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Fundação Vanzolini aposta em educação continuada

No fim da década de 1960, o mundo viu aumentar a demanda por profissionais especializados na área de engenharia de produção. No Brasil, os poucos cursos superiores ainda eram insuficientes para atender aquele mercado em expansão. Foi nesse contexto que, em 31 de março de 1967, um grupo de docentes da Escola Politécnica da USP, liderado pelo professor Ruy Aguiar da Silva Leme, criou a Fundação Carlos Alberto Vanzolini. A primeira ideia foi criar uma instituição que se tornasse importante órgão de difusão no setor, ministrando cursos de especialização.

Com o tempo, a atuação foi além do campo da educação continuada, passando a crescer também em áreas como certificação, gestão de tecnologias aplicadas à educação e projetos, nas quais a entidade se tornaria em poucos anos grande centro de referência.

“A Fundação Vanzolini é reconhecida internacionalmente por investir em temas de destaque para as empresas privadas, órgãos e entidades do setor público que buscam alcançar e manter padrões elevados de desempenho”, afirma o diretor de educação, Marco Aurélio de Mesquita. Segundo ele, os cursos de capacitação, pós-graduação lato sensu e MBA são os principais produtos da área. “As especializações, com carga horária mínima de 360 horas, são reconhecidas pela USP como pós-graduação lato sensu e visam à formação continuada de engenheiros e profissionais da área técnica, que desejam uma formação complementar em gestão.”

Os cursos são realizados por meio de convênio com a universidade. “Além de abordarem temas da área de produção, são compostos por disciplinas que cobrem integralmente o programa proposto. O certificado de conclusão é emitido pela USP”, completa. Há ainda a oferta de cursos de capacitação (média duração), em que o participante aprofunda conhecimentos em assuntos específicos e atuais.

Nestes casos, os temas propostos atendem a necessidades bem específicas. Os programas estão agrupados em diversas áreas e podem ser ministrados no formato in company.

A fundação também desenvolve projetos de consultoria e educacionais, coordenados por professores da engenharia de produção, tanto na esfera pública quanto para o setor privado, atendendo demanda de clientes de todos os portes. “Nestes casos, em virtude da limitada disponibilidade de tempo dos docentes, a nossa vocação e prioridades estão voltadas para projetos que impõem desafios importantes na área de engenharia de produção e gestão de operações. Isso porque eles acabam promovendo o próprio desenvolvimento de novas metodologias, que os professores passam a praticar e ensinar, tanto na USP quanto nos cursos da fundação”, afirma Mesquita.

No último triênio, a entidade recebeu cerca de 2.200 alunos nos cursos de especialização (longa duração), 1.600 alunos de capacitação (média duração) e 4.500 alunos nos módulos de atualização (curta duração). A fundação tem buscado ainda atender uma demanda dos alunos com relação à internacionalização dos cursos de longa duração.

Fonte: Valor Econômico