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Certificação AQUA gera valorização para o empreendimento Cidade Jardim Corporate Center

Um dos maiores empreendimentos comerciais do país, o Cidade Jardim Corporate Center, em São Paulo, é o primeiro complexo comercial com a certificação AQUA no Brasil. Diferencial de sustentabilidade gera mais valor para clientes e investidores


O Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), desenvolvido e adaptado à realidade brasileira pela Fundação Vanzolini, maior certificadora nacional, vem ganhando cada vez mais a adesão de construtoras e incorporadoras no país. Criada em 2008, já conta com 25 processos iniciados, 20 certificados emitidos (fases de concepção, programa e operação) e 13 empreendimentos certificados, totalizando cerca de 150.000,00 m2.

Além disso, o nível de satisfação dos clientes do AQUA é alto. Segundo Luciano Amaral, diretor de incorporação da JHSF, o certificado AQUA é um grande atrativo para a valorização do empreendimento. ?No Cidade Jardim Corporate Center, o processo na fase de concepção vem sendo muito bem conduzido pela Fundação Vanzolini, instituição altamente capacitada em certificações ambientais. As auditorias foram muito criteriosas e  o emprendimento já foi certificado nas fases Programa e Projeto do processo AQUA?, explica Amaral.

Segundo ele, o Cidade Jardim Corporate Center, com três torres, foi concebido dentro dos mais modernos critérios de sustentabilidade. ?Desde o início, durante a elaboração do projeto, a JHSF investiu em baixo impacto socioambiental e consumos operacionais reduzidos (água, energia e resíduos). A certificação AQUA atesta ainda que o Cidade Jardim Corporate Center oferece qualidade de vida aos usuários e contribui para o desenvolvimento sócio-econômico e ambiental da região?, assegura Amaral.

A JHSF, destaca ele, é uma incorporadora que têm no seu DNA empreendimentos inovadores. ?A sustentabilidade como um dos pilares de crescimento e inovação faz parte do nosso planejamento estratégico. Temos certeza de que, cada vez mais, o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis será objeto de desejo dos investidores. Além de ser um dos maiores empreendimentos comerciais do país, o Cidade Jardim Corporate Center é o primeiro e único complexo comercial que possui a certificação AQUA no país. Esse diferencial é fundamental para gerar mais valor para clientes e investidores?, destaca.

Entre os outros diversos empreendimentos em processo de certificação AQUA, na cidade de São Paulo, estão o Centro de Eventos Nortel, e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo. Na Bahia, há dois empreendimentos residenciais da construtora Ecomundo. No Rio de Janeiro, em Niterói, a unidade da loja Leroy Merlin já obteve a certificação de todas as fases. Em Pindamonhangaba (SP), conjuntos habitacionais financiados pelo Minha Casa Minha Vida, da Construtora Casoi, receberão a certificação AQUA, além da Escola de Sustentabilidade Campus Natura, em Nazaré Paulista (SP).

Critérios exigentes – A certificada AQUA se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, projeto, construção e fase de uso dos empreendimentos, sejam eles residenciais, comerciais, complexos esportivos e arenas, ou destinados à habitação popular. Com isso, geram baixo impacto no meio ambiente durante a fase de construção, consomem menos recursos naturais e geram menos resíduos, explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria líder do Referencial Técnico AQUA e que detém 55% dos empreendimentos.

Diferenciais – Além disso, a  certificação AQUA é bem diferente das certificações verdes existentes no mercado brasileiro da construção civil. Sua aplicação é mais exigente devido às auditorias presenciais em todas as fases. Ao mesmo tempo, é mais flexível quanto às soluções de projeto que podem ser adotadas, de acordo com a realidade brasileira, considerando região, clima, vegetação, comunidade local, entre outros critérios. Outro detalhe importante no processo AQUA, é que durante a fase de projeto são consideradas soluções passivas e ativas para a redução de impactos ambientais e custos operacionais da construção.

Soluções ativas e passivas – Entre as soluções passivas, que podem ser empregadas sem custo adicional, estão a orientação das fachadas de modo a obter iluminação natural; cobertura destacada do forro, para melhora da ventilação natural; e sombreamento das faces ensolaradas com utilização de vegetação para reduzir o calor no interior do imóvel. Se forem adotadas já na fase do projeto arquitetônico a habitação sustentável pode ter um custo similar à convencional.

Já as soluções ativas podem incluir adoção de vasos sanitários com descarga de seis litros, torneiras e chuveiros economizadores, sistemas de aproveitamento de água da chuva e reuso de água, lâmpadas de alta eficiência energética, uso de energia solar para aquecimento da água, etc. ?Estes itens  podem requerer  um investimento maior. Porém, é bom lembrar que quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais da edificação?, explica o professor Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini.

Menor custo operacional – Martins ressalta que, hoje em dia, é necessário repensar o conceito de custo da obra, levando em conta também a fase de operação, cujo custo, ao longo dos anos, é muito maior do que o valor gasto na construção. Num horizonte de 30 anos, do custo total de construção e operação de um edifício, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação. ?Ou seja, se um edifício for sustentável e, conseqüentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno?, destaca Martins.

“No Brasil, ainda não existem números relacionados a construções sustentáveis. Mas, na Europa, o período de retorno do investimento em uma obra sustentável gira em torno de dois a seis anos, aproximadamente. Além disso, uma construção sustentável – que pode ser uma casa, um edifício residencial, um hospital, uma escola, uma loja – certamente terá um valor patrimonial mais alto ao longo do tempo do que uma convencional, justamente pela durabilidade e facilidade de manutenção e pelo baixo custo operacional”, analisa Martins.

A Certificação AQUA, desenvolvida pela Fundação Vanzolini, maior certificadora nacional , é abrangente e inclui parâmetros técnicos, regulamentações e normalização técnica nacional. Sua metodologia, baseada no HQE Francês, é reconhecida internacionalmente por diversas entidades certificadoras no mundo (França, Alemanha, Inglaterra, Finlândia , Itália  e Estados Unidos ), que fazem parte da SB Alliance, da qual a Fundação Vanzolini é membro fundador e ocupa a vice-presidência.

Conheça o hotsite: www.processoaqua.com.br