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Transtorno do Espectro Autista (TEA): entenda o que é e como contribuir para um ambiente de trabalho e de ensino mais inclusivo

Transtorno do Espectro Autista (TEA): entenda o que é e como contribuir para um ambiente de trabalho e de ensino mais inclusivo

Fundação Vanzolini está à frente da formação voltada aos educadores da rede estadual de São Paulo, com o tema ‘Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva’, e aborda a questão do TEA. 

Quantas vezes você já teve a oportunidade de conviver com uma pessoa com TEA, Transtorno do Espectro Autista e não sabia?

A busca por ambientes mais diversos e inclusivos tem tornado o autismo um assunto mais frequente, e o número de casos diagnosticados, cada vez maior. Segundo dados de levantamento recente divulgado pelo Center of Desease, órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, estima-se que 1 em cada 44 crianças de 8 anos tenha TEA. O Transtorno é uma condição do neurodesenvolvimento que tem seus primeiros sinais na infância e que persistem ao longo da vida adulta, podendo apresentar uma série de desafios na interação social, na comunicação e no comportamento.

A importância da inclusão em diferentes ambientes

A fonoaudióloga Beatriz Lopes Versolla, especialista em inclusão na primeira infância e uma das consultoras convidadas pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini para a elaboração de uma formação voltada aos profissionais da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) sobre Educação Especial, alerta que o TEA ainda carrega um forte estigma de doença intelectual, que compromete a capacidade de aprendizagem e de interação social, uma interpretação fortemente equivocada.

O autismo, segundo a especialista, não é uma doença, mas uma condição do indivíduo e, por isso, não há uma cura, mas sim o desenvolvimento das potencialidades de cada criança ou adulto autistas. “Todas as pessoas autistas são capazes de aprender, independentemente do nível de suporte que necessitam”, pontua, ao tratar da importância da inclusão das crianças no ambiente escolar.

A formação que a Fundação Vanzolini prepara, a partir das diretrizes da SEDUC, para ser oferecida aos educadores, ainda no primeiro semestre, tem como objetivo apoiar os professores e gestores escolares na construção de um ambiente de ensino onde todas as crianças possam ter suas potencialidades desenvolvidas. Ao todo, o material produzido pela Fundação conta com 7 módulos, um deles inteiramente dedicado ao TEA.

“A minha participação traz uma proposta prática para ajudar os professores na sala de aula a entender, numa perspectiva mais ampla [o que é o autismo], quebrando alguns mitos relacionados a ele”, destaca a especialista. Entre os tabus apontados por ela está o fato de que as crianças com autismo são agressivas e não conseguem aprender. “Cada estudante com TEA é diferente um do outro e a gente consegue dar conta dessas necessidades individuais para proporcionar a inclusão desse aluno na sala de aula”, completa.

Como as empresas podem contribuir para um ambiente de trabalho mais respeitoso 

Quando o assunto é mercado de trabalho, quais os desafios que os jovens e adultos autistas enfrentam? De que forma as empresas podem contribuir para um ambiente mais inclusivo?

Beatriz Lopes Verzolla conta que a falta de acesso ao mercado de trabalho é uma queixa recorrente entre as pessoas com TEA e que o índice de desemprego é bem alto. Segundo um estudo da Organização das Nações Unidas, mais de 80% dos profissionais com autismo não contam com uma ocupação formal.

“Quem consegue se inserir, não consegue manter seus empregos e isso gera reflexos financeiros, sociais e emocionais. A gente tem, inclusive, uma taxa de depressão e de suicídio maior entre pessoas autistas, principalmente de nível 1, que são pessoas consideradas funcionais e que muitas vezes têm suas dificuldades subestimadas”, completa a especialista.

Verzolla dá algumas dicas para que empresas e organizações possam contribuir para se ter um ambiente mais inclusivo. Ela ressalta que pequenas ações podem fazer grandes diferenças, já que, segundo a especialista, muitas vezes, o que impede que os jovens e adultos autistas executem suas tarefas de forma plena são as barreiras impostas pelo ambiente, principalmente as atitudinais. Para alcançar um ambiente, de fato, inclusivo é preciso lembrar da importância de se abrir espaço para o diálogo com pessoas que tenham TEA.

1. Atenção no momento do recrutamento
Uma pessoa com TEA pode se comunicar oralmente, mas na hora de uma entrevista, ela pode precisar de um pouco mais de tempo para responder. Além disso, as respostas podem ser mais objetivas e é importante que isso não seja interpretado como arrogância.

2. Mais conforto nas reuniões online
É interessante que a pessoa com autismo possa ficar um tempo com a câmera fechada, se desejar. Diante da necessidade de encontros presenciais, que ela tenha a preferência de participar de forma remota.

3. Festas e confraternizações
Em eventos, outra dica dada pela especialista, é que o colaborador com autismo possa ter a liberdade de ficar em um ambiente mais reservado ou por menor tempo, e que essa necessidade não seja interpretada como uma dificuldade de trabalho em equipe, por exemplo.

 

 

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