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Certificação IATF 16949 – Final de processo de transição das certificações ISO/TS 16949

Certificação IATF 16949 - Final de processo de transição das certificações ISO/TS 16949Estamos no começo do mês de agosto e o cenário inicialmente distante do prazo para conclusão das transições das certificações ISO/TS 16949 agora está muito perto do seu final.

Muitas empresas já finalizaram a transição para a nova norma automotiva, mas o número de empresa que ainda não concluiu a transição ainda é elevado, o que leva o setor automotivo a viver um momento de expectativa, onde cada grupo tem preocupações distintas.

De um lado está o IATF (International Automotive Task Force), onde temos as montadoras membros do grupo (BMW, FCA-Fiat e Chrysler, Ford, GM, PSA-Citroen e Peugeot e Renaut), seus fornecedores e as demais montadoras automotivas, que requerem a certificação IATF 16949 e que esperam que 100% de seus fornecedores completem a transição de suas certificações. Do outro lado, as organizações fornecedoras em vários níveis da cadeia automobilística, que, por mais pressionadas que sejam por seus clientes, ainda não completaram a transição de suas certificações.

Nesta fase final do prazo de transição e falando como representante da Fundação Vanzolini perante o IATF, eu só tenho uma coisa a dizer: não criem expectativa para prorrogação do prazo limite de 14/09/2018!!! Esta afirmação se deve ao fato de que o IATF já informou que a partir de 14/09/18 a ISO/TS 16949 simplesmente deixará de existir como documento válido, pois, ela está atrelada a ISO 9001:2008, que também tem 14/09/18 como data de validade.

Bem, e o que acontecerá com as empresas que não completarem a transição até 14/09/2018?

Para responder a esta pergunta, temos que recorrer ao documento “Transition Strategy ISO/TS 16949 – IATF 16949”, em que a versão 01 foi publicada pelo IATF, em seu website oficial (www.iatfglobaloversight.org), em 03/10/16. Este documento que está, atualmente, em sua versão 06, possui orientações e diretrizes que os organismos de certificação e as organizações certificadas ou que busquem a certificação neste período devem aplicar para obter a certificação IATF 16949.

O documento estabelece que todos os processos de transição devem ser tratados com o dimensionamento de uma auditoria de recertificação, independentemente do estágio da certificação da organização. Isto significa que, por exemplo, uma organização que passou por uma auditoria de certificação ou recertificação ISO/TS 16949 pouco antes de 01/10/17 (prazo limite para condução de auditorias conforme a ISO/TS 16949) terá que passar por uma auditoria de transição com o dimensionamento de uma auditoria de recertificação.

Vale ressaltar que, desde 01/10/17, nenhuma auditoria de certificação, recertificação, transferência de organismo de certificação ou de supervisão pode ser conduzida em conformidade a ISO/TS 16949.

Falando em auditoria de transferência de organismo de certificação, este é outro assunto abordado pelo IATF nas diretrizes para transição. O documento “Transition Strategy ISO/TS 16949 – IATF 16949” estabelece que não possa ser conduzida a auditoria de transferência de certificadora simultaneamente a uma auditoria de transição da norma. À primeira vista, esta orientação pode parecer uma barreira para as organizações que desejam trocar de organismo de certificação por qualquer motivo que seja, mas na verdade este não é o propósito do IATF. A restrição é somente para assegurar uma transição suave, considerando o histórico da organização com o seu organismo de certificação atual.

Porém, se uma organização desejar se transferir para outro organismo de certificação, ela deverá antes cancelar seu contrato e, por consequência, seu certificado com o organismo de certificação ISO/TS 16949 atual e iniciar um novo processo de certificação IATF 16949 com organismo de certificação escolhido. Isto implicará na organização ficar um período sem certificação válida até que ela seja auditada, que as não conformidades sejam consideradas adequadas e o novo certificado seja emitido.

Recentemente, na versão 06 da regra de transição, o IATF publicou a permissão para uma organização se transferir para outro organismo de certificação, aplicando as diretrizes de uma transição, desde que o organismo atual declare formalmente que não poderá executar a auditoria de transição antes de14/09/18, devido a indisponibilidade de auditores para executar a auditoria nos prazos estabelecidos no manual de regras do IATF, bem como no documento “Transition Strategy ISO/TS 16949 – IATF 16949”.

Um ponto muito importante para as organizações que ainda não concluíram a transição e que não conseguirão conclui-la, até o dia 14/09/18, é a orientação do IATF que determina que:

  • se a auditoria já foi conduzida ou será conduzida antes de 14/09/18, porém a organização estiver com não conformidades ainda não verificadas/fechadas, até 14/09/18, os prazos de verificação das ações em até 90 dias continuam válidos;

Considerando-se o item acima, se o certificado for emitido após 14/09/18, a organização deverá considerar o impacto junto aos clientes, já que ficará sem nenhum certificado válido até que seja concluído o processo de certificação, e consequente, a emissão do certificado:

  • se a auditoria for conduzida após 14/09/18, a organização poderá ser auditada a qualquer tempo pelo organismo atual, porém o dimensionamento da auditoria de transição será equivalente a uma auditoria inicial etapa 2, sem a aplicação da auditoria etapa 1, desde que a auditoria etapa 2 se inicie em um prazo de até 6 meses do vencimento do certificado ISO/TS 16949 com a manutenção do organismo de certificação;

Também neste caso, a organização estará sem nenhuma certificação automotiva válida até a conclusão do processo de certificação.

As montadoras membros do IATF estão conscientes do status do processo e estão atuando diretamente junto a seus fornecedores para que estes consigam finalizar a transição a tempo.

Contudo, alguns fatores dificultaram o processo de transição para algumas organizações como, por exemplo, demora em iniciar a implantação internamente, dificuldades decorrentes dos novos requisitos incorporados a nova estrutura proveniente da ISO 9001, especificidades da IATF 16949 (este assunto abordarei em outra matéria, brevemente), dificuldades econômicas, etc. Estes são os fatores mais relevantes que impactam no processo de transição fazendo com que entre 10 e 20% das organizações tenham dificuldades para concluir a transição até 14/09/18.

Como as montadoras automotivas não iniciam novos negócios com fornecedores não certificados conforme a IATF 16949, com certeza haverá muito em breve um movimento para que as organizações retomem a certificação IATF 16949.

Alfredo Pavone Ferreira
Gerente de Certificação Automotiva – Fundação Vanzolini

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