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Professor da Fundação Vanzolini fala sobre a expansão da hidrovia Tietê-Paraná

Elaborado há três anos, o projeto de ampliação da hidrovia Tietê-Paraná começa a se tornar realidade. Extima-se que aproximadamente 12 milhões de toneladas de cargas – dobro da movimentação atual – sejam atraídas.   Dessa forma, a obra, que dará capacidade total de mobilidade a hidrovia, será considerada uma importante alternativa de corredor de exportação até o porto de Santos.

 O desvio de cargas transportadas atualmente pelo modal rodoviário será um dos impactos das obras na Tietê-Paraná. O transporte pela hidrovia reduzirá o fluxo de caminhões ao porto de Santos, contribuindo significativamente para o escoamento de cargas.  

Além da expansão comercial, lazer e turismo náuticos também estão sendo pensados para o novo projeto da Tietê-Paraná. Esse tipo de exploração pode trazer ganhos regionais, se pensados com vistas ao empreendedorismo.

Claudio Barbieri, vice-coordenador da pós-graduação em Logística Empresarial da Fundação Vanzolini e professor da área de Engenharia de Transportes da POLI/USP, explica que para ser realmente eficiente, a hidrovia deve ter uma vocação de fluxo constante,  como por exemplo, nos Estados Unidos, onde as hidrovias transportam de oeste a leste, e vice-versa.

Segundo o Departamento Hidroviário, a previsão é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2014.

 

Fonte: Revista CNT Transporte Atual – Mai/Jun