Como está seu diálogo interior?

Como está seu diálogo interior?

O pensamento é essa voz interna que fala conosco todo o tempo. O conteúdo de sua fala pode ser agradável ou desagradável, bom ou ruim. Esse diálogo vai depender de nosso autoconceito. Mas uma coisa é certa, o sentimento de insatisfação pessoal toma conta de nós quando a voz interna nos informa que nosso eu real está diferente do eu ideal.

Uma voz interna crítica e destruidora impede a pessoa de contatar suas próprias forças do eu real e normalmente diz:

  • É melhor agradar seu chefe, senão você perde seu emprego.
  • Você é intolerante quando fica raivoso.
  • Seja político no trabalho, assim não haverá conflito.
  • Você não vai conseguir.
  • Você é ridículo.
  • Você não sabe o que faz.
  • O seu colega é melhor que você.
  • Você é insignificante, é melhor não contar suas coisas.
  • Engole sua raiva, senão ninguém vai gostar de você.

A voz interna amiga e verdadeira é madura e tem o dom da ponderação. Estimula o contato com as fraquezas e fortalezas, as ameaças e oportunidades do eu real. Quando diz para recuar, se baseia no bom senso. Faz críticas e elogios. Normalmente diz:

  • Se o colega não respeitou você, você tem o direito de sentir raiva.
  • Vá em frente. Sei que vai conseguir.
  • E por que não tentar?
  • Se você errou, não tenha vergonha.
  • Peça ajuda para você não quebrar a cara.
  • Ponha a raiva para fora sem machucar ninguém.

Possuir uma voz interna amiga e verdadeira contribui imensamente para alcançar o prazer da liberdade da qual estamos falando, aquela liberdade de sentir as emoções necessárias, úteis e justas, além da responsabilidade de expressá-las de forma assertiva. A qualidade da voz interna reflete a reputação que criamos de nós mesmos, a autoestima.

A autoestima é resultado do conceito que faço de mim, ou seja, o que penso e sinto sobre mim mesmo, da confiança que deposito em mim, manifestada pela expressão “Eu confio em meu taco”, e do respeito que tenho por meu eu real, admirando minhas fortalezas e tendo compaixão por minhas fraquezas.

Somado esses três aspectos, a autoestima também é influenciada pelas opiniões de outras pessoas importantes para o eu real. O feedback verdadeiro e com amor, dessas pessoas, é sempre bem-vindo para aumentar o autoconhecimento.

Uma pessoa consegue ter liberdade emocional quando sua autoestima está equilibrada, ou seja, a pessoa tem consciência de suas fortalezas e suas fraquezas porque tem livre acesso aos seus sentimentos. Usa de suas fortalezas para fortificar sua autoimagem. Com relação às fraquezas, usa de seu sentimento de compaixão para ser tolerante e respeitoso para consigo mesmo.

Por Vera Martins

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Sobre a autora
Vera Martins – 
Mestre em Comunicação e Mercado, pedagoga e especialista em Medicina Comportamental. Autora dos livros “Seja Assertivo!”, “Tenha Calma” eO Emocional Inteligente”. Professora da Fundação Vanzolini no curso de Liderança Assertiva e consultora especialista em comportamento humano. Atua como neurocoach e facilitadora em seminários e workshops sobre: Gestão Emocional do Time, Liderança Assertiva, Comunicação Assertiva, Negociação Eficaz, Gestão de Conflitos, Efetividade e produtividade pessoal, Team building e Ética nas Relações de Trabalho. Palestrante em congressos de recursos humanos, educação e negócios: CBTD, Expo Management, Fórum de Educação, Six Sigma,  ISMA,  etc. Possui artigos publicados em diversas revistas e sites da área de RH e entrevistas para rádio e TV. Diretora da Assertiva Consultores.

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