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Fundação Vanzolini celebra o sucesso do painel “Gestão da Inovação mais Radical”

Gestão da Inovação [mais] RadicalO painel realizado no dia 26 de novembro pelos professores Mario Sergio Salerno (Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP) e Leonardo Augusto de Vasconcelos Gomes (FEA-USP e doutor pela Poli-USP), sobre o conteúdo do livro “Gestão da Inovação mais Radical”, lançado recentemente pela Editora Elsevier, contou com grande participação da plateia e foi considerado um grande sucesso.

A mediação ficou sob o comando do professor Ricardo Kahn, responsável por Estratégia e Inovação na ISA-CTEEP, com mais de 15 anos de experiência em inovação e desenvolvimento de negócios em energia, telecom, autopeças e consultoria, tendo participado da fundação de três startups de base tecnológica e desenvolvido vários projetos.

Antes da conversa, os professores Mario Sérgio e Leonardo Augusto apresentaram uma síntese de alguns temas e novidades contidas no livro, como o cubo da inovação, framework analítico para gestão da inovação mais radical, e ainda discutiram sobre mindset para inovação mais radical, organização para inovação e gestão de incertezas no ecossistema.

Sobre o livro

Gestão da Inovação [mais] RadicalDe uma forma simples, mas com rigor conceitual e metodológico, o livro “Gestão da Inovação mais Radical” apresenta como as organizações, sejam grandes ou pequenas, podem dominar a dinâmica da inovação mais radical, aprendendo a criar valor a partir da gestão de incertezas. A experiência dos autores traduzida nos textos baseia-se em mais de 10 anos de pesquisa e relação com empresas do Brasil e do exterior, dos mais diferentes portes e setores.

Segundo o professor Mario Salerno, por “mais radical”, entendem-se não apenas aquelas raras inovações muito disruptivas, mas também um conjunto de projetos de inovação envoltos em muitas incertezas, que ocorrem tanto em empresas estabelecidas como em startups.  Deste modo, para os empreendedores, definir o tipo de inovação que está sendo feita ajuda a entender quais serão as necessidades da empresa, desde como entrar no mercado e se posicionar contra concorrentes, se é preciso registrar patente, e até como enfrentar a falta de legislação na área.

“Para a saúde financeira da empresa, no médio e no longo prazo, a radical é o tipo de inovação mais importante. Quem faz inovação radical tem uma vantagem competitiva clara em relação aos concorrentes. Pode dominar o mercado por um bom tempo. Por isso tantas empresas vêm investindo em áreas de pesquisa e desenvolvimento”, afirma o professor Mario Sergio Salerno, que também é coordenador do Laboratório de Gestão da Inovação da Poli-USP.

Gestão da Inovação [mais] RadicalE complementa: “inovar mais radicalmente é, talvez, um dos maiores desafios das organizações contemporâneas. Nas décadas 1980 e 1990, um dos imperativos competitivos era a construção da capacidade de inovar em produto, de forma incremental e frequente. Agora, o desafio é ainda maior. Trata-se de continuar inovando sistematicamente, mas de forma mais radical”.

Para dominar a dinâmica dessa inovação, de acordo com o professor Mário, “é preciso superar concepções históricas e, até mesmo, quebrar paradigmas. Por exemplo, alguns pesquisadores, empresários e formuladores de políticas públicas acreditam que a inovação mais radical não é para empresas brasileiras.

Entretanto, algumas empresas nacionais estão inovando radicalmente. A problemática é que o número de empresas ainda é pequeno, já que nem todas compreenderam as regras do jogo da inovação. Ainda é pouco disseminado o conhecimento sobre técnicas, métodos e abordagens de gestão para que inovação mais radical ocorra não apenas como um golpe de sorte”.

Inovação mais radical

E como pode-se definir inovação radical? Algo que é novo para o mercado e que traz uma grande mudança tecnológica, estrutural ou operacional.  Neste livro, os professores respondem esta questão e apresentam ainda o modelo de gerenciamento da inovação mais radical, o Hipercubo da Inovação, que possui os seguintes planos: mindset e estratégia; organização e pessoas; portfólios de projetos de inovação; gestão de incertezas; tudo isso articulado num ecossistema de inovação, envolvendo cocriadores de valor (parceiros, complementadores, fornecedores), investidores, reguladores, entre outros. Ao final, os autores discutem planejamento tecnológico e a ferramenta TRM – Technology Roadmapping, apoio para inovações mais radicais.

Se devidamente compreendidas e, com os instrumentos gerenciais adequados, as incertezas podem ser transformadas em valor. Como os autores sugerem: “a inovação mais radical é aquela que abre mercado e que cria plataformas de negócio. Ela não é baseada em algo que já exista, o que a torna completamente nova. Muda a economia, muda a vida social e muda a empresa”.

A obra é indicada para gestores, empresários, empreendedores, pesquisadores, formuladores de políticas públicas e estudantes de graduação ou pós. O livro está disponível para compra no site da Editora, clique e confira.

Sobre os autores:

MARIO SERGIO SALERNO é professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), onde fundou e coordena o Laboratório de Gestão da Inovação. É cofundador e coordenador do Observatório da Inovação e Competitividade, Núcleo de Apoio à Pesquisa, sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP.

LEONARDO A. DE VASCONCELOS GOMES é professor no Departamento de Administração da FEA-USP. Pesquisador ativo do Laboratório de Gestão da Inovação da Poli-USP e do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA-USP. Coordenador do CORS – Núcleo de Apoio à Pesquisa “Center for Organisation Studies” da USP.

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