Notícia

Projeto da POLI-USP contribui para o combate à Covid-19.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) iniciou a produção de um protótipo de ventilador pulmonar 15 vezes mais barato que os tradicionais, e ainda com a vantagem de não necessitar de importação de matéria prima. 

O projeto ganhou o nome de Inspire e oferece novidades animadoras, como o tempo de fabricação de aproximadamente duas horas, além da facilidade do acesso ao passo a passo de produção, pois o projeto foi registrado dentro da licença open sourcer o que possibilita que qualquer pessoa com autorização da Anvisa fabrique o respirador.

De acordo com a entrevista concedida a Época Negócio, o professor e coordenador Marcelo Knorich Zuffo, que ressalta a divisão da coordenação do projeto com outro docente da POLI-USP Raúl Gonzales Lima, afirma que a fase atual é de homologação e integração com o sistema de respiração e expiração. Porém é importante frisar que a POLI-USP está em constante contato com Governo Federal a fim de obter parcerias e principalmente produção em grande escala.

A equipe coordenada por Zuffo e Lima possui 40 integrantes e todo o projeto foi possível devido ao conhecimento dos professores em relação a montagem de ventiladores pulmonares industriais, além de uma vaquinha online que superou todas as expectativas dos docentes atingindo R$ 160 mil. 

A iniciativa é uma forma da POLI-USP contribuir de maneira efetiva para o cenário de pandemia, porém é preciso ressaltar que esses protótipos são projetados para atender a um cenário de catástrofe e suas condições de uso e fabricação estão sendo rigorosamente determinadas. 


PROJETO RESPIRE

Outro projeto iniciado pela POLI-USP também surge como medida de contribuição a pandemia, é o Respire. Desenvolvido para produzir mais de 1 milhão de máscaras contra o coronavírus a sua eficácia pode chegar a 97% e atenderá mais de 8 mil profissionais em hospitais. 

A produção de máscaras do projeto Respire  terá sua produção distribuída pela empresa Tecido Social que escolherá grupos e cooperativas de costureiras para atender a demanda.

É importante compreender como ocorre a proteção das máscaras contra à Covid-19 e quais as possibilidades de proteção. Pensando nisso o Professor Paulo Artaxo, do instituto de física da USP, e um dos envolvidos no projeto comenta sobre a capacidade da máscara de reter partículas tão pequenas e a eficiência de acordo com cada tipo de produto, por isso foi preciso diversos testes até chegar a um resultado final.

Portanto, outro ponto positivo desse projeto é a pesquisa e o teste de diversos materiais e a eficiência de cada matéria-prima para que novas possibilidades de produção se tornem realidade. 

Além da contribuição para o cenário da pandemia, o projeto Respira também ajudará a promover renda para 100 famílias que atuam com a costura. Também haverá ajuda com de empresas através de parcerias e trocas e recursos financeiros que serão doados a rede pública de hospitais.

Para saber mais sobre o projeto Respire e outras iniciativas da USP acesse o site da InovaUSP.


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