Notícia

A engenharia e a crise brasileira

Seminário Educação Continuada

Roberto Marx, diretor de operações da Fundação Vanzolini, e Beatriz Scavazza, coordenadora executiva da GTE/Fundação Vanzolini.

“O debate sobre as soluções para a crise brasileira está demasiadamente concentrado na discussão macroeconômica. São os economistas que dominam as discussões sobre as soluções para os problemas brasileiros, mesmo quando se trata de questões de infraestrutura, administração e problemas sociais”.

A afirmação é do professor Roberto Marx, do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP, e diretor executivo da Fundação Vanzolini. Segundo ele a agenda sobre as reformas da previdência, fiscal e trabalhista são importantes, mas não são suficientes para a retomada do desenvolvimento. “Há um problema claro e pouco discutido: é preciso aumentar eficiência da produção no Brasil, nas organizações em geral, na indústria, na prestação de serviços e principalmente na máquina pública”.

Para o professor Roberto Marx a busca pela eficiência é incipiente no país. Citou como exceções a Embraer e o agronegócio brasileiro, com produtividades comparáveis aos melhores índices mundiais. ”A eficiência, a produtividade, a agregação de valor são necessidades para a retomada do desenvolvimento”, disse ele. Segundo o professor, a Engenharia de Produção poderia dar uma grande contribuição levando método, realismo e racionalidade ao debate nacional.

O professor Roberto Marx falou durante o Seminário Desafios da Educação Continuada, no dia 7 de março, promovido pela Fundação Vanzolini, em celebração aos 50 anos da Fundação Vanzolini.

O casamento da engenharia com a educação

O casamento da educação com a engenharia de produção foi fundamental para que 6 mil professores da rede estadual de ensino de São Paulo, cursassem a faculdade, em um curso à distância, para cumprir a exigência de formação superior da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Seminário Educação Continuada

Paulo Lourenção, coordenador do Programa de Especialização da Embraer, compartilhou um pouco de sua experiência nessa relação da engenharia com a educação.

‘Imagine o desafio de trabalhar com 7 mil professores, dos quais 6.200 concluíram o curso. E não foi um curso qualquer, coordenamos os trabalhos de 3 universidades, a PUC DE São Paulo, a USP e a UNESP para chegar a um currículo só”, disse a professora Beatriz Scavazza, Coordenadora Executiva de Gestão de Tecnologia em Educação da Fundação Vanzolini, durante o Seminário Desafios da Educação Continuada, no dia 7 de março.

Segundo ela a engenharia de produção agregou conhecimentos de processos, e gerenciamento de projetos que foram fundamentais para um desafio de grande envergadura, em educação à distância, com a participação de muitos agentes e parceiros, como no caso do Curso de Formação em Nível Superior para Professores, promovido pela Secretaria de Educação de São Paulo.

 

 

 


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