Administração de conflitos empresariais: como agir de forma estratégica?

Gestão de Conflitos
Muitas empresas apresentam sérios problemas internos. O motivo é a existência de intensos conflitos, gerando falta de foco para os negócios da empresa. Conflitos são considerados normais e muitas vezes até necessários em um ambiente competitivo, porém, o que ocorre é que falta nas empresas a figura de um líder que possa administrar e agir como um mediador ou negociador quando essas situações ocorrem.

Atualmente, se trabalha na gestão de pessoas o desenvolvimento da capacidade de buscar um ponto de consenso no qual todas as partes envolvidas, numa negociação ou numa situação de conflito, cheguem a resultados positivos, ainda que inicialmente tenham diferentes pontos de vista e interesses não alinhados.

Na gestão de conflitos devem-se levar em conta as variadas formas que podem ocorrer e para cada uma destas, há um tratamento específico. Os principais dentro de uma corporação são:

Conflitos individuais: quando duas ou mais opiniões opostas ocorrem em um único indivíduo. Isso pode ser exemplificado com profissionais que tem que fazer escolhas e sofrem com essa situação.

Conflitos entre indivíduos: dois ou mais indivíduos dentro da organização mostram posturas distintas, resultado de diferenças de personalidade.

Conflitos entre indivíduo e grupo: quando o indivíduo que não concorda com as normas estabelecidas pelo grupo (principalmente comportamentais) ou com os valores encontrados na cultura organizacional o que faz com que vá ao lodo oposto do grupo de trabalho ou de toda a organização.

Conflito entre grupos: é um frequente conflito nas empresas, que é gerado pela competição por recursos e pelos diferentes estilos gerenciais necessários para a operação eficaz de diferentes departamentos.

A administração de conflitos nesses mais variados estágios demanda muita sensibilidade do mediador em perceber a existência do mesmo e dentro de quais dessas situações ele se encontra – há casos em que o mesmo não é declarado e não existe uma clara consciência da sua existência.

A ação de um mediador é estabelecer um diálogo que parte da premissa que se devem desarmar as partes envolvidas, e apresentar as divergências observadas, dentro de um clima amistoso.

Depois de criar um clima propício, deve-se discutir o problema de ambos. Se alguma das partes se mostrar relutante, o negociador deve assimilar a posição, mas direcionando para a negociação que se quer, isto é, a busca de um ponto em comum, voltada à solução do problema, focalizando sobre os interesses de cada um dos lados e alinhando com os objetivos macros da empresa.

É fundamental mostrar que é natural a existência de divergências e que opiniões contraditórias são relevantes, mas que em um ambiente corporativo os objetivos do negócio devem ser levados em conta, pois, só com o crescimento do grupo é que haverá a possibilidade de um ambiente propício para o crescimento individual.

Por Ricardo M. Barbosa

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Sobre o Autor
Ricardo M. Barbosa é engenheiro de Produção formado pela Universidade Paulista – UNIP, pós-graduado em Gestão de Projetos pela Fundação Vanzolini (Universidade de São Paulo – USP) e Consultor em Gestão de Projetos há 15 anos.

*Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão da Fundação Vanzolini.
As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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