliência pessoal e de nossa organização, confira o material dividido em 2 artigos no blog:

Por George Barbosa

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Sobre o autor
George Barbosa – Autor da escala Quest_Resiliência,  Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE), Consultor na Fundação Vanzolini e Professor do curso ‘O Líder Resiliente – O uso da resiliência como recurso de enfrentamento e superação do stress no trabalho‘.

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