Notícia

Instituto de Oncologia Santa Paula recebe selo AQUA na categoria Operação e Uso

Em setembro de 2014, o Instituto de Oncologia Santa Paula (Iosp), localizado em São Paulo, recebeu a certificação Alta Qualidade Ambiental (AQUA), na categoria Operação e Uso, da Fundação Vanzolini. Ao custo de R$ 22,3 milhões, as obras do empreendimento tiveram início em janeiro de 2012 e foram finalizadas em julho de 2013 pela Bueno Netto Construtora.

O Iosp possui área de aproximadamente 4 mil m² distribuídos entre auditório, ambiente de convivência, dois andares de consultórios, destinados à oncologia clínica, cirurgia oncológica, radioterapia e onco- hematologia. Dois andares são destinados para a quimioterapia com boxes individuais e farmácia para manipulação de quimioterápicos. No quarto subsolo está instalada a Radioterapia com Acelerador Linear de Intensidade Modulada.

Das 14 categorias presentes na certificação Aqua, o Instituto de Oncologia Santa Paula foi avaliado como “excelente” em nove delas: relação do edifício com seu entorno; escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos; gestão da água; gestão dos resíduos de uso e operação do edifício; manutenção – permanência do desempenho ambiental; conforto higrotérmico; conforto olfativo; qualidade sanitária dos ambientes; e, por final, qualidade sanitária da água.

Para conquistar a certificação e também atribuir ao empreendimento soluções sustentáveis, a equipe do Hospital Santa Paula contratou a Inovatech Engenharia, que prestou consultoria durante toda a obra. A empresa foi contratada logo no início da obra e, por isso, conseguiu planejar adequadamente todas as soluções que iriam adotar.

Segundo a Inovatech, houve tempo suficiente para implantar todos os itens que a certificação exigia. No caso da categoria de Operação e Uso houve a inclusão de treinamento aos funcionários do hospital para que eles conseguissem manter as boas práticas de sustentabilidade durante a vida útil do empreendimento.

“O desafio foi incorporar nos treinamentos e na formação das pessoas as questões da sustentabilidade e da certificação. Muitos aspectos da sustentabilidade já eram adotados, mas o atendimento aos requisitos da certificação em si foi algo que precisamos trabalhar”, conta Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia. A consultoria forneceu treinamentos com as equipes para que elas pudessem ajustar suas rotinas e atividades aos requisitos do processo AQUA.

Construção

Realizar a obra dentro de um terreno considerado estreito, com 778 m², foi um dos desafios encontrados pela construtora. De acordo com Walmor Pedro Brambilla, gerente de engenharia da obra do Iosp, o terreno limitado fez com que a equipe de engenharia tivesse que ter muito cuidado com relação ao entorno para viabilizar a produção em canteiro, como a chegada de materiais, por exemplo.

Nas salas de radioterapia foi preciso reforçar o concreto para que a radiação não transpassasse as paredes. Assim, a despesa com estrutura de concreto armado se destacou na planilha de custos, chegando a representar 8,32% de participação no total, cerca de R$ 1,8 milhão. “Para que pudéssemos conter essas energias precisamos ter paredes resistentes em termos de densidade porque essa radiação tem que ficar dentro da sala durante o tratamento”, afirma Walmor. Em algumas situações foi utilizado concreto convencional, mas nestas paredes, foi preciso utilizar concreto de alta densidade.

Com fundações em parede-diafragma e sapatas isoladas, estrutura de concreto armado e fachada em alumínio anodizado e vidro reflexivo temperado, o edifício está sendo ocupado gradativamente. O projeto de arquitetura realizado pela Duarte Schahin Arquitetura teve como uma de suas prioridades a iluminação natural na maioria dos ambientes – excluindo a sala de radioterapia onde não são permitidas janelas. Tal item também foi primordial para a conquista do selo, de acordo com Manuel Martins, docente da Fundação Vanzolini.

“Neste caso do Iosp, não é um ambiente de internação, mas os pacientes que vão receber quimioterapia ficam um tempo razoável ali recebendo a medicação e são pacientes já numa condição fragilizada, logo, é ainda mais importante essa exigência de garantia de acesso à luz do dia”, ressalta.

Fonte: Construção Mercado