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Professor da Fundação Vanzolini analisa o efeito do dólar na vida do empresário

Ao nos debruçarmos nos reflexos da cotação do dólar para as pequenas empresas, vemos efeitos positivos e negativos. Enquanto as exportadoras planejam aumentar a fatia das vendas no exterior, as importadoras estão apreensivas.

Para quem está de olho no mercado internacional, o gerente de exportação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Christiano Braga, alerta que a companhia precisa estar preparada para esse tipo de venda – não deve se empolgar apenas com a cotação do dólar. Para manter um plano de exportação sustentável, a empresa precisa melhor o produto, adaptá-lo, se necessário, e investir na equipe de vendas.

A Apex mantém o Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex) justamente para ajudar quem pretende investir no mercado internacional. Essa experiência faz com que a agência estime em um intervalo grande – entre oito meses e dois anos – o tempo necessário para que o negócio faça todas as adequações visando as exportações.

O professor de finanças da Fundação Vanzolini, Roberto Lima, também defende a preparação do negócio como meio para garantir que o processo seja contínuo. Ainda segundo o professor, as exportadoras também podem se beneficiar de um adiantamento dos contratos de câmbio para financiar sua produção – já que existe restrição de crédito – e da redução do custo de mão de obra. “Ninguém sabe o que vai acontecer com o dólar, mas não existe expectativa para uma redução muito grande. São taxas atrativas dentro dessa configuração de exportação”, afirma.

Leia matéria na íntegra no Estadão PME.