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Prof. Mauro Spinola analisa o Windows 8

A Microsoft preparou a venda do Windows 8 na última quinta-feira, 25, e já aceita encomendas de usuários de diversos países. Apesar da grande aposta para aplicação em aparelhos com telas sensíveis ao toque, com a entrada na nova geração de ultrabooks e no segmento de tablets, a questão crucial para a adoção da última versão do sistema operacional entre as empresas reside na integração de sistemas com serviços de computação em nuvem.

Foi o que defendeu o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenador do MBA em gestão de operações da Fundação Vanzolini, Mauro de Mesquita Spínola em entrevista à rádio CBN. Para ele, apesar de a empresa chegar “atrasada” na competição com o Google e a Apple em mobilidade, a liderança no mercado corporativo dá à Microsoft certa vantagem na transição do próximo sistema operacional em empresas. “Essa ansiedade que existe no mercado consumidor para atualizar o software não existe no mercado corporativo. O sistema é adotado depois de adquirir maturidade”, explica.

O ponto-chave, para o especialista, está no uso da nuvem, tida como um “paradigma fundamental” na computação. Para Spinola, mesmo com problemas de segurança que essa modalidade envolve, “não tem mais sentido a empresa investir em todo o aparato de comunicações se ela tem a alternativa sob demanda: a nuvem”. Como a Microsoft promete uma maior integração com essa modalidade de serviço no Windows 8, será possível mensurar a chegada dessa versão nas empresas apenas quando o sistema for testado, ou seja, após ele chegar de fato ao mercado.

Spínola lembra que muitas organizações sequer realizaram a migração do Windows XP para o Windows 7, desconsiderando o fracasso nas vendas da versão entre elas, o Vista. Isso porque a computação corporativa leva mais tempo para fazer esta transição tanto pela estabilidade de redes, banco de dados e segurança, além do alto investimento na compra de novas licenças.

De acordo com o professor, a interface do Windows 8 mostra claramente o posicionamento da Microsoft a fim de acompanhar as tendências de mobilidade. Consequentemente, as primeiras companhias a adotá-lo serão aquelas que trabalham fortemente nas áreas de marketing, possuem numerosa equipe de vendas ou funcionários que possuem seus próprios tablets e smartphones. “É uma oportunidade que a Microsoft vê no futuro da computação, dado o estágio atual do uso dessas tecnologias. Por isso, apenas em organizações com demanda por integração dos sistemas internos com outros aplicativos possivelmente serão as primeiras que irão avaliar a hipótese de passar para o Windows 8”, analisa.

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