Notícia

Monitoramento e mobilização

Projeto implantado e operado pela GTE/Fundação Vanzolini serve de ferramenta estratégica para o Estado de São Paulo no combate ao novo coronavírus.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo criou o Centro de Operações Emergenciais (COE-SP) para agilizar decisões para o enfrentamento do novo coronavírus. Semanalmente, profissionais ligados a diferentes órgãos públicos e entidades nos níveis municipal, estadual e federal se reúnem para trocar informações e articular providências sobre o vírus. A iniciativa da formação de uma rede partiu da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e conta com a participação da Fundação Vanzolini, que, por meio do Saúde em Rede, promove o apoio tecnológico dos encontros que acontecem junto às equipes distribuídas pelo Estado, instituições de pesquisa e Ministério da Saúde.

A criação do “Plano de Risco e Resposta Rápida” tem como objetivos monitorar o cenário nacional e internacional, dialogar com o Ministério da Saúde, analisar dados e compartilhar informações que facilitem a tomada de decisões e a definição de estratégias para o enfrentamento da doença, caso seja necessário. O surto do coronavírus foi anunciado em dezembro do ano passado, na cidade chinesa de Wuhan, e matou até agora mais de mil pessoas e infectou outros milhares ao redor do mundo. Em São Paulo, ainda não existe nenhum caso confirmado, apenas suspeitas que estão sendo monitoradas com atenção.

Saúde em Rede e o Comitê Estratégico

A mobilização desta rede, liderada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, é potencializada por meio dos serviços e soluções tecnológicas colaborativas implantadas e operadas pela Fundação Vanzolini, como webconferências, videoconferências, produção de videoaulas e transmissões por streaming. Para atender a Secretaria, existe uma estrutura composta por 153 pontos de presença, sendo 130 de webconferências e 23 de videoconferências, distribuídos em todas as regiões do Estado. Para que as transmissões aconteçam, há dois pontos geradores: uma Sala de Comunicação Estratégica na CCD e um estúdio no Centro de Formação de Recursos Humanos (CEFOR). As soluções tecnológicas permitem uma maior integração entre as várias instituições que compõem o Comitê Estratégico, tais como: o Centro de Vigilância Epidemiológica; o escritório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em São Paulo; a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde; a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Capital); e o Cosems-SP (Conselho de Secretários Municipais de Saúde), com apoio de todas as Secretarias Municipais de Saúde do Estado. O Instituto Butantan também integra a rede por sua expertise em inovação, pesquisa e desenvolvimento de imunizantes. Na área diagnóstica, o Instituto Adolfo Lutz poderá oferecer suporte laboratorial para investigação de casos. O Grupo de Resgate (Grau) dará apoio no deslocamento e atendimento inicial, e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), unidades de alta complexidade, serão as referências na área assistencial.

Além das reuniões estratégicas, também existe a possibilidade de serem usados os recursos tecnológicos do Saúde em Rede para a formação dos profissionais de saúde do Estado, combatendo a desinformação, eliminando distâncias e reduzindo custos.

A organização da resposta da saúde pública ao surto do novo coronavírus será eficiente se reunir todos os atores que poderão contribuir para que as ações definidas tecnicamente realmente protejam a saúde da população, declara Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Michel Batista, responsável pelo Saúde em Rede, na Fundação Vanzolini, destaca a importância da existência desta “infovia”, uma rede de comunicação, em prontidão, que integra permanentemente as equipes responsáveis pelo monitoramento, contenção, investigação e tratamento de doenças do Estado. Os recursos oferecidos pelo Saúde em Rede às áreas técnicas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo têm permitido não só a articulação entre órgãos centrais, como também o rápido treinamento das equipes que ficam em contato direto com a população, refletindo na qualidade e na segurança do serviço público prestado.

Para saber mais sobre o coronavírus, acesse aqui.
Para conhecer outros projetos da área de Gestão de Tecnologias em Educação (GTE), acesse aqui.

 


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