As únicas pessoas que compartilham conhecimentos

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Conhecimento adquirido a partir de dados e informações fornecidos pela própria vida, eis a definição para a palavra experiência, segundo alguns dicionários da língua portuguesa. Não há dúvidas que este entendimento sugere certas conclusões interessantes, e talvez uma delas nos remeta a acreditar: “quanto mais experiente, mais conhecimentos terá uma pessoa”.

Os países orientais, em sua grande maioria adotam este entendimento como verdade absoluta, e não é incomum que em muitos deles, as pessoas mais experientes, vide mais velhas, sejam consideradas mais sabias. Não apenas isso, costumeiramente, elas são tratadas como fontes de sabedoria e por conta disso, também, são mais respeitadas que as demais. De forma similar, valeria a mesma lógica: “mais conhecimento, mais respeito”.

O saber é o que conecta o conhecimento a uma pessoa, daí o fato da sabedoria ser uma característica tão importante da experiência, que é o resultado da soma entre conhecimento e tempo. Apenas ela, a sabedoria, nos dá a capacidade de fundamentar quaisquer de nossas decisões de acordo com as experiências que vivemos. Não só isso, também cabe a ela nos dar o discernimento de entender que mais importante que guardar nossos conhecimentos dentro de nós mesmos, é compartilhá-los aos demais, a todos aqueles que nos cercam. Sendo isso verdade, cabe: “mais sabedoria, mais compartilhamento, mais respeito”.

Enfim nota-se um caminho pouco mais espinhoso que pode nos levar a um entendimento diverso, quanto ao que pode levar a falta de sabedoria, ao não compartilhamento, o não respeito, e no extremo, a solidão. Talvez por isso que a presença do tempo seja tão importante a ponto de conseguir resolver esta questão. É ele que dá ao conhecimento esta “esperteza”, no caso, a experiência.

Por tal motivo, talvez seja tão natural identificarmos como possível, ou factível, que pessoas menos experientes, embora possam ser “donas” de muitos conhecimentos, não tenham a sabedoria de compartilhá-los com seus colegas. Cabe o alerta, que embora não seja uma regra, é perfeitamente plausível que esta lógica possa ser considerada uma verdade tácita, algo que nem sempre merece ou precisa de uma explicação científica que a fundamenta.

Por outro lado, também pode nos soar como mais natural, talvez também tacitamente, o fato das pessoas mais experientes, e por conta disso, supostamente, mais sabias, tramitarem de forma mais natural ao longo do caminho em prol do compartilhamento de seus conhecimentos.

Pois é…

As verdades que fundamentam o processo de conversão de dados e informações em conhecimentos e posteriormente seu compartilhamento, por algum motivo formidável não possui sequer próxima relação com quaisquer destes elementos, sabedoria, tempo e/ou até mesmo a experiência.

Talvez por isso e apenas por conta disso, que todos, em qualquer fase de nossas vidas, da mais escura a mais produtiva, sejamos fontes inesgotáveis de luz, aquelas que realmente compartilham conhecimentos.

O combustível está dentro de nós mesmos.

A vontade também.

Por José Renato Santiago

Sobre o autor
José Renato Sátiro Santiago Junior – Professor da Fundação Vanzolini. Grande experiência no desenvolvimento de atividades relacionadas à Administração de Empresa, Gestão de Pessoas, Gestão de Projetos, Inovação e Gestão do Conhecimento. Atuação por mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Óleo e Gás, Engenharia, Telecomunicações, Construção, Farmacêutico, Eletro-Eletrônico e Bens de Consumo. Mestre e doutor em Engenharia pela USP com pós-graduação em Marketing pela ESPM. Autor de dezenas de livros e artigos, dentre os quais se destacam, “Gestão do Conhecimento – A Chave para o Sucesso Empresarial.”, “Capital Intelectual – O Grande Desafio das Organizações.” e “Buscando o Equilíbrio”. Professor da FIA e PUC em cursos de MBA (Master of Business Administration). Administrador do site Boletim do Conhecimento onde publica artigos e ideias cujo tema central é o Mundo Corporativo, com cerca de mais de 10.000 leitores semanais.

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