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Desenvolvimento sustentável no setor energético foi tema do Fórum promovido pela Fundação Vanzolini em comemoração aos seus 55 anos

Desenvolvimento sustentável no setor energético foi tema do Fórum promovido pela Fundação Vanzolini em comemoração aos seus 55 anos

A matriz energética brasileira é considerada uma das mais renováveis dentre todas as grandes economias mundiais, apesar de ainda contar com a presença de fontes poluentes.

Segundo estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil lidera o ranking de países com energia renovável dentro do Brics, composto pela Rússia, Índia, China e África do Sul, ao ter 45% de sua energia advinda de maneira limpa e renovável, enquanto a média mundial é de 14%.

Esse foi um dos assuntos abordados durante o Fórum Energia e Sustentabilidade, promovido pela Fundação Vanzolini, no dia 31 de março, data em que completou 55 anos. “O tema escolhido foi uma feliz e oportuna distinção, pois está inserido no grande desafio do desenvolvimento sustentável, algo que a Fundação Vanzolini se compromete ao longo dos 55 anos de existência“, iniciou o presidente da Diretoria Executiva da FCAV, professor João Amato Neto.

O processo de transição do Brasil para uma matriz mais limpa não é recente. Além das hidrelétricas, que há anos respondem pelo maior percentual de energia elétrica do país, outras soluções estão em desenvolvimento e ganhando força.

“O país é o 4º maior produtor agrícola do mundo e isso nos dá uma ideia do potencial de bioenergia que temos, não só de biocombustíveis, mas bioeletricidade, biogás e de toda uma gama de produtos que vêm da produção agrícola e que podem contribuir para a produção energética brasileira”, afirmou o moderador do evento, Prof. Erik Rego, que tem mais de 15 anos de experiência no setor energético. Erik é diretor de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP (POLI-USP).

Ele registrou que o Brasil tem uma excelente radiação solar, o que permite a grande capacidade de plantas fotovoltaicas, uma das mais competitivas do mundo. Além de um potencial eólico, seja onshore ou offshore, que somados dão mais de duas vezes o que o país tem de capacidade instalada de todas as fontes de geração de energia. É também o segundo maior país produtor hidrelétrico e ainda pode aproveitar esses recursos com repotenciações reversíveis, além de explorar melhor esses ativos.

Os biocombustíveis foram abordados por Rubens Ometto com mais ênfase. Fundador e presidente do Conselho de Administração da Cosan, ele foi o primeiro debatedor do Fórum a fazer sua explanação: “No Brasil, com a cana de açúcar, é possível extrair muita coisa dessa planta. Pouca gente sabe, mas a energia contida em uma tonelada de cana vem, um terço, da sacarose, outro terço do bagaço  da cana e o outro das folhas”, explicou Ometto sobre o potencial da cana de açúcar e como é possível encaixá-la em uma economia circular e gestão de resíduos fundamentais para a sustentabilidade. 

Outro ponto mencionado durante o Fórum Energia e Sustentabilidade foram as iniciativas com foco em energia renovável e sustentável e como elas podem ir ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), definidos durante a Rio+20 pela Organização das Nações Unidas, em 2012, e que estipula 17 objetivos a serem cumpridos pelos países até 2030. “Desde a descoberta da fissão nuclear, as aplicações pacíficas da tecnologia nuclear têm ajudado muitos países a melhorarem a produtividade agrícola e também a garantirem um fornecimento contínuo da eletricidade”, comentou o debatedor Leonam Guimarães, presidente da Eletronuclear, além de mencionar a contribuição da energia nuclear em oito ODSs.

Guimarães deu ênfase aos benefícios ambientais da indústria nuclear em oposição à visão negativa que a sociedade desenvolveu por causa de fatores adversos do passado. Mostrou como a atividade dessa indústria promove, hoje, a redução de taxas de degradação de algumas categorias de capital natural, como a concentração de gases de efeito estufa, poluição do ar, acidificação dos oceanos e uso da terra. Além disso, reforçou o papel da atividade na universalização do acesso à energia, modicidade tarifária, segurança de abastecimento, uso de mão de obra qualificada e incremento na pesquisa científica e tecnológica.

Entretanto, para que o Brasil avance quando o assunto é energia limpa e renovável, o papel das agências reguladoras é fundamental. Segundo Arthur Barrionuevo, professor doutor de Economia da FGV-SP, em alguns setores há a tendência de se ter um monopólio natural e a agência regulatória atua diretamente em questões de como evitar o abuso do poder econômico, estimular o acesso ao serviço público e garantir condições de rentabilidade, com o objetivo de manter a oferta do serviço com a qualidade necessária.

“As regras dos governos podem facilitar ou dificultar a introdução de novas energias. Se os investidores não receberem uma taxa de retorno mínima, ao que eles entendem como adequadas e garantias jurídicas do cumprimento de contratos, eles não farão os investimentos. Mesmo com estudos mostrando que a energia solar teve uma queda de custo nos últimos 10 anos de 85%, o problema está em investimentos na área de transmissão. E esta é regulada dessa maneira, mais tradicional, tendo a regulação dos governos”, destacou Barrionuevo.

Entre os aspectos dos marcos regulatórios do setor, Barrionuevo abordou os elementos de contrato que podem gerar desequilíbrio econômico e financeiro e impactar a taxa de retorno dos investidores. Além disso, falou sobre a questão dos subsídios e do apoio necessário que os governos precisam dar aos investidores e produtores de energia limpa, como doações, juros baixos, empréstimos preferenciais e benefícios fiscais.

Para assistir ao debate sobre Energia e Sustentabilidade na íntegra, basta clicar no vídeo abaixo.

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