Gestão da Demanda, eis o que realmente importa em qualquer Projeto

Gestão da Demanda
A estruturação de um processo possui vários objetivos.

Um deles é o mais evidente, organização.

Não foi por um acaso que o início da produção seriada, a partir de iniciativa de Henry Ford mudou a história do mundo.

Isto já faz certo tempo… rs rs

Na minha modesta opinião, esta sim a grande invenção da história.

Minto. Talvez a da roda seja a maior… Talvez.

Ao longo dos anos, muito se falou, e o mais importante, se desenvolveu com relação a isso.

Gerir processo…

Atividades que são desenvolvidas, em uma determinada ordem, de forma cíclica.

E quando um processo tem começo, meio e fim?

A ele se deu o nome de projeto.

Gerir projeto…

Atividades que são desenvolvidas, em uma determinada ordem, durante certo tempo.

Obviamente que há outras diferenças.

Mas basicamente a grande distinção diz respeito ao tempo.

Um processo possui a característica de ser contínuo, por conta principalmente da existência de uma demanda frequente.

Isto é, sempre há algo ou alguém que depende do resultado gerado por seu desenvolvimento.

Se considerarmos um projeto, a demanda é temporária e por tal motivo, tão logo seja concluída ou atendida, seus recursos são cessados.

Não há porque mantê-los uma vez que o projeto foi finalizado.

Tudo muito claro e obvio.

Já uma organização que atua por processo, tende a ter problemas, quando há redução de demanda.

Normalmente a saída é reduzir os recursos, o primeiro deles, quase sempre, as pessoas.

Motivo?

Elas são identificadas como custos.

Um erro.

Outra solução é potencializar iniciativas que possam fazer a demanda voltar a crescer.

É assim que funciona, por exemplo, em alguns poderosos segmentos da economia mundial.

O mercado automobilístico é um deles.

Há muitos outros.

Já as empresas que atuam por projeto assumem como premissa básica, por mais que seja de forma instintiva, que tão logo a demanda do projeto seja cumprida, os recursos serão cessados.

Para seguirem em frente, buscam um novo cliente ou uma nova demanda a ser atendida por um novo projeto.

O caminho é bem mais tortuoso.

Ainda assim a dificuldade recai na quantidade de recursos a serem mantidos.

Ao longo de um projeto, há grande variação, no nível das atividades desenvolvidas.

Algo que não acontece em um processo, uma vez que os recursos são dimensionados sob medida, de acordo com a demanda.

Eis que voltamos a falar sobre ela: DEMANDA.

Gerir demanda é o que efetivamente difere a gestão por processo e a por projeto.

Algo muito mais presente nos processos que nos projetos?

O que nos leva a crer que grande parte das metodologias de gerenciamento de projetos não inserem a gestão de demanda com a devida relevância?

Mais…

Muitas vezes ela é considerada como sendo algo sobre o qual não se tem controle.

Outro erro que chega até a comprometer a existência de muitas organizações.

Por José Renato Santiago

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Sobre o autor
José Renato Sátiro Santiago Junior – Professor da Fundação Vanzolini.
Possui grande experiência no desenvolvimento de atividades relacionadas à Administração de Empresa, Gestão de Pessoas, Gestão de Projetos, Inovação e Gestão do Conhecimento. Atuação por mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Óleo e Gás, Engenharia, Telecomunicações, Construção, Farmacêutico, Eletro-Eletrônico e Bens de Consumo. Mestre e doutor em Engenharia pela USP com pós-graduação em Marketing pela ESPM. Autor de dezenas de livros e artigos, dentre os quais se destacam, “Gestão do Conhecimento – A Chave para o Sucesso Empresarial.”, “Capital Intelectual – O Grande Desafio das Organizações.” e “Buscando o Equilíbrio”. Professor da FIA e PUC em cursos de MBA (Master of Business Administration). Administrador do site Boletim do Conhecimento onde publica artigos e ideias cujo tema central é o Mundo Corporativo, com cerca de mais de 10.000 leitores semanais.

 

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