Padronização com Inovação… e vice-versa

idea-newUma das mais eficientes maneiras para que sejam potencializados os resultados devido ao compartilhamento de melhores práticas é a padronização.

A busca pela garantia que as atividades sigam um certo padrão tem como objetivo otimizar a eficiência na execução das mesmas.

A princípio, quando as pessoas atendem as características pré-definidas, há uma aparente tendência a que todos foquem e invistam os mesmos esforços para que seja alcançado o sucesso no atendimento delas.

Quando os colaboradores seguem determinadas premissas, modos operacionais e procedimentos em comum, não há como questionar que exista uma maior concentração, como se fosse uma áurea em torno do levantamento das melhores alternativas, formas e maneiras em prol da perfeita execução de suas atribuições.

Potencializa-se a existência de uma quantidade maior de pessoas que possam identificar oportunidades de melhoria, de correções e até mesmo de mudanças radicais, quando necessárias.

De qualquer forma, alguns cuidados devem ser destacados. Um deles diz respeito a evitar que a inovação ou a predisposição a mudanças, por exemplo, seja inibida. Sim, pois não se pode confundir padronização com inibição.

As pessoas devem ser incentivadas a propor mudanças, melhorias, enfim, serem meios multiplicadores das melhores práticas e das alterações sempre que elas forem necessárias.

Diante disso, a empresa deve manter e, até mesmo, incentivar a existência de um ambiente que incentive a todos, através das mais simples iniciativas, a busca pelas melhores práticas e se distanciarem, fortemente, do marasmo e da passividade.

Por mais que possa parecer certa contradição, a receita passa pela padronização ao mesmo tempo em que possui estreita relação pela inovação.

Inovação e Padronização podem ser realmente pais de um mesmo intento, a garantia da perpetuação das melhores práticas.

Eis mais um desafio…

Por José Renato Santiago

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Sobre o autor

José Renato Sátiro Santiago Junior – Professor da Fundação Vanzolini no MBA Executivo em Gestão de Operações – Produtos e Serviços, na pós-graduação em Gestão de Projetos em Tecnologia da Informação e no curso de capacitação de Aplicações para Gestão Estratégica do Conhecimento. Grande experiência no desenvolvimento de atividades relacionadas à Administração de Empresa, Gestão de Pessoas, Gestão de Projetos, Inovação e Gestão do Conhecimento. Atuação por mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Óleo e Gás, Engenharia, Telecomunicações, Construção, Farmacêutico, Eletro-Eletrônico e Bens de Consumo. Mestre e doutor em Engenharia pela USP com pós-graduação em Marketing pela ESPM. Autor de dezenas de livros e artigos, dentre os quais se destacam, “Gestão do Conhecimento – A Chave para o Sucesso Empresarial.”, “Capital Intelectual – O Grande Desafio das Organizações.” e “Buscando o Equilíbrio”. Professor da FIA e PUC em cursos de MBA (Master of Business Administration). Administrador do site Boletim do Conhecimento onde publica artigos e ideias cujo tema central é o Mundo Corporativo, com cerca de mais de 10.000 leitores semanais.

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